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Jornal de Espiritismo nº 61 · Novembro 2013Página 12 min
61 ANOXI JDE JORNALDEESPIRITISMONOVEMBRO . DEZEMBRO . 2 0 1 3 JORNAL BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL DIRETOR . ULISSESLOPES | PRE Ç O € 0 . 5 0 Anabela Cardoso, a 1ª mulher diplomata portuguesa no estrangeiro, demonstra ao mundo através de meios electrónicos (TCI), que a vida continua após a morte do corpo físico. 15 OPINIÃO AS DIFERENTES FACES DA CULPA 12 CRÓNICA SÓ SE VIVE UMA VEZ “A vida são dois dias”, costuma- se dizer.
“E o Carnaval são três”, costuma-se acrescentar. São expressões comuns que reflectem um modo de estar despreocupado e sob muitos aspectos sadio. Jesus de Nazaré enunciou mais ou menos essa mesma filosofia de um modo diferente. 8 OPINIÃO OS MORTOS FALAM-NOS A manifestação espontânea de espíritos continua a efetuar-se por todo o planeta. Desta vez, do outro lado do atlântico, o médium José Araújo recebeu mensagens dirigidas a alguém em Portugal e pôde ser acompanhado em direto através da Internet.
7 CONSULTÓRIO CONSULTÓRIO À medida que nos vamos abrindo para a vida espiritual, com o desejo sincero de sermos úteis, o Universo vai criando as oportunidades para darmos o nosso testemunho. Gláucia Lima traz-nos dois relatos desse tipo. Quem é que nunca sentiu um desconforto íntimo de desilusão por ter errado, fracassado ou magoado alguém? A culpa, mais do que nos castigar pode servir de alavanca ao progresso. 10 OPINIÃO foto loucomotiv Transcomunicação Instrumental foto loucomotiv Há quem pense que com todos os problemas que se desdobram na Terra e no plano espiritual, a boa disposição é quase ofensiva.
Cultiva-se a depressão, o desalento. Será que quem assim é crente presume que no vasto tempo que se estende adiante de todos isto vai ser sempre assim? A lei do progresso deixou de funcionar? Não seremos por fim capazes de ir transformando pela lei de causa e efeito os equívocos em que imergimos para alcançarmos horizontes evolutivos mais luminosos? O que levou a estes pensamentos foi a risota de um menino ao jantar.
Qualquer vocalização e expressão menos comum parecia desenvolver nele uma gargalhada que para o observador exterior parecia ser forçada. A mãeeo irmão censuraram. Se ele faz isto na escola vai ser alvo de chacota dos pares. Outro familiar olhou e calou, embora ciente disso. A censura teve resposta. Para o menino toda a oportunidade de uma risota deve… não, tem mesmo de ser aproveitada, nem que para isso ria com aquele empurrão anímico que se lhe Um viajante ia caminhando em solo distante, às margens de um grande lago de águas cristalinas.
O seu destino era a outra margem. Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem coberto de idade, um barqueiro, quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. Logo os seus olhos perceberam o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, o viajante pode observar que se tratavam de duas palavras, num deles estava entalhada a palavra ACREDITAR e no outro AGIR.
Não podendo conter a curiosidade, o viajante perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.
