Crónica
Jornal de Espiritismo nº 64 · Maio 2014Página 102 min
Mente sã em corpo são – o preceito antigo desenha em tom imperativo a interação entre espírito e corpo: será sensato deduzir a partir daí que uma boa atitude interior no dia-a-dia viabilize apoiar as melhores respostas do organismo material às exigências do ambiente em que se move. fotos loucomotiv SAÚDE ESPIRI TUAL MAIO.JUNHO.2014 Será viável ter uma mente sã mediante as exigências do quotidiano da sua cidade?
O relógio, inflexível, carrega prazos, obrigações a esmo, e tudo parece confluir numa prova de obstáculos nem sempre fácil de palmilhar, a não ser que se admita invariavelmente chegar à meta com penalização. Nem sempre foi assim. O prato, mais ou menos cheio de acordo com a sazonalidade dos recursos alimentares, fazia-se no horizonte agrícola com a âncora diária centrada no movimento do sol. Embora hoje ele pareça mover - -se também da mesma maneira, desde que os relógios começaram a ditar o alvorecer isto ficou mais complicado, não acha?
O organismo fica num alerta constante e ativa os sistemas de resposta imediata à sobrevivência em desfavor de outros, inclusive o imunitário e o reprodutivo, por exemplo. Na verdade, há vantagens e desvantagens e o que temos de certo é a realidade do momento presente. Estes modelos de sobrevivência geram tensão emocional a rodos. O stress sem intervalo arruína a saúde. Já se sabe isso. E saúde, segundo a Organização Mundial de Saúde, é «um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças».
Um stress omnipresente na vida de um ser humano poderá ser até mais complexo do que o que se consegue medir em ratos de laboratório. Bruce McEwen, investigador da Universidade de Rockefeller, ao submeter esses animais a situações causadoras de stress crónico verificou que as ramificações neuronais dos stressados no cérebro eram menores face aos grupos de ratos com um dia normal. O organismo fica num alerta constante e ativa os sistemas de resposta imediata à sobrevivência em desfavor de outros, inclusive o imunitário e o reprodutivo, por exemplo.
Inverno da Fome Na II Grande Guerra Mundial, na Holanda, cerca de 2400 pessoas sofreram intensas situações de stress com as invasões alemãs. Ficou conhecido esse período como o Inverno da Fome. Uma pesquisa que incidiu sobre essa população gerou a conclusão que os bebés dessa altura ainda sofrem hoje com os efeitos gerados na época. Entre a causa e o efeito, repare, passaram 70 anos.
