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Entrevista a Frequentadores

Jornal de Espiritismo nº 35 · Julho 2009Página 164 min

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Afinidades Jornadas na Internet Impressão digital ENTREVISTA A FREQUENTADORES Denise Estrócio é professora e reside no Algarve. Como conheceu o Espiritismo? Denise EstrócioAos quinze anos, por sugestão de um amigo, li «O Livros dos Espíritos» que esclareceu muitas das questões com que eu ia importunando muito boa gente e para as quais até então não obtivera respostas convincentes. Fiquei seduzida pela solidez e pela lógica da filosofia espírita e pelo facto de as implicações morais advirem naturalmente e não por imposição.

Deixei maturar a descoberta e, passados quinze anos, decidi conhecer um centro espírita que passei a frequentar e onde, à medida da minha capacidade de compreensão, tenho também atentado à componente científica da Doutrina. Que centro espírita frequenta? Denise EstrócioEm Portimão, o Centro Espírita Boa Vontade, a que gosto de chamar “a nossa Casa”, e onde colaboro como palestrante e evangelizadora, assim como na manu- tenção, ainda que irregular, do blogue.

Qual a sua opinião acerca do «Jornal de Espiritismo»? Denise EstrócioÉ um jornal que transparece o cuidado com que é elaborado, a começar pelas sempre tão sugestivas e artísticas fotografias seleccionadas para a folha de rosto. As minhas preferências recaem particularmente nos textos editoriais, nas entrevistas e nos ar- tigos de opinião. Também gosto da secção «Impressão digital» e dos cartunes do R. Barros. E fico toda contente com as escolhas dos textos do Blogue de Espiritismo, onde também colaboro.

O «Jornal de Espiritismo» afigura-se-me um excelente meio de divulgação da doutrina e do que se tem vindo a fazer por cá. Informa, claro, e também provoca, estimula e põe-nos a pensar. É um jornal rigoroso, equilibrado, destituído de especulações e artificialismos. Do que já conhece do espiritismo mudou alguma coisa na sua vida? Denise EstrócioMudou, pois! Tornou-me (ainda!) mais serena, optimista, alegre, frontal, atenta, decidida e confiante.

Alargou os meus horizontes relativamente à compreensão da vida e das coisas do mundo; aprimorou as interacções que vou estabelecendo; apurou as minhas qualidades; ajudou- me a não desesperar com os meus defeitos. Mostrou-me os benefícios da paciência e da resignação; faz-me lembrar os conceitos de «esperança» e «consolação». Também me imputou uma responsabilidade acrescida. Isso incomoda imenso, mas não há como a sacudir...

foto arquivo foto arquivo ENTREVISTA A DIRIGENTES Fernanda Borralho, de 43 anos, frequenta a Associação Cultural Espírita Castrense (ACEC) e reside em Castro Verde, onde tem um salão de cabeleireira. - Como conheceu o espiritismo? Fernanda BorralhoNão entrei no Espiritismo por curiosidade, mas pela porta do sofri- mento, em 1993, quando me encontrava profundamente doente e já com alguns meses de tratamento psiquiátrico.

Sem nenhum êxito, fui levada por conhecimento de amigos nossos, num estado muito debilitado, em camisa de noite, descalça e ao colo do meu pai, quase a desmaiar a um centro espírita. Este foi meu primeiro contacto com o Espiritismo. Seguiram-se quatro anos de tratamento de desobsessão. - O Espiritismo modificou a sua vida? Fernanda BorralhoFoi a luz ao fundo do túnel. Modificou tanto que eu até hoje, a seguir ao nascimento dos meus filhos considero-o o acontecimento número dois da minha vida.

Eu que até aí me considerava um boa católica tomei consciência de que nós não sabe- mos nada. Hoje estou mais consciente dos meus direitos mas também dos meus deveres como filha de Deus. E compreendo que tenho a minha parte a cumprir e que ninguém pode fazer isso por mim. - Que livro espírita anda a ler neste momento? Fernanda BorralhoAndo a ler «Mecanismos da Mediunidade», do Espírito André Luiz, e ao mesmo tempo um livro que não sendo espírita vai completamente ao encontro da Doutrina Espírita focando a reencarnação, e a comunicabilidade dos Espíritos que é «Mui- tas vidas muitos mestres», do Dr.

Brian Weiss, um psiquiatra americano. As Jornadas da ADEP que decorreram em Maio último, foram transmitidas para todo o mundo, e assistiram por esta via 312 pesso- as com 218 horas de vídeo vistas. Na página inicial está em destaque o vídeo de abertura e o de encerramento. O primei- ro faz uma resenha do evento do ano tran- sacto, apresenta a ADEP, lança o Livro das Jornadas e contextualiza o evento actual. O último apresenta as conclusões do tema e tempo de antena para o Codificador falaré caso para dizer que ele veio do outro mundo!

Ambos proporcionam momentos intensos de emoção, que só visto. No entanto quem não pode estar presente física ou virtualmente, pode ainda aceder ao site específico do evento em www.ade- portugal.org/jornadas onde estão disponí- veis vídeos, áudios, power points e outros recursos relacionados. Pode ainda aceder a inúmeros recursos relativos às Jornadas de 2008, disponível na secção Historial. Este sítio conta já com 3772 visitas de 25 países e 10678 visualizações de páginas, e com dezenas de comentários.

Para o ano há mais, fique atento a este site. Vasco Marques webmaster@adeportugal.