entrevista capítulo da troca de energias, o que a transfusão de sangue
Jornal de Espiritismo nº 5 · 2004Página 950 min
capítulo da troca de energias, o que a transfusão de sangue representa para a permuta das hemácias, ajudando o aparelho circulatório. O passe é essa doação de energias que nós colocamos ao alcance dos outros, de modo que eles possam ter seus centros vitais reestimulados e, em consequência disso, recobrem o equilíbrio ou a saúde, se for o caso.
O passe magnético ... é transfusão de energia do doador. O passe que nós aplicamos, nos centros espíritas, decorre da sintonia mental com os espíritos superiores.»
Paralelamente, é usual falar-se na água fluidificada ou magnetizada, isto é, a utilização da água como recurso terapêutico depois de ter sido objecto da magnetização, quer por parte dos espíritos superiores quer por parte dos passistas. À este respeito diz-nos ainda Divaldo Franco: «Quando um paciente está enfermo, poderemos magnetizar a água, fluidificá-la, para que lhe prolongue aquele bem-estar que ele vai buscar ao centro espírita.
Um indivíduo que vai beber a água fluidificada deve antes preparar-se mentalmente, e num momento de paz, sorvê-la, para assimilar os fluidos que ali estão contidos e que experiências de laboratório em Montreal, Canadá, na Universidade de Mcgill, demonstraram que há uma interferência mudando a estrutura molecular da água, quando os magnetizadores apenas seguram as garrafas. Experiências aliás feitas pelo Dr. Gerber, o que fez com que ganhasse dos laboratórios CIBA uma bolsa de estudo para prosseguir as experiências.
Cientista no Canadá confirma
Ele descobriu que a semente de cevada colocada em água salgada perde a propriedade germinativa ou atrasa-a. Ele pegou em água do mar colocou em garrafas e inseriu sementes de cevada. Pediu a pessoas portadoras de magnetismo que segurassem essas garrafas e pediu a pessoas desequilibradas que segurassem outras garrafas, com água potável comum onde estava a semente de cevada.
Aqueles que eram magnetizadores ou terapeutas neutralizaram a acção da água salgada na semente de cevada. Nos portadores de alienação mental, mataram as sementes de cevada que estavam em água potável. Gerber realizou infinitas experiências e constatou que realmente a água absorvia quer a energia positiva quer a energia negativa.»
Muito mais haveria a dizer sobre tão complexo tema. Pensamos que somente uma leitura atenta pela vasta bibliografia espírita existente poderá elucidar com mais segurança acerca desta temática. Aproveitamos para sugerir o livro “A Génese”, “O Livro dos Médiuns” de Allan Kardec, bem como o livro “O PASSE” de Jacob Melo.
Com o estudo, poderemos entender melhor o que é o passe, e aferir da maneira mais ou menos correcta como ele é administrado
nos centros espíritas. Mais pesquisas
Temos notado na nossa experiência, no campo espírita, que uma das dificuldades que as pessoas encontram ao entrarem numa associação espírita é relativamente à aceitação do passe e a sua compreensão. De um modo geral, a pessoa busca o auxílio, mas quando é posta perante a possibilidade de beber um pouco de água fluidificada ou de ir receber o passe, nota-se uma certa intranquilidade perante o desconhecido, para o qual contribui, também, a pouca preparação dos trabalhadores espíritas, que nem sempre explicam com propriedade e clareza o que é o passe espírita, como se processa na sua intimidade e quais as suas vantagens, dando por vezes a ideia de que o passe espírita eaágua fluidificada não são mais do que um ritual que eles não entendem, mas que todos fazem e que todos dizem que é eficaz para o bemestar do paciente.
O passe espírita é uma transfusão de energias psíquicas e espirituais que alteram o campo celular. Não é uma técnica. E um acto de amor. Não foi inventado pelo Espiritismo, mas foi estudado por ele. Jesus utilizou-o. A mente reanimada reergue a vida microscópica (celular). O passe tornou-se popular pela sua eficácia. O paciente assimila os recursos vitais, retendo-os na sua constituição psicossomática, através das várias funções do sangue.
«Podemos dizer que o passe actua directamente sobre o perispírito, agindo de três formas diferentes: como revitalizador, compondo as energias perdidas; dispersando fluidos negativos contraídos; auxiliando na cura das enfermidades, a partir do reequilíbrio do perispírito.» (LP.P., Trabalho sobre o Passe, página da “Mansão do Caminho” na Internet).
A água cobre 2/3 da superfície da |
Terra e representa cerca de 70% das moléculas que constituem o
corpo humano. A água fluida é a |
água normal, acrescida de fluidos curadores. Os fluidos agem sobre a água modificando-lhe as propriedades.
«A água é extremamente sensível a muitos tipos de radiações. O cientista americano de pesquisas industriais Robert N. Miller e o físico Prof. Philip B. Reinhart inventaram quatro instrumentos independentes, para demonstrar que um pouco de energia emanada das mãos de um curandeiro pode dar início a uma alteração da ligação molecular entre o hidrogénio e o oxigénio das moléculas de água» (Meek, 1995).
Modernamente, podemos encontrar vários estudos de cariz científico, que vêm comprovar as teses espíritas em torno do passe e da fluidificação da água, dando, portanto, uma base de aceitação bem maior, principalmente junto daqueles que desconhecem o
Espiritismo. Tais estudos englobam entre outros, os da Dr.º Dolores Krieger (hemoglobina), Dr.º Justa Smith (tripsina), Dr.º Telma Moss (Kirliangrafia), Eng.º Hernani Guimarães Andrade (modificação molecular da água), Dr. Konstantin Korotkov (Kirliangrafia) e o Dr. Ricardo di Bernardi (Kirliangrafia ). Hernâni Guimarães Andrade, Engenheiro, presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), cientista, escritor, conferencista, 8 monografias e 12 livros publicados, relata casos muito interessantes no artigo «Agua Fluida» publicado no jornal «Folha Espírita» n.
º 233, de Agosto de 1993, em São Paulo, Brasil: «O Dr. Edward G. Brame, doutor em espectroscopia, da «Dupont Corporation», em Wilmington, Delaware, E. U. A.
submetida a «médiuns curadores», durante dois anos. Com a máxima cautela científica, o Dr. Brame concluiu que a água destilada, submetida à influência do magnetizador humano, apresenta mudanças moleculares. A duração dessas mudanças moleculares observadas após a influência do médium curador é surpreendentemente longa: cerca de 120 dias, ou seja, 4 meses!... O Dr. Brame... colocou frascos com água pura, no meio de um grupo de pessoas que se dispuseram a fazer uma concentração, visando magnetizar a água neles contida. Não foi feita imposição das mãos; nem os frascos e nem a água foram
tocados pelas mãos das pessoas componentes do grupo. Houve apenas a concentração, nada mais. Os resultados mostraram-se os mesmos: houve alterações moleculares na água assim tratada.» (Andrade, Folha Espírita, Agosto, 1993).
Perante estes estudos, quer parecer-nos que fica bem evidenciado aquilo que nós espíritas há muito, vimos defendendo, isto é, que em determinadas condições é possível influenciar positivamente os campos energéticos das pessoas, bem como da água, através da fluidoterapia. Fica também evidenciado que não é necessário o passe com movimentos das mãos à volta da pessoa, bastando a atitude mental, conforme os ensinamentos de Allan Kardec, reforçados pelo Prof. José Herculano Pires.
Nesse sentido, seria muito útil se houvesse mais pesquisa nesta área,
| O passe espírita é m uma transfusão de energias psíquicas | e espirituais que alteram o campo celular. Não é uma À técnica. É um acto de amor. Não foi inventado pelo Espiritismo, mas foi estudado por ele. Jesus utilizou-o.
bem como noutras, dentro do movimento espírita mundial, quer comprovando estas assertivas, quer descobrindo outras situações passíveis de pesquisa, procurando incorporar nessa investigação pessoas habilitadas para tal, demonstrando, assim, a racionalidade dos conceitos espíritas, recordando o inesquecível Allan Kardec, quando afirmou que no dia em que a ciência oficial demonstrar que um único ponto do espiritismo está errado, então os espíritas abandonarão esse ponto e seguirão a ciência oficial.
lucasOclix.pt Jesus: modelo e guia?
Jesus de Nazaré foi sem dúvida nenhuma um marco para a história da humanidade, de tal modo que até o tempo é contado tendo-o como referência: antes de Cristo e depois de Cristo.
Amado por uns, odiado por outros, indiferente para muitos, Jesus deixou ensinamentos muito sm elos mas profundos, autêntico roteiro para felicidade humana que paradoxalmente vimos desprezando «Amar o próximo como a si mesmo» ou «Fazer ao próximo o que desejaríamos para nós próprios» são ensinamentos que têm tanto de simples como de desconcertantes, para nós que somos seres em evolução. O mais curioso da vida de Jesus, segundo aqueles que escreveram sobre ele, é que na sua vida ele aplicou a filosofia que difundia, desconcertando os inimigos gratuitos, granjeando apoios no povo e confundindo os restantes.
Era sem dúvida um homem diferente, invulgar, desconcertante. Paradoxalmente a humanidade em vez de aproveitar estes ensinamentos no sentido de viver mais feliz, tem lutado, inclusive, em seu nome: vejam-se as disputas religiosas, vejamse uns arvorando-se em donos da sua personalidade procurando denegrir outros: todos querem demonstrar a sua “paternidade” e poucos o seguem, na realidade. A Doutrina Espírita, sendo uma Clenc1a filosófica de consequências morais” (Allan Kardec) tem consequências tremendas para a humanidade.
Investigando a imortalidade da alma, sendo uma ciência de observação, demonstra essa imortalidade; dessas experiências, observações, pesquisas, ressaltam ensinamentos filosóficos, doutrinários, cuja aplicação no quotidiano, se baseada nos ensinamentos ético/ morais de Jesus de Nazaré (ver “O Evangelho Segundo o Espiritismo”) catapultam o homem para uma vivência espiritual mais intensa, mais pura, levando-o à sua renovação interior.
Quando Allan Kardec questionou os Espíritos sobre quem teria sido o ser mais evoluído à face da Terra, recebeu uma resyosta tão curta quanto profunda: “ Vede Jesus!” .
como a única forma de sermos mais felizes. Jesus de Nazaré será sempre uma referência para a humanidade: uma referência iluminadora para uns, perturbadora para outros, mas mesmo estes não deixarão um dia de ver nele a luz ao fundo do túnel para os seus problemas existenciais, que os catapulte para o êxito espiritual.
Os ensinamentos de Jesus são universais e como tal não são pertença de ninguém, de nenhuma instituição de qualquer cariz, mas sim para toda a humanidade.
Gandhi referia que a doutrina de Jesus era a mais bela que conhecera à face da Terra e que bastaria que 1/3 daqueles que dizem seguir Jesus colocassem em prática essa doutrina para mudar a face da Terra, socialmente falando. Com Jesus, somos chamados à aplicação dos seus ensinamentos: ética, rigor, rectidão no proceder, renúncia, serenidade interior baseada na honestidade, na fraternidade, no companheirismo desinteressado, que conduz ao Amor, a um sentimento de irmandade universal para com todos os seres do Universo,
Quando Allan Kardec questionou os Espíritos sobre quem teria sido o ser mais evoluído à face da Terra, recebeu uma resposta
tão curta quanto profunda: “Vede Jesus!”
aumentando assim a nossa espiritualidade. Sendo a estratégia um conceito tão popular nos dias que correm, aplicável nos múltiplos recantos da sociedade, urge que a humanidade se interrogue porque teima numa estratégia que tem provado não conduzir à felicidade: a estratégia do ego, do orgulho, do egoísmo, da vaidade.
Não estará na hora de dar uma oportunidade a uma estratégia diferente, apresentada há dois mil anos por Jesus de Nazaré?
Afinal, será que Jesus é, para nós, um modelo e guia ou são apenas palavras de belo efeito sem qualquer consequência prática? Texto: J. Lucaslucas &clix.pt
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Lembrando que a exposição da doutrina espírita é uma tarefa de suma importância, também exercida por voluntários, que podem ou não aceitar a tarefa do intercâmbio/exposição, e que esses voluntários são visitas mui honradas em nossas casas espíritas, vale a pena dar uma lida no texto abaixo de Marcelo Garcia.
O dirigente de palestras públicas é um indivíduo que tem seu valor SUBESTIMADO frequentemente no meio espírita. Muitas pessoas pensam que é uma tarefa muito simples, visto que não requer grande preparação anterior, muito estudo, nada assim.
Na verdade estão en%anados . o dirigente enfrenta o público, geralmente do maior trabalho da Casa. Precisa ser empático e carismático, a fim de concentrar a atenção de todos. Muitas vezes é ele que conduz a prece colectiva; às vezes no início e no final.
Gostaria de, baseado na minha experiência, dar algumas dicas aos que exercem esta importante função na Casa. Já fiz palestras em várias Casas, diferentes, e para públicos diferentes, e percebi algumas coisas que podemos estar melhorando na direcção da palestra.
Neste artigo eu destaco a importância da APRESENTAÇÃO do palestrante/ expositor.
A APRESENTAÇÃO do expositor tem, basicamente, duas funções: 1) uma é o público SABER quem está falando, de onde vem, enfim, tomar contacto com ele/ela, reconhecendo-o (a) como mais um trabalhador; 2) A outra é mais importante, especialmente para os que são novos na doutrina, falando a respeito da profissão da pessoa: fica bem estabelecido que ele não vive de palestras ou de um “sacerdócio”.
Lembre-se que, apesar de o expositor ser muito conhecido na Casa, sempre pode haver pessoas chegando pela primeira vez e que não o conhecem, sendo, portanto, importante que, em toda reunião, seja feita uma breve APRESENTAÇÃO de quem fala.
Peguem o exemplo de Divaldo Franco e de Raul Teixeira, que todos conhecemos, mas precisam ser sempre DEVIDAMENTE APRESENTADOS nos eventos.
Nas palestras dos domingos pela manha, na FEP (Federação Espírita do Paraná), tem um ROTEIRO de apresentação que eu considero muito bom, conciso e com informações importantes. Consiste de: Nome do expositor; Profissão; Casa Espírita e funções que nela exerce; Actividades no Movimento Espírita; Tema que vai abordar.
Pensamos também que, para humanizar ainda mais o trabalhador, poder-se-ia colocar na APRESENTAÇAO informações como: estado civil, número e talvez idade dos filhos etc.
Muito obrigado e continuemos firmes na tarefa!
(InformURE, nr. 15, Junho/2004)
* algumas alterações para melhor concordância foram feitas por nós.
* subestimado: desprezado, não avaliado com exactidão.
Ubiquidade: do electrão ao átomo e do homem ao espírito
Procedimentos tão próprios como os das partículas à escala subatómica, que nos são descritos pela mecânica quântica, aproxima-nos de fenómenos como a ubiquidade... Terão as partículas constituintes da matéria o “dom” da ubiquidade?
Diz-nos o cientista de Lyon (8); “(...) Aqui vão dois exemplos, tirados, não das lendas populares, mas da história eclesiástica. Santo Afonso de Liguori foi canonizado antes do tempo prescrito, por se haver mostrado simultaneamente em dois sítios diversos, o que passou por milagre. Santo António de Pádua estava pregando na Itália, quando seu pai em Lisboa, ia ser supliciado, sob a acusação de haver cometido um assassínio.
No momento da execução, Santo António aparece e demonstra a inocência do acusado. Comprovou-se que, naquele instante, Santo António pregava na Itália, na cidade de Pádua.” Dois fenómenos de espíritos encarnados, que surgiram em dois lugares em simultâneo bicorporeidade. Será que as partículas constituintes da matéria propriamente dita, possuem o “dom” da ubiquidade? Em caso afirmativo, o que existirá de comum com a ubiquidade dos espíritos, António de Pádua e Afonso de Liguori?
Contudo, nos espíritos, sem suas vestes somáticas, somente perispirituais, esses fenómenos ocorrem com mais facilidade, vejamos (8): “A alma não se divide, no sentido literal do termo: irradia-se para diversos lados e pode assim manifestar-se em muitos pontos, sem se haver fraccionado. Dá-se o que se dá com a luz, que pode reflectir-se simultaneamente em muitos espelhos.”. Para melhor compreensão do que pretendemos opinar, ver a explicação de Allan Kardec sobre a palavra “alma” (8).
Ubiquidade dos electrões e átomos
Uma equipa de investigadores europeus conseguiu obter algo que a mecânica quântica já postulara: um electrão com o “dom” da ubiquidade, isto é, com várias localizações simultâneas. Recentemente, uma outra equipe de físicos de partículas norte-americanos do NISTNational Institute of Standars and Technology -, demonstrou o “dom” de ubiquidade de um átomo. Se partículas constituintes da matéria propriamente dita, o electrãoeoátomo, e por consequência, constituintes do nosso corpo somático, possuem esse atributo, em tese será possível e nada de estranho nem sobrenatural, que existam espíritos que se utilizem destes conhecimentos, ainda tão recentes para nós, uer na 3D (terceira dimensão) quer na DPSI dimensão PSI) - como define o dr.
Hernâni Guimarães Andrade. Estes fenómenos são conhecidos pelos espíritas e documentados na vasta obra da literatura espírita. Vejamos em O Livro dos Espíritos (8): 92 - Têm os Espíritos o dom da ubiquidade? Por outras palavras: um Espírito pode dividirse, ou existir em muitos pontos ao mesmo tempo? R: “Não pode haver divisão de um mesmo Espírito; mas, cada um é um centro que irradia para diversos lados. Isso é que faz parecer estar um Espírito em muitos lugares ao mesmo tempo.
Vês o Sol? E um somente. No entanto, irradia em todos os sentidos e leva muito longe os seus raios. Contudo, não se divide.” 92aTodos os Espíritos irradiam com igual força? R: ”Lmâge disso. Essa força depende do grau de pureza de cada um.” "Cada Espírito é uma unidade indivisível, mas cada um pode lançar seus pensamentos Zpam diversos lados, sem que se fraccione para tal efeito. Nesse sentido unicamente é que se deve entender o dom da ubiquidade atribuído aos Espíritos.
os pontos do horizonte; ou, ainda, o que se dá com um homem que, sem mudar de lugar e sem se fraccionar, transmite ordens, sinais e movimento a diferentes pontos."
Pensamento: sua natureza quântica
Continuando em nossa linha de pensamento, vejamos uma “simpática” analogia em O Livro dos Espíritos (8):
89)- Os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o espaço?
R: “Sim, mas fazem-no com a rapidez do pensamento.”
89a) - O pensamento não é a própria alma que se transporta?
R: “Quando o pensamento está em alguma parte, a alma também aí está, pois que é a alma quem pensa. O pensamento é um atributo.” Sobre esse assunto reproduziremos uma pergunta feita ao Espírito André Luiz, no livro Evolução em dois Mundos (14), e sua resposta: - Quais os mecanismos das alterações de cor, densidade, forma, locomoção e ubiquidade do corpo espiritual?”
“A pergunta está criteriosamente formulada; no entanto, para a ela responder com segurança precisaremos dispor, na Terra, de mais avançadas noções acerca da mecânica do pensamento.” Podemos tirar a ilação que as partículas descobertas com a característica da ubiquidade, têm o mesmos atributo que o pensamento. Vejamos melhor: Em O Evange%;w Segundo o Espiritismo (9) esclarece: “O Espiritismo nos faz compreender como podem os Espíritos achar-se 2ntre nós.
Comparecem com seu corpo fluídico ou 2spiritual e sob a aparência que nos levaria a reconhecê-los, se se tornassem visíveis. Quanto mais elevados são na hierarquia espiritual, tanto mnaior é neles o poder de irradiação. E assim que vossuem o dom da ubiquidade e que podem estar simultaneamente em muitos lugares, bastando para isso que enviem a cada um desses lugares um raio dle suas mentes.
Quanto ao fluido mental, pode ser denominado de "matéria-psí", visto que o pensamento é matéria e de natureza quântica, formado por partículas que tem suas características próprias, como sugere a activação mental visibilizada pela tomografia por emissão de positrão (PETScar?, demarcando áreas específicas do cérebro em funcionamento conforme a utilização da mente, seja para ouvir, ver, raciocinar, criar ou movimentar.
As partículas dessa "matéria-psi" são manipuláveis e compõe elementos "vivos" de pensamento com comportamento e trajetória de acordo com os sentimentos da inteligência que os conduz.
Ó Fensamento influi e comanda, modelado pela vontade do espírito, agindo sobre si mesmo, ou sobre o objectivo ao qual se destina.
Vejamos o que nos diz o espírito de André Luiz em Mecanismos da Mediunidade (15): Como alicerce vivo de todas as realizações nos planos físico e extrafísico, encontramos o pensamento por agente essencial. Entretanto, ele ainda é matéria, - a matéria mental, em que as leis de formação das cargas magnéticas ou dos sistemas atómicos lfrevalecem sob novo sentido, compondo o maravilhoso mar de (êne)rgia subtil em que todos nos achamos submersos Temos, ainda aqui, as formações corpusculares, com bases nos sistemas atómicos em diferentes condições vibratórias, considerando os átomos, tanto no plano físico, quanto no plano mental, como associações de cargas positivas e negativas. Isso nos compele
naturalmente a denominar tais princípios de «núcleos, protões, neutrões, positrões,, electrões ou fotões mentais», em vista da ausência de terminologia analógica para estruturação mais segura de nossos apontamentos. Assim é que o halo vital ou aura de cada criatura permanece tecido de correntes atómicas subtis dos pensamentos que lhe são próprios ou habituais dentro das normas que correspondem à lei dos «quanta de energia» e aos princípios da mecânica ondulatória que lhes imprimem frequência e cor peculiares.
Essas forças, em constantes movimentos sincrónicos ou estados de agitação pelos impulsos da vontade, estabelecem para cada pessoa uma onda mental própria. (...) Compreendemos assim, perfeitamente, que a matéria mental é o instrumento subtil da vontade actuando nas formações da matéria física (...)
O grande desafio da Ciência Espírita
Os domínios da ciência dão para todos os gostos. A física do muito grandeastrofísica -, e a do muito pequenoa de partículas -, deslumbra pelo exotismo das entidades com que trata, pela ordem de grandeza das coisas que aborda, pela elegância e criatividade das teorias que formula, pela perspicácia e arrojo das interpretações que avança, fazendo com que nossas almas cresçam para Deus. Não éE preciso um esforço muito grande para percebermos que o conceito de Ciência Espírita estáE muito mais alemE do conceito académico. A Ciência Espírita ainda engatinha,
ois tendo uma relação filosófica e moral, que Fhe é imprescindível,E depende delas para evoluir. O homem ainda mantém uma distância considerável entre o intelecto e a moral, que lhe trava o avanço na Ciência Espírita. Percebemos que a Ciência Espírita não pode florescer sem enfrentar o tecnicismo académico e sem transpor a encruzilhada dos caminhos que se colocam na epistemologia entreE o realismo e o racionalismo. EE preciso colher o novo dinamismo destas filosofias, o duplo movimento pelo qual a ciência simplifica o real e complica a razão.
R O grande desafio da Ciência Espírita éE justamente descomplicar a razão. O trajecto que vai da realidade explicada ao pensamento aplicado seráEE então, encurtado e quanto mais tender a zero esta distância, mais e mais estaráE a Ciência Espírita aproximando-seE da realidade, da fíd%dignidade dos factos. Desenvolvendo uma pedagogia da prova como única proposta possível do espírito científico, aíE sim, teremos uma Ciência realmente Espírita.
Pessoalmente, como astrofísico, creio que ficará mais simples entendermos porque determinadas realidades ainda não são visíveis para os nossos olhos, bem como para a actual tecnologia de que ainda dispomos. A ciência sabe que a única certeza que tem é a de que não tem certezas absolutas, tudo está alicerçado nas probabilidades e nas incertezas. Sem dúvida que não é perfeita, nem pode, mas é de longe a melhor ferramenta que o homem tem a seu alcance, auto-corrigindo-se e progredindo sempre, rumo a um saber de Deus, do Homem e da Vida.
Parafraseando Karl Popper “A busca pela verdade pertence ao âmbito mais elevado da vida, visto que criou um mundo muito melhor, principalmente no que se refere a ciências físicas e naturais”.
Tudo indica a Simplicidade da Criação.
Para um astrofísico o Belo terá que ser Simples. Este é e será o nosso bastião. nisto como em tudo; porém, sabendo que os espíritos exercem acção sobre a matéria e que são os agentes da vontade de Deus, perguntamos se alguns dentre eles não exercerão certa influência sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir?
- Mas evidentemente. Nem poderia ser de outro modo. Deus não exerce acção directa sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos.»
O Livro dos Espíritos: obra actual e de referência
A Física continua a dar ao Espiritismo uma contribuição gigantesca na confirmação dos postulados espíritas que, de maneira nenhuma nós, os espíritas, poderemos subestimar. Existe uma ciência espírita, com uma metodologia de ciência, assente nas questões espirituais, mais do
que possamos imaginar, e a prova disso é O Livro dos Espíritos — uma obra actualum manancial para a Física Moderna, trazendo-nos um novo conceito básico sobre a visão macro e microcósmica de Deus (ao defini-lo como “a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”) do Espírito e da Matéria propriamente dita.
Texto: Luís de Almeida luis.almeida(omail.telepac.pt
Nota: “Confesso que, após cuidadosa e atenta leitura deste trabalho, concluí que foi um dos melhores artigos que já tive o prazer de ler. Ele se me afigura o mais erudito e informativo trabalho acerca da relaçãoEÊ entre a Física e o Espiritismo, até agora escrito em idioma português. Se traduzido para o inglês será, sem dúvida, apreciadíssimo, inclusive pelos fiísicos mais modernos que, atualmente, divulgam obras acerca do relacionamento entre a Consciência e o Universo, vislumbrado sob a óptica das Físicas Quântica e Relativística. Menciono, como exemplos, os livros de Michio Kaku (Hiperespaço, ed. Rocco, Rio de Janeiro, RJ) e de Amit Goswami (O Universo Autoconsciente, edit.
Rosa dos Tempos, Rio de Janeiro).” (1) Hernâni Guimarães Andrade
(1) Andrade, Hernâni Guimarães, Introdução deste artigo, In Janeiro de 2002, RIE, São Paulo, Brasil
(2) CernOrganisation Européenne Pour La Recherche Nucléaire -
(3) Dyson, Freeman em Infinito em Todas as DirecçõesEdições Gradiva — 1990 — Portugal.
(4) EsaEuropean Space Agency -
(5) FermilabFermi National Accelerator Laboratory (6) Greene, Brian em O Universo EleganteEdições Gradiva — 2000 — Portugal.
(7) Hawking, Stephen em Breve História do Tempo
(Edição actualizada e aumentada, comemorativa do 1º Aniversário) - Edições Gradiva — 2000 — Portugal.
(8) Hawking, Stephen em O Fim da FísicaEdições Gradiva — 1994 — Portugal. (9) Kardec, Allan em O Livro dos Espíritos — Edições
(10) Magueijo, João em Mais Rápido que a Luz Edições Gradiva — 2003 — Portugal.
(11) NasaNational Aeronautics & Space Administration -
(12) Reeves, Hubert em O Primeiro SegundoEdições Gradiva — 1996 — Portugal.
(13) Sagan, Carl em Um Mundo Infestado de Demónios — Edições Gradiva — 1997 — Portugal.
O título aparentemente estranho tem, contudo, a sua razão de ser uma vez que alguns espíritas afirmam taxativamente que o espiritismo é deísta. Sendo a Doutrina dos Espíritos parente próxima dos gémeos
fiabilidade e validade, requer o conhecimento preciso daquilo sobre o que se fala sob pena de se lhe causar mais transtornos que progressos.
Deiísmo, do francês déisme com a raiz latina deus, e teísmo, substantivo masculino, da raiz grega theós (deus) são na sua acepção nominal sinónimos para designar uma doutrina que defende a crença em Deus. Denis Diderot, o escritor e filósofo francês, é o primeiro a esclarecer a ambiguidade dos dois termos. Desde então, numa perspectiva filosófica e histórica adquirem significados específicos.
Em stricto sensu, a palavra deísmo coincide com o desenvolvimento do racionalismo e do iluminismo fazendo entrada no vocabulário a partir do século XVII. Fenómeno nascido em Inglaterra, provavelmente na obra De Veritate, de Herbert de Cherbury, não obstante os antecedentes do século anterior, ganhou o continente com os filósofos iluministas franceses e rapidamente atingiu outras áreas linguísticas. Para os deístas a crença religiosa é intrínseca ao indivíduo.
Nesta concepção existe um ser perfeito ou um poder divino, separado do mundo físico do qual é o criador e no qual não intervém ou exerce qualquer influência directa, sob pena de ir derrogar as próprias leis. Se por um lado afirma a existência de um Deus transcendente, por outro exclui a sua revelação positiva na história e, consequentemente, a sua relação com o homem.
aceder apenas pelo exercício da razão, daí a designação de religião natural ou racional. À religião proposta pelo deísmo aparece então privada de dogmas, da providência, do milagre e liberta de qualquer culto, transformando-se na religião dos livres-pensadores e iluministas que não quiseram romper com toda a crença religiosa. Várias versões de deísmo, algumas muito próximas do ateísmo, foram sustentadas por figuras célebres do iluminismo europeu fazendo-se igualmente sentir a sua influência no continente americano em finais do século XVIII.
Dizer unicamente que os teístas acreditam em Deus é correr-se o risco de superficialmente
apresentar a natureza complexa das crenças religiosas, quando, na
realidade, sob a capa do teíismo coexistem num amplo leque as crenças politeístas e as monoteístas. Deixamos porém de lado a discussão de um Deus ou de deuses.
Essencialmente o teísmo aceita a Providência, admite a revelaçãoea ligação de Deus com o homem. Apresenta a crença em Deus como fonte criadora do universo, podendo apresentar diversas formas desde o Deus impessoal ao Deus trinitário de certas religiões cristãs. O teísta acredita na existência de um ser supremo, tanto bom como omnipotente, criador incessante de todos os seres que pune sem crueldade os infractores e recompensa com bondade as acções virtuosas, mas não se alonga na compreensão da acção divina.
O Teísmo é a expressão de uma vontade da mente em demonstrar-se a si própria perante Deus.
Que Deus o da doutrina espírita? Será uma das formas mitigadas de deíismo, uma variedade de teismo? Uma doutrina que se basta por si mesma?
De entre toda a obra do codificador O Livro dos Espíritos eAGénese contêm de forma clara e objectiva, atributos de toda a doutrina, as informações necessárias para respostas. Sobre Deus diz Kardec Não sabemos tudo o que ele é, mas sabemos o que ele não pode deixar de ser (L.E., Q. 16, nota). Constatada a pobreza da compreensão para conhecermos Deus, é pelo exercício da razão que o homem entrevê alguns dos seus atributos: eterno, imutável, imaterial, único, omnipotente, justo e bom, infinitamente perfeito.
E a causa de todas as coisas (L.E., Q. 1), cria permanentemente e permanece na e com a criação. Não é o Deus que concebeu o mundo como uma máquina perfeita e se distancia guardando-se de posteriores intervenções consideradas desnecessárias e indignas, porquanto seria admitir a imperfeição da sua obra (deismo). Deus não se mostra, mas se revela pelas suas obras (G., cap. II, 6), está em todo o universo, tal como o espírito está em todo o corpo, não se confundindo todavia com ele.
Admite a providência (G., cap. II, 5) e a revelação que adquire carácter duplo: pela comunicabilidade os espíritos dão a conhecer o seu mundo,
o estado daqueles que o habitam, as relações entre si e o universo material, ou seja, uma revelação de natureza científica, simultaneamente está-se perante uma revelação de natureza divina, por a mesma ter sido feita de forma sistemática, organizada e operada quando e onde Deus considerou estarem reunidas as condições favoráveis à sua compreensão.
A doutrina espírita não é nem deismo nem teíismo, pode, no entanto suceder que haja espíritas deístas ou teístas. O Espiritismo pelos atributos racionais e espirituais é, por isso, abrangente e nele se podem encontrar várias formas de teismo, de deismo e até de agnosticismo. Para se aprofundar mais a compreensão nesta área necessitaremos de aprender a utilizar e mesmo a desenvolver, um vocabulário mais sofisticado.
Texto: Maria José Cunha mjscunha(Qnetvisao.pt
Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos, 62º ed., Rio, FEB, 1985
— . ,A Génese,32º ed, Rio, FEB, 1988
Chambers Dictionary of Beliefs and Religions, Edimburgo, Chambers, 1992, p. 218
Dizionario Filosófico, “Voltaire”, Turim, Einaudi, 1969, p.412
Logos, Enciclopédia Luso-Brasileira de Filosofia, “Deismo”, vol. 1, Lisboa, Editorial Verbo, 1989, pp. 1304-1306 , Teismo”, vol. 5, Lisboa, 1989, pp. 39-40
Providência: suprema sabedoria divina Revelação: inspiração divina para se conhecerem certas coisas
* significado contido no texto que não esgota outros opinião
A mediunidade é um assunto muito vasto e complexo, do qual nem o próprio esclarecimento espírita actual pode falar sem reservas, mas, pelo conhecimento já disponível, temos a obrigação de não cometer alguns erros primários.
Uma das actividades dos centros espíritas são as reuniões mediúnicas, para as quais, logicamente são necessários médiuns. Se é certo que todos somos médiuns, já que todos somos influenciados e influenciamos (quer positiva quer negativamente) os espíritos, há pessoas que sentem e manifestam essa influência de forma mais evidente, isto é, é através delas que os espíritos se manifestam são os chamados médiuns ostensivos ou, geralmente, apenas médiuns.
A mediunidade é instrumento de aprendizado que depende da organização do corpo somático. E uma faculdade de aprendizado sem relação alguma com a evolução moral do médium, desta só depende o bom ou o mau uso que da mediunidade se faça. Enraizou-se a ideia de que quando alguém apresenta determinados sinais como perturbações emocionais e/ou comportamentais é porque é médium e deve, sem falta, começar a «trabalhar». Mas, como nos diz Allan Kardec, «a mediunidade não produzirá a loucura, quando esta já não exista em gérmen.
Existindo este, o bom senso está a dizer que se deve usar de cautelas, sob todos os aspectos». Então, mesmo sendo a tal pessoa médium, é por desequilíbrio próprio, seja ele qual for, que apresenta esses «sinais». Tal pessoa não deve integrar num grupo mediúnico sem o prévio reequilíbrio, através, por exemplo, dos passes, da meditação e do estudo.
Se, após o reequilíbrio e com um conhecimento adequado da mediunidade à luz da doutrina espírita, assim como de toda a codificação espírita, é que poderá, caso o deseje e nunca por persuasão, integrar os trabalhos mediúnicos do centro espírita.
Um grupo mediúnico deve ser constituído apenas por pessoas equilibradas e com sólidos conhecimentos doutrinários. Devemos lembrarnos do conselho de Kardec, que deixou bem clara a necessidade de um estudo constante, e não esquecer que estudo é muito mais que uma simples leitura.
Geralmente um grupo mediúnico é constituído por um dirigente e um ou mais dos seguintes elementos: médium, médium de sustentação e dialogador.
Médium é aquele que serve de intérprete ao espírito manifestante; médium de sustentação é o fornecedor e sustentador das energias necessárias ao funcionamento geral da reunião (como energia entende-se também os chamados fluidos); dialogador é quem comunica com o espírito que se manifesta, o vulgar e erradamente chamado de «doutrinador»; dirigente é o coordenador geral do grupo e que, eventualmente, poderá assumir o papel de dialogador.
Embora se fale de médiuns de sustentação, esta deve ser feita por todos os elementos do grupo, sem excepção; quanto às outras tarefas, devem estar bem definidas e compreendidas por todos: interferências, mesmo que mentais, nas tarefas dos companheiros e pensamentos do género «em vez disso eu dizia aquilo» em caso algum devem acontecersão portas abertas a espíritos interessados em prejudicar, que captarão o pensamento e saberão utilizarse desses pormenores para introduzir desde pequenas desconfianças entre elementos até à total desarmonia do grupo. Se lhe abrirmos a
porta, eles, como «quem não quer a coisa», saberão despertar esse tipo de sentimentos mesquinhos que poderão criar sérios problemas no grupo. Então, a humildade, a inexistência de rivalidades, a confiança, a solidariedade entre os elementos e a consciência da responsabilidade em participar nessas reuniões são imprescindíveis. Uma alimentação saudável e a higiene também devem ser consideradas, para não nos sentirmos incomodados nem incomodar os outros.
Como vemos, os requisitos mínimos para uma prática mediúnica segura são exigentes. As dificuldades que se apresentam são muitas. Uma delas é a identidade dos espíritos. O carácter deles é igual e tão variado quanto o nosso, pois eles nada mais são que homens sem o corpo carnal. Daí podemos concluir que, se há espíritos benfeitores também há espíritos enredados na mistificação, no ódio, na vaidade, no interesse em prejudicar os que tomam por inimigos e até há os que estão empenhados em prejudicar o Espiritismo pois, pela acção regeneradora e libertadora que a doutrina provoca, esses espíritos ficam com a “vida dificultada”.
Sendo assim, não faltam interessados em enganar e confundir, muitos deles de inteligência considerável: têm resposta para tudo, estimulam a vaidade, o orgulho, a rivalidade, a auto-importância, etc., tudo isto de maneira quase imperceptível. Uma das suas artimanhas é fazer-se passar por benfeitores. O único meio de não nos deixarmos enganar é o estudo sério aliado ao uso da mediunidade tomando Jesus por exemplo a seguir: se estudarmos conhecemos a verdade e saberemos identificar a mentira, se estivermos com Jesus estaremos protegidos pela força do
Nas reuniões mediúnicas esclarecidas prestam-se inúmeros serviços de amor ao próximo nas melhores condições técnicas
amor. Um só, seja ele qual for, não chega, são necessárias os dois: o estudo e a mediunidade com Jesus! São estas as duas únicas armas seguras que temos.
Quanto à identificação pessoal de benfeitores, essa é secundária e até desnecessária: que importa seja o benfeitor A ou o benfeitor B a dizer tal coisa, se o importante é saber tirar proveito do que ele diz? O importante é a mensagem e não o mensageiro. Como nos disse Kardec, o nome do espírito pouco ou nada nos deve interessar, devemos é preocupar-nos com as suas qualidades morais (de preferência, associadas às intelectuais).
Os benfeitores só dizem o que sabem, são moderados nas suas palavras, não predizem, não acusam, dão bons conselhos sem se impor e não bajulam, no máximo aprovam discretamente. Eles causamnos sempre bem-estar, quer pelo que dizem, quer pelas vibrações que emitem. Quando, por mais bonitas e aparentemente lógicas sejam as suas palavras e respeitável o nome com que se apresentam, sentirmos algum desconforto vibratório, corremos o risco de estar a ser enganados.
Na tentativa de encaminhar os espíritos necessitados, os meios de segurança e eficácia são o conhecimento aliado à fé e ao amor. De força e poder extraordinários, a féeo amor podem ser transmitidos pela prece; o impacto vibratório que produzem naqueles a quem é dirigida, atinge-os no mais íntimo do ser. Mas, como é o impacto vibratório que os atinge, de nada servem as palavras bonitas e decoradas dos Evangelhos se não forem ditas com amor.
Podemos nem sempre sentir o que dizemos, mas sentimos sempre o que pensamos, por isso, «a forma nada vale, o pensamento é tudo». Um dos objectivos da prece nos trabalhos de desobsessão é fazer com que o necessitado reflicta na sua situação, pois normalmente ele está tão ofuscado numa ideia que não consegue reflectir. Assim, a prece deve envolvê-lo em vibrações calmantes e “descongestionantes”, deve (se possível) abordar o assunto do necessitado de maneira a fazê-lo raciocinar claramente, a despertar-lhe novas ideias e novos “pontos de vista”.
A linguagem deve ser clara, simples e concisa para que o pensamento daqueles que a ouvem não fuja do objectivo que ela tem.
Um outro meio é o passe que, nas reuniões mediúnicas movimenta/trabalha com energias densas oriundas, na sua maioria, dos encarnados. E um passe específico, que necessita técnicas apropriadas à sua aplicação. Quanto à orientação dada, deve ser sempre educacional, esclarecedora e caridosa, mas sem deixar de ter em consideração o grau de entendimento do necessitado, para lhe dar a oportunidade de pensar e agir por si mesmo.
Não devemos esquecer que o grande objectivo destas reuniões é o aprendizado comum: é comum porque, se os necessitados de orientação são ajudados, os elementos encarnados do grupo são aqueles que mais possibilidades têm de aprender e crescer com o conhecimento e a experiência adquiridas a cada manifestação.
Texto: Cecília Morais Foto: Ulisses Lopes
Bibliografia: O Livro dos Médiuns, Allan Kardec. Curso Básico de Dialogadores, C.E.C.A. opinião
Há burlões que se dizem médiuns espíritas!
Antes de entrar propriamente no assunto, vou contar um caso que me aconteceu há já vários anos. Um aluno do ensino secundário, preocupado com a continuidade dos seus estudos, foi a uma “senhora de virtude" perguntar ao “guia” se
A senhora estrebuchou, mudou de voz esegundo eleveio comunicar-se o doutor Sousa Martins (que parece ser um guia omnipresente de todas as videntes e curandeiras) dizendo-lhe que não se preocupasse, que estivesse descansado, porque iria passar de ano.
Ele estava genuinamente encantado e feliz com esta extraordinária revelação quando me contou o caso, perguntando: “E então, o senhor que é espírita, o que acha disto?”
Respondi-lhe: “Se me fizesses essa pergunta, eu que não sou bruxo nem defunto, sabes qual seria a minha resposta?” Ele franziu o sobrolho, olhou-me curioso e abanou a cabeça negativamente. “ Vais passar de ano...”, disse-lhe eu, fazendo intencionalmente uma pausa grave, durante a qual ele sorriu novamente satisfeito e aliviado, talvez supondo que eu tivesse algum “dom” sobrenatural. Aquelas quatro palavras eram música para os seus ouvidos.
Então, continuei: “... se estudares”. “Qualquer pessoa sensatanão é preciso ser um espírito -, te dirá isto: vais passar de ano... se estudares”. Ele ficou subitamente sério e mal-humorado. A resposta não lhe convinha: há verdades que não queremos aceitar. Especialmente quando desejamos atingir determinados objectivos sem esforço e nos socorremos do trabalho dos outros. Para isso vaise à “bruxa” e ela, a troco de alguma compensação monetária, lá faz o “trabalho”, negoceia com os espíritos, e estes, solícitos, lá dão um jeito aos nossos problemas (como se qualquer um de nós, medianamente moralizado, depois de uma vida de trabalhos esforçados, passadas as provações porque todos passamos, caíssemos na condição de empregados não remunerados, sempre disponíveis para satisfazermos as vontades e os caprichos daqueles que permanecem na carne; só Espíritos maus podem envolver-se neste tipo de pactos e negócios).
Moral da história: ele ficou tão descansado com o conselho do “espírito de luz” que três meses depois chumbou. Não foi castigo de Deus: foi preguiça! E como diz o ditado: “Faz eocéu te ajudará”. Ou seja, se estiveres realmente disposto a trabalhar para resolver os teus problemas tem a certeza de que Deus te ajudará.
Depois desta breve introdução, passemos então à nossa história.
Há poucos dias ouvimos falar de mais um golpe dado por uma charlatã que, enfeitada com o título de “médium espírita”, desenvolve negócios escuros com o fim de enriquecer ilicitamente. Contou-nos uma amiga que foi convidada por uma senhora, conhecida da família há vários anos, para um almoço. Essa senhora havia falado com a sua mãe e esta, como é natural, falara das apreensões e expectativas da filha que iria concorrer a um lugar, para novas funções, dentro da sua formação profissional, estando a selecção dependente de um concurso público e de uma entrevista presencial.
Vendo as preocupações da mãe, sentindo a insegurançaea ansiedade da filha, a dita senhora, propusera-se falar com a filha para ajudá-la a resolver tão grave dilema. Foi assim que surgiu o convite para o almoço a que a nossa amiga compareceu de boa-fé, sem adivinhar que se tecia uma trama ardilosa.
Ganha a confiança durante o repasto (pois “com papas e bolos sem enganam os tolos”), feita a abordagem com a habilidade necessária para se ir insinuando, a tal senhora disse que ia ajudá-la a conseguir o lugar, como já tinha conseguido muitas outras coisas para muitas outras pessoas devido a um “dom” que possuía. Para isso necessitaria de ir fazer umas orações a Fátima, onde se teria de deslocar, acender umas quantas velas por intenção à Senhora, e mais umas rezas aos espíritos, bastando, para o sucesso da empresa, saber apenas o nome das pessoas que iriam proceder à entrevista.
da mesa. Este “trabalho” de auxílio, com garantidos resultados de eficácia, tinha de ser pago em nove cheques pré-datados no valor de 135,00 € cada. Uma pechincha! Porque ela teria de perder do seu precioso tempo para ajudá-la. Sem saber como nem porquê, automaticamente, sem pensar, a nossa amiga, como que hipnotizada, passou, mesmo ali, os nove cheques pré-datados (ainda a mesa não tinha sido levantada nem a sobremesa servida) e viu-se com as cinco caixinhas das ditas “substâncias milagrosas”, certamente “benzidas”, nas mãos, em plena rua.
Ao sair, ainda não bem segura de si, sentiu-se tomada por uma grande tristeza e uma enorme revolta interior. Estava estupefacta e em choque. Onde é que tinha a cabeça quando desembolsou impensadamente todas as suas economias a favor daquela senhora? O mais curioso é que o valor do “serviço” era precisamente tudo quanto tinha amealhado no banco para alguma emergência. Chegou a casa tomada por pensamentos confusos. Chorava compulsivamente.
“ Estás a ver o que eu fiz por tua causa?”, gritou para a mãe em desespero. “A culpa é tua! O que é que eu faço agora? Fui enganada! Não quero estas coisas para nada! Vou devolver isto e pedir o meu dinheiro de volta.” A mãe assustou-se com a cena e cheia de pavor ainda lhe respondeu: “Não faças nada que ela pode lançar-te algum feitiço ou rogar-te alguma praga!
Dias depois, foi assim que a recebemos no Centro Espírita. Sentia a dor de ter sido usada, traída e ludibriada, coagida, não sabia como, a passar os cheques. Metida numa tal embrulhada, até a ideia de suicídio lhe passou pela cabeça. Como era possível que ao longo de tantos anos a sua família tivesse sido explorada por aquela mulher? Quanto dinheiro aquela senhora já teria levado à sua mãe? O que os fazia acreditarem naqueles poderes? Só então se apercebeu de que a tristeza que então sentiu era semelhante àquela que a sua mãe sentira ao longo de tantos anos.
Mostrou-nos então as cinco pequenas caixas que trazia num saco de papel com os “produtos milagrosos” que deveriam ser feitos, pelo valor pago, de ouro e diamantes. Ali estava um vaporizador para atrair o amor; uns defumadores para afastar a inveja e o mau-olhado (com uns morcegos desenhados); uns pós, para deitar no banho de imersão, que atrairiam a riqueza e a fortuna; e outros, com semelhante rotulagem, de que sinceramente já não me lembro.
Cinco caixas sem referência ao local de fabrico, sem marca de origem e sem especificação dos produtos empregados. Cinco caixas que se fossem adquiridas nas “casas da especialidade” (porque também as há!), não somariam mais do que doze euros e meio. Porque o restante do dinheiro, disse-lhe a piedosa senhora, era para comparticipar na comprar de velinhas para alumiar os santos e para ir a Fátima rezar à Senhora. E claro que isto dito de forma séria e convincente a uma pessoa fragilizada que passa por uma situação delicada, nem parece ser a grande aldrabice pegada que os nossos leitores já adivinharam (e não são bruxos nem paranormais!)
Reparei ainda que nas embalagens de cartão estavam impressas umas orações invocando o sagrado nome do Senhor, Deus, Jesus, São Jorge, etc., como se os anjos, os santos, os espíritos de luz, Jesus e Deus tivessem qualquer espécie de pacto com charlatães, vigaristas, extorsionários e gente sem escrúpulos, de mau carácter, que sob a capa de uma beatífica caridade negoceia e trafica as coisas mais santas e sagradas, abusando de nomes respeitados e venerandos.
Foi este comércio vil que Moisés acertadamente proibiu no Deuteronómio (18:9 e seguintes) “porque as nações que vais despojar dão crédito a agoureiros e adivinhos; mas a ti o Senhor, teu Deus, não permite tais práticas”; foi por um desrespeito semelhante que Jesus correu com os vendilhões do templo: “(...)
ladrões”” (João 21:12-13). Como se vê, o negócio, apesar de condenado e condenável, continua próspero. Apesar de Moisés e Jesus não se misturarem com este tipo de práticas e pessoas imorais, contrárias à vontade de Deus, elas usam da autoridade do seu nome para explorarem a multidão. Será Jesus culpado por usarem abusivamente do seu nome?
Esta “santa senhora”, na construção da sua personagem, ainda chega ao cúmulo de se apresentar como “médium espírita”, quando o Espiritismocomo é sabido de quem o estuda, pratica e vive -, nada tem nada a ver com defumadores, pós, incensos, vaporizadores, sais de banho, cristais, velas, rezas, invocações, pactos, promessas, cartas, adivinhações, benzeduras, etc. Só a ignorância, o desconhecimento e a credulidade permitem aceitar estas catalogações sem as contestar.
Os verdadeiros espíritas não são “bruxos”, não dão “consultas” nem fazem “ trabalhos”. Nenhum espírita idóneo benze a roupa interior de ninguém para “dar sorte no amor”. E verdade! Para esclarecimento dos nossos leitores, informamos que essa “santa mulher” benze cuecas em nome de Deus! Será este um trabalho digno de espíritos superiores? Certamente que não!
No Livro dos Médiuns, item 278, Kardec esclarece que quem se envolve com a evocação de Espíritos maus com propósitos nefastos tarde ou cedo será punido severamente. Pois quando alguém se coloca sob a dependência de um Espírito mau, pedindolhe algum serviço, por menor que este seja, isto representa um pacto firmado, e estes Espíritos maus não largam facilmente a sua presa. Como poderia, pois, o Espiritismo dar crédito a uma prática que condena? Só o desconhecimento pode associar o Espiritismo a tais práticas. Será o Espiritismo culpado por usarem abusivamente do seu nome?
E óbvio que quando ouvimos relatos deste teor se torna necessário esclarecer e alertar as pessoas para não caírem no conto do vigário nem se envolverem com negócios imorais dos quais terão, mais cedo ou mais tarde, de prestar contas. Não queremos VeEr as pessoas coagidas, como o foi a nossa amiga, a dar fortunas a essas “santas” e“santos”, “doutores” e“professores”, “mestres” disto e daquilo que, usando de persuasão e tacto, lhes sugam, em minutos, numa “consulta”, o que tão árdua e dificilmente juntaram com o suor do seu esforço e trabalho ao longo dos anos.
Ouvimos falar de pessoas que deram literalmente milhares de euros a essas “ filhas da caridade”, a esses “espíritos iluminados”. Algumas dessas pessoas arruinaram-se, delapidaram o seu património, para entregarem a esses “santos” o que lhes era pedido. Nem a intercessão das famílias os fez demover da sua insanidade. Será que não existe um pouco de bom senso para discernir o certo do errado?
Alguns destes charlatães e ditos “médiuns espíritas” chegam a ter obras de Allan Kardec na prateleira, como se ter a Codificação Espírita na prateleira fosse sinónimo de ser espírita. Tal como há muitos que forjam bonitos diplomas de medicina que penduram nas paredes para se fazerem passar por doutores, há muitos falsos espíritas.
O Espiritismo nada tem a ver com essas formas encapotadas de roubar e extorquir. Por isso solicitamos que esses casos sejam denunciados à justiça para que esses burlões que se apresentam como “médiuns espíritas” sejam investigados e punidos.
Quem deseje seriamente conhecer o Espiritismo consulte a Federação Espírita Portuguesa, órgão responsável e idóneo que congrega todas as instituições espíritas federadas deste País. Certamente que será bem esclarecido. Se leu este artigo com atenção, não se deixe enganar pelos burlões que se dizem médiuns espíritas. Nem tudo o que parece é. Use a razão. Pense um pouco. Informe-se. Estude.
- % Quefô-te contar A história do Chicão, — Homem robu5$to, Vistoso, bonitão.
Chicão galante R As mulheres olhava s “Esta vai ser minha”
De colo em colo Usava as mulheres Como se fossem Simples talheres.
Com mal do pulmão E quando “partiu” Só queria o Chicão.
Deve ser da “má vida” O Chicão pensou... ,
Que seria a Maria Que do Além voltava Queria mais folia.
Esse:seria o dia De novo “troféu” Conquistar.a Zefa O levaria ào “céu”.
Para nova aventura Pensava estar só Maria.la na pendura:
Eúera o teu amor!* AhIGrande animal! : E agora também
Chicão fraquejou Nunca tal acontecera “Seria cansaço?
Que diacho! Afinal o Chicão Já não era o macho
Não conseguia com as mulheres Nem mesmo com a Vitória.
Chicão estava desolado Sua vida-sem sentidex, Que fazer agora
“Suicida-te Chicão” Já não-és o de.outrora A vida já nada vale Chora, impotente, chora... S
Este pensamento vinha Como se seu fora Não sabia Chicão Que Maria era a autora
De perder a força s No melhor do Chicão -
Maria nãoo largava i Revoltada, indignada - ” Chicão era.seu
E Até que um diafy Chicão sucumbiu Não aguentou Atirou-se ao rio:
Outro drama começou Quando a realidade viu Maria, a de outrora “atirara-o” ao rio...
Quanto tempo em lutas Em perseguições sentfim? Perdemos a conta
Em situação especial Voltou como gémeo
Juntos no.l.'J.Le,-,Long Diluiriam fricço Nasceriam juntos Para outras aflições.
Por que será, pergunta a mãe Que ela tanto o excita?
Ora gosta, não gosta Que estranha criatura...
E assim Chicão Aprendeu com Maria Que Amor é coisa séria Que iluminará um dia.
Não acham meus amigos? Orientem a vida
Assim vencerás Acertando e evoluindo Alma imortal que és
Teu destino: ir “subindo”!!!
Poeta Alegre (espírito) Caldas da Rainha, 18 de Abril de 2004 inquérito
No mês passado durante uma semana colocou-se on line um inquérito com quatro perguntas. Os resultados não são generalizáveis, mas é possível colocá-los de forma interessante.
Hoje em dia uma grande parte das pessoas que COM QUE REGULARIDADE VAI AO CENTRO
frequentam as associações espíritas têm acesso à í
Internet. Este detalhe faz com que para além do ESPIRITA?
livro espírita de papel, geralmente obtido na livraria 20
do centro que cada um frequenta, há outras fontes 18
prodigiosas de informação. 16
A diferença é que há quem não tenha ainda ido ao 14 á centro espírita mas já tenha andado a tentar 19
informar-se na rede das redes, a Internet. Ninguém 1 desconhece que os apóstolos estão associados à profissão de pescador. E, agora, sem que se deva entender a doutrina espírita como proselitista, que não é, a Internet é uma rede imensa que também é composta de informação doutrinária, marca uma diferença comparativa: visa não manietar mas sim esclarecer para libertar.
Vamos ao inquérito. A primeira pergunta foi: COM QUE REGULARIDADE VAI AO CENTRO ESPÍRITA?
Cinco pessoas responderam que nunca tinham ido
uma única vez ainda. A maior parte vai apenas uma O QUE ACHA DO CENTRO ESPÍRITA QUE vez por semana. FREQUENTA?
No que toca a avaliação subjectiva, indagou-se: O QUE ACHA DO CENTRO ESPIRITA QUE
Nunc. frequente 2 vezespo seman, luezpo eman ê vezes po mê: Raáramente
Mais do que duas vezes por seman
A o ; 30 z penas um dos inquiridos considera mau o centro
espírita que frequenta; não se esclareceu por que 25
razão continua a frequentá-lo, já que a resposta é . "
inesperada. A maioria acha a associação que &
frequenta muito boa ou simplesmente boa. Ou seja, 15
os frequentadores dos centros estão satisfeitos com .
o serviço fraterno que lhes é oferecido. 10
JÁ LEU AS OBRAS BÁSICAS DO ESPIRITISMO?
A esta pergunta apenas cinco ainda não leram
nenhuma das obras básicas da doutrina espírita, a saber, no seu núcleo duro, as de autoria de Allan Kardec. Ora, não como não dizer: ó boa gente, vejam lá como vai essa cultura geral, ouvir falar de espiritismo e não ter lido Kardec pode dar direito
a bilhete de identidade de desactualizado militante!... J Á LEU AS OBRAS BÁS ICAS DO
Mas, pode respirar aliviado o leitor, a grande maioria ESPIRITISMO?
ou leu algumas ou todas, mesmo.
Ora bem, senhores inquiridos: SÃO ADEPTOS DO 30
ESPIRITISMO HÁ QUANTO TEMPO, afinal? 24
. . , E == Seis disseram ser há menos de um ano, devem estar 25
aqui ainda os que não leram Kardec, senão seria )
preocupante. A maioria está entre 1 e 5 anos que se
considera adepto da doutrina espírita. 15
Desta vez ficamos por aqui. Até à próxima edição, 10
Por Vasco Marques e Jorge Gomesjorge.je&clix.pt " -
( € SITE DA ADEP : 4 Awwwpââeigo?'tugªlaorâ DItEeSe d%amuiigtrªgnsã:vida É ADEPTO DO b IW há põuco mais de um mês. «Foi forçoso fazer ESPIRITISMO HA | : T õ * isto», diz Vasco Marques, webdesigner, porque estávamos inclusive a perder e-mails por mau QUANTO E : l funcionamento desse serviço». Assim, duma só TEMPO? 5 | vez, já se mudou para um servidor muito melhor ' e o site está a ser efeito numa série de " funcionalidades. Nesta transição, está em . E E = funcionamento o fórum do site, mas em breve este 25 F F 7ê site voltará a estar em pleno. = ã h E
O Evangelho Segundo o Espiritismo
A «Revista Espírita» de Abril de 1864 abre a sua primeira página com a rubrica Bibliografia que tradicionalmente o Codificador coloca no final de cada número.
Mas, nesse mês de Abril do VII ano da Revista é inserida logo no início, anunciar o lançamento daquela que viria a ser a obra espírita mais vendida de sempre a Imitação do Evangelho segundo o Espiritismo, que mais tarde, em 1865, por sugestão de vários amigos, Kardec mudaria o título para O Evangelho segundo o Espiritismo será a terceira obra da
Codificação Espírita, onde a Moral Espírita é apresentada de forma integral. Esta obra constitui o desdobramento do «Livro Três», ou «Terceira Parte» para alguns tradutores, de O Livro dos Espíritos, intitulado «As Leis Morais».
Neste trabalho Allan Kardec, acompanhado pelos Espíritos Superiores e muito particularmente pelo próprio Espírito da Verdade, como poderemos verificar na comunicação mediúnica recebida de Paris, a seu pedido, no dia 14 de Setembro de 1863, quando se encontrava só em Sainte-Adresse a trabalhar no resgate das lições de Jesus da «poeira dos séculos».
O Evangelho segundo o Espiritismo será a terceira obra da Codificação Espírita, onde a Moral Espírita é apresentada de forma integral. Esta obra constitui o desdobramento do «Livro Três», ou «Terceira Parte» para alguns tradutores, de O Livro dos Espíritos, intitulado «As Leis
- Francisco Cândido Xavier nasceu em Pedro Leopoldo (Brasil) em 2 de Abril de 1910 e desencarnou em Uberaba em 30 de Junho de 2002?
- Que tendo ficado sem mãe, aos cinco anos, ela lhe aparecia, no quintal da madrinha, consolando-o e aconselhando-o a ter paciência, por causa dos maus-tratos que levava?
- Que, na sua simplicidade, confessou um dia, que o seu maior desejo era ter um quarto com uma janela, toda de vidro, de onde pudesse à noite, ver o céu estrelado e os espíritos que iam e vinham?
A comunicação em pauta dizia o seguinte: «Quero falar-te de Paris, conquanto não haja visto utilidade alguma, porque posso fazê-lo aí, visto que o teu cérebro recebe as nossas inspirações com uma facilidade que não imaginas. A nossa acção, especialmente a do Espírito da Verdade é constante sobre ti, e tal é, que não podes fugir-lhe. É por isso que não entrarei em inúteis minudências sobre o plano da tua Obra, que tens de todo modificado, de acordo com os meus ocultos conselhos.
» Neste terceiro livro da Codificação os ensinamentos de Jesus são libertos definitivamente das «interpretações tendenciosas, bem ao talante de interesses subalternos» e dos «escombros da preconceituosa exegese humana que não quis identificar, na mensagem do Mestre de Nazaré, a Constituição Moral da Humanidade.
A sua publicação abalou a Instituição religiosa dominante, pois a Igreja julgava-se detentora exclusiva dos Evangelhos e da sua interpretação, bem como «proprietária» das consciências. Foram lançados violentos anátemas como se poderá verificar na imprensa da época, que vieram a culminar com a colocação de O Evangelho segundo o Espiritismo e as demais obras espíritas no Index, no dia 1 de Maio de 1864.
Com este livro o legado de Jesus é desembaraçado da ritualística e do misticismo que durante séculos bloqueou a inteligência e impediu mesmo a libertação das consciências, abafando quase por completo os ensinamentos morais do Benfeitor Maior que foram a finalidade primeira da sua vinda à Terra.
Texto: Carlos Alberto Ferreira
- Que viu Emmanuel, seu guia, pela primeira vez, num lugar chamado «Açude», onde costumava orar?
Que o primeiro livro psicografado por Chico Xavier, «Parnaso de Alémtúmulo», contém 259 obras de 56 poetas, entre eles Antero de Quental, Guerra Junqueiro, Júlio Dinis, Eça de Queirós e Camilo Castelo Branco?
Que, em Uberaba, em 2 de Junho de 2002, a música «Amigos Para Sempre», marcou o adeus ao médium espírita Chico Xavier? internacional
Al contrario de lo que muchos se piensan el Espiritismo no es estar frente a una mesa y llevar a cabo la ouija o la evocación de los espíritus. Tampoco tiene nada que ver con el tarot, o con esos que se autodenominan médiums y espíritas, sin ni siquiera conocer el Espiritismo, o peor aún que hacen profesión de la mediumnidad. Un espírita nunca cobra por su labor mediúmnica. El Espiritismo es la ciencia que trata sobre el origen y el destino de los espíritus y las relaciones que pueden establecer con el hombre.
El espiritismo es la filosofía que resulta de estas relaciones, resultado de estas comunicaciones que se constituyen en hechos demostrados. Filosofía que ahonda en las profundas cuestiones de dónde venimos, quienes somos, hacia dónde vamos. Es pues una revelación que no procede de la mano de un hombre, un profeta, o una colectividad religiosa, es una revelación que surge de los mismos espíritus.
iPor qué el Espiritismo es una doctrina? Según el diccionario doctrina es aquello que es
objeto de una ensefianza o el conjunto de ideas de una escuela literaria o filosófica. La doctrina espírita
es la ensefianza de los espíritus, contenida en la revelación espírita, coordinada por Allan Kardec, destacado pedagogo francés que habiéndose encontrado con el fenómeno mediúmnico entrevió en él la profundidad que contenía, que iba mas allá de la mera comprobación de la existencia de los espíritus, y se dedicó a recopilar las comunicaciones de los espíritus sobre diversas cuestiones. A partir de ahí recogió comunicaciones de distintos y numerosos médiums, de diferentes lugares, ajenos unos de otros; de la concordancia de las respuestas de los espíritus surge esta doctrina, contenida en la codificación espírita, en los 5 libros que son el compendio de las respuestas de los espíritus.
dEs el Espiritismo una secta?
Si nos restringimos a la definición de secta, el espiritismo no lo sería de ninguna de las maneras, pues no representa la parcialidad de ninguna religión. Y si vamos más allá y entramos en las connotaciones de una secta, por lo general negativas, no hay nada más lejos de una secta que el Espiritismo. No tiene ánimo proselitista, el mayor interés de aquel que se encuentra y comprende la
= CUDEUOMAILAZNONDKXAXAAZXAAÍNZIM ATLOrFozZzeo1ASOOreSoOoESsTOOE>SDEO NFOQOD"ZZEXAODOZANO<OAXA<F"FH44-DCO
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doctrina espírita es el de sacar algo bueno de esta realidad para su propio mejoramiento personal y moral. Y las asociaciones que existen de estudio y divulgación del espiritismo no tienen ningún ánimo de lucro y reciben sin ningún tipo de obligación o deber a aquellos que libremente quieran profundizar en esta filosofía.
dEs el Espiritismo una religión?
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El Espiritismo es una doctrina filosófica que tiene consecuencias religiosas como toda filosofía espiritualista, y por esto mismo toca forzosamente las bases fundamentales de todas las religiones: Dios, el alma y la vida futura; pero no es una religión constituida, dado que no tiene culto, rito ni templo, y que entre sus adeptos ninguno ha tomado ni recibido título de ningán tipo. El Espiritismo no posee dogmas, ni cultos, ni ritos, ni ceremonias, ni jerarquías; no pide, ni admite ninguna fe ciega, quiere que todo sea comprendido. Está basado, pues, en principios
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dos ideas diferentes, y que, en la opinión general, la palabra religión es inseparable de culto, despierta exclusivamente una idea que el Espiritismo no tiene. No teniendo el Espiritismo ninguno de los caracteres de una religión en la acepción usual del vocablo, no podía ni debía adornarse con un título sobre cuyo valor inevitablemente se habría equivocado. Es por esto por lo que simplemente se dice doctrina filosófica y moral. No obstante sus consecuencias morales están implícitamente en el Cristianismo, porque es la moral que recomiendan los espíritus, y la más alta expresión de caridad y amor la prójimo que encontramos. (Tomado de Qué es el Espiritismo. Allan Kardec.)
dEs el Espiritismo una ciencia?
Como método de elaboración el Espiritismo utiliza exactamente el mismo que las ciencias positivas, aplica el método experimental. Se presentan hechos de un orden nuevo que no pueden explicarse mediante leyes físicas conocidas: el espiritismo los observa, compara y analiza, y del efecto se remonta a la causa y de esta a la ley que los gobierna. Está pues elaborado de forma científica. Los hechos que estudia no están restringidos al Espiritismo ya que los médiums surgen en todas partes, y se dan hechos de este tipo en todas partes.
Hombres reconocidos en Ciencia positiva como Sir William Croques, Alfred Russell Wallace, por citar apenas dos ejemplos, han estudiado y en el caso de Crookes, demostrado la realidad del fenómeno mediúmnico.
cEs el Espiritismo una filosofía?
Indudablemente y en esta parte del Espiritismo reside su mayor fuerza por encima incluso de los hechos. Explicando de forma racional innumerables cuestiones difícilmente explicables de otra forma sin chocar con el sentido común.
i Qué es la "codificación espírita"?
Es la obra contenida en los 5 libros resultado del trabajo de coordinación de los mensajes recogidos por Allan Kardec.
iDirige alguien o alguna institución el movimiento espírita? ;Tiene el espiritismo sacerdotes, o un líder?
El Espiritismo no tiene jefes, líderes, ni sacerdotes, ni ningún tipo de jerarquía. Las instituciones espíritas nombran juntas directivas elegibles, de forma democrática, entre sus asociados, tal y como marcan las leyes de asociaciones, que son las encargadas de promover las actividades de estudio, práctica y divulgación del espiritismo. Siendo cargos gratuitos y exentos de cualquier ánimo de lucro.
Por Salvador Martín (Presidente do Conselho Directivo da FEEFederação Espírita Espanhola www .espiritismo.cc)
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