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editorial Ele matou a morte!

Jornal de Espiritismo nº 6 · 2004Página 24 min

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Não é bem uma novidade: desde que Allan Kardec trouxe à luz deste mundo a codificação espírita, exposta nas várias obras que publicou ao longo da sua produtiva passagem pela Terra, a morte deixou de ser o papão terrível que afunda no mar do nada absoluto a existência do ser.

Com o seu trabalho, em meados do século XIX, pontos básicos como a imortalidade da alma, a comunicação dos espíritos, a reencarnação, a existência de Deus — a «inteligência suprema, causa primária de todas as coisas» —, a lei de causa e efeito ou a pluralidade os mundos habitados, no vocabulário histórico, mantêm-se frescos e cheios de vitalidade como no primeiro dia em que foram revelados e depois amadurecidos.

Por isso, para além da área dos estudos espíritas, há técnicos da ciência oficial, com respeitáveis currículos académicos, que surgem a repescar, porventura até com outra linguagem, essas mesmas verdades que estão à vista de quem se esforçar por as encontrar.

David Fontana, professor universitário que nos dá uma entrevista nesta edição, é um exemplo notável disso mesmo. Na Casa do Médico, no Porto, há um par de anos, eu próprio assisti à sua palestra no auditório em inglês a argumentar com uma solidez admirável sobre a colocação da hipótese da comunicação dos «mortos» como algo tratável nos austeros laboratórios da ciência oficial: uma aragem impressionante vinda de quem não é espírita...

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Por afinidade, João Xavier de Almeida trata de algum modo esta área temática na sua crónica «Materialismo x espiritualismo», sempre culta e cheia de bom senso.

Frederico Honório escreve sobre Deus, o criador incriado, e inicia o seu artigo com uma grande verdade, que necessita a cada dia de ser mais praticada: «O |[Espiritismo recomenda o amor entre as criaturas, independentemente da crença religiosa». Há evidências que apesar da clareza, nunca é demasiado sublinhar.

Iniciámos também, desde a edição anterior, uma página dedicada a nuestros hermanos. Esta secção conta com dois autores: Salvador Martín, presidente do donselho Directivo da Federação Espírita Espanhola, e com Teresa Vábquez, que preside ao Conselho Directivo do Centro Espírita Amália Domingo Soler, da cidade de Barcelona. E vai encontrar|ainda mais do que isto nesta edição!

Allan Kardec naásceu há 200 anos: no dia 3 de Outubro há que lembrar isso. Em apenas dois séculos, a doutrina espírita progrediu de forma extraordinárial Só depende dos próprios espíritas o futuro desse movimento — |a característica dominante da divulgação terá de ser sempre o exemplo de fraternidade, para que o discurso não se esvazie. Bom, vamos ficar por aqui. Boa leitura!

Jorge Gomes jorge jeQclix.pt

que iria se afirmar com o tempo. Nada aconteceu!

Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida a rastejar com um corpo murcho e as asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.

O que o homem não compreendia, na sua gentileza e vontade de ajudar, era que o casulo apertado e o esforço necessário para a borboleta passar através da pequena abertura era o modo pelo

Um dia, uma pequena abertura apareceu no casulo de uma mariposa. Um homem deu por isso e sentou-sd a olhar o fenómeno durante horas, à medida que o insecto se esforçava para fazer com que o séu corpo passasse através daquele pequeno buraco. De répente, diria que o animal desistira de fazer qualquer

progresso. qual o fluido do corpo da Pareécia que a borboleta viria a irrigar as suas e s 2 borboleta tinha ido o asas, de modo que ela estaria

mais longe que podia, — quase pronta para voar uma vez e não conseguia mais — que estivesse livre do casulo. do que aquilo! Algumas vezes, o esforço é

= —Ohomtem decidiu ajudar o bicha: pegou numa tesoura é cortou o restante

justamente o que precisamos na nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas várias vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Não poderíamos ser tão fortes como seremos amanhã.

muito facilmente. Mas não demorou a reparar que o corpo estava murcho e era pequeno, e tinha as asas arhassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer mornento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo

Nota: o livro «E para o resto da vida...», de Wallace Leal V. Rodrigues, inclui história parecida. Fonte: http:/ /www.cvdee.org.br

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