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Vídeo / Literatura

Jornal de Espiritismo nº 60 · Maio 2013Página 173 min

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VÍDEO / LITERATURA Filmes Espíritas e com Temáticas Espiritualistas. Livro da autoria do Raymond Moody (n. 30 de Junho de 1944), com a colaboração do Paul Perry (n. 1972), que nos descreve novas experiências de quase-morte, fenómeno que investiga há mais de 40 anos. O Dr. Raymond Moody enfrentando os tremendos preconceitos da classe científica, em 1975, publica a Vida Depois da Vida que se tornaria no grande clássico da investigação científica do fenómeno de experiências de quase-morte, que atinge hoje mais de 13 milhões de exemplares vendidos em todo o Planeta.

Durante essas décadas o Dr. Moody tem percorrido os vários continentes e contactado dezenas de milhares de pessoas que lhe contam as experiências que viveram e que guardavam só para si com receio do ridículo e mesmo o de porem em risco o seu emprego e carreira. Nestes relatos descobriu um fenómeno inusitado em pessoas que haviam passado por essa experiência no momento da morte dum ente querido. Ou seja, segundo suas palavras: «Em palestras e conferências, muitas vezes as pessoas aproximavam-se para me perguntarem se eu já tinha ouvido falar em experiências de quase-morte vividas por pessoas que não estavam a morrer mas que se encontravam próximas de moribundos».

O Dr. Moody perante esses relatos, a título experimental começou a incluir nas suas conferências pelo mundo, a seguinte descrição sucinta das experiências que designou de morte partilhada: «De uma maneira geral, poderia dizer-se que as experiências de morte partilhada são idênticas às experiências de quase-morte, embora aconteçam a pessoas que não estão doentes. Regra geral, acontecem à pessoa ou às pessoas que se encontram junto do moribundo, nos instantes que precedem ou nos que se seguem imediatamente à morte, e podem acontecer a uma ou a mais pessoas.

Quando acontecem a um grupo de pessoas, as experiências espirituais posteriormente descritas são marcadamente semelhantes.» Em cada conferência após perguntar se alguém na audiência já tinha vivido este tipo de experiência, para sua estupefacção verificava que cinco a dez por cento das pessoas levantavam o braço. Tal realidade actual, só foi possível, conforme nos esclarece o emérito cientista, quando nos anos 70, a investigadora suíça Elisabeth Kübler-Ross (1926-2004) levou a uma mudança de mentalidade perante os moribundos.

Os seus trabalhos, que destruíram mitos e preconceitos, conduziram as pessoas a serem estimuladas a permanecer junto dos entes queridos até ao derradeiro momento, tanto junto às camas nos hospitais como nos lares. Antigamente o moribundo era como que abandonado, morria só. A sua obra A morte e o processo de morrer (1969) foi determinante para que os especialistas médicos em tanatologia, alargassem os seus horizontes de entendimento a respeito do passamento.

Noutros casos é visto de forma objectiva uma névoa que emana do corpo de quem morre, pelo observador que se encontra ao lado do moribundo (médico, enfermeiro, familiar). Certas pessoas descrevem como se fosse um fumo branco, que por vezes assume a forma humana. Seja como for, essa névoa eleva-se e, regra geral, desaparece rapidamente. Já no final do século XIX e início do século XX os investigadores Edmund Gurney (1847-1888), Frederic Myers (1843-1901) e Frank Podmore (1856-1910), membros da SPR (Society for Psychical Research), fundada em 1882, fazem referências a este fenómeno, ainda não baptizado como morte partilhada.

Lembramos que o fundador da Psicologia Analítica, o psiquiatra Carl Gustav Jung (1875-1961) para além de uma experiência de quase-morte vivida em 1944 quando teve um ataque cardíaco, também viveu uma experiência de morte partilhada aquando do falecimento dum primo da sua mulher. Estas experiências vividas pelo célebre suíço foram determinantes para as suas teorias. Carlos Ferreira Instantes da eternidade SETEMBRO.