galhães, n.º 53, R/C
Jornal de Espiritismo nº 54 · 2012Página 95 min
galhães, n.º 53, R/C. Destina-se a «todos os que tenham interesse em compreender o que somos, porque existimos, de onde viemos, para onde vamos, com base na filosofia que é o Espiritismo, estruturado por Allan Kardec, pseudónimo do pedagogo francês, Hipollyte Léon Denizard Rivail [1804/1869]».
Esta associação de Barcelos apresenta como pré-requisitos uma «mente aberta e inquiridora a novos conhecimentos» e as condições são claras: «Como qualquer atividade espírita, a frequência é gratuita, mas requer inscrição para a organização do grupo. Pontualidade e assiduidade são fundamentais».
O mesmo fará em setembro a Associação Sociocultural Espírita de Braga.
A fim de atender às fatias de população que não vivem numa cidade que disponha deste curso, a ADEP criou há mais de uma década o curso básico de espiritismo online, que tem uma boa aceitação por parte de inúmeras pessoas. Neste, a inserção do caderno zero que se referiu só será feita, mais tarde.
Além de cobrir o interior de Portugal, onde rarelam as associações espíritasmais ainda as que dispõem desta formaçãoo curso on-line abrange toda a Lusofonia que se distribui ao longo do planeta, de Portugal a Timor-Leste, incluindo as comunidades emigrantes lusas, africanas e brasileiras. Poderá ser esta até a sua maior virtude.
Contudo, a maioria das opiniões aponta para este alvitre: se na proximidade da sua cidade houver um curso presencial, opte por este, pois vai permitir-lhe uma interatividade diferente. Os conteúdos abordados enriquecem-se com a interação entre os participantes e torna-se possível inserir num curso teórico elementos úteis à melhoria interior de todos os intervenientes.
Contactos: NEEBneebarcelos(dhotmail. com, tel. 96 121 84 94 (p.f.). CECAcecafd ceca-porto.com, www.facebook.com/CENTRO.ESPIRITA.CARIDADE.POR.AMOR. ACEFLwww.facebook.com/acelacerda. CCEwww.ccespirita.org, cceldcaldasrainha.net. ASEBwww.facebook.com/ asebbraga.
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Instinto, emoção, inteligência, consciência, linguagem são alguns
dos conceitos interrelacionados absorvidos por estas evidências e
que deixam ainda muita Pa margem de pesquisa aos cientistas. EB
, Ú A fiotícia chegou bonfãstª: «Os mamíferos e as aves têm consciência», disse Philip Low%O neurocientista afirmou que admite a
éXistência da consciência animais e citou exemplos como o de polvos, de aves É mamiíferos, entre outros. O espiritismo refbifê-a-. demorada evolução do prineípio inteligente em vários níveis da vida: poderá existir algum conflito entre estã doutrina e as declaráções
Em 7 de julho, na britânica Universidade de Cambridge, após terem revisto dados atuais sobre o substrato neurobiológico ligado a experiências sobre consciência realizadas em humanos e animais, um grupo de cientistas emitiu declarações que aproximam a nossa espécie de outras nos patamares fisiológicos ligados à consciência de uma forma nunca antes vista.
Neste comunicado, (1) é possível traduzir extratos como os das linhas em baixo. «Estudos realizados em vários animais evidenciaram circuitos cerebrais homólogos [ao homem)] relacionados com a experiência consciente».
«Surgiram evidências da existência de níveis de consciência próximos dos humanos em papagaios cinzentos africanos». «Descobriu-se que algumas espécies
de aves exibem padrões neurais de sono similares aos de mamiíferos, incluindo o sono REM», ou seja, uma daquelas fases do sono corporal em que há “movimento rápido dos olhos” com grande relaxamento muscular.
Aquele corvo tinha algo na manga. Passeava com alimento no bico, exibicionista, e fingia escondê-lo ali, mais uns passos e parecia escondê-lo adiante, depois noutro Sítio, e repetia a dose, sempre de olho na concorrência. À dada altura já não havia para os observadores certezas sobre qual dos locais o pássaro tinha escondido o repasto.
Para os investigadores terá ficado claro: no piso relvado do gaiolão, esta ave escura de médio porte deveria dispor de um intelecto assinalável, já que estava claramente a tentar enganar os compinchas, não fosse dar-se o caso de algum deles, assim que este armazenasse, tratar de lhe roubar
a paparoca! (2) Nesse aspeto, até fazem lembrar um pouco a espécie humana ainda longe do seu pior, não é?
Terá este corvo realmente consciência do que está a fazer?
É difícil provar, mas as evidências apontam nesse sentido.
Há gralhas de origem tropical asiáticade novo corvídeosque em laboratório desco-
brem como aceder, através de tubos, a três tamanhos diferentes de varetas. Através
de tubos que contêm varetas menores alcançam sucessivamente a maior vareta, permitindo-lhes isso o quê? Algo nada dúbio: retirar uma suculenta larva de escaravelho à qual, de outra maneira, não teriam acesso. Algo que também fazem com algumas diferenças no estado selvagem... Diferente será a capacidade que cada espécie de ave tem de fazer o seu ninho, seja um tecelão, uma carriça ou um pardal. Aqui será mesmo o instinto, de origem genética, a funcionar, presume-se, e não algum processo mental suscetível de se enquadrar nalgum domínio da inteligência.
Outro caso diferente foi o da alvéola-branca que fez ninho no jardim lá de casa. Quando o carro ficava estacionado no alpendre era obrigatório: uma chuva de excrementos assinalava o bombardeamento contumaz que este pai de família vestido de penas fazia todos os dias ao “rival” que lhe aparecia no espelho retrovisor externo do automóvel.
É evidente que não tinha consciência do seu próprio reflexo no vidro, ao contrário do que acontece com outras aves, como as do grupo dos corvídeos: «As pegas-rabudas ao reconhecerem-se ao espelho demonstraram similitude com humanos, alguns outros primatas, golfinhos e elefantes em vários tipos de pesquisa científica», declararam os cientistas.
vasto da codi o espírita. «593. Poder-se-á dizer que os animais só obram por instinto?
“Ainda aí há um sis a maioria dos animai mina o o. Ma 8s que muite j vontade? E que ligência, porém limitada.” rio de Allan K
cia, mas cu circunsc de satisf
Em que medida existirá realmente a tal consciência?
A palavra que se acabou de referir encontra na língua portuguesa diversos significados.
Consciência pode ser a faculdade da razão julgar os próprios atos, mas, noutro ponto de vista, obviamente apenas materialista, pode apontar para o «estado do sistema nervoso central que permite pensar, observar e interagir com o mundo exterior», segundo o dicionário (3).
Quando o ser tem noção do que está a fazer, logo falar-se-á de uma consciência alojada na sua mente.
Veja-se por isso o que é sobejamente conhecido desde meados do século passado ao nível do comportamento de animais selvagens, como por exemplo, chimpanzés. Quando num grupo destes símios existe conhecimento para utilizar hastes de plantas, arrancar um dos ramitos, retirar as folhas e fabricar uma vareta de penetração em formigueiro para se alimentarem de formigas, estes chimpanzés estarão a ter consciência do que fazem?
Sendo viável pensar que aprenderam por observação, na sua infância, através do exemplo da mãe a fazer isso, após algum treino e aperfeicoamento da técnica, seja difícil dizer que isso ocorre por instinto, aquela grande gaveta onde se aloja tudo
própria. [...)» «594. Têm os animais alguma linguagem? “Se vos referis a uma linguag a de síilabas e pal em, d? se comunicarem entre s1,
597. Pois que os animais possuem uma inteligência que lhes faculta certa liberdade de ação, haverá neles algum princípio independente da
