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Capa da edição nº 61 do Jornal de Espiritismo

61Jornal de Espiritismo nº 61

Novembro 2013 · 17 secções · ≈ 57 min de leitura

A edição 61 do Jornal de Espiritismo explora a continuidade da vida pós-morte, a culpa como motor de progresso, e a importância de acreditar e agir. Destaca eventos espíritas como o XXX ENJE, o Congresso Português de Mediunidade e o VI Festival de Música e Arte Espírita, reforçando a união e o desenvolvimento do movimento espírita em Portugal.

Espiritismo
Mediunidade
Caridade
Progresso
Autoconfiança

Capa

Página 12 min

61 ANOXI JDE JORNALDEESPIRITISMONOVEMBRO . DEZEMBRO . 2 0 1 3 JORNAL BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL DIRETOR . ULISSESLOPES | PRE Ç O € 0 . 5 0 Anabela Cardoso, a 1ª mulher diplomata portuguesa no estrangeiro, demonstra ao mundo através de meios electrónicos (TCI), que a vida continua após a morte do corpo físico. 15 OPINIÃO AS DIFERENTES FACES DA CULPA 12 CRÓNICA SÓ SE VIVE UMA VEZ “A vida são dois dias”, costuma- se dizer.

“E o Carnaval são três”, costuma-se acrescentar. São expressões comuns que reflectem um modo de estar despreocupado e sob muitos aspectos sadio. Jesus de Nazaré enunciou mais ou menos essa mesma filosofia de um modo diferente. 8 OPINIÃO OS MORTOS FALAM-NOS A manifestação espontânea de espíritos continua a efetuar-se por todo o planeta. Desta vez, do outro lado do atlântico, o médium José Araújo recebeu mensagens dirigidas a alguém em Portugal e pôde ser acompanhado em direto através da Internet.

7 CONSULTÓRIO CONSULTÓRIO À medida que nos vamos abrindo para a vida espiritual, com o desejo sincero de sermos úteis, o Universo vai criando as oportunidades para darmos o nosso testemunho. Gláucia Lima traz-nos dois relatos desse tipo. Quem é que nunca sentiu um desconforto íntimo de desilusão por ter errado, fracassado ou magoado alguém? A culpa, mais do que nos castigar pode servir de alavanca ao progresso. 10 OPINIÃO foto loucomotiv Transcomunicação Instrumental foto loucomotiv Há quem pense que com todos os problemas que se desdobram na Terra e no plano espiritual, a boa disposição é quase ofensiva.

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Editorial

Página 21 min

O que não vale uma boa risota NOVEMBRO.DEZEMBRO 2013 chamado ACREDITAR e, remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo AGIR e, remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante. Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, remou com eles simultaneamente e, o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando ao seu destino, à outra margem.

Então o barqueiro disse ao viajante: - Esse porto chama-se autoconfiança. Simultaneamente, é preciso ACREDITAR e também AGIR para que possamos alcançá-lo! Autor Desconhecido – Fonte: Internet Google. Acreditar e agir Todas as provações, dificuldades, imperfeições tornam-se mais leves e resolúveis com um sorriso interior. foto loucomotiv observa de quando em quando. Todas as provações, dificuldades, imperfeições tornam-se mais leves e resolúveis com um sorriso interior.

Sair das furnas da tristeza contumaz, do desalento, de desesperança abre sintonias que incentivam mais e melhor inspiração dos amigos da Espiritualidade que muitas vezes nos aconselham. É certo que com frequência os ouvimos como sendo pensamentos nossos, o que dá força às vantagens do livre-arbítrio. A evolução pessoal faz-se não pelo esforço de outrem mas sim pelas opções do próprio. Se assim não fosse seriamos máquinas alienadas de vontade pessoal.

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Fep Xxx Enje

Página 42 min

Foi nos passados dias 20, 21 e 22 de Setembro que a paisagem idílica do Gerês acolheu o XXX Encontro Nacional de Jovens Espíritas (ENJE) sob o tema “Homem, Natureza e Espiritismo”. Aproveitando toda a envolvente bucólica, que nos convida à introspecção, a Comissão Organizadora desafiou todos os jovens para uma caminhada. O objetivo final era refletir sobre a resposta à questão 919 do Livro dos Espíritos “Conhece-te a ti mesmo”.

Os trilhos que este lugar nos oferece, assim como os cenários que convidam à harmonia, à tranquilidade e à paz, serviram como pano de fundo para uma viagem interior. NOVEMBRO.DEZEMBRO 2013 CONGRESSO ESPÍRITA PORTUGUÊS 2013 MEDIUNIDADE UMAVISÃO DEFUTURO O Congresso Espírita Português’2013 terá lugar em Leiria, nas instalações da Associação Espírita de Leiria, nos dias 16 e 17 de novembro , subordinado ao tema Mediunidade, uma visão de futuro.

Destacamos o facto da sala ter uma capacidade limitada, pelo que os interessados deverão fazer a sua inscrição atempadamente. Contactos: www.feportuguesa.pt As inscrições devem ser feitas através deste mail: congressoespiritaportugues.2013@gmail.com em caso de dúvida, sinta-se à vontade para nos contactar! Várias foram as atividades desenvolvidas durante o percurso traçado, pelo que todas elas, desde a leitura de pequenos textos, ao debate de pensamentos e sentimentos, iam incitando a uma meditação cada vez mais profunda de si mesmos.

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Breves Carlos Campetti em Portugal

Página 56 min

Carlos Campetti, jornalista, espírita, médium, membro da Federação espírita Brasileira, esteve em Portugal a convite da Federação Espírita Portuguesa, onde desenvolveu várias actividades em Lisboa, Amadora, Santarém, Setúbal e Leiria, abordando quer em palestras quer em seminários, aspectos doutrinários ligados à divulgação do Espiritismo. ESPIRITISMO NA FEIRA DO LIVRO – QUARTEIRA A Feira do Livro e do Artesanato, de Quarteira, que se realiza anualmente, e que este ano foi de 9 a 19 de Agosto, altura em que milhares de pessoas enchem esta estância balnear algarvia, decorreu no calçadão de Quarteira, na marginal e contou com a presença de um stand da Federação Espírita Portuguesa, muito bem concebido e que foi uma das atenções dos muitos veraneantes e locais.

Esteves Teiga (Quarteira) FÓRUM ESPÍRITA EM LEIRIA A Associação Espírita de Leiria, com sede na Rua das Cervas, nº 135 - Barosa - 2400-013 Leiria, realizou o XX FÓRUM ESPÍRITA NACIONAL que teve lugar nos dias 13, 14, e 15 de Setembro de 2013, sob a temática: CIÊNCIA E ESPIRITUALIDADE NA EVOLUÇÃO HUMANA. VALE DE CAMBRA MÚSICA E ARTE ESPÍRITA O VI Festival de Música e Arte Espírita decorreu em torno da música e nasceu porque desde há muito que percebemos a importância da música (e da Arte em geral) na educação do Espírito.

Podíamos fundamentar este pensamento em Allan Kardec, sobretudo nas “Obras Póstumas”, ou em “O Espiritismo na Arte”, de Léon Denis, mas, ficamo-nos pelas palavras do Espírito Vianna de Carvalho que, pela mediunidade de Divaldo Franco, no livro “Actualidade do Pensamento Espírita”, diz a dado passo, em resposta à pergunta «Porque se explora tão pouco o recurso da música no movimento espírita? Haveria algum preconceito?

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Reportagem

Página 65 min

Com um programa intenso (como há 10 anos atrás) nunca tal se vira: em todos os lugares onde tem ido e, apesar da crise económica e do desemprego, os locais têm estado superlotados, e se mais lugares houvesse, mais gente haveria. O auditório da Federação Espírita Portuguesa esteve cheio na sua recepção, em Leiria estiveram cerca de 600 pessoas, S. João de Ver, Vila da Feira mais de 400 pessoas, Viseu cerca de 800 pessoas, Coimbra mais de 200 www.

adeportugal.org curso básico de espiritismo on-line em Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal PORTUGUESES COM FOME (de Espiritismo) Divaldo Pereira Franco, 86 anos de idade, mais uma vez em Portugal, qual Paulo de Tarso, divulgando o Espiritismo pelo mundo inteiro. NOVEMBRO.DEZEMBRO 2013 pessoas, Ílhavo por volta das 400 pessoas, outro tanto em Santarém e, ainda falta metade do périplo, na altura em que escrevemos esta peça.

Este autodidacta, o maior conferencista e médium espírita do mundo, com mais de 200 livros editados, dos quais 104 títulos traduzidos para 16 idiomas, mais de 7 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, mais de 12 mil palestras e um número interminável de entrevistas em rádios e televisões por todo o mundo, Doutor “Honoris Causa” por várias Universidades, entre elas a Sorbonne, em França, estatuto de embaixador mundial para a paz por distinta organização Suíça, palestrou por 3 vezes na ONU, como convidado, não cobra pelos seus eventos, apenas pede que lhe paguem as passagens aéreas, revertendo o dinheiro dos livros para a monumental obra de apoio a mais de 40 mil crianças que já passaram por ela: a “Mansão do Caminho”, em Salvador, na Bahia, Brasil, que já mereceu a mais alta condecoração nacional, pelas mãos do presidente brasileiro, Fernando Henrique Cardoso.

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Consultório

Página 72 min

Casos foto loucomotiv “CASO LURDES” Ouço vozes, sinto presenças no meu quarto, sou psicótica?! Essa questão, meio em tom interrogativo, meio em tom exclamativo, mas, quase numa tentativa de se convencer a si própria, foi-me colocada pela Lurdes, a discorrer acerca dos seus sintomas. Tratava-se de uma senhora de meia-idade, casada, que desde muito jovem dizia “ver os espíritos”. Segundo a mesma, já tinha percorrido muitos consultórios psiquiátricos e, tinha sempre ouvido o mesmo: “é uma psicose”.

Dizia que, mesmo sob efeito da medicação, continuava a ouvir as “vozes”, ver os “espíritos” e sentir a sensação de “presenças”, em especial no seu quarto. Segundo a Lurdes, as sensações eram tão intensas, que sentia como se estivessem a tocá-la e, por vezes, tinha a sensação que se sentavam na sua cama. Muito perturbada com o que sentia, recomendaram-lhe procurar ajuda num Centro Espírita. Relatou que o irmão tinha o mesmo tipo de sensações que ela e, procurou auxílio, melhorando dos sintomas, mas, ela não aceitou, referindo não ter afinidade pelas práticas espíritas, refutando esta possibilidade.

Cada vez pior dos sintomas, com mais ansiedade e mais desorganizada, procurou um psiquiatra particular que lhe prescreveu medicamentos antipsicóticos. A doente chegou à minha consulta muito sedada e referia: ”Estou mais calma,mas, continuo a sentir as mesmas sensações”. “Fico tonta quando tomo os remédios’. A doente estava a fazer uma dose excessiva de medicação para o seu problema. Quando lhe expliquei isso, a doente disse: “sou psicótica, ouço vozes, sinto presenças, sinto os espíritos a sentarem-se na minha cama, a dizerem- -me coisas, a chamarem-me nomes!

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Fenomenologia

Página 84 min

foto arquivo Os mortos falam-nos Domingo, 28 de Abril de 2013, Óbidos, Portugal. O telefone tocou, número desconhecido. Lá atendi, sem grande vontade. Uma voz ansiosa perguntava: “É o Sr. Lucas?” A resposta tradicional, em jeito de brincadeira: “Não, o Sr. está no céu, é o Lucas”. A pessoa ansiosa, do outro lado da linha, era meu amigo do “facebook”, praticamente não nos conhecíamos pois só falámos uma vez num evento espírita.

Perguntou-me qual o meu nome completo, pois estava a assistir em directo às psicografias do médium brasileiro José Fernando Araújo, em Blumenau, Santa Catarina, Brasil (não fazia a mínima ideia de quem fosse o médium, ou este centro espírita, ou até a localidade), que são transmitidas em directo via internet em www.ceil.com.br, e que numa mensagem teriam falado em mim (http://www.youtube.com/ watch?feature=player_ embedded&v=9ieySfy0Z6U).

Eu não disse o meu nome, e perguntei - -lhe o que tinham referido. Ele informou-me que o nome referido era José Carlos Miranda Lucas (embora todas as pessoas me tratem apenas por Lucas, ou, aqueles que são mais cerimoniosos, por José Lucas). Confirmei o nome e fui à Internet ver a transmissão ao vivo, embora confesse que não é o tipo de actividade que me dá grande entusiasmo, a mediunidade pública (sem lhe retirar o valor, é claro).

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Fenomenologia (pág. 9)

Página 93 min

foto loucomotiv NOVEMBRO.DEZEMBRO 2013 sido efectuado um pequeno filme sobre a sua pessoa. Seria possível encontrar essas informações na internet com muita pesquisa, mas não é crível que assim seja, tendo em conta que não conheço ninguém do centro do médium que recebeu a mensagem, nem o próprio médium. Quando o espírito refere “Mas em especial quero enviar para um correspondente especial José Carlos Miranda Lucas (José Lucas) (Portugal)” , de facto o Engº Hernani escrevia-me muitas vezes, pacientemente, em longas cartas, quer manuscritas, quer dactilografadas e, essa correspondência durou muitos anos.

De realçar que nas cartas, ele usava o meu nome completo e quando falávamos, ele tratava-me por José Lucas ou por Lucas. Quando o espírito escreve “Tentei fazer contacto consigo na rádio (estavas gravando) e aí os aparelhos não funcionam”, isto é rigorosamente verdade. Há uns tempos atrás, no estudo do Evangelho no lar, que efectuo sozinho, lembrei-me de colocar um gravador digital a gravar por 2 ou 3 vezes, para que o gravador captasse alguma coisa e, pedi aos espíritos se poderiam deixar alguma mensagem.

Nunca contei isto a ninguém, de modo que ou o médium correu o risco de adivinhar algo que recebido a mensagem de Abril, pensei (sem ter falado com ninguém sobre as minhas questões mentais) porque seria que o Engº Hernani me dava tanta importância, que ligações teríamos. É muito interessante que a resposta à questão mental veio, nítida e directa. Como o médium poderia saber isto? Também após a 1ª comunicação em Abril, pensei (sem ter falado a ninguém sobre a minha ideia) criar um grupo de transcomunicação instrumental (TCI), a fim de tentarmos comunicação com o Engº Hernani ou outros espíritos.

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Entrevista

Página 102 min

Anabela Cardoso: há outro mundo… JDEEm que tipo de pesquisas participou nessa busca pelas provas da imortalidade? ACParticipei em diversas pesquisas, algumas delas em condições do mais rigoroso controle. Mesmo assim as vozes electrónicas anómalas apareceram gravadas nos diversos meios técnicos utilizados. O mais completo documento sobre essas experiências, que relatam e documentam um dos mais extensos e criteriosos projectos de investigação desde sempre levados a cabo nesta área, foi publicado pelo “Neuroquantology Journal” em Setembro 2012 (anexo).

JDEA que conclusões chegou, até aos dias de hoje? ACCheguei à conclusão de que tudo indica ser a consciência imortal. Não apenas a consciência humana, como é óbvio, mas toda a/s consciência/s. JDETem publicado trabalhos científicos onde tem tido a coragem de citar Allan Kardec, na bibliografia. Não sente receio de ser posta de lado por parte do preconceito científico ainda vigente? ACA única ‘luz’ que me orienta é a busca da verdade.

O resto é-me realmente indiferente. Faço o meu trabalho de investigação o mais livre de preconceitos, o mais seria e honestamente de que sou capaz. Então, a partir daí, o que possam dizer os cientistas ortodoxos é-me indiferente. JDEQual o papel do Dr. David Fontana na sua pesquisa? ACO Dr. David Fontana acompanhou o meu trabalho durante vários anos. Ele começou a interessar-se mais profundamente pela matéria quando eu já tinha iniciado a minha experimentação em TCI há uns anos.

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Entrevista a Diplomata Irreverente

Página 115 min

A Drª Anabela Cardoso nasceu no Crato, Alentejo, Portugal, é licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, doutorada em Serviço Público (Honoris Causa) pela Universidade Roger Williams, Bristol, R. I., USA. Seguiu a carreira diplomática ao serviço de Portugal desde 1976, tendo sido a 1ª mulher portuguesa a exercer um cargo diplomático no estrangeiro e a primeira Cônsul feminina de Portugal.

Assim, foi Cônsul de Portugal em Providence, Rhode Island nos USA, Conselheira de Embaixada em Nova Deli na Índia e Encarregada de Negócios em Tóquio no Japão; Directora do Departamento para as Relações Asiáticas do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa, Portugal; Cônsul-Geral na Galiza, Espanha e em Lyon, França. Uma das particularidades desta notável mulher, notável cientista e ser humano de uma afabilidade, doçura, simpatia, generosidade incomparáveis, é o seu amor pela Natureza e por todos os seres vivos sem excepção.

Amante da ecologia e protectora dos animais, fundou a Associação para a Protecção da Fauna e da Flora (ABRIGO), na sua Quinta do Sol, em Vale do Paraíso, Azambuja, em Portugal, instituição que mantém com dificuldade, e durante muito tempo exclusivamente às suas custas, na qual se recolhem animais abandonados. A ABRIGO está classificada pela World Society for the Protection of Animals (WSPA) como uma das melhores, na sua área, na Europa.

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Crónica

Página 123 min

“A vida são dois dias” , costuma-se dizer. “E o Carnaval são três” , costuma-se acrescentar. São expressões comuns que reflectem um modo de estar despreocupado e sob muitos aspectos sadio. Apelam a um certo desprendimento das preocupações e cuidados excessivos. Com os bens materiais, com a reputação, com a obsessiva preservação da saúde, com os melindres, e com tantas outras ninharias que nos ocupam em demasia, sobretudo se considerarmos que estamos aqui de passsagem.

E a finalidade dessa passagem. Jesus de Nazaré enunciou mais ou menos a mesma filosofia do seguinte modo: Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. (Mateus 6.34) Todos conhecemos a alusão que o Mestre fez aos lírios do campo e às aves dos céus, Só se vive uma vez a quem Deus provê as necessidades, para nos demonstrar que é bem mais importante que busquemos antes o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas se nos acrescentarão.

É, pois uma questão de prioridades. Contudo, quem tem da vida uma noção dúplice, de Espírito e matéria, sabe atender a ambos com equilíbrio. E são justamente as prioridades que a filosofia materialista inverteu. Se “a vida são dois dias e o Carnaval são três” nos encoraja a não valorizar ofensas, a não nos apoquentarmos commiudezas, a concedermos a nós mesmos uma recompensa ou um mimo, sem complexos de culpa, já o “só se vive uma vez” encerra um certo convite ao excesso e à desresponsabilização.

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Opinião

Página 133 min

O neurocientista Francisco Varela comparou a nossa identidade a um tornado. “Nós e os tornados descobrimos uma peculiar maneira de ser na natureza que consiste numa combinação de ser e não- ser”, disse. É entre o ser eonão ser que se originam todos os tornados em nós. Sempre que escolhemos não ser, somos como um tornado. Por isso, psicologicamente falando, a vontade de se suicidar pode ser considerada normal.

Porém, torna-se um distúrbio se for causada por um motivo que não pertence ao nosso presente. Por exemplo, “eu quero suicidar-me porque não fui seleccionado para um emprego”. No fundo, a vontade de suicídio já existia e o emprego foi o pretexto. O suicídio parece ser solução quando existe: 1) uma mente tagarela: identificação excessiva com os nossos pensamentos; 2) culpa e mágoa: identificação excessiva com as nossas acções (realizadas no presente ou em vidas passadas) e seus resultados.

Devemos lembrar que os nossos pensamentos somos nós, mas nós não somos os nossos pensamentos. Que as acções são nossas, mas nós não somos só as nossas acções. “O pensamento e a vontade são para os espíritos o que a mão é para o Homem” (Kardec, in Revista Espírita, 1868). O pensamento manifesta-se na aura humana como os relâmpagos numa tempestade; basta que o espírito pense fixamente em algo para que a criação mental se forme no seu campo magnético.

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Opinião (pág. 14)

Página 143 min

Aproxima-se a quadra ímpar do Natal, que ainda hoje faz ecoar na Terra as dulçorosas vibrações de há dois mil anos, quando nasceu o divino Amigo. O decálogo recebido por Moisés para o Povo Hebreu, na verdade destinava-se a toda a humanidade coeva e vindoura, dado o carácter universal do seu conteúdo sempre actual e subjacente ao Direito das nações. Encerrava a profundeza e transcendência de “lei de Deus”, mas a Humanidade só entendia a superficialidade acessível à sua consciência de então: a imperatividade moral e civil dos mandamentos, escorada por sanções em rude forma de talião: vida por vida, olho por olho, dente por dente.

Fluiu o tempo; ao influxo providencial da Inteligência Suprema, cumpria-se a maturação evolutiva do Homem (e do Universo), e surge na Terra o ponto qualitativo de oportunidade sociocultural para o grandioso testemunho de Graça e Verdade prestado por Jesus. Moralidade impecável ressumou sempre da sua vida e ministério. Mas o Bom Pastor não agia como guardião da moral convencional do seu Povo, com ares de moralista: até admoestava a moral exibicionista da classe sacerdotal e afrontou com vigor a lei mosaica, naquilo em que ela exprimia não carácter cósmico, imutável, divino, mas humano e conjuntural.

Sem confundir o Povo, o sábio Rabi teve o cuidado de explicar que não derrogava a Lei mas a cumpria; que apenas revelava o sentido lato e subtil do seu teor e aplicação, ainda não entendidos; e que da mesma Lei não passaria um ápice nem um til sem que tudo se cumprisse (Mat 5.18) O manso Rabi, numa das primeiras inrelatividade do sensorial, imediato, foi o testemunho grandioso que o almejado Messias veio prestar. Sintonizado psiquicamente com a frequência energética da Verdade, Jesus, querendo, era livre, imune a qualquer limitação de leis conhecidas da matéria.

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Opinião (pág. 15)

Página 152 min

Infelizmente, nem sempre aquilo que eu faço vai ao encontro daquilo que eu gostaria de ter feito ou do que é certo fazer. Mas porque isto da Vida foi idealizado por quem sabe das coisas, quando tal acontece, uma consciência saudável fermenta os sentimentos de culpa apropriados para colocar em evidência o real tamanho dos meus equívocos. Quem é que nunca sentiu um desconforto íntimo de desilusão por ter errado, fracassado ou magoado alguém?

É um sufoco que nos aperta a alma, uma dor surda que faz minguar o coração, por nos reconhecermos capazes de muito mais do que os nossos comportamentos deixaram transparecer. Para aqueles que a não reconhecem, eis a desagradável sensação de culpa! Mas a culpa não é tão má como a pintam. Na verdade, a culpa “saudável” desperta-nos o discernimento, inibe muitos dos impulsos inaceitáveis e é ainda ela que, quando transgredimos, promove condutas sociais mais construtivas através do arrependimento, orientando a vontade de mudar e corrigir.

Ela revela uma capacidade superior para avaliar o próprio comportamento sem «desculpismos», assumindo a responsabilidade dos prejuízos das escolhas tomadas. Bem dirigida, é um cinzel delicado que apura o crescimento íntimo e nos orienta no caminho certo. Os principais problemas relacionados com a culpa revelam-se sobretudo quando não se sabe doseá-la e se cai no equívoco do excesso. Cristalizados na contemplação do passado e abalados pela constatação de que não somos tão bons como gostaríamos, floresce a vergonha e a repulsa sobre quem somos, intensificando a sensação de desespero, impotência e inutilidade.

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Tudo cessou quando sentiu uma brisa libertadora trazida por um olhar d

Página 163 min

Tudo cessou quando sentiu uma brisa libertadora trazida por um olhar de bondade e harmonia. Jesus havia-o libertado. A mediunidade com ausência de disciplina é sempre promotora de desequilíbrio individual e desajuste social. Porém, não obstante a evidente necessidade de esclarecimento, nem todos o procuram, talvez porque ao fazê-lo frequentemente se tornam vítimas do preconceito colectivo. A libertação do obsidiado geraseno é um dos mais interessantes pela forma inequívoca como reporta: o fenómeno da subjugação, o diálogo entre encarnado e desencarnados, o magnetismo que proporciona a cura e, finalmente, a reflexão sobre o dilema da reforma íntima.

Analisemos alguns aspectos. Cumpre esclarecer que, consoante a versão, poderemos encontrar referências a gadarenos ou gerasenos. Note-se que Gerasa e Gadara são dois locais diferentes. Contradição? Não. Na tradução de Haroldo Dias, em qualquer dos evangelhos a localidade nunca é dada com rigor. Fala-se sempre na “região dos ...”, dando a entender referir-se ao local de residência e não de naturalidade. Também Amélia Rodrigues refere inicialmente ambos, mas depois precisa o local em Gadara (Dias Venturosos: 5), a norte de Gerasa, a aproximadamente 2 km do mar.

A tradição local assinala a localidade de Cursi como do episódio. Em Cursi a principal ocupação seria a criação de suínos, daí ser comum encontrarem-se extensas varas pelos campos. Entre os residentes, deambulava um homem profundamente obsidiado, que em função dos inúmeros espíritos que o subjugavam dava pelo nome de Legião. E tudo começara com a entrega a “jogos de prazer nos antros de perdição” (Primícias do Reino: 12).

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Entrevista a dirigentes O meu nome é Luana Castro e Miranda, sou luso-

Página 185 min

WWW Entrevista a dirigentes O meu nome é Luana Castro e Miranda, sou luso-brasileira, tenho 27 anos, trabalho na área do Marketing num canal de televisão e vivo em São Domingos de Rana (Cascais). foto direitos reservados Como conheceu o Espiritismo? Sempre tive contacto com o espiritismo através do meu avô paterno, Murillo Miranda, que era espírita e conversava muito connosco sobre a doutrina, fosse a dar conselhos, exemplos ou de manhã a fazer leituras ao pequeno almoço.

Já por volta dos meus 15 anos é que fui pela primeira vez a um centro espírita, a acompanhar o meu namorado na época. Sempre gostei muito, mas não frequentava com assiduidade. Só por volta dos meus 23 anos é que comecei e frequentar assiduamente com os meus pais e agora sou trabalhadora. Frequenta algum centro espírita? Qual? Sim, a Ponte de LuzAssociação Sociocultural Espírita de Cascais, na Rebelva (CarcavelosCascais).

É um centro recente, tem menos de 2 anos, mas que está a crescer muito e rapidamente. Além de frequentar, sou trabalhadora lá. Temos evangelho, palestras, cursos, Espaço Criança e muitos planos para o futuro! Qual a sua opinião acerca do Jornal de Espiritismo? É um ótimo meio de obter mais conhecimento e informações sempre actualizadas acerca do movimento espírita em Portugal, mas principalmente um importante meio de divulgação da doutrina espírita àqueles que ainda não a conhecem ou conhecem pouco.

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Referindo-se a Divaldo Franco, Chico Xavier chamou-lhe «O tractor de D

Página 195 min

Referindo-se a Divaldo Franco, Chico Xavier chamou-lhe «O tractor de Deus», pelo excelente trabalho que tem desenvolvido, lavrando as terras dos corações que o ouvem? Foi nas Jornadas de Cultura Espírita em 24 de Maio de 2008 que a ADEP apresentou oficialmente a nova plataforma de e-learning (ensino a distância pela Internet), disponibilizando o estudo do Curso Básico de Espiritismo que, tendo arrancado pouco tempo antes, já contava com mais de 600 alunos?

Gabriel Dellane dirigiu pela primeira vez com 8 anos de idade, um grupo de Estudos Espíritas que se reunia em sua casa, na impossibilidade de seu pai poder, nesse dia, orientar a reunião? Até aos sete anos de idade, e desde o nascimento, o Espírito Protector permanece junto da criança, sendo, passado esse período, mais amenizada a sua tarefa, seguindo-o à distância? As mensagens recolhidas por Kardec foram, na sua maioria, recebidas através da psicografia embora, esporadicamente, chegassem algumas através da psicofonia e que eram registadas por um participante da reunião?

Duas meninas irmãs, quase da mesma idade, passavam o tempo todo a discutir. Cada uma delas dizia sempre que era a outra que estava errada. Realmente, quem as ouvia, não conseguia perceber quem é que estava certa, ou errada. Que grande confusão aquela! Um dia, o pai, cansado de ouvir as filhas a discutir todos os dias, mandou-as sentar numa mesa, frente a frente. Emburradas e com muito custo fizeram o que o pai lhes pediu.

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