Notícia Curso de teologia A Faculdade Doutor Leocádio José Correia (FA
Jornal de Espiritismo nº 44 · Janeiro 2011Página 64 min
Notícia Curso de teologia A Faculdade Doutor Leocádio José Correia (FALEC) no Brasil inaugurou um curso de graduação inédito no mundo: um curso de teologia específico da área espírita com a duração de 4 anos… «Pela primeira vez, a Doutrina Espírita é estudada a nível académico e transdisciplinar, pois transita em todas as principais áreas do conhecimento», dizem os promotores do curso. Num blogue (ver sítio em baixo por favor) lê-se: «Este curso superior proporciona ao aluno um estudo profundo da doutrina, fazendo ponte com as áreas de medicina, direito, antropologia, sociologia, física quântica, epistemologia, psicologia, pedagogia, etc.
«A graduação de Bacharel em Teologia é reconhecida institucionalmente e a sua proposta vai no sentido de capacitar qualquer pessoa que deseje frequentar o novo curso. «Assim sendo, o Teólogo Espírita pode contribuir profissionalmente e ou voluntariamente em organizações relacionadas à saúde, assistência e desenvolvimento social, em unidades culturais, em núcleos de estudos espíritas e instituições religiosas. Pode actuar como membro de conselhos de ética dentro de organizações de grande porte … pode contribuir no terceiro sector e ONG, na criação e desenvolvimento de projectos centrados na promoção e dignificação do ser humano.
” (WEDDERHOFF, P.H., www. mediunatoespírita.com). «O curso conta com um corpo docente formado por mestres e doutores, com profundo e extenso conhecimento na doutrina, exemplificado no seu idealizador o professor doutor Maury Rodrigues da Cruz. Ele é presidente da Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE), há muitos anos é médium actuante e propõe uma contextualização. «Quer dizer, trazer conceitos, termos, ideias para os dias de hoje, promovendo o momento novo, mas atendendo e resguardando os princípios fundamentais da Doutrina.
«A Teologia Espírita tem por objectivo o estudo, a pesquisa e a sistematização da Doutrina dos Espíritos, instrumentalizar o homem, ao nível da metodologia científica. «Teologia Espírita sistematiza o perfil do médium, homem-sujeito que nos respectivos períodos históricos da humanidade produziram fatos espíritas por meio das mensagens, orientações, comunicações, que expressam qualitativamente conhecimento, integração humana.
Levanta as variáveis que envolvem seu extracto e o seu substrato, redimensionando-o no tempo e no espaço. Restaura o pensamento crítico para a compreensão e interpretação do fato espírita, do processo mediúnico, na dimensão da história.” (CRUZ, 2008 p.240) O codificador do Espiritismo nunca promoveu ou outorgou a existência de títulos de Espiritismo a quem quer que fosse, dentro das lides doutrinárias, apesar de, ele mesmo reunir a maior sapiência e credibilidade moral sobre a Nova Doutrina.
«Assim sendo, os teólogos espíritas apoiados no reconhecimento oficial, poderão contribuir para o processo de reespiritualização da humanidade. É importante salientar que para mim foi uma honra fazer parte da primeira turma de Teologia Espírita da FALEC, mas sabendo que a tarefa continua. Pesquisar, estudar, divulgar, pois como a vida o conhecimento é dinâmico e que deve-se acompanhar os passos da Ciência, filtrado pela Filosofia e acomodado na moral cristã, no modelo de Jesus Cristo.
(…) Fonte: http://teologa.wordpress.com/ tag/teologo-espirita Sobre a controversa questão das graduações em Teologia Espírita, cabe-nos considerar o seguinte. Allan Kardec, no Projecto 1868 inserido em «Obras Póstumas», advoga a importância da existência de cursos que favoreçam e desenvolvam os princípios da Ciência e de difundir o gosto pelos estudos sérios, ampliando uma maior compreensão da doutrina espírita e do número de médiuns.
Estes cursos regulares são essenciais nas casas espíritas, pois o Espiritismo é verdadeiramente a Ciência do Espírito, a solicitar que nos debrucemos, de forma séria sobre ela, formando adeptos esclarecidos. No entanto, o conhecimento doutrinário convida-nos a uma vivência dos postulados que os Espíritos Superiores fizeram desaguar no coração da humanidade, para uma real prática dos ensinos de Jesus. O codificador do Espiritismo nunca promoveu ou outorgou a existência de títulos de Espiritismo a quem quer que fosse, dentro das lides doutrinárias, apesar de, ele mesmo reunir a maior sapiência e credibilidade moral sobre a Nova Doutrina.
Acreditamos, pois, que os maiores galardões, perante a Espiritualidade Superior, serão sempre aqueles que exijam o esforço da nossa reforma íntima e o trabalho sincero para vencermos a nós mesmos. Concordamos com as ideias, preconizadas pela figura do saudoso professor Herculano Pires, sobre a possibilidade da existência de escolas capazes de desdobrar as matérias contidas no Espiritismo, de forma que possam ser levadas às universidades para os estudos e investigações necessárias, pois esses princípios, que fazem parte das estruturas e alicerces doutrinários, revelados pelo Espiritismo, estão mergulhaTecnologia Espírita?
dos nas próprias leis da natureza, e devem, de forma séria e com adequada metodologia, serem passíveis de estudo com a elevação merecida. Da mesma forma que acontece, por exemplo, com outra qualquer matéria dentro das ciências biológicas ou físico-químicas. A questão dos diplomas académicos concedidos pelas universidades não diz respeito às estruturas doutrinárias propriamente ditas, nem a instituições, nem são conferidos por quaisquer federações espíritas estaduais, nacionais ou internacionais.
É da exclusiva responsabilidade dessas entidades oficiais, conforme podemos entender. É nossa opinião, que o Espiritismo nada tem com isso, de forma directa, nem deve interferir nas universidades que apresentem os seus programas curriculares e/ou títulos universitários na chamada área de graduação em teologia espírita, ou outras. Entendemos pois, que os diplomas não são nem garantem qualquer crédito de natureza espiritual a quem quer que seja, pois o verdadeiro espírita será sempre reconhecido pela sua transformação moral e pelos esforços sinceros que adoptar para domar as suas inclinações infelizes.
Urge pois fazermos as devidas diferenciações, sem temer que o Espiritismo venha a ser defraudado ou desvirtuado do seu verdadeiro sentido, conforme nos foi entregue pelas Entidades Venerandas, cabendo-nos sim perceber o que estamos dele fazendo em nossos dias terrenos. Parafraseando Léon Denis “O Espiritismo será aquilo que dele os homens fizerem”.
