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Jornal de Espiritismo nº 49 · Novembro 2011Página 75 min

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Consultório PUBLICIDADE Uma obsessão pode deixar vestígios em exames médicos? Mário Silva, de Torres Novas, indaga: «Ouvi dizer que há obsessões espirituais que, em situações excepcionais, são capazes de deixar vestígios em exames médicos, como radiografias. Conhece casos em que isso tenha ocorrido?». Dr. Ricardo Di BernardiSim, isso pode ocorrer. Antes de tudo, vamos resumidamente definir e colocar algo sobre obsessão.

Em consideração aos que desconhecem o que significa o termo obsessão, faremos, preliminarmente, uma sintética exposição do que significa obsessãoea consequente desobsessão, pelo prisma espírita. Para quem desejar há inúmeras obras a esse respeito; faremos aqui apenas sucinta recapitulação. Denomina-se obsessão a influência perniciosa e persistente de uma mente (ou espírito) sobre outra mente. Há obsessões entre espíritos encarnados, isto é, entre duas pessoas que vivem na Terra; a história do nosso Planeta traz inúmeros exemplos de domínio patológico de uma mente humana sobre outra ou outras.

O mesmo fenómeno também existe entre seres que vivem no mundo espiritual, ou seja, entidades desencarnadas subjugando outras. Pouco comentada, mas não infrequente, é a situação de seres que vivem no mundo extrafísico sendo vítimas de processo obsessivo de uma pessoa encarnada, isto é, “viva” nos padrões ou conceitos terrenos. São espíritos que, no mundo extrafísico vivem verdadeiros pesadelos em função da ação mental de pessoas daqui de nosso ambiente físico.

Pouco se comenta, mas não são raros os desencarnados perseguidos por habitantes de nosso mundo físico. As obras do Espírito André Luiz, psicografadas por Chico Xavier, são ricas nesses exemplos. No entanto, a mais conhecida e popularmente temida é a obsessão de um espírito desencarnado sobre um de nós, dito vivo, ou seja, uma pessoa encarnada. Além das modalidades acima citadas, poderíamos assinalar a auto-obsessão que na realidade seria incluída entre os distúrbios psicológicos.

Nós iremos ater-nos à obsessão de um ou mais espíritos sobre pessoas encarnadas. Em 100% dos casos não buscamos ninguém para atender, fomos procurados no ICEFwww.icefaovivo.com.brcom pedidos de auxílio, por familiares dos acometidos de processo obsessivo. Os processos obsessivos, classificados acima conforme as modalidades apresentam-se, também, em diversos graus de intensidade: obsessão simples, fascinação e subjugação, havendo quem coloque, equivocadamente, uma quarta gradação com o nome de possessão.

No primeiro grau, obsessão simples, o Espírito que adere à pessoa não passa de um inoportuno pela tenacidade com que insiste em influenciar o obsediado. Não se trata de uma fortuita influência, porém, pelo esforço da própria pessoa muitas vezes é facilmente removido esse Espírito obsessor. Muitas obsessões simples não são perpetradas por entidades realmente malévolas, mas por Espíritos atraídos pela postura mental da “vítima”.

Na fascinação há uma ação mais intensa e direta do obsessor sobre o pensamento da pessoa, perturbando-lhe o raciocínio. Há líderes políticos ou religiosos que fascinam os seus adeptos de tal forma que os impedem de analisar factos ou ideias, podendo levá-los ao fanatismo. O fascinado por um Espírito é incapaz de perceber que está a ser dominado. No terceiro grau, a subjugação, o indivíduo fica sob um verdadeiro jugo.

A subjugação pode ser moral ou corporal. Pode a pessoa tomar atitudes absurdas e comprometedoras, cometer actos ridículos. A chamada possessão seria o mesmo que uma subjugação corpórea em que há imantação do Espírito à determinada pessoa, dominando- -a tanto física quanto moralmente. Allan Kardec prefere não usar o termo possessão. Quanto a nós, também não apreciamos o termo, pois nos dá falsa ideia de que o Espírito estaria no interior ou “dentro” do obsedado.

Na realidade, a questão é semântica. As palavras subjugação e possessão designam o mesmo fenómeno. Ainda nos dirigindo aos neófitos nessa área, confirmamos algo já observado por todos que labutam nesse género de atividade. As chamadas vítimas de hoje em geral foram, em vidas passadas, indivíduos que prejudicaram em graus diversos aqueles que agora se vingam obsedando os seus algozes do pretérito. A terapia do amor e do esclarecimento são os caminhos preferenciais em que demonstramos que a vingança só agrava o sofrimento.

Há casos específicos, no entanto, em que se faz necessário um afastamento compulsório do Espírito obsessor, muitas vezes já perturbado mentalmente ou deformado anatomicamente. Circunstância essa que é esclarecida no nosso novo livro «Desobsessão: Estudo Prático». Muitas situações assim foram observadas no nosso trabalho. Entidades espirituais necessitaram ser recolhidas, hipnotizadas e conduzidas ao posto de socorro astral mais próximo.

Após cada descrição de caso, elencamos diversas perguntas efetuadas acerca do atendimento. Esperamos que esse novo livro seja útil para estudo ou formação de novos grupos espíritas de desobsessão. Confirmamos ainda que nenhum Espírito será capaz de promover um processo obsessivo grave, ou seja, fascinação ou subjugação se a pretensa vítima não mantiver o seu pensamento na mesma frequência de onda do obsessor. Sabemos, por meio dos estudos espíritas, que a todo pensamento ou sentimento produzido, nós humanos emitimos ondas mentais que vibram com características peculiares ao género do pensamento.

Convém recordar que as vibrações mentais podem ser conscientes e inconscientes, essas recordando vidas anteriores. Cada um de nós pode disfarçar o que realmente sente no seu íntimo, com pensamentos forçados e falsos, mas o que realmente importa é a erradicação profunda e total dessas energias ou vibrações do inconsciente. Exemplificando: Um pensamento de fraternidade ou solidariedade ao próximo vibra em frequência alta, com comprimento de onda curto; essas ondas são percebidas pelos paranormais como ondas brilhantes, luminosas, claras e aos mais perceptivos de odor perfumado, e sonoridade agradável.

Nesse corpo etérico há produção de ectoplasma que mudando seu tónus vibratório e a sua frequência gera uma massa fluídica que, por sua vez, gera a imagem sobre a chapa radiológica Ondas desse género não estabelecem sintonia com ondas de ódio, inveja, agressividade e outras que se expressariam como ondas de baixo teor vibratório, portanto, ondas longas, de frequência baixa, opacas, escuras, caracterizadas por odor fétido, e sonoridade desagradável...

Portanto, com características diametralmente opostas às ondas dos pensamentos éticos. Isso significa que a melhor profilaxia não reside em algo mágico, mas numa postura ética e amorosa com relação a tudo na vida. Quanto a questão específica que o Mário Silva nos coloca, a explicação que poderíamos dar-lhe é esta: pode ocorrer sim, por uma ação intensa da mente do Espírito obsessor sobre o corpo etérico do obsedado; nesse corpo etérico há produção de ectoplasma que mudando seu tónus vibratório e a sua frequência gera uma massa fluídica que, por sua vez, gera a imagem sobre a chapa radiológica.

A impressão na chapa radiológica de imagens são, portanto, reflexos ou de campos etéricos (duplo etérico) da “vítima,” ou pode haver, também, a adição de energias densas do corpo astral (perispírito) do obsessor, o qual está fortemente aderido aos campos energéticos do obsedado. Nota da redação: (1) – Perispírito equivale a dizer corpo espiritual. (2) - Obsedado ou obsidiado é aquele que padece de uma obsessão, sendo esta a influência perniciosa que um espírito pode exercer sobre alguém.