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problema, mas impossibilitado de fazer algo contra ele

Jornal de Espiritismo nº 4 · 2004Página 164 min

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Assim, sabemos que o desorganizado é sempre o componente orgânico.

Cada corpo é individual e único, assim como cada espírito também o é. Cada um de nós proveio da união de um óvulo e um espermatozóide únicos em todo o planeta. O código genético é específico a cada um e determinará a maior ou menor resistência ou fragilidade do embrião a micróbios que possam afectá-lo e causar deficiências congénitas de todo o tipo. No entanto, a deficiência não depende apenas do grau de resistência que o ADN dá ao corpo, também o espírito reencarnante está intimamente ligado às deformações.

O espírito, que já viveu na Terra diversas vezes, tem gravado em suas energias próprias os principais aspectos referentes a essas vidas. Sabendo nós que a entidade reencarnante, durante as fases de aproximação daquela que será a sua mãe (antes da concepção), liga a sua energia pessoal ao fluido vital do óvulo, não surpreende que o óvulo passe a irradiar uma vibração correspondente às energias próprias do espírito em causa.

É através dessa vibração peculiar que o óvulo irá atrair, por sintonia de onda, o espermatozóide que transporta os genes de que o espírito necessita para a nova encarnação, de acordo com o seu merecimento.

Então, poderemos afirmar que, ao atrair o espermatozóide que irradia

de acordo com os genes que mais lhe convêm para formação do novo corpo, fazendo deste modo uma selecção do código de ADN, é o espírito quem determina a maior ou menor resistência do corpo físico e, consequentemente, o facto de este ser ou não um corpo doente. Claro que o espírito poderá ou não estar consciente destes factos. Ele poderá apresentarse sem qualquer confusão e aceitar deliberadamente uma prova assim. No entanto, por vezes ele apresenta um desequilíbrio grave, sendo então a nova encarnação como doente mental preparada pelo mundo espiritual, juntamente com o seu guia espiritual.

É o caso daqueles que se suicidam e não conseguem equilibrar-se no período que precede uma nova encarnação.

Mas então, porque é que alguns espíritos nascem doentes mentais?

Essencialmente, são espíritos sujeitos a uma prova, sofrendo o constrangimento de serem pessoas dotadas de todas as capacidades sem que as possam expressar livremente devido a um bloqueio físico. Mas essa prova não passa de uma consequência do abuso que fizeram de certas faculdades noutra vida. Isso implica dizer que, por detrás de um corpo debilitado e afectado por enfermidades castradoras,

poderá “esconder-se” o espírito de um génio de outra vida. Tudo porque a superioridade moral nem sempre é proporcional à superioridade intelectual. O génio, abusador das faculdades de que dispunha no passado carnal, vê-se como um prisioneiro algemado, impedido de agir conforme sua livre vontade. No entanto, esta prova tem uma duração muito rápida: uma vida (podendo haver excepções). Após a morte, o espírito do doente mental pode ainda sentir uma certa confusão, dada a dependência em que se encontravam as suas capacidades, mantendo essa confusão até que se desligue totalmente da matéria.

Na verdade, não tendo compreendido tudo o que se passou durante a sua vida como doente mental, é necessário um certo tempo para que o espírito seja “actualizado”. Logo que ganhe consciência dos acontecimentos passados passará a ter em seu passado “dependente” uma recordação e, sobretudo, uma lição.

Contudo, não só o doente mental é afectado pelo seu problema. Também aqueles que o rodeiam, sobretudo a família, se vêêm confrontados com uma experiência que, em alguns casos, se revela verdadeiramente dolorosa.

A grande questão é compreender, perante a lei universal, o motivo pelo qual um pai e mãe receberão em seu lar um ser deficiente físico e/ou mental.

Muitos pais, tendo uma visão mais clara do processo evolutivo, solicitam essa oportunidade de auxiliar alguém que necessita passar pela prova de deficiência. Outros, não tão esclarecidos, são alertados pelos seus mentores e amigos espirituais do facto que irá suceder devido a débitos comuns com aquele que retorna ao seu | convívio como filho.

podemos concluir que, pelo menos a nível inconsciente, todos são preparados pelo mundo espiritual, sobretudo durante o sono. Quando há necessidade, por razões cármicas, de uma família viver a difícil prova de conviver com um filho deficiente, seja físico ou mental, só uma atitude poderá facilitar a assistência espiritual mais forte: a aceitação do facto. Então, e como conclusão, para auxiliar o doente mental, a família deve antes de mais, aceitá-lo com o seu problema, considerando que é alguém que necessita de muita atenção, carinho e dedicação.

Um ambiente equilibrado e calmo, devidamente preparado para o seu tipo de problema, a reunião de estudo do Evangelho no lar, as preces, o passe, etc.

tarefa. Amemos, acima de tudo. Texto: Cátia Martinscatia jornalOnetcabo.pt opinião

Notícias vindas a público na imprensa internacional deram conta de que em Moçambique se lançou um alerta urgente às autoridades públicas para que ajam com rapidez, pois existe a forte suspeita de que estarão a ser raptadas e assassinadas crianças com o fim de Ihes serem retirados

Os primeiros relatos tiveram origem na cidade de Nampula, mas suspeita-se que a rede se estenda a outras cidades e províncias de Moçambique. Segundo as testemunhas, já foram encontrados vários cadáveres sem os olhos, os rins eofígado. Os raptos têm acontecido à luz do dia perante a passividade das forças da ordem.

Esta notícia brutal lembra-nos o caso de uma clínica inglesa que há vários anos entregava às famílias as carcaças dos seus filhos, despojadas dos seus órgãos internos, retirados ilicitamente para transplantes, sem que as famílias