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Opinião Setembro.outubro

Jornal de Espiritismo nº 60 · Maio 2013Página 152 min

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OPINIÃO SETEMBRO.OUTUBRO 2013 à sua residência. A delegação de judeus rejubilou, mas ainda antes de adentrarem nas cercanias de Cafarnaum, novo grupo de locais chega ao Cristo com uma mensagem de evidente humildaO episódio ocorreu no início da vida pública do Cristo, após a transformação de água em vinho ocorrida em Canã. Jesus, já acompanhado por alguns dos seus apóstolos, percorria a estrada que descia para Cafarnaum quando, ainda algo distante de entrar na povoação, se depara perante uma intercessão duplamente invulgar: - um romano pedir por um judeu; um senhor pelo seu servo.

O momento foi narrado por Mateus (VIII:5- 13), Lucas (VII:1-10) e João (IV:43-54). Contudo percebemos que nenhuma das versões é semelhante. Em Mateus foi o centurião quem tomou a iniciativa de se dirigir pessoalmente ao Mestre, para interceder por um servo doente. Em Lucas foi uma delegação de judeus que, a pedido do centurião romano que servia naquela província, apelou a Jesus pelo servo deste. Já no texto de João, voltamos à versão do centurião como o intercessor porém, não por um servo, mas por um filho.

Qual das versões seguir? Cumpre ao investigador perscrutar Amélia Rodrigues (espírito), que revela factos e pormenores que nos ajudam a desenvolver o assunto em Luz do Mundo:14. A sua escolha é inequívoca: opta pela versão de Lucas. Foi uma pequena representação dos anciães da vila quem, num final de tarde da primavera de 28, fez uma primeira interpelação ao Cristo. No seu pedido detalham especificamente que, sem o socorro do Rabi, o servo sucumbiria.

De modo a sensibilizar Jesus para a justiça do pedido do romano, a delegação informa-O de que aquele militar era respeitador das tradições do povo ocupado, homem religioso e bondoso. Jesus já tinha ouvido falar de Paulus, o romano justo, pelo que concordou em dirigir-se Ao longo dos textos evangélicos existem momentos ícones para a conduta cristã. No que respeita à fé, é o próprio Cristo que destaca o episódio do centurião romano que intercede pelo seu servo.

Mas será que a profundidade do gesto foi compreendida na plenitude? Os apóstolos entreolharam-se surpreendidos, sem alcançarem a profundidade do pedido. de: o centurião pedia a Jesus para não entrar em seu lar, pois considerava-se indigno de O receber. Solicitou que emissários seus efectuassem a cura. Os apóstolos entreolharam-se surpreendidos, sem alcançarem a profundidade do pedido. Na verdade, somente o próprio Jesus o compreendeu.

É que numa época em que os judeus constantemente solicitavam evidências e demonstrações materiais que servissem de prova à mensagem do Enviado, aquele romano solicitava ao Cristo que, por não ser digno de O receber, enviasse os seus representantes espirituais. Sem gestos espalhafatosos, sem fenómenos luminosos, sem sequer a Sua presença. Por esta razão Jesus evidencia nunca ter visto, em toda a Jerusalém, tamanha fé.

E complementa: - Meus seguidores já seguiram à frente: foram atender minha vontade! – Mas claro, ninguém se tinha ausentado fisicamente do grupo. Ao alcançarem o domicílio onde se encontrava o servo moribundo, percecionaram pelo ambiente jubiloso, que a saúde lhe havia sido restabelecida. Quanto a Paulus, apenas repetia: - Eu sabia que bastaria que Ele o ordenasse…”. Só mais tarde, nessa noite, Jesus explicou a Simão o que tinha ocorrido; e porventura, só hoje é que nós estamos aptos a percebê-lo.