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petáculo público que apresenta reminiscências dos circos romanos, cuja

Jornal de Espiritismo nº 54 · 2012Página 151 min

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petáculo público que apresenta reminiscências dos circos romanos, cujas lembranças trazemos nas nossas memórias, de outras vidas) que são uma tradição, seria o mesmo que adotarmos em pleno século XXI, a tradição do duelo, costas com costas, dez passos em frente, e quem disparar primeiro

e acertar no outro safa-se; o outro morre. Era tradição, servia para lavar a honra perante uma ofensa, homem que fosse homem, perante a mínima ofensa teria de pedir um duelo, mostrando assim a sua masculinidade.

Hoje, esse procedimento afigurar-se- -la um disparate rematado, caso fosse invocada a sua reedição por motivos culturais, por ter sido uma tradição da nossa história, entre outros pontos a favor.

No que concerne às tradições, umas vão desaparecendo e outras vão ficando, até que um dia desapareçam por sua vez e deem lugar a outras, Novas, que aparecerão. Faz parte da dinâmica das sociedades, da evolução grupal e individual.

Na nossa condição de espíritas, não é paradigma criar conflitos, acusar o próximo, pois certamente existem muitos argumentos a favor e outros contra, e todos eles certamente serão válidos para quem os defende.

No entanto, embora sejamos apologistas da compreensão mútua, da tolerância, do amor ao próximo, do entendimento, de sermos pontes de entendimento ao invés de sermos vales de discórdia, é nosso dever como espíritas, intervir tranquilamente, opinar sem ferir, sem magoar, sem agredir. Jesus aconselhava que não puséssemos a luz sob o alqueire, e como tal, seria no mínimo desonesto que nos abstivéssemos de opinar por questões menores.

A Terra é à nossa casa temporária, nesta vida, como já foi em muitas outras e continuará a ser ainda por muito tempo em vidas futuras e, os seres vegetais e animais, merecem todo o nosso respeito, admiração, carinho e amor, como nossos irmãos em reinos inferiores da evolução, não nos sendo lícito utilizá-los para pretensas festividades, onde o sofrimento dos animais é motivo de alegria daqueles que supostamente deveriam ser mais evoluídos: os humanos.

jemlucasfAgmail.com SETEMBRO.OUTUBRO 2012