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Jornal de Espiritismo nº 4 · 2004Página 25 min

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De uma maneira ou de outra, manifestam-se, e muito bem. Aqui ficam alguns exemplos.

«Sobre o jornal, acho que o n.º 3 denota evolução, sem favor! Mantém-se o equilíbrio entre o cariz dos artigos, havendo, como de costume, artigos de carácter mais científico que muito abonam a favor da seriedade do jornal e do alcance do seu objecto. O artigo sobre os desenhos das crianças é uma óptima pedrada no charco, é um achado. Quando pego no jornal, procuro pôr-me no lugar do que nada sabe de

Naquela noite, estava no grande salão de conferências do centro “Cavaleiros da Luz”, na cidade de Salvador, no Brasil, a proferir uma palestra.

Ao meu lado José Medrado escrevia qualquer coisa que eu não sabia o que era. Pensava que seriam apontamentos sobre o trabalho que eu estava apresentando.

Quando acabei de falar, ele voltase para a assistência e anuncia que tem algumas mensagens que acabara de psicografar e que se dirigiam a algumas pessoas presentes.

Começa a ler, mas uma delas chamou-me particularmente a

Sabe que pode divulgar sem custos os acontecimentos da sua Associação para mais de 1300 pessoas?

Basta enviar a notícia para adep(Qadeportugal.org e, para além de ser enviada por e-mail, será inserida na Agenda do movimento espírita português, no respectivo dia e mês, facilitando assim a consulta de eventos espíritas nacionais. Para consultar a Agenda basta aceder a www.adeportugal.org

Espiritismo, do iniciado, como eu, e do espírita confirmado, e acho que o ]ornalg)roporciona essa tripla leitura. Esse artigo sobre os anjos-da-guarda vistos pelos miúdos é disso um bom exemplo!»

Mário Correia, Bombarral, 41 anos, rofessor 5 de Abril

No fórum do site da ADEP, na secção do jornal puseram este post: «Caros amigos,

Longe de mim negar verdades que estão escritas no «Livro dos Espíritos». Mas a forma de explicar a verdade pode criar sentimentos que dificultam a receptividade das pessoas. Estou a referir-me à explicação do facto de a Terra ser um planeta de provas e expiações. A minha sugestão é que, nos centros espíritas e na Internet se fale às pessoas (sobretudo CFara aquelas que não leram ainda as Obras Básicas do Espiritismo), de uma outra forma. Há várias formas de dizer o mesmo.

Para mim próprio, a imagem que uso para modelo dos mundos em que reencarnamos, é a de uma escola. Cada mundo corresponde a um grau "académico". Os seres corpóreos não são maus nem bons. São mais instruídos e menos instruídos.

Quando eu andava na tropa havia uma frase que era comum nessa instituição: "quem não sabe é como quem não vê". Quem não vê percorre muitos caminhos errados, sobretudo se tem pouca sensibilidade para ouvir e compreender quem o tenta ajudar, como muitas vezes fazemos. O saber teórico tem de ser complementado com a prática, é isso que estamos aqui a fazer. como aprender a fazer um ofício complicado como a marcenaria só pelos livros. Quem seria capaz? Esta matéria é importante, a meu ver. Porque é preciso distinguir Justiça (no sentido humano de Justiça) da Divina Evolução. Na minha interpretação do

atenção pois era dirigida a uma senhora que era a primeira vez que ia ao centro espírita. Começava assim: “Mamãe querida, não podia deixar de lhe enviar meu beijo de parabéns, pelo seu aniversário. Tenho tantas saudades mamãe, mas deixe-me contar-lhe uma coisa: um dia destes estava eu recebendo aula de pintura, pois é mamãe eu continuo aqui, a aprender a pintar, quando se aproximou de mim um homenzinho que me diz: “Olá chará!”. Olhei e pensei: como ele pode ser meu chará se eu sou mulher e ele é homem? Como se me lesse os pensamentos sorriu para mim e disse de novo: “Sim eu sou seu chará, pois você não

me conhece? Não era você chamada de Goya também?! Pois eu sou Goya o pintor espanhol!”. E continua a jovem a descrever o momento por ela vivido na Espiritualidade: “Mamãe, se eu não tivesse já morrido eu pensava que morria outra vez! Estava diante do grande pintor Goya e não sabia. Que surpresa boa e agradável mamãe. Este é meu presente para você no dia de hoje, seu aniversário”.

Na sala ouvia-se no meio do silêncio um soluço reprimido na garganta da mãe que estava fazendo anos naquele dia e recebia o mais belo presente de sua vida: a mensagem da filha desencarnada, e a contar um facto

Espiritismo e do Cristianismo em geral, Deus deve ser visto como um PAI que prepara os seus filhos para uma existência feliz. Para isso cada um de nós parte simples e ignorante e vai participar na construção do Universo, desde a tarefa mais simples e automática até ao momento que começamos a ter alguma vontade própria e por aí adiante. Para tocarmos a "Divina Sinfonia" temos de aprender a "tocar todos os instrumentos".

Esta mensagem é longa, mas a minha ideia não é, obviamente, a publicação da mesma. É um tema que proponho a debate, se o Jornal quiser e achar que deve e/ou que é oportuno.

AFroveito para desejar as maiores felicidades ao Jornal do Espiritismo e dar os parabéns a uma ideia tão interessante.

Explicou depois a senhora à plateia presente que na verdade sua filha era chamada de Goya pelos amigos e familiares e nunca Felo seu nome próprio e de que azia anos naquele dia.

A Espiritualidade proporciona agradáveis —“momentos de intercâmbio espiritual, trazendo mais luz ao mundo em trevas em que vivemos. E ainda há quem bata o pé e diga peremptoriamente que de lá ainda ninguém veio dizer nada. Pois que continuem nessa negativa até ao momento em que não lhes será possível continuar negando pela evidência

dos factos. Texto: Julieta Marques

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