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Jornal de Espiritismo nº 56 · Maio 2013Página 12 min
56 ANOIX JDE JORNALDEESPIRITISMOJANEIRO . FEVEREIRO . 2 0 1 3 JORNAL BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL DIRETOR . ULISSESLOPES | PRE Ç O € 0 . 5 0 Quando a dificuldade aperta a taxa de suicídio aumenta: não há pior maneira de partir para a outra vida, aquela de onde vimos antes do nascimento e para onde todos regressam, quer saibam disso ou não – as leis da natureza não pedem a nossa opinião para funcionar e não há botão que as desligue… 19 CINEMA Cloud Atlas 08 OPINIÃO Do compêndio à ciência Não é fácil compreender que não se morre, que se reencarna e que quem nasce lindo ou feio, rico ou pobre faz isso como consequência das suas escolhas… 07 PESQUISA O cérebro dos médiuns Embora seja célebre a expressão «o espírito não cabe num tubo de ensaio», a verdade é que há ainda muita investigação científica a fazer em torno das faculdades mediúnicas.
09 ENTREVISTA Divaldo Pereira Franco Passou em Portugal aquele que é considerado o maior orador espírita da atualidade. A entrevista, que começou no número anterior, continua na presente edição. O filme “Cloud Atlas” estreou em Portugal em 29 de novembro rodeado de grande expectativa. A narrativa tem por base a reencarnação e contou com um elenco de luxo: Tom Hanks, Halle Barry, Hugh Grant e Susan Sarandon, entre outros.
10 SOCIEDADE foto loucomotiv Suicídio: a vida continua Quando abriu o livro os olhos caíram- -lhe sobre a frase no final da mensagem mediúnica: «Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita. - José, Espírito protetor (Bordéus, 1863)». Desde essa data para cá quantos olhos terão descodificado a frase, publicada em várias línguas no livro em causa – «O Evangelho Segundo o Espiritismo», de Allan Kardec, no seu capítulo X, bem-aventurados os que são misericordiosos.
Mas ler não basta. Só se torna realmente útil se o processo de entendimento iniciar o caminho de esclarecimento dentro da própria consciência. Uma outra palavra aparece ligada ao título destas linhas: regras. As regras não são leis. São orientações de procedimento. As leis, se imutáveis, são as da natureza, criadas por Deus para, no horizonte interpessoal, podermos rever as nossas atitudes diante de nós próprios e perante os outros, a partir dos seus efeitos no piso da humanidade.
É assim desde o processo mais simples de tentativa e erro, acessível já à inteligência artificial dos robots, até às formas de aquisição de conhecimento mais elaboradas que não derivam A última corda Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho, outros que ele era de outro mundo. As notas musicais que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de assistir aos seus espetáculos.
Certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para o receber. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro, ovacionado. Mas quando surgiu a figura de Paganini, triunfante, o público delirou.
