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Consultório Enjoosduranteagravidez “Por que é que uma mãe sofre de enj

Jornal de Espiritismo nº 40 · Maio 2010Página 46 min

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Consultório Enjoosduranteagravidez “Por que é que uma mãe sofre de enjoos e mau estar durante a gravidez? Como explicar isto a nível espiritual? Não deveriam ser 9 meses de muito bem-estar físico e emocional nessa mesma gravidez?”, pergunta José Coelho, de Matosinhos. foto loucomotiv “Os enjoos da gestante, meu caro José, podem ser assim estudados: com o desenvolvimento da gravidez, à medida que o embrião se vai estruturando, conforme o molde energético dado pelas matrizes espirituais da entidade reencarnante, vão-se intensificando as trocas fluídicas, ou energéticas, entre o perispírito da mãeeo espírito reencarnante.

Estas trocas energéticas, em alguns casos, têm relação directa com os enjoos da gestante. Já se observa, a certa altura do desenvolvimento embrionário, uma intensa sintonia vibratória com grande intercâmbio de energias. Sucede que estas vibrações permutadas podem ser doentes (espiritualmente falando) ou sadias. As vivências das encarnações anteriores, indelevelmente registadas nos arquivos energéticos do espírito, são núcleos de emanação de ondas que exercem influência sobre a gestante.

As experiências de sofrimentos ainda não resolvidos psicologicamente, os ressentimentos mantidos, são concentração de força a irradiar sobre a estrutura energética materna. As experiências comuns entre a mãeeo filho, vividas em estâncias pretéritas, se reencontram agora com uma anestesia parcial. Não resta dúvida que a grande oportunidade da reaproximação, para a resolução dos débitos passados. Também é importante se reafirme toda a assistência espiritual presente no decurso da gravidez, amparando a dupla.

As trocas fluídico-energéticas entre ambos frequentemente produzem enjoos à mãe. A intensidade destes enjoos muitas vezes está relacionada a diferenças de nível evolutivo entre o espírito reencarnante e a gestante. Suponhamos que a mãe tenha uma emanação mental de frequência mais alta e o espírito que está renascendo vibre em uma energia mais densa, portanto de comprimento de onda mais longo, frequência mais baixa, ondas tais que determinam desconforto no organismo sensível da gestante.

Em determinadas situações, no entanto, não se trata de diferença de nível espiritual, pois normalmente aos espíritos superiores não é difícil superar e compreender as limitações dos menos evoluídos. As trocas fluídico-energéticas entre ambos frequentemente produzem enjoos à mãe Frequentemente, é o reconhecimento inconsciente das experiências comuns vividas. São as sensações decorrentes, do espelhar mútuo, da situação espiritual vivenciada no passado e ainda não resolvida.

Os registos energéticos de acidentes, traumas vivenciados em comum e outras situações, são drenados e vêm a superfície agora devido à intensa troca de energias entre mãe e filho. A mãe sob o influxo destas energias pode ter episódios de desconforto gástrico, principalmente porque o chacra gástrico se ligado às emoções (não confundir com sentimentos). Cuidemos, no entanto, para não cometer injustiça ou erros apressados de julgamento.

Os enjoos têm também causas meramente orgânicas ligadas a factores anatómicos e fisiológicos do processo gestacional. Atribuir aos enjoos apenas significado de ordem espiritual seria empobrecer a ciência espírita e comprometer a sua imagem perante as pessoas de bom senso”. Da Figueira da Foz, Carlos Esteves indaga: “Aprendemos com espíritos como André Luiz que os Espíritos se alimentam. Como é isso é possível? Para que serve tudo isso?

”. “Caro Carlos, com relação à alimentação dos Espíritos, há um consenso nas informações dos amigos espirituais no que tange a este assunto. Embora a essência espiritual não tenha forma, pois é o princípio inteligente, os Espíritos de mediana evolução, ou seja aqueles relacionados ao nosso planeta, possuem um corpo espiritual anatomicamente definido e com fisiologia própria. Nos “planos” espirituais temos notícia por inúmeros médiuns confiáveis, como Chico Xavier, Divaldo Franco, etc.

, da organização de comunidades sociais que os Espíritos constituem, às vezes parecidas com as terrenas. Ainda nos atendo ao critério espiritista de valorizarmos um conceito apenas quando houver multiplicidade de fontes sérias, confirmando-o, nos referiremos ao corpo espiritual e sua alimentação. A energia cósmica que permeia o universo (“fluido cósmico”) é a matéria-prima que sob o comando mental dos espíritos é utilizada para a constituição dos objectos por eles manuseados.

(Vide em “O Livro dos Médiuns”, capítulo “Do Laboratório do Mundo Invisível”). O corpo dos Espíritos, já mencionado até pelo apóstolo Paulo e conhecido nas diferentes doutrinas como perispírito, corpo astral, psicossoma e mais de 100 sinónimos, é constituído de um tipo de matéria derivada da energia cósmica universal (“Fluido cósmico universal”). O corpo espiritual apresenta-se moldável conforme as emanações mentais do Espírito.

Cada Espírito apresenta o seu perispírito ou corpo espiritual com o aspecto correspondente à elevação intelecto-moral. O seu estado psíquico vai determinar a subtilização do seu corpo. Conforme se tem notícia através de inúmeros autores espirituais, o corpo espiritual apresenta-se estruturado por aparelhos ou sistemas que se constituem de órgãos; estes órgãos são formados por tecidos que, por sua vez, são constituídos por células.

Há inclusive patologias celulares tratadas em hospitais da Espiritualidade. O chamado mundo espiritual é (no nosso nível) um mundo material de outra dimensão. As células do corpo espiritual, em nível mais detalhado, são formadas por moléculas que se constituem de átomos. Os átomos do perispírito são formados por elementos químicos nossos conhecidos, além de outros desconhecidos do homem encarnado. Nas obras de Gustave Geley, como nas de Jorge Andrea, há referências mais específicas.

Para não alongarmos estas considerações preliminares, diríamos que o corpo dos Espíritos é composto de unidades estruturais que apresentam vibração constante. Sabemos pelos mais elementares princípios da física, que qualquer corpo em movimento (vibração) no universo gasta energia, logo precisa repô-la, o que equivale a alimentar-se. As leis a física não são leis humanas mas leis divinas (ou naturais) às quais estão sujeitos todos os elementos do cosmo.

Há portanto um desgaste energético natural do corpo espiritual pela sua actividade, o que o leva à necessidade de ser alimentado por fontes de energia. Dependendo do nível evolutivo do Espírito, e consequente densidade do perispírito, varia a qualidade do alimento ou energia que o mesmo necessita para manter a sua actividade. Espíritos superiores simplesmente absorvem do cosmo os elementos energéticos (“fluídicos”) que necessitam.

Ao colocarem-se em oração (no sentido mais profundo), sintonizam com níveis energéticos ainda mais elevados (frequências mais altas), aurindo para si o influxo magnético revitalizador, alimentando as suas “baterias “espirituais. Com relação aos Espíritos mais relacionados com a nossa realidade, ou seja que ainda apresentam dificuldades em superar as tendências egoístas, portanto traduzindo na configuração do seu corpo espiritual uma maior densidade, as necessidades são proporcionalmente mais densas.

Em colónias espirituais, os Espíritos precisam da ingestão de alimentos energeticamente mais densos, fazendo-o de forma muito semelhante a nós encarnados. Recomendamos a propósito o estudo mais detalhado da obra “Nosso Lar “de André Luiz, que foi precursora de dezenas de outras onde se faz referência a alimentação, até às mais recentes “Violetas na Janela”, etc. As unidades energéticas do Espírito, ou núcleos em potenciação, com o passar do tempo vão tendo cada vez maior dificuldade de se recarregar quanto mais primitiva for a evolução da entidade espiritual.

Ocorre um desgaste progressivo destas unidades energéticas, que passam a vibrar mais lentamente. À medida que as vibrações se tornam mais lentas pelo desgaste, e há dificuldade de reposição das energias, vai-se processando uma neutralização energética com redução progressiva da actividade do Espírito. Quando este processo se instala determina um torpor ou sonolência da entidade impelindo-a à reencarnação automática e compulsória”.

Por Ricardo Di Bernardi Todas as quartas-feiras, pelas 20h15, no horário de Brasília/Brasil, o Dr. Ricardo Di Bernardi responde ao vivo a várias perguntas sobre os mais variados temas actuais; para isso basta aceder www.redevisao.net. Veja também www.icefaovivo.com.