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Capa da edição nº 48 do Jornal de Espiritismo

48Jornal de Espiritismo nº 48

Setembro 2011 · 20 secções · ≈ 81 min de leitura

A edição 48 do Jornal de Espiritismo apresenta uma entrevista com o psiquiatra Sérgio Felipe de Oliveira sobre a intersecção entre medicina e espiritualidade. Aborda a superação de doenças com base em esforço e aceitação, reflete sobre a condição dos "deficientes" na Terra e discute a violência social. Um artigo central, "Como a semente e a lagarta", explora a crítica destrutiva e a capacidade de transformação pessoal. Inclui também a ficha técnica e um balanço das atividades da Federação Espírita Portuguesa.

Espiritualidade
Crítica
Saúde
Sociedade
Doutrina Espírita
Transformação

Capa

Página 11 min

PUBLICIDADE Jornal Espiritismo Ano VIII | N.º 48 | Jornal Bimestral da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal | Director . Ulisses Lopes | Preço 0,50€ SETEMBRO . OUTUBRO . 2011 foto loucomotiv SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA: MEDICINA E ESPIRITUALIDADE ENTREVISTA O psiquiatra brasileiro Sérgio Felipe de Oliveira é mestre em ciências pela Universidade de São Paulo, Brasil, e investigador na área da psicobiofísica.

A sua pesquisa agrega conceitos de psicologia, de física, de biologia e do espiritismo. Pág. 10 CONSULTÓRIO CANCRO: CAUSAS E ATITUDE O problema existe para ser superado pelo nosso esforço. Carma significa acção. O nosso esforço contínuo para superar a doença, em termos de tratamento médico, bem como a não-revolta com relação ao facto de estarmos a viver uma dificuldade, favorece a melhora clínica. Pág. 5 OPINIÃO QUEM SÃO OS DEFICIENTES?

A Terra é ainda aquilo a que chamamos um mundo de provas e expiações. Outrora, quando foi mundo primitivo, perder um membro era mais grave, e até fatal. Actualmente há mais recursos médicos e mais sensibilidade humana. Pág. 12 OPINIÃO ANTÍDOTO PARA AVIOLÊNCIA Desde a violência doméstica sobre mulheres à violência nas escolas, aos assaltos, à violência social generalizada, enfim, tudo parece apontar para estarmos a viver num autêntico barril de pólvora, numa espécie de guerra não declarada, sempre à espera do primeiro estilhaço.

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Editorial foto loucomotiv O crítico foto loucomotiv Pelo retrovisor do

Página 26 min

carro, o pai leu a expressão daquele rosto doce, cheio de infância. Acabara de colocar uma questão inesperada, tão antiga como a humanidade: «Ó pai, eu não queria morrer...». O automóvel, agora estacionado, silenciou o motor. Condoído com a preocupação do petiz, o adulto sentiu o tempo parar naquele fim de dia citadino. Depressa se desenhou na mente uma síntese capaz de regenerar quaisquer agruras: «Já pensaste no que aconteceria se a semente ao cair na terra tivesse medo de morrer?

». Enquanto uma breve pausa enraizava a figura, tratou de reforçar: «Não saberíamos o que é uma floresta». Outra pausa. Insiste: «E se à lagarta acontecesse o mesmo, se tivesse medo de morrer?». Belarmino Silveira já frequentava há algum tempo aquele grupo espírita. Tinha sido atendido nos diversos tratamentos espirituais existentes na instituição, tinha participado dos estudos, e agora cooperava nalgumas actividades desenvolvidas naquele recanto espiritual.

No fundo, reconhecia-se ainda muito imperfeito, mas sentia-se feliz com a confiança depositada nele. Afinal, sabia que somente através de pequenos trabalhos se capacitaria a desenvolver actividades cada vez mais complexas. A casa era grande, e tinha uma enorme afluência de pessoas em busca de alívio para as suas dores, consolo e orientações. Observava as pessoas irem e virem, e percebia os resultados alcançados. Ele próprio tinha passado por aquele processo.

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Ficha Técnica

Página 33 min

Federação FICHA TÉCNICA Jornal de Espiritismo Periódico Bimestral Director: Ulisses Lopes Editor: Jorge Gomes Maquetagem: www.loucomotiv.com Fotografia: Loucomotiv e Arquivo Tiragem: 2000 Exemplares Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.º 124325 Depósito Legal: 201396/03 Administração e Redacção ADEPRua do Espírito Santo, N.º 38, Cave Nogueira – 4710-144 BRAGA Assinaturas Jornal de Espiritismo Apartado 161 4711-910 BRAGA E-mail jornal@adeportugal.

org Conselho de Administração Noémia Margarido, Isaías Sousa Publicidade Apartado 161 4711-910 BRAGA pub@adeportugal.org Propriedade Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal ADEP NIPC 504 605 860 Apartado 161 4711-910 Braga E-mail: adep@adeportugal.org http://www.adeportugal.org Impressão Oficinas de S. José – Braga Federação Espírita Portuguesa: passou o primeiro semestre «Passado o primeiro semestre, não queremos deixar de fazer uma avaliação genérica das actividades desenvolvidas por esta Direcção, tal como prevíramos no nosso Programa.

Apesar das limitações que a vida profissional impõe a cada um dos membros, levaram-se por diante as tarefas que haviam sido previstas e podemos afirmar que os objectivos primordiais foram alcançados, nomeadamente, no que respeita aos propósitos de unificação e reaproximação com os órgãos internacionais. «Foram estabelecidos acordos com o CEInternacional para a cedência de direitos de reprodução de livros, assim como foi estabelecido um Plano de Formação, a médio prazo (3 acções) para Trabalhadores Espíritas, o qual pretende facultar o conhecimento sistematizado e experiência adquiridos pela Federação Espírita Brasileira, permitindo o seu ajuste e adaptação à realidade portuguesa.

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Correio Missivas electrónicas foto loucomotiv São muitas as mensagem q

Página 46 min

Correio Missivas electrónicas foto loucomotiv São muitas as mensagem que chegam e são respondidas. A maior parte do correio recebido pede informações sobre a localização de associações espíritas no país e até no estrangeiro. Muitas outras missivas pedem esclarecimentos e as respostas dão no mínimo apoio moral. PUBLICIDADE “Disseram-me que é mediunidade” Susana escreveu assim: «Boa noite, venho por este meio procurar respostas.

Sinto que tenho algo dentro de mim, que me disseram que é mediunidade. Não sei se é verdade, mas o certo é que me tenho sentido ultimamente diferente. Estou cansada de ser confrontada com diversas situações. Procuro orientação. Uns dizem- -me uma coisa, outros outra e, realmente, não sei quem me fala verdade, quem é honesto. Obrigada». A resposta seguiu antes que se esgotassem as últimas horas de domingo, 17 de Julho: «Olá Susana, diga-nos se faz favor de que localidade escreve, ou consulte a nossa página http://adeportugal.

org para encontrar uma associação espírita perto de si. De certeza que tem mediunidade (faculdade de sentir mais ou menos ostensivamente o plano espiritual), pois a mediunidade é uma característica de todas as pessoas. Umas têm mais que outras, e todas têm períodos em que estão mais sensíveis e outros em que a mediunidade... parece que desaparece. O espiritismo, ou doutrina espírita, lida com a mediunidade, mas tem muitos outros aspectos interessantes, contidos nas cinco obras básicas (pode fazer o download grátis no nosso site).

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Consultório foto arquivo Cancro: causas e atitude Joana Pinto, de Setú

Página 54 min

Consultório foto arquivo Cancro: causas e atitude Joana Pinto, de Setúbal, pergunta: «O cancro é um problema de saúde recorrente. O meu médico de família diz que isso deve decorrer da maior longevidade da população portuguesa, graças aos cuidados médicos em curso, e as pobres das células já não sabem mais o que fazer para além do seu ”prazo de validade”. Outros dizem que essa doença hoje tão comum tem a ver com a poluição do ar, da água, e de alguns alimentos.

Num centro espírita a dada altura ouvi dizer que o cancro é carma, com matriz no corpo espiritual. Isto está confuso. Qual é o seu ponto de vista sobre esta doença?». Dr. Ricardo Di BernardiComo qualquer outra patologia, o cancro está a espelhar ou exteriorizar uma deficiência perispiritual. (1) Esta por sua vez decorre de alterações em regiões mais profundas do espírito que necessitou renascer, tendo assim oportunidade de drenar ou eliminar esta dificuldade através de sua expressão de fragilidade no corpo biológico.

Isto só chega a acontecer se não houver mudança interior do indivíduo. Portanto, sempre frisamos, não se trata de qualquer tipo de castigo mas de drenagem energética, ou seja, de libertação. O tratamento deve ser feito pelo oncologista e, em alguns casos, associar-se tratamento médico de outras especialidades. Se é verdade que, a ACÇÃO de trabalhar mediunicamente com seriedade, portanto em benefício do próximo, determinará uma resposta ou REACÇÃO da natureza (Lei Cósmica), gerando um benefício para o actuante, é também verdade e importante salientar: o exercício da mediunidade, por si só, não é a solução para qualquer problema de saúde.

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Publicidade Agora Nova Versão On-line

Página 64 min

Imprensa foto arquivo PUBLICIDADE AGORA NOVA VERSÃO ON-LINE www.adeportugal.org Saiba como na pág. 17 Espiritismo na TV O canal de televisão portuguesa TVI convidou um dos elementos da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) para estar presente como comentador, no programa “A Tarde é sua”, de Fátima Lopes, que foi para o ar numa sexta-feira, 15 de Julho, entre as 15h00 e as 16h15. O programa subordinou-se ao tema “Espiritismo e Mediunidade”.

Acabado o programa começaram a chegar muitos e-mails. No próprio dia 15 de Julho Maria Figueiredo escreveu: «Estou a contactá-lo porque, por mero acaso e por estar de férias, vi-o no programa da Fátima Lopes. Procurei na internet e encontrei o site, por coincidência (se é que a há) também nasci em Benguela, mas ainda muito criança por motivos de doença fui “despachada” para Portugal e separada da minha família. Desde miúda que sinto com intensidade presenças que não vejo mas sei que estão lá, familiares que morreram apareceram- -me em sonho e dizer-me que estão bem e que não morreram...

Há uns anos andava muito infeliz e a desacreditar todo o sentido da vida, porque um irmão mais novo tinha morrido e parecia que a minha vida ia ser sempre uma torrente de infelicidade. Convencida, muito a custo, por um amigo meu fui a um pai de santo que muito me ajudou a dar uma grande volta na minha cabeça e na minha vida, e disse-me que eu tinha capacidades de mediunidade e que as devia desenvolver. Nesse campo eu fiquei quieta.

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Publicidade Encontro Espírita do Algarve

Página 76 min

Breves foto organização PUBLICIDADE ENCONTRO ESPÍRITA DO ALGARVE No passado dia 15 de Maio realizou-se o II Encontro Espírita do Algarve, no auditório da Escola Secundária Dr. Francisco Lopes, em Olhão, organizado pelo Núcleo Familiar Espírita do Mentor Amigo de Pechão. Os participantes lotaram a capacidade do auditório cerca de 120 lugares, tendo estado presentes representantes de diversos Centros Espíritas de todo o país.

Os trabalhos tiveram início com as boas-vindas dadas por Mariana Rosado do Núcleo Familiar Espírita do Mentor Amigo, seguindo-se breves palavras a cargo do presidente da Federação Espírita Portuguesa que felicitou a realização da iniciativa e a sua importância na divulgação da doutrina na região. No programa houve o primeiro momento cultural do Encontro com um momento musical por António Pinho à viola que executou uma obra de sua autoria, seguiu-se um momento de poesia por Esteves Teiga.

Mariana Rosado chamou então a moderadora e os oradores para o 1.º painel da manhã. A primeira palestra com o tema “Allan Kardec e a Codificação ”, esteve a cargo de Paulo Mourinha que falou sobre o codificador da doutrina, focando aspectos que normalmente são pouco mencionados acerca da sua vida e do trabalho da codificação. Após o intervalo da manhã reiniciaram-se os trabalhos com a palestra “Do Mineral ao Hominal” proferida por Gonçalo Marques que falou da passagem do princípio inteligente pelos três reinos até chegar à fase hominal.

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Publicidade

Página 85 min

Opinião www.adeportugal.org curso básico de espiritismo on-line em Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal PUBLICIDADE foto sxc Inteligência e emoção A emoção é vista frequentemente como um sinal de fraqueza e a inteligência como algo que sabe sempre a pouco: nem 8 nem 80, o ponto de equilíbrio está não na quantidade mas na qualidade do uso que cada um dá ao que tem... Quando Jesus disse «Bem-aventurados os pobres de espírito porque alcançarão o reino dos céus» não estava a depreciar a capacidade de pensar bem e de resolver problemas, regra geral, a definição que o senso comum dá de inteligência.

Referia-se o Mestre sim à pretensa sabedoria, inclusive à arrogância dos doutores da lei que à maneira de sábios feitos à pressa atribuíam a si próprios uma superioridade que de facto não existia. Afinal, algo que passados dois mil anos ainda se repete em moldes idênticos. Não é assunto em que valha a pena ficar muito tempo, interessa mais rever três domínios que se ligam a esta questão tão importante para as traves-mestras do comportamento no dia-a-dia, já que é essa a pedra-de-toque sublinhada pelos espíritos esclarecidos como a porta realmente importante para o autoconhecimento e a espiritualidade.

Estamos a falar do instinto, da emoção e da inteligência. No percurso evolutivo, o princípio inteligente ensaia as experiências evolutivas mais variadas, no cadinho do tempo. Quando um peixe do grupo dos ciclídeos defende a postura por vezes de peixes bem maiores que ele, sentirá emoções? Ou um elefante que manuseia os restos de um seu velho conhecido no trânsito migratório que o leva de pastagem em pastagem sentirá emotividade?

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Publicidade (pág. 9)

Página 96 min

Opinião PUBLICIDADE A difícil arte de ser jornalista espírita PUBLICIDADE Há 150 anos, os espíritos deram a Allan Kardec um roteiro de comunicação espírita. Quase todo o centro espírita tem um pequeno jornal, mural informativo ou boletim. Alguns imprimem a cores, outros fazem boletins fotocopiados. Quem não tem veículo próprio, põe no mural o jornal de uma união regional ou de outro centro espírita. Programas de rádio, revistas, páginas na internet, revistas e alguns poucos – e honrosos – esforços para fazer programas de televisão mostram o quanto as instituições espíritas vivem enamoradas da comunicação social.

Mas há conflitos sérios nesse relacionamento. É lugar-comum dizer que falta profissionalização da comunicação social espírita. Como é de conhecimento geral, há problemas crónicos. Duas situações são típicas. A primeira é que os jornalistas são geralmente muito atarefados e não conseguem – na condição de voluntários – colaborar com a regularidade que a comunicação social exige. A segunda ocorre quando o jornalista é chamado a trabalhar profissionalmente e tem de enfrentar as idiossincrasias locais.

Em outras palavras: a comunicação social tem de se adaptar à visão parcial (e amadora) do dirigente. O jornalista então é visto não como um profissional de mercado, que cursou uma universidade para bem desempenhar a sua profissão, mas como alguém que está ali apenas para expressar vontade e pensamento de uma outra pessoa. Assim, subvertem-se papéis e funções, limites são ultrapassados e todos perdem. A falta de diálogo e reflexão sobre a comunicação social traz prejuízos consideráveis à divulgação da doutrina.

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Poesia Chico Zé perdeu os parentes Quando era ainda gaiato, Foi criado

Página 101 min

com indigentes E sofreu muito mau trato. E dizia quem passava: “Que homem tão revoltado!” Mal essa gente sonhava O que ele tinha passado Sempre de má catadura, Sem alegria ou sorriso, No peito só amargura Que até lhe afectava o siso. “Viver assim para quê?” Pensava ele por vezes Sem entender o porquê Dos seus pesados revezes Numa vida anterior O pobre do Chico Zé Fora feroz ditador Sem coração e sem fé.

Passara a fio de espada Sem qualquer hesitação Muita gente desgraçada, Muito homem seu irmão. No fundo da consciência Uma vozinha sumida Sugeria paciência P’ra suportar esta vida. E uma vítima passada Apareceu-lhe ao caminho Na forma de esposa amada P’ra lhe ensinar o carinho. Na infância desvalida Aprendeu ele com a dor. Com a família querida Aprendeu com o amor. Se vires um homem irado Não penses “Que mau que é!” Estende a mão ao perturbado, Pode ser um Chico Zé...

N. N. Psicografia recebida por MC, na palestra sobre “Perda de entes queridos”, no Centro de Cultura Espírita, Caldas da Rainha, em 21 de Julho de 2011.

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Entrevista Sérgio Felipe de Oliveira: medicina e espiritualidade foto

Página 115 min

arquivo O psiquiatra brasileiro Sérgio Felipe de Oliveira é mestre em ciências pela Universidade de São Paulo, Brasil, e investigador na área da psicobiofísica. A sua pesquisa agrega conceitos de psicologia, de física, de biologia e do espiritismo. Além disso, tem dedicado especial atenção à glândula pineal, procurando desvendar as relações entre a actividade psíquica e a recepção de sinais do mundo espiritual por meio de ondas electromagnéticas.

Sérgio Felipe de Oliveira integra a Associação Médico-Espírita de São Paulo e orienta a clínica Pineal Mind, onde atende pacientes e dá lastro à sua pesquisa. Encontrando-o em Espanha, foram-lhe colocadas algumas perguntas. - Quem é Sérgio Felipe de Oliveira? Sérgio Felipe de Oliveira – Sou médico, sou professor na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), e lá lecciono Medicina e Espiritualidade. É uma disciplina opcional da Faculdade.

– E a reitoria deixou? Sérgio Felipe de Oliveira – Não, não é bem assim, eles é que me convidaram para coordenar a disciplina. – Significa que a USP está receptiva à espiritualidade, sabem que é espírita? Sérgio Felipe de Oliveira – Recebi uma carta-convite há um par de anos para esse efeito. Contudo, com algum atraso, porque nos Estados Unidos (EUA) as universidades já estão mais adiantadas. As 50 maiores faculdades de medicina dos EUA já têm o curso de medicina e espiritualidade na graduaçãoepós-graduação.

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Opinião foto arquivo Quem são os deficientes?

Página 124 min

Merece destaque o artigo do jornal «Público» sobre a nadadora Natalie du Toit, que esteve em Portugal a competir, de igual para igual, com pessoas que têm as duas pernas... Antes de mais, os nossos parabéns ao entrevistador Hugo Daniel Sousa, ao autor da soberba fotografia, e ao jornal, que não escondeu o artigo perturbador num cantinho discreto, antes lhe deu destaque. Porque é perturbador, quer queiramos quer não.

Durante os larguíssimos milhares de anos de evolução do homem na Terra, perder um membro significava uma grande desvantagem, na fuga aos perigos, na obtenção de alimento, na protecção da família e da comunidade, na reprodução, na guerra, no trabalho. Ainda hoje a simetria é especialmente prezada na Arte e na Engenharia, enquanto a assimetria é energicamente rejeitada por quem não tem formação estética ou mecânica. E isso deve-se possivelmente a uma associação inconsciente com a geometria do corpo, mutilado ou não.

Motos, automóveis, tractores, máquinas industriais de corte e prensagem, vieram facilitar a vida a toda a gente, proporcionando o alívio de tarefas fisicamente exigentes, a rapidez das deslocações, e uma liberdade que dantes não havia. Mas trouxe também os acidentes graves, na proporção da força dos cavalos-vapor das ditas máquinas. Dantes só se perdiam membros por doença degenerativa grave ou na guerra, decepados ou amputados posteriormente.

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Página 133 min

Opinião PUBLICIDADE PUBLICIDADE Espiritismo: antídoto para a violência foto loucomotiv O retrato social parece estar mais violento que nunca. Desde a violência infantil nos lares à violência doméstica sobre mulheres, à violência nas escolas, aos gangs, aos assaltos, à violência entre países, à violência social generalizada, ao terrorismo, enfim, tudo parece apontar para estarmos a viver num autêntico barril de pólvora, numa espécie de guerra não declarada, sempre à espera do primeiro estilhaço.

Todos são unânimes que este cenário não pode continuar, todos se sentem inseguros, os “media” destacam apenas o mal, na ânsia do dinheiro fácil, sanguinolento, rematando para o lixo notícias que apontem no sentido do bem, no sentido da paz. Mudemos de cenário. Domingo à tarde, Caldas da Rainha, Portugal. Tinha-me deslocado com a esposa e os dois filhotes pequenos a uma superfície comercial. Ao sair, com pouco carros no parque de estacionamento, circulava a uns 20 kms/h, ainda a arrumar um papel ou outro.

Uma buzinadela sonora, na retaguarda, lembrou-me que alguém tinha mais pressa. Encostei-me à direita. O condutor apressado, ao passar pela nossa viatura, ainda soltou um sonoro (sai daí, ò lesma), ele também na presença da esposa e de duas crianças. Mas o que mais me fez reflectir não foi a atitude mal educada, o mau exemplo que deu aos seus filhos, mas sim o olhar do condutor, colérico, parecendo deitar chamas de ódio.

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Opinião Trigo e joio: a quem cabe separar?

Página 147 min

foto loucomotiv O episódio da parábola do trigo e do joio ocorreu na primeira metade da vida pública do Cristo, quando o Senhor substituía João Batista na liderança dos crentes para o batismo do espírito. O local escolhido foi junto a uma margem, provavelmente no mar da Galileia perto da casa de Simão, onde Jesus normalmente se recolhia e de onde partia para as suas pregações.

Inserida entre várias que o Mestre contou à multidão nessa tarde, a parábola do trigo e do joio é, a pedido dos discípulos, explicada, desdobrando-se portanto em dois momentos, quando o Mestre conta a parábola às gentes humildes (Mateus: 13; 24-30) e quando a parábola é explicada depois do entardecer, provavelmente já em privado na casa de Simão em Cafarnaum (Mateus: 13; 36-43). Percebia-se que por todo o lado surgiam profetas que se intitulavam pregadores da Boa Nova.

Multidões desorientadas e lideradas por pregadores que se diziam continuadores de João Batista, deambulavam pelas margens do Jordão, dispersando-se pela Palestina e Síria. Líderes da revolta popular contra o domínio romano, após ouvirem as lições do Senhor, usavam-lhe a doutrina, germinando a discórdia em nome da solidariedade entre os homens (No Roteiro de Jesus: 13) e todos asseguravam falar em nome da Grande Estrela.

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Crónica Fazer bem o bem-fazer foto arquivo “Bem-aventurados os miseric

Página 152 min

Crónica Fazer bem o bem-fazer foto arquivo “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” poderá parecer uma dúbia orientação moral com tiques mercantis, uma espécie de negócio com o Ser Supremo: dar, para vir a receber. Para personalidades “fortes”, parecerá uma pieguice, exortando a ser-se bonzinho. Jesus de Nazaré, Príncipe da Paz e pedagogo incomparável, em tudo o que fazia (o seu falar, agir, viver, morrer) tanto emanava doçura como solidez e fortaleza.

É certo que, por exemplo no século passado, o aspecto moral do seu ensino não se mostrou convincente à análise do renomado filósofo ateu “sir” Bertrand Russel, autor do famoso “Por que não sou cristão”. Mas por muita elevação que nós, cristãos, encontremos no aspecto moral da doutrina de Jesus, o rabi nazareno consagrou-se como muito mais do que um moralista. A sua vida, a profundidade do seu magistério singular testemunham a dimensão altíssima donde lhe provinha a inspiração; dessas culminâncias manava a energia mística de que se imbuía o discurso do divino amigo, fazendo da sua nobre moral muito mais do que “mores” (isto é: usos e costumes susceptíveis de modificação com o tempo, com o espaço, com as culturas humanas).

Tratava-se, antes, de princípios duma moral universal, permanente, supra-social, repassada de alto potencial místico (sem conotação alguma ao sentido pejorativo do termo misticismo). Pelo discernir metafísico e experiência mística se poderá, pois, aceder a concepções mais profundas contidas na docência de Jesus, do que permitiria a simples reflexão moral. E daquela perspectiva, já nada se vê de piegas ou mercantil no enunciado da bem-aventurança posta em foco, nem em qualquer outro ensinamento do Bom Pastor.

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Entrevista a Frequentadores

Página 164 min

Afinidades Impressão digital ENTREVISTA A FREQUENTADORES Dalila Monteiro tem 35 anos, é jornalista e mora em Braga. – Como conheceu o Espiritismo? Dalila Monteiro – Há mais de uma década, através de várias leituras que fiz enquanto fazia pesquisas na internet sobre questões ligadas à espiritualidade. No entanto, o contacto mais próximo ocorre há 4 anos através de uma grande amiga que frequentava a Associação Sociocultural Espírita de Braga.

- Frequenta algum centro espírita? Dalila Monteiro – Frequento o Centro Espirita da ASEB (Braga) há 4 anos. – Qual a sua opinião acerca do «Jornal de Espiritismo»? Dalila Monteiro – A abordagem à temática é bastante interessante, esclarecedora e apresentada de uma forma simples conforme se pretende em publicações do género, o que permite fácil acesso à compreensão de todos, dada a abrangência de leitores que o procuram.

– Do que já conhece do espiritismo mudou alguma coisa na sua vida? Dalila Monteiro – O Espiritismo representa, para mim, a confirmação de um modo de estar e de viver e sobre o qual sempre tive consciência, permitindo-me dar “nomes” às “coisas”. Quais? Imensas. Portanto, posso dizer que mudou sim a minha vida, mas mudou sobretudo aquilo a que chamo da minha “semiótica” - linguagem de signos e simbologias onde o sentido nunca está destituído de uma presençasobre o que se vê e se sente sem sempre todos conseguirem “ver” nem “sentir”.

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Passatempo Sabia que

Página 172 min

Horizontal 1. Conhecimento de si 3. Reencarnações 8. Emoções negativas 10. Resultado da evolução contínua 11. Pulsão, comportamentos automáticos 13. Sentimento 14. Conhecimento e amor Vertical 2. A verdadeira dimensão da vida 4. Argumentação lógica perfeita 5. Lei de conservação 6. Emoções positivas 7. Comportamento 9. Raciocínio 12. Melhoramento contínuo DIVULGUE SEM CUSTOS OS ACONTECIMENTOS DA SUA ASSOCIAÇÃO PARA MAIS DE 1500 PESSOAS Basta enviar a notícia para adep@adeportugal.

org e, para além de ser enviada por e-mail, será inserida na Agenda do movimento espírita português, no respectivo dia e mês, facilitando assim a consulta de eventos espíritas nacionais. Para consultar a Agenda basta aceder a www.adeportugal.org. FAÇA A SUA ASSINATURA DO JORNAL DE ESPIRITISMO Assinatura anual (Portugal continental) € 7,00 Assinatura anual (Outros países) € 15,00 Desejo receber na morada que indico o “Jornal de Espiritismo” durante uma ano, pelo que junto cheque ou vale postal a favor da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, JE, Apartado 161 – 4711-910 BRAGA (portes incluídos).

Nome Morada Telefone E-mail N.º de contribuinte Assinatura >> Existe, no Universo, um número incontável de planetas onde as condições de vida são, em muito, semelhantes às da Terra? >> Casimiro Duarte pagou durante quinze anos consecutivos o aluguer da casa onde ainda hoje está o Centro Espírita Perdão e Caridade, em Lisboa, embora as portas se encontrassem fechadas por força do sistema político vigente em Portugal? >> Para a Doutrina Espírita Purgatório será o próprio planeta onde expiamos os erros do passado e nos aperfeiçoamos graças às sucessivas existências?

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Infantil Por Manuela Simões Era uma vez dois amigos que adoravam brinc

Página 182 min

Página Infantil Por Manuela Simões Era uma vez dois amigos que adoravam brincar e sempre que podiam não deixavam escapar oportunidade para o fazer. O Toméeo Pedro andavam juntos na escola, na mesma turma. Brincavam nos intervalos da escola e nos tempos livres fora da escola. Quando alguém não sabia de um deles, bastava procurar o amigo e lá os encontravam juntos. Podíamos ouvi-los vezes sem conta: - Tomé, vamos brincar?

-Eu sou o polícia e tu o ladrão. – dizia o Pedro, já prontinho para iniciar – Cuidado Tomé, eu estou armado com aquela pistola que recebi nos meus anos. Tens que fugir e esconder-te de mim. Outras vezes: - Vamos fingir que somos piratas. Temos que arranjar um plano para roubar o tesouro que nos indica o mapa e depois enterrar o baú na ilha. – dizia o Pedro bem entusiasmado. -Temos que levar as nossas espadas, não te esqueças.

Só assim conseguimos fazer o assalto. Uns minutos de brincadeira e já dizia um deles: - Vamos lutar um pouquinho, sem as armas! Ambos perdemos as armas. Noutro dia, mais uma vez – Que tal fingirmos uma guerra com os nossos exércitos? O meu contra o teu e os meus aviões a bombardearem o teu acampamento. Cada vez mais, treinavam brincadeiras para serem adultos. Cada um queria ser melhor do que o outro, queria ter uma arma mais potente do que a do outro, mais força física, maior poder, ser o dono do mundo e o outro o mais fraco.

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Literatura Doutores da alegria “O riso é um tónico, um alívio, uma pau

Página 197 min

Literatura Doutores da alegria “O riso é um tónico, um alívio, uma pausa que permite atenuar a dor.” Charles Chaplin “Doença” e “Criança” são duas palavras que gostamos de ver afastadas numa mesma frase. A doença rouba à criança o seu fogo de vida, escondendo o que é mais fascinante do seu temperamento: o sorriso transparente, a espontaneidade, a jovial irreverência, a alegria com que pinta todos os lugares onde se apresenta.

Presa num quarto de hospital infestado por agulhas malvadas, tubos antipáticos e aparelhos mal-encarados, atormentada pela assustadora dimensão dos seus medos e da sua dor, rodeada por gente séria e preocupada, a criança/paciente fica sem condições para brincar e saltar, sem vontade de sorrir, beijar e abraçar, restando como únicas alternativas, a tristeza, o desânimo. Mas felizmente, em muitos hospitais do Mundo inteiro já existem especialistas em “besteirologia”, mestres na difícil arte de recapturar os sorrisos perdidos e levá-los para dentro do ambiente hospitalar.

Em Portugal, a organização “Operação Nariz Vermelho” http://www.narizvermelho.pt/ tem um trabalho muito activo nesta área. Este documentário tocante de Mara Mourão mostra-nos o trabalho da organização sem fins lucrativos brasileira “Doutores da Alegria”. Constituída por artistas profissionais, esta associação usa o talento, o sentido de humor e a sensibilidade dos seus membros como antídotos contra a tristeza e apatia de crianças hospitalizadas.

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Cursos de Espiritismo On-line e Presenciais

Página 203 min

Última Cartoon CURSOS DE ESPIRITISMO ON-LINE E PRESENCIAIS Sempre que a Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP) é convidada a participar num programa de televisão, o seu site assinala um súbito acréscimo de visitas. Vasco Marques, o responsável pelo site da ADEP afirma a este jornal, sobre o dia da emissão de TV em directo, sexta-feira, 15 de Julho, no programa “A Tarde é sua”, de Fátima Lopes: «Nessa sexta-feira apenas as visitas duplicaram.

Cliques nas páginas aumentaram cinco vezes. A transferência de ficheiros, aumentou dez vezes, tendo sido descarregados principalmente ficheiros de vídeo. O súbito aumento de visitas, apesar de com menor intensidade, ainda se verificaram alguns dias depois da ida à TV. Até agora, 19 de Julho, e desde há quatro dias, no curso on-line surgiram 94 novas inscrições. Normalmente, no mesmo período de três dias chegam entre sete a nove inscrições (média de cem por mês).

Portanto dez vezes mais que o normal». Depois, dentro do site – que poderá em breve tomar mais o cariz de um portal –, há várias parcelas específicas, como é o caso do curso básico de espiritismo on-line. Desde a mais recente ida à TV desta associação sem fins lucrativos, através da participação de José Lucas, acumularam subitamente 118 inscrições no curso básico on-line! Ora, como cada um tem a sua profissão e oferece a parte possível dos seus tempos livres a esta tarefa, quem está habituado a utilizar serviços profissionais, o que é que faz?

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