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Ficha Técnica

Jornal de Espiritismo nº 42 · Setembro 2010Página 35 min

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Correio do leitor FICHA TÉCNICA Jornal de Espiritismo Periódico Bimestral Director: Ulisses Lopes Editor: Jorge Gomes Maquetagem: www.loucomotiv.com Fotografia: Loucomotiv e Arquivo Tiragem: 2000 Exemplares Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.º 124325 Depósito Legal: 201396/03 Administração e Redacção ADEPRua do Espírito Santo, N.º 38, Cave Nogueira – 4710-144 BRAGA Assinaturas Jornal de Espiritismo Apartado 161 4711-910 BRAGA E-mail jornal@adeportugal.

org Conselho de Administração Noémia Margarido, Isaías Sousa Publicidade Apartado 161 4711-910 BRAGA pub@adeportugal.org Propriedade Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal ADEP NIPC 504 605 860 Apartado 161 4711-910 Braga E-mail: adep@adeportugal.org http://www.adeportugal.org Impressão Oficinas de S. José – Braga Acabo de ver o filme“Nosso lar” Em 12 de Agosto, recebemos e-mail do Brasil diferente, de Oceano Vieira de Melo: «Caros amigos, acabo de ver o filme “Nosso Lar”.

É simplesmente maravilhoso! O diretor Wagner de Assis conseguiu materializar a obra-prima dos nossos amados André Luiz / Chico Xavier com perfeição em termos cinematográficos. Além disso, Wagner presta uma homenagem maravilhosa a Emmanuel e Chico. As cenas da cidade Nosso Lar são perfeitas do ponto de vista de uma estética nova na cinematografia. Um detalhe: o filme apesar de ser temática espírita não é um filme somente para espíritas e sim para todos.

Tem cenas emocionantes que nos leva as lágrimas que só um diretor espírita faria. «Parabéns Wagner Assis. Você fez o primeiro filme 100% espírita da história baseado numa obra espírita sem falar em espiritismo. O que fez para o cinema, aprendemos com Kardec, Emmanuel, André e Chico Xavier. Vamos ao cinema dia 3/9. Verei de novo!». Mediunidade não rima com negócio Maria Helena dizia no seu e-mail: «Considerando a vossa associação uma entidade séria nos assuntos do espiritismo, gostaria de ter a vossa opinião para um acontecimento que ocorreu na minha vida faz muito pouco tempo, e para o qual procuro uma explicação, e daí recorrer a pessoas entendidas nesta matéria.

«A minha história é longa, mas abreviando ao máximo, este está a ser o pior ano da minha vida. Tenho 45 anos e nunca pensei que o destino me reservasse tamanhos sofrimentos. Em Julho do ano passado devido há falta de emprego, e por me encontrar desempregada há quase 2 anos decidi abrir uma empresa. Foi um investimento enorme e o maior erro de toda a minha vida. (…) «Em desespero de causa e sem saída, uma amiga aconselhou-me a consultar um médium.

Sou crente, mas tinha quase a certeza absoluta que algo ou alguém estaria a interferir na minha vida de forma muito negativa. Preciso de vos dizer o seguinte: a pessoa em questão tem ajudado centenas, senão milhares de pessoas com os mais diversos problemas. (…) Esta pessoa não leva dinheiro às pessoas, elas apenas deixam o que podem. (…) Quando contactei esta pessoa, e lhe falei na situação da minha empresa, umas das primeiras coisas que me foi dito, é que eu iria fazer o trespasse da empresa e a minha situação financeira ficaria resolvida.

«O tempo ia passando, iam aparecendo alguns interessados, eu continuava a visitar a pessoa em questão, essa pessoa continuava a afirmar que tinha a certeza absoluta que esse negócio seria feito, que os seus “Guias da Luz” garantiam que eu faria esse trespasse, mas o que é certo e desolador para mim é que isso não aconteceu. Foram quase 3 meses de esperança. Essa pessoa ficou sem palavras para o sucedido, nunca lhe tinha acontecido nada igual em tantos anos de trabalho.

«A resposta que procuro é porque é que havendo tantos casos bem sucedidos, porque é que só a mim me aconteceu tamanha infelicidade?». Resposta enviada pela ADEP: «Olá Maria Helena, na opinião da filosofia espírita, a mediunidade não deve ser paga (nem sequer o médium deve aceitar “o que as pessoas queiram dar”), pelos motivos que se seguem. A mediunidade é uma característica, uma aptidão, que Deus dá, para se fazer o bem, e não para se fazer negócio.

A mediunidade não dá trabalho a adquirir, ao contrário das aptidões para médico, calceteiro, professor, mecânico, cozinheiro, cantor, etc. Uma pessoa ou é médium ou não é. Não tem que estudar, nem praticar, por isso mediunidade não deve ser profissão. A mediunidade, assim como vem, pode ir. Hoje é-se médium, amanhã não se é. Um barbeiro não desaprende de fazer barbas e cortar cabelos, mas um médium pode deixar de receber Espíritos, ou porque o organismo se altera ou porque os Espíritos não querem vir.

O que acontece frequentemente com os médiuns comerciantes é que começam a ser rodeados por Espíritos enganadores. E não se dão conta disso. Raciocinemos: será que seres tão evoluídos como aqueles que todos os médiuns comerciantes afirmam serem “seus Guias” (Padre Cruz, Anjo Gabriel, Dr. Sousa Martins, etc.) estão às ordens dos médiuns? Isso faz lembrar aquelas pessoas que julgam que são reis e presidentes, e que se gabam de ser tu cá tu lá com as pessoas mais famosas do mundo.

Os médiuns comerciantes só têm, geralmente, propaganda positiva. E porquê? Porque dos êxitos toda agente fala: “Ele acertou! Ele é maravilhoso! Ele tem grandes poderes!”. Mas dos insucessos quase ninguém fala, pois quase ninguém tem coragem para admitir que lá deixou muito dinheiro para nada. As pessoas que admitem que foram enganadas, ainda por cima costumam ser gozadas! Os amigos, vizinhos e conhecidos (que também são capazes de ir aos médiuns comerciantes, mas que não o confessam), não raro têm a piadinha pronta: “Olha, Fulano queria ser rico, foi à “bruxa”, e deixou lá uma mão-cheia de dinheiro para nada...

”. Assim é a vida... No site da ADEP pode fazer o download de “O Livro dos Espíritos”, que tem um capítulo dedicado a este assunto. Esse download é gratuito e sem compromisso, como todas as actividades espíritas. Pode também fazer o Curso Básico de Espiritismo, e ir colhendo explicações e inspiração para enfrentar os embates desta vida. Ninguém vem ao mundo para sofrer, mas todos vimos para aprender, e isso envolve alguns sacrifícios.

Não há quem não tenha desgostos nos negócios, com os amigos, na vida amorosa, na família, etc. É como andar de bicicleta. Ao princípio cai-se, esfola-se os joelhos, mas acabamos por aprender. Desejamos-lhe tudo de bom!».