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Infantil Por Manuela Simões Era uma vez dois amigos que adoravam brinc

Jornal de Espiritismo nº 48 · Setembro 2011Página 182 min

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Página Infantil Por Manuela Simões Era uma vez dois amigos que adoravam brincar e sempre que podiam não deixavam escapar oportunidade para o fazer. O Toméeo Pedro andavam juntos na escola, na mesma turma. Brincavam nos intervalos da escola e nos tempos livres fora da escola. Quando alguém não sabia de um deles, bastava procurar o amigo e lá os encontravam juntos. Podíamos ouvi-los vezes sem conta: - Tomé, vamos brincar?

-Eu sou o polícia e tu o ladrão. – dizia o Pedro, já prontinho para iniciar – Cuidado Tomé, eu estou armado com aquela pistola que recebi nos meus anos. Tens que fugir e esconder-te de mim. Outras vezes: - Vamos fingir que somos piratas. Temos que arranjar um plano para roubar o tesouro que nos indica o mapa e depois enterrar o baú na ilha. – dizia o Pedro bem entusiasmado. -Temos que levar as nossas espadas, não te esqueças.

Só assim conseguimos fazer o assalto. Uns minutos de brincadeira e já dizia um deles: - Vamos lutar um pouquinho, sem as armas! Ambos perdemos as armas. Noutro dia, mais uma vez – Que tal fingirmos uma guerra com os nossos exércitos? O meu contra o teu e os meus aviões a bombardearem o teu acampamento. Cada vez mais, treinavam brincadeiras para serem adultos. Cada um queria ser melhor do que o outro, queria ter uma arma mais potente do que a do outro, mais força física, maior poder, ser o dono do mundo e o outro o mais fraco.

Chegavam a aborrecer-se, pois levavam a brincadeira como se estivessem a vivê-la na realidade. Tendo os pais do Tomé e os pais do Pedro observado o convívio e as brincadeiras dos seus filhos, conversaram e encontraram uma ideia para os ajudar a brincar de modo mais ”construtivo”. Ofereceram a ambos uma caixa de cartão com um grande laçarote. Os meninos ficaram muito entusiasmados e, contentes, começaram a desembrulhar o caixote.

Pois … parece que não lhes deixavam mesmo grandes alternativas! … Brincar sim, mas de outra forma. Nada de lutas, tiros ou competição. Só mesmo cooperação! Brincar, descobrindo como se ajuda alguém em dificuldade. Os brinquedos que agora tinham eram diferentes. Agora brincam, tentando fingir que precisam distribuir alimentos a uma população em dificuldades; tratar de ferimentos; apagar fogos de um prédio, procurar alguém perdido numa floresta ou montanha; entreter um grupo de crianças; ajudar a que as pessoas não se percam numa viagem ou numa cidade grande; auxiliar idosos em diferentes tarefas; etc.

As tardes do Tomé e do Pedro passaram a ser bem mais tranquilas, mas igualmente divertidas. Estas brincadeiras exigiam o exercício do companheirismo, da cooperação e da solidariedade. Sem se darem conta, treinavam para serem homens de bem, lutando contra o mal, através do amor ao próximo. Infantil Soluções do passatempo do número anterior (nº47) DIFERENÇAS Encontra as 11 diferenças. A Brincar, a Brincar… LABIRITNTO Descobre o caminho de cada um dos lixos para o ecoponto.