Opinião (pág. 13)
Jornal de Espiritismo nº 60 · Maio 2013Página 134 min
Contudo, a Ciência não consegue explicar a complexidade da homossexualidade, pelo que o contributo do Espiritismo é importante. SETEMBRO.OUTUBRO 2013 Homossexualidade… e agora? A homossexualidade tem sido objecto de preconceito e desconhecimento por parte da sociedade e do movimento espírita. O médico Andrei Moreira explica as causas desta condição à luz da Ciência e do Espiritismo. A homosexualidade sob a óptica do espírito imortal é o mais recente livro de Andrei Moreira, médico, presidente da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais e professor universitário.
O autor foi ao Centro Espírita Amália Domingo Soler, em Barcelona, apresentar uma abordagem social, científica, histórica e espírita da homossexalidade. Recorrendo a várias disciplinas, o orador explicitou a base biológica da homossexualidade e a estereotipização de que esta é alvo, incluindo do próprio movimento espírita. A Ciência tem procurado as causas da homosexualidade em 4 campos. Nas áreas hormonais e anatómicas, existem evidências indiretas de que uma exposição precoce ao andrógenio pode aumentar a probabilidade de uma menina desenvolver uma orientação homossexual na vida adulta.
Sabe - -se ainda que as mulheres podem ter diversas orientações sexuais em momentos diferentes das suas vidas, o que enfatiza outros tipos de influências sobre a sexualidade feminina, nomeadamente as sociais. Há ainda as causas genéticas: por exemplo, estudos com gémeos mostram que quando um dos gémeos é homossexual, o outro também o será em 80% dos casos, mesmo que tenham sido criados em famílias e locais distintos.
Contudo, a Ciência não consegue explicar a complexidade da homossexualidade, pelo que o contributo do Espiritismo é importante. A homossexualidade tem várias causas: 1) Para Alan Kardec, na Revista Espírita (1866), é uma consequência natural do reflexo mental e emocional condicionado pela vivência no mesmo sexo durante muitas encarnações; 2) Emmanuel diz que é uma condição que facilita a execução da missão espírita; 3) pode ser uma situação probacional resultante do abuso das faculdades genésicas e de sentimentos alheios; 4) pode ser um reflexo mental condicionado devido a situações obsessivas e 5) uma condição derivada foto loucomotiv aceitara na Royal Society of London o encargo de desmistificar os fenómenos incríveis de que a médium era instrumento famoso, mas, perante a rigorosa metodologia laboratorial com que os observava, reconheceu a evidência dos factos (documentados meticulosamente e nunca desmentidos), sobre eles proferindo, ante os seus pares, a declaração que ficou célebre: já não digo que são possíveis, mas afirmo que são reais; por muito pouco isso não lhe valeu ser afastado da Royal Society, e não sei se esta, ainda hoje, terá noção da vergonha com que a mancharia decisão tão obscurantista.
Allan Kardec, eminente precursor desse paradigma, introduziu o conceito de fé raciocinada e desmantelou a suposta incompatibilidade entre fé e razão Desde então muitos outros cientistas de vários países e utilizando médiuns diferentes, chegaram às mesmas conclusões de Crookes, mas essas posições individuais não demoveram o preconceito oficial. No seu livro O Sentido da Vida, J. Herculano Pires, o metro que melhor mediu Kardec, pondera que os intelectuais ateus subconscientemente adoram a Deus quando buscam a Verdade, insatisfeitos com as verdades convencionais, instituídas.
Certamente alcançarão a meta, apenas adiada pela sobranceria científica de que tardam em despir-se. João Xavier de Almeida gresso de Coimbra, salvo erro o Dr. Franklin Santos, mencionou de leve a Dra. Danah Zohar; trata-se duma cientista americana graduada em filosofia e física quântica, paladina de novo paradigma para estudo de energias extrafísicas. Depois da inteligência racional (medida por QI) e da inteligência emocional (QE), a INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL (QS) manifestou-se através do “ponto de Deus” ou “ponto de luz” do cérebro humano, descoberto em 1995 na Universidade de Los Angeles pelos neuropsiquiatras Michael Persinger e Vilaianu Ramachandra.
Surpreendeu a comunidade científica e entusiasmou Danah Zohar: levou-a a investigar técnicas de meditação budista, que passou a divulgar pelo mundo em seminários e conferências sobre espiritualidade, como nova fonte de conhecimento. O trabalho de Danah Zohar parece consolidar o chamado paradigma EINSTEINIANO, derivado da conhecida afirmação de Albert Einstein ao seu biógrafo Huberto Rohden: “a descoberta científica não ocorre por processo lógico, racional, mas em súbita iluminação, espécie de êxtase; só depois a razão verifica experimentalmente”.
Allan Kardec, eminente precursor desse paradigma, introduziu o conceito de fé raciocinada e desmantelou a suposta incompatibilidade entre fé e razão (“Evangelho segundo o Espiritismo”, capítulos 1º e 19º), discorrendo acerca de comprovadas influências extrafísicas sobre a humanidade (O Livro dos Espíritos, 1857, quesito 459 e ss), desdenhadas olimpicamente pelas academias. No entanto, por exemplo Sir William Crookes já de 1870 a 1874 impressionava a comunidade científica de então, ao relatar sucessivamente, no Quarterly Journal of Science, as extraordinárias experiências com Florence Cook, sob rigoroso controlo.
