Consultório foto arquivo Cancro: causas e atitude Joana Pinto, de Setú
Jornal de Espiritismo nº 48 · Setembro 2011Página 54 min
Consultório foto arquivo Cancro: causas e atitude Joana Pinto, de Setúbal, pergunta: «O cancro é um problema de saúde recorrente. O meu médico de família diz que isso deve decorrer da maior longevidade da população portuguesa, graças aos cuidados médicos em curso, e as pobres das células já não sabem mais o que fazer para além do seu ”prazo de validade”. Outros dizem que essa doença hoje tão comum tem a ver com a poluição do ar, da água, e de alguns alimentos.
Num centro espírita a dada altura ouvi dizer que o cancro é carma, com matriz no corpo espiritual. Isto está confuso. Qual é o seu ponto de vista sobre esta doença?». Dr. Ricardo Di BernardiComo qualquer outra patologia, o cancro está a espelhar ou exteriorizar uma deficiência perispiritual. (1) Esta por sua vez decorre de alterações em regiões mais profundas do espírito que necessitou renascer, tendo assim oportunidade de drenar ou eliminar esta dificuldade através de sua expressão de fragilidade no corpo biológico.
Isto só chega a acontecer se não houver mudança interior do indivíduo. Portanto, sempre frisamos, não se trata de qualquer tipo de castigo mas de drenagem energética, ou seja, de libertação. O tratamento deve ser feito pelo oncologista e, em alguns casos, associar-se tratamento médico de outras especialidades. Se é verdade que, a ACÇÃO de trabalhar mediunicamente com seriedade, portanto em benefício do próximo, determinará uma resposta ou REACÇÃO da natureza (Lei Cósmica), gerando um benefício para o actuante, é também verdade e importante salientar: o exercício da mediunidade, por si só, não é a solução para qualquer problema de saúde.
Isto é, não podemos entender que o simples facto de aplicar passes ou trabalhar mediunicamente determinará a cura. Há que buscar o tratamento especializado. Existe sempre uma fragilidade orgânica específica, motivada pela alteração do modelo organizador biológico (perispírito) que traz lesões adquiridas em vidas pretéritas. Lesões que tem origens diversas. Não é regra geral, nem é comum a presença de espíritos obsessores como determinantes do processo.
Há, sim, lesões perispirituais decorrentes do histórico progresso do paciente, mas ocasionalmente ocorre a associação do obsessor desencarnado. A acção do obsessor poderá dar-se no denominado “locus minoris resistentiae”, isto é, no local de menor resistência do obsedado(2), no caso dessa pessoa, no órgão enfermo. Muitas vezes, a ligação do obsessor com a “vítima” efectua-se pelo chakra(3) gástrico, esplénico ou genésico mas a repercussão atinge intensamente o ponto fraco do obsedado que é a região fragilizada.
A própria evolução ética do doente ocasiona uma repercussão forte no espírito perturbador fazendo-o muitas vezes afastar-se. Uma recomendação importante: além do tratamento oncológico a higiene mental ou a manutenção de pensamentos optimistas, fraternos e similares são auxiliares no tratamento. Pensamentos de raiva, ódio, inveja, ressentimentos e outros de baixa frequência, favorecem a sintonia com o obsessor. Antes de desenvolver a mediunidade o paciente deve espiritualizar-se, depois estudar a doutrina espírita e por último pensar em actuar como médium.
Ninguém é exactamente igual a outra pessoa. A maior ou menor predisposição para ter cancro é individual e a intensidade dessa tendência é variável, decorre da individualidade orgânica de cada pessoa, ou seja, de sua anatomia e fisiologia e claro do “modus vivendi”, ou seja, que faz,come , respira, pensa, sente, etc. A individualidade orgânica, por sua vez, decorre da herança genética, isto é dos genes que recebeu dos ancestrais.
O cancro não é uma doença genética; no tocante a questão genética, lembramos, ainda, que há irmãos, filhos do mesmo casal, que não têm a mesma tendência, a atracção por determinados genes ocorre pelo magnetismo do corpo espiritual que sintoniza com essas dificuldades. Este magnetismo foi gerado pelo modo de viver em vidas anteriores. Se é verdade que, a ACÇÃO de trabalhar mediunicamente com seriedade, portanto em benefício do próximo, determinará uma resposta ou REACÇÃO da natureza (Lei Cósmica), gerando um benefício para o actuante, é também verdade e importante salientar: o exercício da mediunidade, por si só, não é a solução para qualquer problema de saúde.
Os tipos de genes que constroem cada corpo físico têm um comando das matrizes perispirituais, isto é, certos genes podem ter a sua expressão maior ou menor conforme as vibrações de cada espírito que equivale dizer “merecimento”. Quando se fala em “merecimento” é preciso esclarecer que: não se deve aceitar passivamente o sofrimento, sem buscar melhoras ou solução. Deve-se, e é obrigação nossa, procurar solucioná-lo. Há um equívoco na ideia de que temos que cumprir o carma(4).
O problema existe para ser superado pelo nosso esforço. Carma significa acção! Lembro, também, que o nosso esforço contínuo para superar a doença, em termos de tratamento médico, bem como a não- -revolta com relação ao facto de estarmos a viver uma dificuldade favorece a melhora clínica. Temos conseguido melhoras importantes com tratamento homeopático associado sempre ao tratamento oncológico (não esquecer!), bem como a orientação na postura mental perante a vida.
O medicamento homeopático escolhido varia conforme o tipo de psiquismo da pessoa. Com relação aos factores que a Joana menciona, tais como alimentos, fumo, poluição etc., sem dúvida são co-factores desencadeantes. A pessoa, em alguns casos, não desenvolveria a doença se evitasse consumir ou conviver com esses factores, que são factores da vida actual, da vida presente, que devem ser cuidadosamente controlados, mas a causa primária do cancro é secular...
perde-se na noite dos tempos! P.S. Já estive em Portugal em Setúbal, palestrando, o pessoal é muito simpático!
