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Reportagem

Jornal de Espiritismo nº 61 · Novembro 2013Página 65 min

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Com um programa intenso (como há 10 anos atrás) nunca tal se vira: em todos os lugares onde tem ido e, apesar da crise económica e do desemprego, os locais têm estado superlotados, e se mais lugares houvesse, mais gente haveria. O auditório da Federação Espírita Portuguesa esteve cheio na sua recepção, em Leiria estiveram cerca de 600 pessoas, S. João de Ver, Vila da Feira mais de 400 pessoas, Viseu cerca de 800 pessoas, Coimbra mais de 200 www.

adeportugal.org curso básico de espiritismo on-line em Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal PORTUGUESES COM FOME (de Espiritismo) Divaldo Pereira Franco, 86 anos de idade, mais uma vez em Portugal, qual Paulo de Tarso, divulgando o Espiritismo pelo mundo inteiro. NOVEMBRO.DEZEMBRO 2013 pessoas, Ílhavo por volta das 400 pessoas, outro tanto em Santarém e, ainda falta metade do périplo, na altura em que escrevemos esta peça.

Este autodidacta, o maior conferencista e médium espírita do mundo, com mais de 200 livros editados, dos quais 104 títulos traduzidos para 16 idiomas, mais de 7 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, mais de 12 mil palestras e um número interminável de entrevistas em rádios e televisões por todo o mundo, Doutor “Honoris Causa” por várias Universidades, entre elas a Sorbonne, em França, estatuto de embaixador mundial para a paz por distinta organização Suíça, palestrou por 3 vezes na ONU, como convidado, não cobra pelos seus eventos, apenas pede que lhe paguem as passagens aéreas, revertendo o dinheiro dos livros para a monumental obra de apoio a mais de 40 mil crianças que já passaram por ela: a “Mansão do Caminho”, em Salvador, na Bahia, Brasil, que já mereceu a mais alta condecoração nacional, pelas mãos do presidente brasileiro, Fernando Henrique Cardoso.

De realçar que a “Mansão do Caminho” serviu de referência para o aparecimento das outrora muito conhecidas aldeias SOS. Divaldo Franco, espírita, e médium, tem Este ano, 2013, os auditórios encheram como nunca, talvez porque os portugueses estão sedentos de paz e com fome de espiritualidade divulgado a doutrina espírita pelos 5 continentes do mundo, mas tem especialmente dado o exemplo, construindo (sem posses) a monumental obra social “Mansão do Caminho”.

Como se não bastasse, sempre se disponibilizou para ser investigado cientificamente, ao nível mediúnico, provando a comunicabilidade e imortalidade do Espírito e, a reencarnação. Este ano, 2013, os auditórios encheram como nunca, talvez porque os portugueses estão sedentos de paz e com fome de espiritualidade. Divaldo Franco distribuiu os pães da amizade, sob a forma de um sorriso amigo, um conselho inopinado, uma comunicação mediúnica espontânea, vertendo de seguida a água da paz, proveniente da fonte eterna de Jesus de Nazaré, estimulando todos aqueles que o ouviam à mudança interior, à desculpa, ao perdão, ao Amor, à compreensão, à tolerância, ao entendimento, como únicos antídotos possíveis para os tempos loucos e temporários de hoje, até que chegue a nova Era, prometida por Jesus.

Desde os conceitos mais simples, às abordagens mais elaboradas da psicologia e da medicina, Divaldo Franco, qual estrela divina, deixou um rasto de luz por onde passou, bem como a esperança, o estímulo ao estudo e à melhoria pessoal, na certeza de que amanhã, todos nós seremos os herdeiros de uma Terra melhor, em futura reencarnação. “Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei” pode ler-se no túmulo de Allan Kardec (que compilou a doutrina espírita), e Divaldo Franco vem relembrar que, o grande psicoterapeuta da humanidade, Jesus de Nazaré, deixou-nos através da revelação espírita o conselho: “Fora da caridade não há salvação” .

À saída dos vários eventos, podia ver-se uma lágrima de alegria, o sorriso, o ânimo, as promessas de melhoria íntima, a relativização dos problemas pessoais estampados no rosto de cada um, procurando gravar bem fundo no seu íntimo, o foco de luz que veio dessedentar espiritualmente Portugal, deixando migalhas de Amor por onde passou… José LucasPortugal, Outubro 2013 foto arquivo mas, ele não volta, não é capaz de voltar.

A Patrícia, independentemente de uma patologia neurológica que possui (Esclerose Múltipla), procura a consulta de psiquiatria porque sente-se cansada, exausta, sem forças para ”lutar”. Refere que sempre pensou que se alguém morresse cedo seria ela, porque ela é que descobriu que era doente aos 28 anos. Nunca esperou que tal infortúnio lhe pudesse acontecer. Enfrentou a sua doença, o diagnóstico de diabetes juvenil da sua filha mais velha, aos 10 anos, mas, refere que para a morte do marido não encontrou remédio, nenhum lenitivo para a acalmar.

Demonstrou que a sua própria negação ao processo mediúnico, reforçada pela ignorância médica, só alimentava o seu fenómeno obsessivo, num processo de alienação mental. O marido sentia-se responsável por cuidar de ambas. Naturalmente, expliquei- -lhe que teria sido muito difícil para ele “morrer” e deixá-las, tanto quanto para elas deixá-lo partir. Mas, que era importante, para ele como espírito, que ela o ajudasse a “morrer” nesta vida!

Deixá-lo encontrar o seu caminho, desapegar - -se, não estar angustiada, entender o seu processo de morte, aceitar a vida e a morte como um processo natural. Lembrei-me que pedisse ajuda de um familiar já desencarnado para ajudar ao Jorge, uma avó, um tio , e a Patrícia disse: “Engraçado, no último natal, passamos em família e ele disse ao seu tio: “ - adeus até o próximo ano tio! (Jorge) - com certeza Jorge, se não for aqui, será em um outro lugar qualquer!.

”(Tio) O tio faleceu em Abril e o Jorge em Setembro do mesmo ano. Agradeço a Patrícia pela oportunidade de poder partilhar este caso, que demonstra como estamos sempre ligados às almas daqueles que amamos. Precisamos libertá-los com o nosso amor, para que eles sejam livres para fazerem o seu caminho e evoluírem no seu destino. Gláucia Lima Psiquiatra se fala em sofrimento e dor não superados, ainda que se tenham passados cinco anos.

“Tenho sonhos repetitivos com ele a voltar da morte”. Esse é o drama da Patrícia. Não aceita que o seu marido partiu. Trata-se de uma jovem senhora de 42 anos, que perdera o seu marido há 5 anos num acidente de viação. “Não era ele quem devia fazer aquele trabalho naquele dia, foi substituir um colega! Foi abalroado por um camião que circulava em sentido contrário”. “Acho injusto! Porque ele? Tanta gente que quer morrer?

Que não quer viver? Que não gosta da vida! Perguntassem a ele se ele queria morrer e com certeza ele diria que não!” Deixou dois filhos, Uma rapariga de 13 anos e uma rapaz de 4 anos.” Não acho justo que os filhos cresçam sem a presença do pai” Dois dias após a desencarnação do marido, sonhou: “ele vinha ter comigo ao meu quarto, vinha abraçar-me e eu pensei, mas ele morreu, o que ele está aqui a fazer? Deve estar gelado!

Ele virou- -se para mim e disse-me: vim fazer-te uma pergunta, mas, acho que já sei a resposta, já não preciso perguntar-te e retirou-se”. A Patrícia refere que acordou assustada, a chorar, e nunca foi capaz de contar o sonho a ninguém. Tinha a nítida sensação de ter estado com o seu marido.