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forma de se manifestar características que muitas vezes lhes são pecul

Jornal de Espiritismo nº 54 · 2012Página 72 min

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forma de se manifestar características que muitas vezes lhes são peculiares. Poderá ocorrer noutros casos em que o médium, pelas características da sua mediunidade, alcançar um grau mais elevado de inconsciência que permita ao espírito comunicante maior domínio do corpo ou da voz do seu medianeiro, podendo então imprimir gesticulações e um timbre de voz similar ao do espírito comunicante.

A outra questão que se coloca seria a do “animismo x simulação”. Na primeira situação, o médium é “médium de si mesmo”, trazendo para o consciente muitas vezes conteúdos que estavam bloqueados a nivel inconsciente; outras, trazendo dramas emocionais simplesmente não bloqueados a nível inconsciente, mas, recalcados a um nível pré-consciente, ou ainda conscientemente vividos na sua intimidade, mas que apelam pela expressão do seu sofrimento contido.

Destes médiuns muitas vezes, aproximam-se pela lei de sintonia e afinidade entidades com os mesmos problemas ou sofrimentos muito similares, fazendo com que a catarse da Sua alma se faça pela sua necessidade de libertação. Nestes casos, o médium não tem o intuito de enganar, apesar de muitas vezes ter a dúvida se o conteúdo expresso nas suas comunicações não seria seu. E, por vezes, sofre com o sentimento de não estar a ser totalmente autêntico.

Devemos agir com profundo respeito e atendê-lo como se de um espírito desencarnado se tratasse, pois muitas vezes, sabemos nós, que os espíritos amigos, como medianeiros do amor, se aproveitam de um esclarecimento doutrinário para ajudar a apaziguar outros corações numa mesma sessão.

Por último existe a possibilidade de

uma simulação, que não se trata de um animismo, pois, no animismo o médium não tem o intuito de simular. Neste caso, a simulação dá-se quando o “médium” não sentindo a influência dos espíritos deliberadamente produz uma “comunicação espiritual” com intuito de enganar, por vaidade, ou por não querer perder um “status quo” dentro do centro espírita, e este comportamento reflete sempre um traço patológico do caráter do suposto médium, podendo ainda ser um sintoma de um transtorno de personalidade e do comportamento inscrito dentro dos transtornos factícios (de simulação) ou ainda outros estudados pela psiquiatria.