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Jornal de Espiritismo nº 62 · Maio 2014Página 42 min
FEP Encontro Nacional de Evangelizadores Infanto-juvenis Esta foi a frase que serviu de lema ao ENEij 2013, Encontro Nacional de Evangelizadores Infanto-juvenis, que decorreu em 3 de novembro, domingo, na sede da Federação Espírita Portuguesa, na Amadora. Uma excelente oportunidade de trabalho, de partilha e de aprendizagem em salutar ambiente onde a educação das crianças e jovens à luz da doutrina espírita reuniu cerca de 125 participantes de diversos centros espíritas do país e Madeira, que voluntariamente se propõem a trabalhar a educação do ser, pela medicina da alma.
Os orientadores dos trabalhos foram os professores Alexandra Gomes, que tamfoto arquivo bém é psicóloga, Paulo Fregedo, responsável pelo Coro da FEP e Manuela Vieira e Reinaldo Barros, autores de livros de literatura espírita infanto-juvenil. Os temas abordados revestiram-se de enorme beleza e excelente conteúdo, abordando questões como a importância da educação, do útero à maioridade, a utilização de materiais didáticos, proporcionando assim uma melhor motivação e interação com a criança/jovem de forma a permitir uma aprendizagem metódica e consolidada.
Referiu-se a importância das artes na educação, promovendo a criatividade e a disciplina. Foi ainda dado a conhecer um projeto pioneiro criado no Funchal, trabalhando com os educadores para que a aprendizagem se faça desde cedo, no lar, em família, em sociedade, em conjugação com a frequência do centro espírita. Os princípios que esta doutrina explica – enquanto ciência estuda as suas causas e efeitos e enquanto moral se pauta pelo evangelho de Jesus – dão resposta às questões inerentes ao porvir da vida: “Quem somos?
De onde vimos? Para onde vamos?”. As crianças e jovens, mais do que nunca, necessitam dessa reflexão para que possam entender, num mundo onde o JANEIRO.FEVEREIRO 2014 “A ciência que cuida do corpo é chamada medicina. A que cuida da alma, educação. Dado que o cuidado do corpo está intimamente ligado ao da alma, a medicina é apenas um aspecto da educação. Dado, por outro lado, que o cuidado da alma, exige certa perícia médica, à educação se chama, com razão, medicina da alma.
” Santo Agostinho mal parece ter protagonismo e o bem, que apesar de a cada dia se expandir, quase nem é falado. Os princípios que esta doutrina explica – enquanto ciência estuda as suas causas e efeitos e enquanto moral se pauta pelo evangelho de Jesus – dão resposta às questões inerentes ao porvir da vida As reuniões de infância espírita não pretendem formatar mentes, mas antes, expandi- las a um raciocínio crítico, de questionamento, levando ao consolo, à perseverança, ao optimismo e ao autoconhecimento, pelo entendimento e esclarecimento.
A certeza de que representamos, em cada existência corpórea um papel previamente escolhido por nós de forma a superarmo-nos e a tornarmo-nos mais felizes, pela prática do bem, da justiça, da caridade, do amor, conseguidos pela educação norteada por valores ético-morais. No final dos trabalhos, o Coro da FEP, constituído por jovens de todas as idades, brindou-nos com uma brilhantíssima atuação. “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”, disse Pitágoras.
É com esta certeza de que, cada um, consciente das suas escolhas, necessitará cada vez menos, não do castigo, mas da reparação, regenerando-se e procurando ser melhor que si próprio, a cada instante.
