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Editorial

Jornal de Espiritismo nº 56 · Maio 2013Página 27 min

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imediatamente da experiência sensorial mas da maturação dos estados evolutivos da consciência que prossegue a luzir após a morte do corpo físico. Quantas vezes na história não se criaram regras para servir interesses particulares, à força de chicotada e fogo, embrulhadas rapidamente na suposta «vontade de Deus» ou «por respeito ao mais Alto»? Perigosos e complicativos são esses arquétipos repetitivos, vida após vida, tão fácil de regenerar no presente a partir de atavismos criados em vetustas corporações religiosas.

Também as regras refletem, mesmo sem que quem as cria o saiba, o estado evolutivo de quem as impõe a si mesmo e, sobretudo, a outrem. Também as regras refletem, mesmo sem que quem as cria o saiba, o estado evolutivo de quem as impõe a si mesmo e, sobretudo, a outrem. Nesse universo acanhado, a indulgência da mensagem acima, pode até ser vista, coitada, como a mãe de todos os pecados! Disciplina e rigor JANEIRO.FEVEREIRO 2013 Nicolo Paganini colocou o seu violino no ombro, e o que se assistiu em seguida foi indescritível.

Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias, pareciam ter asas e voar com o delicado toque daqueles dedos virtuosos. De repente, porém, um som estranho interrompe o devaneio da plateia: uma das cordas do violino de Paganini rebentara. O maestro parou. A orquestra parou. Mas Paganini não parou. Olhando para a sua partitura ele continuava a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar.

Assim que o público se acalmou, de repente, um outro som perturbador: uma outra corda do violino do virtuose rompeu. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo. Paganini não parou. Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados, voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que aconteceria a seguir: todas as pessoas, pasmas, gritaram: Oh!

Uma terceira corda do instrumento de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára. Mas Paganini... Paganini não pára. Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Paganini atinge a glória. O seu nome corre através do tempo. Ele não é apenas um violinista genial, mas o símbolo do ser humano que continua diante do impossível.

Este é o espírito da perseverança, da criatividade e habilidade perante os obstáculos naturais da vida no mundo. Podemos lembrar-nos desta história todas as vezes que as cordas dos nossos instrumentos se romperem. É de afirmar intimamente: Sei que posso continuar! Nunca estamos sozinhos no concerto da vida na Terra. À maneira de um público empolgado que incentiva o artista, o Invisível dá-nos forças, alimenta-nos o ânimo, e aplaude cada vez que nos superamos.

Toquemos nossa música da alma para o céu azul ou para as estrelas. Contando com as quatro cordas do nosso violino, ou apenas com uma delas. Há que continuar a tocar. Fonte: http://www.caminhosluz.com.br/ detalhe.asp?txt=3524 Mas não é assim que as relações entre pessoas – aqui ou no mundo espiritual – se edificam nos patamares da fraternidade. Ao contrário, normalmente afundam, num círculo reduzido de quem prefere o cumprimento de regras exteriores, periféricas, do que as que zelam pelo mundo íntimo de cada um, num sentido harmonizador e até iluminativo.

É que as regras não existem para ser servidas: existem apenas para servir o bem comum e devem ser ajustadas face à realidade de cada grupo em que se apliquem. O rigor e a disciplina são itens de indiscutível valor, desde que não colidam com a obrigação de amor ao próximo de que todos estamos profundamente necessitados de praticar a toda a hora. Abençoada indulgência que nos é lembrada múltiplas vezes pela Espiritualidade e que, a favor da disciplina e do rigor, se escudam na autoridade moral que decorre do exemplo de esclarecimento e bondade que cada um revele.

Permita-nos o leitor sublinhar mais uma vez estas frases recorrentes, para que as nossas consciências a abriguem num vestíbulo de sabedoria: «Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita». Por Jorge Gomes sulta, de forma alguma. Procure antes consolo e esclarecimento no Espiritismo, ou noutra filosofia ou religião que não explore quem está em dificuldades».

Uma carta para Garcia José Barbosa envia-nos estas linhas: «Nos últimos anos do domínio espanhol sobre Cuba, um grupo de revolucionários liderado pelo general Garcia (1) dominava, em 1895, a cidade de Havana e uma grande parte do território da Ilha. Em 15 de fevereiro de 1895, o couraçado «Maine», da Marinha de Guerra americana, que se encontrava fundeado no porto de Havana, com a missão de proteger os interesses americanos, sofreu uma explosão de onde resultou a morte de quase toda a tripulação, imputando - -se a responsabilidade aos espanhóis.

Este facto motivou, primeiro, o apoio dos EUA aos rebeldes que lutavam contra o domínio espanhol e, em seguida, a declaração de guerra à Espanha, que se iniciou em 25 de abril desse ano e terminou em 12 de agosto de 1898. Foi nesse período que o presidente dos EUA, William McKinley (2), precisou de mandar uma mensagem ao general Garcia, mas de quem se ignorava o local onde se encontrava. A missão de levar esta mensagem a Garcia foi entregue ao soldado Rowan (3).

O mensageiro sabia apenas o nome do destinatário e que este se encontrava em Cuba. Rowan meteu a carta numa bolsa impermeável, junto ao peito, e partiu sem fazer perguntas, suscitar as previsíveis dificuldades ou regatear esforços. Quatro dias depois desembarcou em Cuba e embrenhou-se na selva, percorrendo, incansavelmente, montes e vales tendo, após três semanas, aparecido no outro lado da Ilha, com a missão cumprida, isto é, com a carta entregue a Garcia.

O escritor Elbert Hubbard (4), através de um pequeno opúsculo, divulgou, em 22 de fevereiro de 1899, de forma simples, como a missão foi integral, pronta e objetivamente cumprida. A histórica missão de Rowan leva-nos a concluir que, levar a carta a Garcia não é um privilégio de alguns, mas sim um desafio que todos nós podemos ser, a todo o tempo, chamados a cumprir. O cumprimento das orientações decorrentes do espiritismo, prevendo dificuldades e não regateando esforços, é causa para, espiritualmente, nos acharmos com a missão de entregar a carta a Garcia.

Estejamos, pois, sempre preparados e, onde quer que Garcia esteja, a carta ser-lhe-á entregue». rios que ainda não temos forma de comprovar, poderemos ser vítimas de logro e perderemos uma oportunidade preciosa para o crescimento espiritual. Em relação às aparições de Fátima, à luz do Espiritismo e da razão, elas poderão ser compreendidas como um fenómeno mediúnico, em que três crianças viram e ouviram o Espírito de uma senhora vestida de branco, muito provavelmente um Espírito de luzantes do dia 13 de maio de 1917, alguns grupos espíritas portugueses receberam mensagens mediúnicas sobre um importante acontecimento previsto para esse dia, facto inscrito em vários periódicos da época.

No entanto, os Segredos de Fátima, principalmente o mistério que se criou à volta desses segredos, precisam de ser tomados com muita cautela, pois poderão ser instrumentalizados para provocar o medo. Desde que o homem é homem, o medo é usado como uma poderosa arma, com fins sociais, políticos ou religiosos, e existem mãos muito hábeis que o utilizam em seu benefício. Para não ficarmos reféns desse medo que nos pretendem impingir, é fundamental usarmos a nossa razão, o bom senso, as mais diversas formas de conhecimento que estão à nossa disposição, mas também desenvolvermos humildade para admitirmos que ainda não podemos compreender tudo o que existe à nossa volta, lembrando sempre um dos lemas que Allan Kardec nos deixou: “é preferível negar dez verdades, do que aceitar uma única mentira.

” Um dos meus últimos recursos Maria Cristina pergunta: «Boa noite, queria informações acerca dos centros espíritas. Como funciona um centro, no caso de pedirmos ajuda, se fazem trabalhos para nos ajudarem, se é necessário pagar esses trabalhos, etc. Peco desculpa, mas este assunto pode ser um dos meus últimos recursos para tentar resolver vários problemas da minha vida. Foi um parente que me deu a ideia de tentar entrar em contacto».

Resposta: «Olá Maria Cristina, o espiritismo é uma ciência filosófica de consequências morais. Como ciência, investiga os factos espíritas. Como filosofia explica-os. Como ética dá-nos um roteiro moral para as nossas vidas. Pode - -se definir como sendo a ciência que estuda a origem, natureza e destino dos espíritos, bem como as relações existentes entre o mundo espiritual e o mundo corpóreo. O espiritismo (ou doutrina espírita) foi codificado por um professor francês de meados do século XIX: Allan Kardec.

Esta doutrina surgiu como resultado de muitos FICHA TÉCNICA Jornal de Espiritismo Periódico Bimestral Director: Ulisses Lopes Editor: ADEP Redator: Jorge Gomes Maquetagem: www.loucomotiv.com Fotografia: Loucomotiv e Arquivo Tiragem: 2000 Exemplares Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.º 124325 Depósito Legal: 201396/03 Administração e Redacção ADEPRua do Espírito Santo, N.º 38, Cave Nogueira – 4710-144 BRAGA Assinaturas Jornal de Espiritismo Apartado 161 4711-910 BRAGA E-mail jornal@adeportugal.

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