Opinião
Jornal de Espiritismo nº 56 · Maio 2013Página 84 min
terrena), ou ainda sobre as consequências morais da nossa natural ligação a algo que é uma causa primeira, mais não é do que evoluir conhecimento. Sim, Jesus não é o Cristo das Igrejas, mas foi o que dele quiseram fazer. Jesus representa assim, pelo menos para alguns, um indivíduo cujo espírito e por conseguinte, cuja capacidade inteletiva estava muito para além dos Homens do seu tempo, mas também, e ainda, para lá do nosso atual estado de evolução.
Isto e apesar, dos já mais de 2 mil anos depois do seu trabalho na Terra. No entanto, o que se compreende é que o sentido da vida põe todos no encalce do que Jesus representa, não como divindade, nem religião – pois Jesus nunca disse sigam - -me ou falou em religião, mas sim como portador de uma mensagem sobre como evoluirmos, sobre qual o sentido da vida, nada mais. Sim, hoje ainda me interrogo sobre como é que tem sido possível tanta ignorância e obscurantismo sobre um assunto tão relevante para se compreender o universo e o indivíduo.
Tão relevante para as teses da física quântica nomeadamente, no estudo da consciência e da sobreposição de informação relativa ao inconsciente e à individualidade do espírito. Relevante para a bioquímica no estudo do corpo fluídico que liga o espírito ao corpo físico, o chamado peri-espírito. Relevante também para a medicina e para a psicologia nomeadamente, no estudo das doenças mentais e depressivas, pois todas têm causas espirituais com consequências físicas.
Ou ainda da filosofia, no âmbito da reflexão sobre o sentido da vida, da dor, mas também do amor. Mas ainda, por que não, para a teoria da comunicação; se há comunicação via pensamento (via glândula pineal) entre indivíduos encarnados e entre estes e os não encarnados, então como circunscrever as definições de comunicação? Enfim, um sem-número de áreas a evoluir. Fico ainda mais incrédulo quando há tanta literatura, testemunhos, casas espíritas com trabalho sério há dezenas de anos e uma imensidão de investigadores (em universidades, centros de investigação privada) a fazer investigação na área e, ainda assim, haja tão pouco interesse em se debater de forma séria estes assuntos.
Debater sobre novos caminhos de inovação social e científica. Afinal, penso que em média todos estaremos a pouco mais do que uma vizinhança de distância de alguém que vê, ouve, trabalha ou sofre com a realidade espiritualdiga-se: desregulação da sua mediunidade. Se todos dessem o seu testemunho seria fácil perceber quem é que anda a atirar pedras, se o Carlos Fiolhais, ou aqueles que há anos procuram acrescentar saber ao conhecimento.
Seria fácil perceber quem é que anda a fazer graçolas com os problemas de uns, ou com a área de estudo de outros. Obrigado ao Carlos Fiolhais pelo seu trabalho na Ciência. Obrigado àqueles que trabalham no desenvolvimento e comunicação do conhecimento que assiste ao espiritismo. Espero pelo dia em que se agradece a um só pela evolução e divulgação do conhecimento. Por Carlos M. Figueiredo, Viseu D o compêndio da ciência à ciência Escolhas passadas, na atual ou em vidas pretéritas.
Afinal o sentido da vida visa a evolução do indivíduo, não concretamente a do corpo, mas mais a do espírito que nele habitaou seja, a cognição do indivíduo na sua base consciente e não consciente -, a sua inteligência racional, mas também a sensível na suas componentes emocional e espiritual. Concordamos que mais estranho que isto é difícil. Que perceber que no topo da pirâmide societária não está nem o sucesso financeiro nem o académico.
Mais difícil será olhar para a pirâmide e perceber que ela não tem topo. Que tudo depende do que se considerar ser a base. Carlos Fiolhais é professor onde tantos, tal como eu, obtivemos a licenciatura em Engenharia Física na Universidade de Coimbra. Eu fi-lo há uma dezena de anos. Ele, pessoa inteligente e sabedora de física. Bom comunicador e empático. Ele, como tantos, testemunhou sobre algo que demostrou desconhecer: o que contém o conhecimento do espiritismo.
Fê-lo num programa de rádio a propósito do seu mais recente livro. Sim, pareceu-me tolhida de conhecimento a sua compreensão sobre aquilo que somos como indivíduos – corpo e espírito, mas também sobre o trabalho científico de tantos sobre este assunto. Para indicar alguns cito os Prémio Nobel Charles Richet e sir William Crookes, mas também Cesare Lombroso, Ernesto Bozzano, Raymond Moody Junior, Konstantin Korotkov, Hemendras Nath Banerjee, Ney Prieto Peres, Júlio Prieto Peres, Hernãni Guimarães de Andrade, Edith Fiore, De Rochas, David Fontana, padre François Brune, Clóvis Nunes, Brian Weiss, Vítor Rodrigues, entre tantos outros.
Afinal quem é o ignorante? O que atira, ou o que apanha com ela? Será Carlos Fiolhais, distinto físico da Universidade de Coimbra (UC), um atirador de pedras, ou somos nós, se procuramos divulgar o que é possível alcançar por via do estudo sobre a realidade que nos assiste, os atiradores? Talvez sejamos todos a apanhar com elas. Há cerca de 15 anos o que ouvia sobre comunicabilidade dos espíritos deixava de ser uma coisa de fantasmas e passava a ser tema de conversa à mesa de refeição.
Recordo-me que o assunto me trazia desconforto, pois beliscava o que eu tinha como seguro – aquilo que eu sabia, ou procurava dominar dentro da minha área de conforto. Assim, inicialmente, gozei e depois hesitei e neguei o que não compreendia – atirava pedras (quando afinal estava a levar com elas). Hoje, 10 anos volvidos, vou estudando sobre a realidade espiritual que nos envolve, sobre o facto de ser o espírito de cada foto loucomotiv JANEIRO.
FEVEREIRO 2013 Sim, não é fácil compreender que afinal não se morre, que se reencarna e que quem nasce lindo, ou feio, rico ou pobre, perfeito ou com deficiências o é como consequência das suas escolhas.
