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Capa da edição nº 35 do Jornal de Espiritismo

35Jornal de Espiritismo nº 35

Julho 2009 · 20 secções · ≈ 76 min de leitura

A 35ª edição do Jornal de Espiritismo aborda a continuidade da vida e a doutrina espírita. Apresenta uma reflexão sobre a vida após a morte, desmistificando a ideia de 'paraíso' como repouso eterno e enfatizando a importância do trabalho e evolução espiritual contínua. Descreve também os dez anos da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP), destacando sua formação, projetos de divulgação e o compromisso com a disseminação séria do espiritismo, enfrentando desafios e promovendo o estudo e a solidariedade.

Espiritismo
Vida após a morte
Divulgação
Doutrina
Associação

Capa

Página 11 min

PUBLICIDADE Jornal Espiritismo Ano V | N.º 35 | Jornal Bimestral da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal | Director . Ulisses Lopes | Preço € 0.50 JULHO . AGOSTO . 2009 foto loucomotiv A VIDA CONTINUA: JORNADAS EM ÓBIDOS REPORTAGEM MENSAGEM A OUTRA FACE «A educação equivocada, que estimula o forte à governança, ao destaque, contribui para que a mansidãoea humildade sejam deixados à margem, catalogados como fraqueza do carácter e debilidade moral».

Que pensa disso? Pág. 8 OPINIÃO EXPERIÊNCIASFORA DOCORPO A semana era de férias e, tí- nhamos rumado ao Norte, no intuito de revisitar familiares. Agendáramos uma conferên- cia espírita, numa associação espírita em Braga. O tema era prometedor“Como é morrer?” . Pág. 15 LITERATURA COM QUEM TU ANDAS? É um pequeno livro de 135 páginas, que constitui uma autêntica preciosidade literária sobre o grande flagelo que a Humanidade enfrenta – a obsessão – e o seu tratamento – a desobsessão.

Pág. 16 PEDAGOGIA FALAR DE RELIGIÕES? OEspiritismodestaca-sedetodae outraqualquerconcepçãoreligio- saporseruniversalista.Apelaà transformaçãoindividualatravésdo princípiodeliberdadedeconsciên- cia,descobrindocadaumasolução, sabendoqueéresponsávelpeloseu própriopercurso. Pág.15 Pessoas interessadas no estudo do espiritismo e os cientistas convidados dialogaram em Óbidos nos dias 1 e 2 de Maio sobre os fenómenos espíritas e a continuidade da vida para além da morte.

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Editorial Numacidadeceleste Quando Joaquim Pires desencarnou, crente s

Página 26 min

Editorial Numacidadeceleste Quando Joaquim Pires desencarnou, crente sincero e praticante, procurou as portas do Céu. Combatera as próprias paixões, distri- buíra benefícios sem cogitar de recompen- sa, humilhara-se a favor dos outros, sempre que as circunstâncias lhe aconselhavam serenidade e renúncia. Em suma, Joaquim fora um homem bom. Todavia, como vivemos sobremaneira distanciados das criaturas perfeitas, andava preocupado com a ideia de repousar no Paraíso.

Não tivera ocasião de provar-se em testemunhos reconhecidamente difíceis e angustiosos. No entanto, acariciava o pro- pósito de anestesiar-se no “outro mundo”. Queria descansar, esquecer, embriagar-se no êxtase divino... “Morreu”, por isso, sem receio algum. Despediu-se, quase contente, dos familia- res. Parecia andorinha humana, no júbilo de buscar a primavera noutras paragens. E, com efeito, tantos méritos detinha consigo, que prodigioso fio de luz assinalava-lhe o caminho, desde o túmulo até às portas de uma cidade resplandecente.

Aí chegado, Joaquim, premido pela emo- ção, empalidecera de regozijo. Enlevado, notou que, lá dentro, havia felicidade e luz, mas inequívocos sinais de trabalho tam- bém... Ruídos de actividade salutar e sons de campainhas inquietas alcançaram-lhe os ouvidos surpresos. Antes de se entregar a maiores perquirições íntimas, simpático mensageiro veio recebê- -lo no limiar. - É aqui o Paraíso? – inquiriu. - Sim – informou o interpelado, gentilmente -, estamos numa cidade celestial.

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Ficha Técnica

Página 32 min

Correio do leitor FICHA TÉCNICA Jornal de Espiritismo Periódico Bimestral Director: Ulisses Lopes Editor: Jorge Gomes Maquetagem: www.loucomotiv.com Fotografia: Loucomotiv e Arquivo Tiragem: 2000 Exemplares Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.º 124325 Depósito Legal: 201396/03 Administração e Redacção ADEPRua do Espírito Santo, N.º 38, Cave Nogueira – 4710-144 BRAGA Assinaturas Jornal de Espiritismo Apartado 161 4711-910 BRAGA E-mail jornal@adeportugal.

org Conselho de Administração Noémia Margarido, Isaías Sousa Publicidade Apartado 161 4711-910 BRAGA pub@adeportugal.org Propriedade Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal ADEP NIPC 504 605 860 Apartado 161 4711-910 Braga E-mail: adep@adeportugal.org http://www.adeportugal.org Impressão Oficinas de S. José – Braga GrupoEspíritaBatuira foto geb Desejando prestar uma merecida homenagem a António Gonçalves da Silva Batuíra, um grupo de trabalhadores e frequentadores do Grupo Espírita Batuíra, em Algés (Portugal), deslocou-se a Trás-os-Montes, num domingo, dia 19 de Abril de 2009, para afixar uma placa comemorativa na casa que o viu renascer a 26 de Dezembro de 1838, em Vila Meã, freguesia de S.

Tomé do Castelo, concelho de Vila Real. Apesar de, até agora, todas as biografias o darem como tendo nascido em 19 de Março de 1839, em Águas Santas, Maia (perto da cidade do Porto), comunicamos que estes dados são incorrectos. Quanto ao nome Águas Santas, existe realmente uma outra aldeia chamada assim, a uns 4 km da aldeia onde ele nasceu (no séc. XIX, esta Águas Santas, era conhecida nas redonde- zas porque diziam que a água que corria do seu fontanário era “santa”, fazendo-se por este motivo inclusivamente uma romaria anual), mas Batuíra não é daí, mas sim de Vila Meã, como se pode ver pela certidão de nascimento em nosso poder.

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Página 44 min

Consultório Transtorno alimentar foto loucomotiv «O Dr. Ricardo Di Bernardi,* seria possível falar sobre o Transtorno Alimentar da Obesidade Mórbida?», indaga Margarida Magalhães, de Amarante. PUBLICIDADE PUBLICIDADEPrezada Margarida, o nosso psiquismo formou-se ao longo de milhões de anos. Como dizem os Espíritos, a nossa história vem desde o átomo e irá até ao arcanjo. A obesidade mórbida, desta encarnação, está a reflectir um desajuste nas estruturas mais profundas dos corpos energéticos que todos possuímos.

Este desajuste é drenado, exteriorizado, para o organismo biológico. Esta exteriorização nada tem a ver com punições, é antes uma consequência natu- ral. Deve ser tratada, corrigida e orientada como qualquer outro problema. Todas as nossas preferências, peculiaridades de comportamento e dificuldades estru- turam-se nas experiências desta vida e das inúmeras vidas anteriores. E isto também serve para as dificuldades orgânicas expres- sivas com as quais, hoje, nos defrontamos.

Durante o período da gravidez, recebemos inúmeros condicionamentos. O mesmo ocorre durante a nossa infância e toda a nossa formação educacional. Vivemos inúmeras situações que acabam por poten- cializar qualidades, ou características, que já trazemos de vidas pregressas. O nosso inconsciente (Espírito) regista factos vivenciados que, conforme a sensibi- lidade pessoalisto é, para cada um existe uma forma peculiar de reagirdeterminam posturas mais ou menos equilibradas frente a tudo aquilo com que deparamos na vida.

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Página 55 min

Breves PUBLICIDADE AGORA NOVA VERSÃO ON-LINE www.adeportugal.org Saiba como na pág. 17 CENTRO ESPÍRITA PERDÃO E CARIDADE O Centro Espírita Perdão e Caridade (às Janelas Verdes), na Rua Presidente Arriaga, 124/125 em Lisboa, organiza os seus Diálogos Espíritas nos primeiros domingos do mês, das 17h00 às 19h00: 5 de Julhotema: Lei Humana e Divina na visão EspíritaExpositor: Zé Rocha. Dia 2 de Agosto – tema: Doentes termi- nais e EspiritismoExpositor: Francisco Godinho.

Outro ciclo de palestras, intitulado TEMAS PARTILHADOS, decorre às quartas- feiras, pelas 18h30. Em JUNHOO Médium Espírita. Em JULHOEmancipação da Alma. Em AGOSTO – Deus. Os coordenadores destas actividades são Antero Ricardo e Carlos Alberto Ferreira. Dia 26 Abril decorreu um seminário que respondeu a perguntas como: Po- demos falar de um universo inteligente? Para onde caminha a nave espacial chamada “ Terra”? Existe vida no Universo?

O que é o Universo? Onde estamos nós? O que faz parte dele? Estes foram alguns dos temas abordados durante este Seminário que decor- reu no CEPC-Centro Espírita Perdão e Caridade, que foi ministrado por Antero Ricardo, trabalhador espírita, coordenador de cursos de estudo doutrinário e astrónomo amador desde 1995. Mais: 21/3975219. SITE CEPC: www.ceperdaoecaridade.pt Por M. Elisa Viegas. Fotos de Rui Silva. REVISITANDO OS CLÁSSICOS Como é habitual nos últimos domingos do mês de Maio, decorreu no passado dia 31 as XIX Jornadas Espíritas de Lisboa no Centro Espírita Perdão e Caridade, com o tema: REVISITANDO OS CLÁSSICOS.

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Reportagem ENJEDiário de um jovem Nunca tinha participado de grandes a

Página 65 min

Reportagem ENJEDiário de um jovem Nunca tinha participado de grandes acti- vidades de grupo que envolvessem vários jovens, muito menos do encontro nacional de jovens espíritas (ENJE). Apesar disso, já muitas vezes ouvira falar desse tal encontro. Um fim-de-semana onde jovens espíritas de todo o país se juntam para, orientados por monitores, aprenderem, conviverem e partilharem. Este ano o ENJE tomou lugar em Águeda em Abril.

Ao longo da viajem de Lisboa a Águeda, e para relaxar, tentava imaginar III Jornadas de Cultura Espírita do Porto Realizaram-se em 4 e 5 de Abril as III Jorna- das de Cultura Espírita do Porto no amplo auditório do Fórum da Maia. Numa placa de acesso ao Auditório está escrito o seguinte texto: “Na Maia privilegia- mos o conhecimento e o saber colectivos, assentes na memória de um passado mi- lenar, como um meio de alcançarmos um futuro de prosperiedade e de modernidade.

Na Maia o privilégio é todo seu. Assina Eng.º António Gonçalves Bragança da Maia, Presidente do Município da Maia”. Estes são os princípios que norteiam o apoio que o Município da Maia dá às diversas associações cujo objectivo é o bem comum da sociedade. Por esta razão no dia 4, primeiro dia das Jor- nadas, do programa constava no início das actividades homenagem à Camara Munici- pal da Maia, pela sua actuação de igualdade de oportunidade na ocupação dos espaços culturais cedidos pelo Município.

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Ciência Amorim Viana, um filósofo espírita?

Página 76 min

O título deste artigo é propositadamente sensacionalista, porquanto o livro “Defesa do Racionalismo e Análise da Fé” publicado em 1866 representava certamente um labor de anos; ora, tendo O Livro dos Espíritos saído a público 9 anos antes, é muito pouco provável que Pedro de Amorim Viana lhe tivesse tido acesso, bem assim como à filosofia espírita se tivesse convertido, mas é usado, o título, para fazer ressaltar o quanto a “ideia” espírita andava no ar, preparado que estava a ser o terreno pela espiritualida- de superior para o advento do Consolador prometido por Jesus.

Observe cada um o que, muito resumida- mente, Amorim Viana defende: que a razão é compatível com a fé, sendo ainda potenciadora desta; que em primeiro lugar está a caridade e que, salvaguardada a preponderância do plano ético, a ciência é a mais nobre tarefa do homem, pois concebe-a como uma das formas de prestar culto ao Criador; que os princípios que regem o Universo são eternos, universais e imutáveis, não aceitan- do excepções, como o milagre, já que este traduziria mais a imperfeição da obra divina do que a sua sublimidade e seria moral- mente ineficaz; que o mal é outro nome dado à ausência de perfeição; que os seres tendem para Deus e que todos caminham para o Bem, embora não com a mesma diligência; que o aperfeiçoamento crescente se efectua numa sucessão cíclica de vidas, em que cada retorno reflecte uma elevação qualitativa; que uma existência além da sua própria fruição é preparação para uma existência posterior; que, um dia, Deus será o guia definitivo, que falará plenamente ao coração de cada homem, porque em cada homem a vontade se confundirá com os ditames da caridade e da justiça.

Soa-nos familiar? Fala-se que foi uma das obras mais discuti- das da sua época, com repercussão tal que suscitou polémicas (a mais conhecida com Camilo Castelo Branco), mas também res- postas que acabaram por celebrizar outros filósofos, nomeadamente Sampaio Bruno. Depois, o século XX envolveu-a no sebastiâ- nico manto de nevoeiro, onde nos embru- lhamos enquanto esperamos milagres e condenamos ao olvido o que é incómodo.

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Mensagem A outra face foto loucomotiv Considerando-se o estágio moral

Página 82 min

Mensagem A outra face foto loucomotiv Considerando-se o estágio moral em que transitam incontáveis criaturas humanas pelos caminhos do planeta terrestre, ainda vivenciando os instintos agressivos, é com- preensível que os relacionamentos nem sempre se realizem de maneira pacífica. Predominando a “natureza animal” em de- trimento da “espiritual”, o orgulho se arma de mecanismos de defesa, resultantes da prepotência e da argúcia, para reagir ante os acontecimentos ameaçadores ou que sejam interpretados como tais...

A acção decorrente do raciocínio e da lógica cede lugar aos impulsos agressivos e estabelecem-se os conflitos quando deve- riam vicejar entendimentos e compreensão. Em razão da fase mais primitiva que ra- cional, qualquer ocorrência desagradável assume proporções inadequadas, que não se justificam, porque os recursos morais da bondade sucumbem ante a cólera que se instala e leva à alucinação. De certa maneira, remanescendo os comportamentos arbitrários de existências pregressas que não foram domados, facil- mente a ira rompe o envoltório delicado da gentileza e acontecem os lamentáveis atritos, que devem e podem ser evitados.

A educação equivocada, que estimula o forte à governança, ao destaque, contribui para que a mansidãoea humildade sejam deixados à margem, catalogados como fraqueza do caráter e debilidade moral. O território, no qual, cada indivíduo se movimenta, após apropriar-se, é defendido com violência, como se a posse tivesse du- ração infinita, o que se constitui lamentável equívoco. Essa debilidade do sentimento se manifesta na conduta convencional do ser humano que opta por ser temido, quando a finalida- de da sua existência é tornar-se amado.

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Mensagem que se comprazem em gerar situações em- baraçosas, responsáve

Página 94 min

Mensagem que se comprazem em gerar situações em- baraçosas, responsáveis por essas condutas lamentáveis. Indispensável vigiar-se as “nascentes do coração”, a fim de dominar-se a ira, essa fagulha elétrica responsável por incêndios emocionais de resultados danosos. Considere-se, ademais, a ocorrência de uma parada cardíaca, de um acidente vascular cerebral de consequências irreversíveis, não programados, mas que sucedem somente por falta de controlo emocional, provoca- dos pela raiva...

Aprende a dominar os impulsos da ira, porque a existência terrestre não é uma viagem deliciosa ao país róseo da alegria sem fim... Esforça-te por compreender o outro lado, a forma como os outros encaram as mesmas ocorrências... Luta por vencer a arrogância, porque todos os Espíritos que anelam pela paz e pela vitória das paixões têm, como primeiro desafio, a superação dos sentimentos infe- riores, aqueles que devem ser substituídos pelos de natureza dignificante.

Se alguém te aflige, é porque se encontra necessitado de ajuda e não de combate, é a sua forma de chamar a atenção para a sua solidão e angústia. Fogo com fogo aumenta o incêndio devo- rador. Treina colocar no braseiro a água da paz e apagar-se-ão as labaredas ameaçadoras. Não foi por outra razão, que Jesus propôs: “- Não resistais ao homem mau, mas a qual- quer que vos bater na face direita, oferecei- -lhe também a outra”, conforme anotou Mateus, no capítulo 5, versículo 39 do seu Evangelho.

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Reportagem A vida continua: jornadas em Óbidos fotos organização Óbido

Página 104 min

Reportagem A vida continua: jornadas em Óbidos fotos organização Óbidos recebeu as Jornadas de Cultura Espírita, no auditório municipal “A Casa da Música”. Inicialmente criadas para serem um espaço de debate entre as gentes do Oeste, estas jornadas transformaram-se logo no seu pri- meiro ano num evento nacional de grande procura. A exemplo do ano passado, desta feita organizadas também pelos espíritas calden- ses sob a égide da Associação de Divulga- dores de Espiritismo de Portugal, o certame transformou-se num espaço cultural aberto, de diálogo entre espíritas e cientistas convi- dados, da área da psicologia e da medicina.

O evento convenceu duas centenas de pessoas a trocarem um apetecido fim-de- -semana prolongado por estas jornadas, fazendo com que se deslocassem de todo o paísaÓbidos, nomeadamente de Bragança a Angra do Heroísmo, nos Açores, passando por várias localidades algarvias, bem como do Norte e do Centro do país. Como é tradição, a espiritualidade e a ciên- cia estiveram este ano de mãos dadas nesta vila de traça antiga, cercada por muralhas medievais.

Logo na abertura, pelas 15h30, de sexta-feira, dia 1 de Maio, os presen- tes escutaram a brilhante conferência do neuropsicólogo Manuel Domingos sobre Experiências de Quase-morte (EQM) em Portugal. Estas experiências, conhecidas através de várias designações, radicam em situações de coma e outras e, uma das fases, consis- te em sair do corpo físico e ver-se como observador externo (autoscopia), podendo nalguns casos deslocar-se e outros sítios.

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Reportagem Jornadas: auditório virtual Além das pessoas presentes no a

Página 113 min

Reportagem Jornadas: auditório virtual Além das pessoas presentes no auditório “A Casa da Música”, de Óbidos, uma câmara de vídeo captou imagem e som no auditório, possibilitando o acompanhamento das jornadas em directo pela internet. Algumas das perguntas colocadas aos conferencistas dos vários painéis do certame foram colocadas a partir da internet. Nesta coluna, dispomos algumas das mensagens deixadas pelas cerca de quatro centenas de pessoas de diversos países da lusofonia que acompa- nharam este evento utilizando esta possibilidade.

Quanto às críticas, que a organização agradeceu, elas servirão para as correcções possíveis no futuro, embora o som e a luz ambiente tenham estado muito bem para quem esteve presente no auditório da Casa da Música. Quanto à maneira de expor de cada um, em todos primou pela clareza. O apelo emocional e voz de oratória do século passado não reflectem uma filosofia em que se pretende que as pessoas pensem no que estão a ouvir, em vez de se deixarem levar sobre rosas, pois, é certo, até estas têm espinhos.

São pontos de vista, não são defeitos dos conferencistas. Na véspera da abertura das jornadas, já Filomena deixava a sua mensagem no livro de visitas: «Pena não ir devido a gripe. Procurarei ver na net». Ana Rosália secundou o gesto na mesma data: «Boa tarde. Meus parabéns. Fico aqui no Brasil aplaudindo a toda a equipa por esse trabalho grandioso. Abraços». Estou a gostar imenso do vosso trabalho. Estão de parabéns.

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Rescaldo Há interesse pelo

Página 125 min

espiritismo? foto organização UmmenestreldaIdadeMídia Não passou um dia sobre o decorrer destas jornadas e logo descobrimos num blogue comentários que, citada a fonte, aqui adaptamos face ao espaço possível. Um desses comentários avalia o interesse da população em geral pelo espiritismo a partir de um dos temas apresenta- dos e outra refere a surpresa perante um dos momentos de arte do evento.

“Um dos momentos mais interessantes das Jornadas de Cultura Espírita da ADEP, em Óbidos, edição 2009, foi a intervenção de Vasco Marques, webmaster e trabalhador espírita, que gratuitamente põe o seu saber ao serviço da causa da divulgação do Espi- ritismo em Portugal. E no mundo, já que a Internet chega a todo o mundo. Se compararmos o site da ADEP de hoje e de há uns anos, a evolução é enorme. O mesmo se pode dizer da edição on-line do Curso Básico de Espiritismo e de todo o material produzido para este curso e para o curso de Estudo e Educação da Mediunidade, e do “Jornal de Espiritismo” on-line, iniciativas da ADEP visando divulgar de forma escorreita esta nossa ainda tão incompreendida filosofia.

Os números falam por nós, e a apresenta- ção de Vasco Marques apresentou esta- tísticas que revelam a popularidade do Espiritismo na Internet, e do site da ADEP em particular. Se bem que não nos movam intuitos proselitistas, nem estratégias de marketing, congratulamo-nos pelo facto de o Espiritismo ter entrado no léxico dos portugueses sem ser apenas, e erradamen- te, como sinónimo de comunicação com os mortos. Estas foram as quintas Jornadas Espíritas realizadas na região Oeste, as segundas organizadas pela ADEP (www.

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Página 134 min

Rescaldo PUBLICIDADE PUBLICIDADE Alegriapartilhada A sociedade vive desgostosa. A visão distorcida da alegria leva-a a confundir os divertimentos frívolos e as festas mundanasque apenas lhe provocam sensações intensas e risos exageradoscom a vivência em círculos sociais plenamente sintonizados com energias de exaltação e mensagens silenciosas que a Vida nos remete. Não se pretende dizer que ser bem-humo- rado, risonho ou festivo é erro.

Nada disso. Experimentar emoções, provocar sensações são processos naturais que o Criador coloca à disposição de qualquer mortal. Também é verdade que se confunde muito alegria com tentação, nomeadamente nos círculos religiosos, predominantemente fundamentalistas. Mas Jesus, cioso das necessidades humanas, deseja vivamente: “Que a vossa alegria seja plena”. A alegria de viver é, sem dúvida, um atribu- to natural dos humanos, uma herança face à sua filiação divina, que se instala quando o homem se torna responsável por si pró- prio, quando deixa de ser escravo de algo ou de alguém.

Procedendo assim, afasta-se dos interes- ses mesquinhos para se aproximar de um universo ilimitado que, afinal, existe dentro de si mesmo. Este mecanismo de fuga a in- teresses fúteis e medíocres arrebata-o para um processo mental activado por algo ou alguém que lhe impõe significado e sentido às suas acções e que lhe faculta atitudes de contenção dos sentimentos “exuberantes” que anteriormente povoavam o seu mundo sensível.

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Crónica Às vezes lembro-me da “ti”Iria Já pouca gente fala dela lá na

Página 145 min

Crónica Às vezes lembro-me da “ti”Iria Já pouca gente fala dela lá na rua, senhora baixa e cheiinha, sempre bem-disposta com a vida pois Deus até lhe fizera a vonta- de, dando-lhe poucos filhos. É que na casa dos pais dela, eram muitos e as filhoses, por serem tantos, acabavam-se depressa. foto loucomotiv Isso fazia que, quando ia para o campo logo após o Natal, enquanto as outras raparigas ainda levavam filhoses para a merenda, ela só tinha pão e queijo.

Essa situação marcou-a, ao ponto de, de vez em quando, falar nisso. Nas visitas, mais ou menos mensais à aldeia onde nasci e onde guardo muitos dos meus afectos fazia ela parte do grupo de gente simples que nas tardes longas de Verão, à fresca na rua com sombra, ou de Inverno, ao solzinho espreitado, nas soleiras de granito das portas, iam trocando conversa e aprendendo uns com os outros. Sem- pre o marido estava por ali com ela.

Eram inseparáveis. Ambos analfabetos. Ele estivera na França, ela não. Talvez por isso, ela tinha por ele, para além da quase cumplicidade que os unia, uma forte admi- ração. Além do mais ele, mesmo sem saber ler uma letra, nem que fosse do tamanho do comboio (…), conseguia telefonar para todo o lado, até para a França, imagine-se, onde residia a filha. Lembro-me do modo como me contou este pormenor, cheia de orgulho por ele.

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Pedagogia | Crónica Experiências fora do corpo A semana era de férias

Página 156 min

Pedagogia | Crónica Experiências fora do corpo A semana era de férias e, tínhamos rumado ao Norte, no intuito de revisitar familiares. Agendáramos uma conferência espírita, numa associação espírita em Braga. O tema era prometedor “Como é morrer?”. Às 21h30 teve início a palestra espírita, perante cerca de 300 pessoas. Falámos da concepção espírita de Deus, da imortali- dade do Espírito, da comunicabilidade dos Espíritos, da reencarnação e da pluralidade dos mundos habitados.

Fizemos uma viagem pela génese do ser humano até aos dias de hoje, relembrando as questões que parecem eternizar-se no nosso íntimo: «Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? Porque sofro mais ou menos que os demais?». Falámos da morte do corpo de carne, da saída do Espírito imortal para o mundo espiritual, como se sentem as pessoas nessa passagem, isto, de acordo com os relatos que essas mesmas pessoas nos trazem.

Uns referem essa passagem suave e tran- quila; outros descrevem-na como tortuosa e sofrida, cada um colhendo de acordo com o seu estado de espírito, decorrente das suas atitudes, sentimentos e pensamentos, semeados na romagem terrestre. No fim da conferência, seguiram-se agra- dáveis momentos de convívio, com os presentes trocando ideias, aclarando este ou aquele conceito vertido na conferência. A páginas tantas, um senhor, desconhecido, interpelou-me, afirmando-se agnóstico.

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Entrevista a Frequentadores

Página 164 min

Afinidades Jornadas na Internet Impressão digital ENTREVISTA A FREQUENTADORES Denise Estrócio é professora e reside no Algarve. Como conheceu o Espiritismo? Denise EstrócioAos quinze anos, por sugestão de um amigo, li «O Livros dos Espíritos» que esclareceu muitas das questões com que eu ia importunando muito boa gente e para as quais até então não obtivera respostas convincentes. Fiquei seduzida pela solidez e pela lógica da filosofia espírita e pelo facto de as implicações morais advirem naturalmente e não por imposição.

Deixei maturar a descoberta e, passados quinze anos, decidi conhecer um centro espírita que passei a frequentar e onde, à medida da minha capacidade de compreensão, tenho também atentado à componente científica da Doutrina. Que centro espírita frequenta? Denise EstrócioEm Portimão, o Centro Espírita Boa Vontade, a que gosto de chamar “a nossa Casa”, e onde colaboro como palestrante e evangelizadora, assim como na manu- tenção, ainda que irregular, do blogue.

Qual a sua opinião acerca do «Jornal de Espiritismo»? Denise EstrócioÉ um jornal que transparece o cuidado com que é elaborado, a começar pelas sempre tão sugestivas e artísticas fotografias seleccionadas para a folha de rosto. As minhas preferências recaem particularmente nos textos editoriais, nas entrevistas e nos ar- tigos de opinião. Também gosto da secção «Impressão digital» e dos cartunes do R. Barros. E fico toda contente com as escolhas dos textos do Blogue de Espiritismo, onde também colaboro.

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Passatempo Sabia que

Página 172 min

Horizontal 1. Tratamento espiritual. 3. Exemplo. 5. Fora da ........ não há salvação. 6. Espíritas amai-vos e ........... 8. Sintonia. 11. Conhece-te a ti mesmo. 13. Transtorna e prejudica. 15. Não se desenvolve, educa-se. 16. Ciência auxilia o tratamento físico. 17. Saldar dívidas pretéritas. Palavras Cruzadas Soluções Horizontal 1. DESOBSESSÃO 3. ACÇÕES 5. CARIDADE 6. INSTRUÍ-VOS 8. PENSAMENTO 11.

EVOLUIR 13. OBSESSOR 15. MEDIUNIDADE 16. MEDICINA 17. RESGATE Vertical 2. ORAR 4. SOFRIMENTO 7. OBSESSÃO 9. AMOR 10. OBSIDIADO 12. INFERIORIDADE 14. EDUCAR DIVULGUE SEM CUSTOS OS ACONTECIMENTOS DA SUA ASSOCIAÇÃO PARA MAIS DE 1500 PESSOAS Basta enviar a notícia para adep@adeportugal.org e, para além de ser enviada por e-mail, será inserida na Agenda do movimento espírita portu- guês, no respectivo dia e mês, facilitando assim a consulta de eventos espíritas nacionais.

Para consultar a Agenda basta aceder a www.adeportugal.org. FAÇA A SUA ASSINATURA DO JORNAL DE ESPIRITISMO Assinatura anual (Portugal continental) € 7,00 Assinatura anual (Outros países) € 15,00 Desejo receber na morada que indico o “Jornal de Espiritismo” durante uma ano, pelo que junto cheque ou vale postal a favor da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, JE, Apartado 161 – 4711-910 BRAGA (portes incluídos).

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Infantil Saber Mais!

Página 181 min

Página Infantil Saber Mais! ‘O Verão’ Por Manuela Simões Finalizado mais um ano escolar, ansiamos pelas férias. Queremos a praia, o campo, a brincadeira, dormir até tarde e deitar tarde e nada de muitos horários. As férias são realmente muito importantes para que se possa descansar e retomar o trabalho com novas energias e grande garra. Aproveitar as férias ao máximo não é ‘não fazer nada’. É importante mantermo-nos activos com tarefas diferentes da nossa profissão e sem muita rigidez de horário, mas continuar com actividades, sempre.

Experimenta realizar outras actividades e vais ver como te divertirás mais, aprenderás coisas interessantes e novas, recuperarás energias e crescerás melhor. Faz uma pequena lista de actividades que podes realizar e tenta concretizar algumas delas. Queres uma ajuda? Aqui vai: fazer leituras, aprender a desenhar e pintar, praticar exercício físico, ajudar os pais em tarefas, ir à praia, usufruir do campo, escrever histórias, remodelar o teu quarto com uma arrumação diferente… BOAS FÉRIAS!

Soluções do passatempo do número anterior (nº34) Descodificar – Caminhar pelos trilhos; Não fazer fogo; Deitar o lixo no lixo. Labirinto – A borboleta C Palavras Cruzadas Infantil BOLOTAS Quantas bolotas existem no armazém deste esquilo? A TACADA Para bater na bola negra, qual das 3 tacadas tem o menor número de trajectórias? DESENHO ESCONDIDO Pinta apenas as zonas com um pontinho e descobre qual a figura que aí existe.

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19 Literatura Com quem tu andas? Palais Royal Perguntas e respostas sobre a obsessão e desobsessão É um pequeno livro de 135 páginas, que constitui uma autêntica preciosidade literária sobre o grande flagelo que a Hu- manidade enfrenta – a obsessão – e o seu tratamento – a desobsessão. Esta jóia é constituída pelo resgate de trabalhos de um seminário organizado pela Aliança Municipal Espírita de Belo Hori- zonte, em 1987, portanto há mais de duas décadas, feito por idealistas da Fraternidade Espírita Caravana de Luz, de Belo Horizonte, que se teria perdido não fora a sua nobre iniciativa.

Participaram nos debates da mesa redonda do seminário: Hermínio Corrêa de Miranda, Jorge Andréa dos Santos e Suely Caldas Schubert, que tiveram como mediador José Martins Peralva. Qualquer uma destas quatro personalidades dispensa quaisquer apresentações, pois que as suas obras lite- rárias são de qualidade doutrinária irrepre- ensível. Toda a obra desses idealistas sobre a obsessãoea desobsessão, não é apenas teórica, mas sim sustentada em décadas de atendimento, tanto na casa espírita como no consultório médico, como é o caso do psiquiatra espírita Jorge Andréa dos Santos.

Neste trabalho vamos encontrar as mais di- versas perguntas formuladas pelo estudioso e escritor espírita Martins Peralva, que nos deixou obras como «Estudando a Mediuni- dade», estudo profundo do livro de André Luiz, «Nos Domínios da Mediunidade», e ainda, os livros «Estudando o Evangelho» e «O Pensamento de Emmanuel». As questões feitas na mesa redonda foram divididas nas seguintes rubricas: obsessão, obsessor, obsidiado, tipos de obsessão, causas das obsessões, tratamento das ob- sessões e reuniões de desobsessão.

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Livros Espíritas na Feira do Livro de Queluz

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Última Cartoon LIVROS ESPÍRITAS NA FEIRA DO LIVRO DE QUELUZ A convite da Câmara Municipal de Sintra a Livresp, livraria da Federação Espírita Portuguesa, participou na feira do livro e do Artesanato de Sintra, que teve lugar no parque Felício Loureiro, em Queluz, do dia 19 a 29 de Junho. EDIÇÃO ESPECIAL DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO EDIÇÃO CEPC. Aproveito a oportunidade para informar que a nossa FEP editou na Espanha edições das obras de Allan Kardec com filmes cedidos pelo Brasil e em letra pequena e que as edições anteriores do CEPC de tradução Herculano Pires têm muitas falhas, que agora foram rectificadas.

Junto também a capa e contracapa com lombada. Por Carlos Alberto OBSERVATÓRIO ESPÍRITA Dermeval Carinhana Júnior, de Campinas, estado de São Paulo, Brasil, fala-nos assim: «Já há algum tempo temos contado com o apoio de “Jornal Espiritismo” nos trabalhos da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Campinas. A ele, somam-se outros tantos periódicos espíritas, cujo trabalho temos tido o prazer e a honra de divulgar em nosso programa “Observatório Espírita”, que vai ao ar todas às sextas-feiras, ao vivo, a partir das 20h30 pela Rádio Espírita, que pode ser acessada no endereço www.

radioespirita.org.br. Como resultado da grande experiência que o contacto com a imprensa espírita nos tem proporcionado, temos a satisfação de comunicar, em primeira mão, o lançamento do I Prémio “Observatório Espírita” - Os destaques da Imprensa Espírita em 2009. O prémio tem por objectivo dar visibilidade aos bons trabalhos realizados por escritores e editores de periódicos espíritas. Nessa primeira edição, participarão todos os periódi- cos espíritas regularmente comentados em nosso programa.

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