Rescaldo Há interesse pelo
Jornal de Espiritismo nº 35 · Julho 2009Página 125 min
espiritismo? foto organização UmmenestreldaIdadeMídia Não passou um dia sobre o decorrer destas jornadas e logo descobrimos num blogue comentários que, citada a fonte, aqui adaptamos face ao espaço possível. Um desses comentários avalia o interesse da população em geral pelo espiritismo a partir de um dos temas apresenta- dos e outra refere a surpresa perante um dos momentos de arte do evento.
“Um dos momentos mais interessantes das Jornadas de Cultura Espírita da ADEP, em Óbidos, edição 2009, foi a intervenção de Vasco Marques, webmaster e trabalhador espírita, que gratuitamente põe o seu saber ao serviço da causa da divulgação do Espi- ritismo em Portugal. E no mundo, já que a Internet chega a todo o mundo. Se compararmos o site da ADEP de hoje e de há uns anos, a evolução é enorme. O mesmo se pode dizer da edição on-line do Curso Básico de Espiritismo e de todo o material produzido para este curso e para o curso de Estudo e Educação da Mediunidade, e do “Jornal de Espiritismo” on-line, iniciativas da ADEP visando divulgar de forma escorreita esta nossa ainda tão incompreendida filosofia.
Os números falam por nós, e a apresenta- ção de Vasco Marques apresentou esta- tísticas que revelam a popularidade do Espiritismo na Internet, e do site da ADEP em particular. Se bem que não nos movam intuitos proselitistas, nem estratégias de marketing, congratulamo-nos pelo facto de o Espiritismo ter entrado no léxico dos portugueses sem ser apenas, e erradamen- te, como sinónimo de comunicação com os mortos. Estas foram as quintas Jornadas Espíritas realizadas na região Oeste, as segundas organizadas pela ADEP (www.
adeportu- gal.org) e o apoio logístico do Centro de Cultura Espírita, de Caldas da Rainha. Mais uma vez a Imprensa não-espírita primou pela ausência. Não temos nenhum anseio de “aparecer”, não queremos roubar lugar a ninguém, não acalentamos veleidades de “converter” nin- guém. O Espiritismo é cultura, e o primeiro objectivo de quem divulga o Espiritismo é dá-lo a conhecer como ele é: gratuito, voluntário, filantrópico, sem fins lucrativos, virado para a divulgação cultural.
Sempre que na Imprensa não-espírita a designação “espiritismo” aparece ligada a médiuns comerciantes, necromancia, magia, fraudes, negociatas, seitas, crendices, superstições, os esclarecimentos seguem imediatamente para os órgãos de infor- mação em questão. Invariavelmente, nas respostas que recebemos, é-nos apontada a “falha” de não divulgarmos convenien- temente o Espiritismo, e daí as confusões, segundo quem assim o afirma.
Contudo, quando se realizam eventos des- tes, as notas de Imprensa seguem para os serviços de agenda de todos os órgãos de Informação. E quantos jornalistas estiveram presentes em nestas edições das Jornadas de Cultura Espírita? Nenhum! As Jornadas Espíritas são um evento cultu- ral, o Espiritismo é cultura, e quem assiste, no Auditório da Casa da Música, em Óbidos, e pela Internet, são espíritas e não espíritas. Os expositores são também espíritas e não espíritas.
Os temas interessam a espíritas eanão espíritas. Este ano o tema foi “A vida continua: factos espíritas”. Não será interessante ouvir relatos de cientistas acerca das pesquisas que podem indiciar que, de alguma forma, a vida continua? Não será isto bem mais importante, por exemplo, que assistir ao triste espectáculo da exploração do ridículo alheio, que constitui a apresentação de uma suposta médium a dançar a pavana em cuecas, perante milhões de espectado- res em horário nobre da televisão?
As Jornadas Espíritas são um evento cultural, o Espiritismo é cultura, e quem assiste, no Audi- tório da Casa da Música, em Óbidos, e pela Inter- net, são espíritas e não espíritas. Da parte dos espíritas existe o tal esforço de divulgação séria. E os comunicados conti- nuarão a ser enviados para a Imprensa. Pelo menos para que se saiba que não somos nenhuma sociedade secreta. As actividades espíritas são de entrada livre.
São bem- vindos espíritas e não espíritas, crentes e cépticos, religiosos e não-religiosos, estu- diosos e curiosos. Desde que nos retribuam o respeito que a todos eles dedicamos”. Fonte: http://blog-espiritismo.blogspot. com/2009/05/ha-interesse-pelo-espiritis- mo.html “Estive nas Jornadas Espíritas da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, em Óbidos. Tenho a intenção de vos contar o que lá vi e ouvi, na medida das minhas possibilidades e da minha disponibilidade.
Resolvi começar pelo Thomas Bakk. Sabem decerto que, antes de se conhecer alguém, fazemos uma imagem mental dessa pessoa. Tinham-me falado do Thomas Bakk, actor, que vinha fazer “a animação cultural” das jornadas. Esperava um actor, solene, de barbas, mais velho. Esperava uma actuação, normal; tinham-me dito que ele era bom, é certo, mas eu esperava uma boa actuação, regular, previsível. Muito me enganei. Estas foram as Jornadas do Thomas Bakk.
Thomas não é um actor convencional é um “one man show”, um “stand-up comediant”, e um menestrel do século XXI. Foi isso que lhe disse, no final, quando o fui cumprimen- tar. “Você é um menestrel dos nossos dias”. Ele respondeu-me “Sou um menestrel da Idade Mídia!”. Para quem não sabe, um menestrel era o poeta medieval que declamava histórias sobre eventos históricos ou imaginários. O menestrel não tinha a concorrência da televisão, da rádio, dos jornais e revistas, e da Internet.
Thomas fez-me lembrar o menestrel me- dieval porque faz um espectáculo com o seu corpo e a sua voze um boné e uma pandeireta. Fez-me lembrar Jerry Seinfeld, porque é um comediante que faz rir sem recorrer à ordinarice ou à vulgaridade. Thomas não é um artista vulgar. O seu conceito de espectáculo foi buscá-lo aos contadores de histórias repentistas da cida- de de Recife, no Brasil, onde cresceu. Faltava à escola para ir ouvi-los, tornou-se actor, e quando um problema de saúde o impediu de actuar em palco, regressou às origens e reinventou-se, como contador de histórias.
Thomas é espírita, e as suas histórias, con- quanto divertidas, encerram fundo moral. As situações mais amargas da vida, Thomas mete-as no bolso e levanta voo para o seu mundo, como quando esteve hospitalizado e criou o conto “A Cama Voadora”. “Eu sei cumprir as regras. Como eu não gosto delas, eu transformo-as em histórias”, começa por afirmar em entrevista à televi- são Memoria Media. Thomas conta as suas histórias, as nossas histórias num mundo conturbado e cheio de imperfeição, que melhor conseguimos enfrentar com bom humor”.
Fonte: http://blog-espiritismo.blogspot.
