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Jornal de Espiritismo nº 62 · Maio 2014Página 13 min
62 ANOXI JDE JORNALDEESPIRITISMOJANEIRO . FEVEREIRO . 2 0 1 4 JORNAL BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL DIRETOR . ULISSESLOPES | PRE Ç O € 0 . 5 0 A morte do corpo material parece reter no inconsciente de cada um a ideia do tributo da maior dor do percurso que cessa: a experiência, contudo, ensina que viver na Terra numa experiência corporal inclui vários momentos mais difíceis do que o da partida para a vida espiritual.
Veja as perguntas que poderia fazer sobre este assunto! 16 OPINIÃO UMOLHARSOBREOMAU-OLHADO 10 NOTÍCIA CONGRESSO ESPÍRITA PORTUGUÊS No fim-de-semana de 16 e 17 de novembro decorreu na Associação Espírita de Leiria o Congresso Espírita Português sob a égide da Federação Espírita Portuguesa: “Mediunidade, uma visão de futuro. 12 CONSULTÓRIO CASOS Gláucia Lima, psiquiatra que nos seus tempos livres estuda a doutrina espírita, dá continuidade a esta secção do jornal.
3 CORREIO SESSÃO “ESPÍRITA” NO ZIGZAG Em 5 de novembro o programa de TV “Zigzag”, que passa na RTP, referiu de forma equivocada a palavra espírita. Seguiu o alerta! O Espiritismo não é compatível com crendices. Mas ele não se fica pela negação dos fenómenos, procurando descobrir o que existe de verdade nestas situações. 10 SOCIEDADE foto loucomotiv Desencarnar é recomeçar foto loucomotiv Ainda anoitece cedo, é verdade, mas ninguém se iluda: vêm aí dias maiores.
O astro-rei descerra à espécie humana variáveis períodos de atividade diurna que se estenderam à conjuntura da evolução da espécie sobre os milénios. É por isso que vemos mal de noite, por exemplo. De tal forma significativo se torna o facto que ninguém duvidará que a palavra luz ganhou outros sentidos, quiçá até mais expressivos. À luz do espiritismo, o evangelho, fantástico livro de Allan Kardec. Alguém comenta: “Não percebo nada – estou às escuras”.
Ou, com clareza de ideias, um amigo partilha: “Somos visitados, quantas vezes sem sabermos, por Espíritos de luz”. E por aí fora… É certo que toda a natureza se ergue agora para um novo ciclo no ano que inicia. Em vagas sucessivas, as primeiras plantas silvestres no Norte a dar flor, talvez já nos últimos dias deste mês, são as discretas violetas-bravias, ombreando com as prímulas de corola amarela, e logo a seguir os primeiros ranúnculos também desta cor, mas diferentes.
Um tanto mais acima do solo surge a flor do salgueiro-negro em fevereiro: vistos de perto, a forma masculina, os botões ao desabrocharem são uma obra prima da natureza que olvida prémio ou aplauso, num misto de penugem branca, imaculada, e estames amarelos sincronizados a surgirem com pressa de ver o sol. Um certo homem viajou de avião. Sabia que Deus o protegeria. Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar um dos motores falhou e o piloto teve de fazer um pouso forçado no oceano.
Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse à tona da água. Ficou à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha desabitada. Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu a Deus pelo salvamento. Ele conseguiu alimentar-se de peixe e plantas. Conseguiu derrubar algumas árvores e com esforço conseguiu construir uma casa. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas.
Porém significava proteção. Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais que talvez pudessem existir na ilha. Um dia, ele estava a pescar e, quando terminou, tinha apanhado muitos peixes. Assim com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca. Porém, ao voltar-se na direção da casa, qual tamanha não foi sua deceção ao vê-la toda incendiada. Ele sentou-se numa pedra a lamentar e a dizer em pranto: “Deus!
Como é que o Senhor deixou isto acontecer?
