não tem uma posição definida sobre cremação de cadáveres, porque Allan
Jornal de Espiritismo nº 65 · Abril 2014Página 193 min
O Espiritismo não tem uma posição definida sobre cremação de cadáveres, porque Allan Kardec não tratou especificamente esse assunto? A Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas foi, com frequência, palco de intrigas e calúnias contra Kardec que, muitas vezes, sucumbiu ao excesso de trabalho, comprometendo a própria existência? Porque se encontrava em viagem, Divaldo Franco não esteve presente no funeral de Nilson Sousa Pereira, mas, ao voltar ao Brasil, foi diretamente ao cemitério orar junto da sepultura do seu grande companheiro nesta existência?
Segundo o Dr. Alexis Carrel, Prémio Nobel da Medicina em 1912 (Selecções do Reader’s Digest de Fevereiro de 1942), “Muitos enfermos se têm libertado da melancolia e da doença graças à prece, pois, quando oramos, ligamo-nos à inexaurível força motriz que aciona o Universo, e, ao pedir, as nossas deficiências são supridas e erguemo-nos fortalecidos e restaurados”? Era uma vez um lobo que foi apanhado numa armadilha. Quando deu por ela, estava trancado dentro de uma jaula.
Cheio de raiva, rebolou-se no chão e uivou. Mais tarde, ao passar por ali um agricultor, o lobo suplicou-lhe: - Solta-me desta jaula, bom homem! O agricultor, primeiro não deu ouvidos. Ora, um lobo é sempre um perigo e se estiver esfomeado, pior! Mas o lobo implorou e fez-lhe de imediatamente uma promessa e uma jura: - Não te comerei, bom homem, e ainda prometo ser o teu guarda o resto da tua vida! – garantiu ele. O agricultor cansou-se de ouvir as lamúrias do lobo e confiando no que ouvia, abriu-lhe a porta.
Mal a porta se abriu, num pulo valente, o lobo pôs-se frente ao agricultor, riu-se e disse: - Que pateta me saíste. Com a fome com que estou, achas mesmo que eu não te vou comer? Bem que o agricultor implorava para que não lhe fizesse mal. - Eu tive pena de ti, salvei-te e tu agora queres comer-me?! – queixou-se ele, indignado. - É a natureza de qualquer lobo esfomeado. Quando têm a barriga vazia, têm de comer! – respondeu o lobo.
- Mas é injusto! – dizia o agricultor. - Injusto? O que é isso? - É uma coisa que não devias fazer. Continuava a discussão entre o lobo e o agricultor, quando passou por ali uma raposa. O pobre homem, aproveitou e disse: - Pergunta aqui à senhora raposa. Ela te dirá se estás a ser correto, ou não. O lobo explicou tudo à raposa, mas ela não entendeu à primeira. - Ai que confusão que para aqui vai! – disse a raposa. –Ainda não percebi muito bem.
Afinal onde é que tu estavas, ó lobo, quando tudo começou? - Estava dentro da jaula, menina raposa – respondeu o lobo – o agricultor vinha a passar e eu pedi-lhe que me soltasse. - Aiii, espera! – interrompeu a raposa – Então não era o agricultor que estava dentro da jaula e tu é que vinhas a passar? - Eu é que estava fechado na jaula!!! – uivou o lobo já irritado com a incompreensão da menina raposa. - Com certeza! – concordou a raposa, fingindo tremer de medo.
– Já percebi! O agricultor estava na jaula. Onde é que tenho a minha cabeça? - Eu é que estava na jaula! – rosnou o lobo enfurecido com a palermice da raposa. – Olha, eu sou o lobo, não sou? 06 Deve-se ao Dr. Joaquim Carlos Travassos, brasileiro descendente de portugueses, a primeira tradução do francês para o português das principais obras de Kardec, o que muito facilitou o estudo e divulgação da doutrina neste idioma?
JULHO.AGOSTO.2014 - Com certeza! – respondeu a raposa. – Esta é a jaula? - É – respondeu o lobo – Eu estava na jaula, percebeste agora? A raposa coçou a cabeça. - Sim, percebi tudo. Mas como é que entraste para a jaula? O lobo, perdeu toda a paciência, saltou para dentro da jaula e gritou: - Foi assim, estás a ver? - Perfeitamente – respondeu a raposa, enquanto fechava, muito depressa, a porta da jaula. - Ora bolas, estou outra vez preso!
– exclamou o lobo muito aflito. - Agora sim, consigo perceber onde estavas quando tudo começou – disse a raposinha – E se queres que te diga, é assim que vais continuar. É melhor assim. Quando usamos a mentira, só perdemos coisas na vida.
