forma de se manifestar características que muitas vezes lhes são peculiares. Poderá ocorrer noutros casos em que o médium, pelas características da sua mediunidade, alcançar um grau mais elevado de inconsciência que permita ao espírito comunicante maior domínio do corpo ou da voz do seu medianeiro, podendo então imprimir gesticulações e um timbre de voz similar ao do espírito comunicante.
A outra questão que se coloca seria a do “animismo x simulação”. Na primeira situação, o médium é “médium de si mesmo”, trazendo para o consciente muitas vezes conteúdos que estavam bloqueados a nivel inconsciente; outras, trazendo dramas emocionais simplesmente não bloqueados a nível inconsciente, mas, recalcados a um nível pré-consciente, ou ainda conscientemente vividos na sua intimidade, mas que apelam pela expressão do seu sofrimento contido.
Destes médiuns muitas vezes, aproximam-se pela lei de sintonia e afinidade entidades com os mesmos problemas ou sofrimentos muito similares, fazendo com que a catarse da Sua alma se faça pela sua necessidade de libertação. Nestes casos, o médium não tem o intuito de enganar, apesar de muitas vezes ter a dúvida se o conteúdo expresso nas suas comunicações não seria seu. E, por vezes, sofre com o sentimento de não estar a ser totalmente autêntico.