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Vídeo / Literatura

Jornal de Espiritismo nº 64 · Maio 2014Página 172 min

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VÍDEO / LITERATURA Filomena O espírito que se identifica por “Poeta alegre” insinuou-se subtilmente junto do psiquismo do nosso querido companheiro de ideal, José Lucas, “por volta de 2004”, quando surgiram os textos em quadras “tipo popularucho” onde pequenas histórias eram contadas tendo sempre por base uma lição de vida. São histórias que nos explicam racionalmente que todas as dificuldades, contrariedades e dores têm uma causa, uma origem, de que fomos os autores, e não o acaso, a sorte, ou ainda qualquer capricho da Natureza; eliminando assim as tão decantadas sorte/azar, crueldade, injustiça e incapacidade do Criador.

As histórias do “Poeta alegre” mostram- nos que somos sempre os geradores do nosso destino: “Aos poucos aprenderão / Que ninguém foge à realidade / Prejudicar o próximo / É criar calamidade; ou, Semear e colher: / não há como fugir! / Não te iludas / Com o falso porvir.” Estas histórias demonstram-nos à saciedade a lição de Jesus: «A cada um segundo as suas obras», que tantos de nós teimamos em não querer compreender.

Tais relatos fazem-nos lembrar o grande poeta caipira Cornélio Pires (1884-1958) que através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier deu-nos grandes lições a rir, em pequenas quadras. Os princípios basilares do Espiritismo são apresentados de forma simples ao alcance de qualquer inteligência. Assim: Deus e suas leis, imortalidade da alma, comunicabilidade dos Espíritos, pluralidade das existências, lei de causa e efeito e a moral de Jesus, defluem de cada história.

Só ao fim de nove anos é que o mistério de quem teria sido o poeta anónimo que assinava cada história por “Poeta alegre” foi desfeito. No mês de Novembro de 2013, Joanna de Ângelis pela mediunidade de Divaldo Pereira Franco, informa que se tratava de José Craveirinha, jornalista e poeta moçambicano, nascido em Lourenço Marques (hoje Maputo) no dia 28 de Maio de 1922 e falecido a 6 de Fevereiro de 2003, em Maputo. Esteve preso entre 1965 e 1969 por fazer parte de uma célula clandestina da FRELIMO.

Em 1991 foi o primeiro escritor africano a ser galardoado com o Prémio Camões. Um mês depois de desfeito o mistério, via Divaldo Franco, outro médium, no Brasil – Recife — José Araújo — e em público, no dia 15 de Dezembro de 2013, também confirma por psicografia, a identidade do espírito. Aproveitamos para informar para quem ainda não sabe que José Carlos Miranda Lucas, militar de profissão (tenente-coronel da Força Aérea), está integrado no movimento espírita desde 1982, sendo um incansável divulgador do Espiritismo nos órgãos de informação públicos: jornais, revistas, rádio e televisão.

É trabalhador activo do Centro de Cultura Espírita, das Caldas da Rainha, onde reside; membro fundador da ADEP – Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal e colaborador permanente do JDE – «Jornal de Espiritismo». Nos anos 90 do século passado, integrou a Direcção da Federação Espírita Portuguesa, em dois mantados consecutivos (1993/1996). Por Carlos Alberto Ferreira Histórias que os espíritos contaram MAIO.