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Jornal de Espiritismo nº 53 · Abril 2012Página 33 min

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Em 4 de abril Domingos escreveu: «Tenho 51 anos e a minha mulher 54. O problema é que, mesmo trabalhando muito, sem vícios e sem luxos, tudo à nossa volta se desmorona e cada dia que passa temos menos que no dia anterior e, como se isso não bastasse, os nossos filhos têm problemas de saúde. Tenho medo do futuro e penso muitas vezes no suicídio. Preciso de luz. Peço a vossa ajuda, obrigado». A resposta seguiu: «Olá Domingos, aconteça o que acontecer, não ponha termo à vida, porque só vai agravar os seus problemas.

O corpo morre, mas o Espírito é imortal, e nós continuamos todos vivos após esta jornada terrena. Se aguardamos até ao fim que Deus determinou para a nossa vida, é um regresso feliz ao mundo espiritual. Se encurtamos a nossa vida, passamos pelo sofrimento de estar do lado de lá a ver os que cá deixámos, desamparados e tristes. Além de que é um “contrato” não cumprido, e isso acarreta problemas de consciência. Os tempos vão difíceis aqui pela Europa.

Os políticos, os banqueiros, os industriais, os especuladores financeiros não parecem ter respeitado o trabalho honesto dos seus concidadãos que, em países como a Grécia, Portugal ou a Irlanda, têm de pagar literalmente pelos erros das elites. Mas vale-nos que as contas desses desvarios, se agora são pagas por nós, mais tarde serão pagas pelos seus autores. Nós pagamos em dinheiro, mas temos a consciência tranquila, o que é uma situação bem melhor que a de quem terá de responder perante as leis universais pela ganância que acabou por trazer sofrimento a tanta gente inocente.

São circunstâncias deste nosso planeta ainda pouco evoluído, mas que terão um fim. Esta vida é uma passagem breve e o principal não é o conforto e a estabilidade financeira, mas o que de bom fazemos pelos outros, a forma como enfrentamos os obstáculos. É essa perspetiva que o Espiritismo dá: esta vida é breve, todos os sofrimentos que atravessamos têm uma razão de ser, Deus não dá a ninguém um fardo superior às suas forças.

Ocorre-nos sempre a famosa obra “A cabana do pai Tomás”, que relata a história de um escravo nos Estados Unidos, em épocas brutais em que se vendiam seres humanos. O protagonista vê-se sucessivamente privado de tudo, até do velho exemplar da Bíblia que guardava sempre consigo. Sujeito a degradação extrema, jamais perdeu a fé, e, como os primeiros cristãos, repetia para ele mesmo que lhe podiam tirar tudo, maltratar-lhe o corpo e aprisioná-lo, mas não podiam prender- Aconteça o que acontecer foto loucomotiv “O meu avô” Em 17 de abril Marta escreveu-nos: «Antes de mais agradeço a vossa disponibilidade.

Onde moramos não há nenhum centro, no entanto temos tido vários contactos com alguém que faleceu. Passo a explicar. O meu avô paterno faleceu no dia 25 de março de 2011. Precisamente dia 25 de março de 2012 começámos a sentir e presenciar situações diversas. No dia 25 senti um sopro fresco ao ouvido. Nessa noite a minha avó materna (pessoa com quem ele se relacionava muito bem) viu um clarão durante a noite no quarto (na hora a que ele morreu) ouvindo de seguida três suspiros (interpretamos que tenham sido os seus últimos suspiros de vida).

Dia 26 de manhã o relógio do meu pai parou nas 10h10, tendo depois voltado a funcionar; dia 26 de madrugada a minha mãe ouviu novamente um sopro forte JULHO.AGOSTO 2012 As mensagens chegam todos os dias, de gente que desconhecemos, normalmente a enfrentar problemas difíceis. Não seria para menos no momento socioeconómico que o país atravessa, mas ninguém fica sem uma resposta fraterna plena de votos de que tudo se harmonize.

Fica a certeza de que ao apoio espiritual nunca entra em falência. Se cada um fizer a sua parte Deus fará o resto.