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Literatura Palais Royal Arigó: vida, mediunidade e martírio Livro do e

Jornal de Espiritismo nº 41 · Julho 2010Página 192 min

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Literatura Palais Royal Arigó: vida, mediunidade e martírio Livro do emérito professor José Herculano Pires que esteve desaparecido dos escaparates das livrarias há mais de duas décadas, surge novamente, pela editora Paideia com o apoio da Fundação Maria Virgínia e J. Herculano Pires. Arigó, desconhecido do movimento espírita actual, é o pseudónimo de José Pedro de Freitas (1921-1971), que nasceu e viveu em Cangonhas, perto da capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, no Brasil.

É considerado um dos médiuns de efeitos físicos mais notáveis que a humanidade conheceu até hoje. Herculano Pires, começa por afirmar: «É preciso deixar bem claro para o leitor, seja ele espírita, católico, protestante, livre-pensador, materialista ou de qualquer posição ideológica, que o caso Arigó não é religioso. Tem, naturalmente, o seu aspecto religioso, mas o seu ponto central, o seu interesse fundamental é o desafio que lança aos meios científicos.

» Arigó era designado pelo «Cirurgião da faca enferrujada», cuja técnica operatóriano dizer do Professornão seguia as normas cirúrgicas habituais, mas era realizada com estranha segurança e admirável perícia. «A anestesia do paciente é completa. [...] A assepsia também se realiza de maneira invisível, mas com precisão rigorosa. O facto espírita impõe-se maciçamente, com evidência esmagadora.» O Espírito que se servia das suas extraordinárias faculdades mediúnicas, dizia-se médico alemão, desencarnado na I Grande Guerra e chamava-se Adolf Fritz.

Arigó foi observado por diversos membros da classe médica e científica, que «deixaram testemunhos impressionantes de uma realidade que a ignorância eamá-fé procuraram sonegar ao público» e que Herculano Pires regista no livro. O cientista norte-americano (médico e parapsicólogo), Andrija Puharich, sujeitou-se a ser operado a um lipoma no braço quando foi observar o médium a Congonhas (a cirurgia demorou escassos 30 segundos e deixou apenas uma leve cicatriz), tendo afirmado que a ciência parapsicológica nos Estados Unidos e na Europa é insuficiente para explicar o caso.

Esta obra vem enriquecer sobremaneira a literatura parapsicológica (fenómenos teta) e espírita na sua vertente da comunicabilidade dos Espíritos (mediunidade) através de efeitos físicos, provando à saciedade a imortalidade da alma e a existência do Mundo Espiritual ou dos Espíritos.