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Jornal de Espiritismo nº 59 · Julho 2013Página 12 min

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59 ANOIX JDE JORNALDEESPIRITISMOJULHO . AGOSTO . 2 0 1 3 JORNAL BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL DIRETOR . ULISSESLOPES | PRE Ç O € 0 . 5 0 Psiquiatra que nos seus tempos livres estuda desde jovem a doutrina espírita, Gláucia Lima responde às perguntas entretanto colocadas sobre a relação entre a glândula pineal e a mediunidade, alargando a resposta à eventual existência de uma terapia espírita.

17 LITERATURA Os animais têm alma? 13 CRÓNICA Deus e o pessimismo Sentado à frente da televisão, fui recentemente surpreendido por um “spot” publicitário da TV que exibia, sem pudor, imagens aterradoras de sofrimento e miséria humana no seu mais doloroso grau… 10 EVENTO Jornadas de Cultura Espírita: gosta? Merece um “Like”? É o que estamos habituados a fazer nas redes sociais da internet, que representa o interesse da pessoa numa página, mas nas Jornadas que realizámos gostamos sempre de receber a opinião de todos.

08 ENTREVISTA Perguntas do curso básico de espiritismo “Quando li pela primeira vez “Família, uma ideia genial de Deus”, sorri e pensei o que muitos, ao olharem para as suas relações familiares, devem imaginar: “Deus esqueceu de verificar a minha família.” Será mesmo assim?” Ernesto Bozzano foi um dos notáveis pesquisadores após Kardec. Distinto discípulo de Herbert Spencer (1820-1903), legou-nos mais de uma centena de trabalhos sobre a fenomenologia espírita, cujas conclusões eram sempre fundamentadas em factos.

7 CONSULTÓRIO foto arquivo Mediunidade e glândula pineal foto loucomotiv Ora bem, foi mesmo isso que disse a Dália, do alto das décadas da sua profissão de professora, já então reformada, assim que me perguntou em plena reunião do curso básico de espiritismo: «O senhor é professor, não é?». Tive de lhe abalroar os dizeres, em abono da verdade: «Não sou, nunca fui». Faltou-me dizer «nem gosto que me chamem isso, ainda que por engano».

«Engraçado», retruca Dália, gentil, «olhe que eu estava certa que sim, tem aquele jeito…». Não estávamos nesta reunião ocorrida há bem mais que uma década, nos arredores do Porto, a passar, creio, projeções de vídeo ou “powerpoints” – nessa altura, a formação introdutória passava-se em acetatos, ou transparências, e eu era na altura ainda jovem. A Dália poderia ser minha avó. Esclareci, a sorrir, para passarmos a assunto mais central: «Sabe, tenho noção de que algumas coisas que trago a esta sala poderiam ser bastante mais bem-feitas por mim!

». A Dália conseguiu, sucinta, atirar-me para canto com uma bondade tocante: «Ora, não pense nisso: melhor estraga!». A impressão ficou duradoura, tanto que O céu estava salpicado de borboletas de todas as cores. E como era bonito ver todo aquele colorido movimentando-se no ar. Mas por que tantas borboletas ali reunidas?