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Jornal de Espiritismo nº 7 · 2004Página 179 min
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Novembro/Dezembro de 2004 | Ano 1l | N.º 7 | Jornal bimestral da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal | Director: UÚlisses Lopes | Preço: € 0,50 'ÁF
Criminalidade / A TRANSCOMUNICAÇÃO É UMA mee EVIDÊNCIA, diz CLÓVIS NUNES
Lombroso, o conhecido Pesquisador, Clóvis 2)
metapsiquista. oferece-nos esta pág. ? entrevista exclusiva quando participou Paris: num evento da área Congresso em Espanha. Mundial O entrevistado, espírita
afirma aqui que «a transcomunicação é hoje a maior evidência, jamais pesquisada e
A reportagem de um certame que envolveu espíritas de numerosos países, inclusive portugueses e espanhóis.
- a indestrutibilidade do Fenômenos ee
espiriítuais e comunicabilidade entre
estudos espiíritas. Reflicta Ê eleho
Kardec! SOSPX r< SE >En NTuUSo
ee ecessáras — Nesta edição de 1.º aniversário ao nosso progresso polis
fazem com que um brinde para si!
compreendamos e rectifiquemos as nossas
imperfeições. Veja como Ao comemorarmos o 1.º aniversário deste jornal, permita-nos ggggâ jnªhsª este oferecer-lhe, a si, um marcador de livros, para que as suas | leituras não percam a página!
TORNE AÀ SUA VIDA MAIS BONITA! SEMPREBONITAComeércio oe Flores, LoG
Lugar da SéApartado 22 - 4509-903 Caldas de S.Jorge — Telef. 2274557 28 Fax 22745 5600
Faclareça-as! i Eisa enteevista! Pa o
O eminente tribuno visítou Portuga! em Outubro num roteixo de « Lerlerências Cseirarias, a cunvite d Foderiação Espirita Portugues,
Estava um homem sentado num banco da praça onde sempre costumava ficar por algum tempo. Ele sentia uma grande tranquilidade ao olhar as árvores ao sol e ao vento, as pombas em busca de alimento, os quiosques a venderem revistas e quinquilharias, os pássaros fazendo ninhos, as crianças brincando, os sinos da
igreja badalando, velhinhos rolando dados ou jogando dominó.
Subitamente viu-se rodeado por sete vultos de rosto encoberto, e um deles dirigiu-se-lhe:
- Nós somos moradores do futuro. - O que vieram dizer-me? perguntou ele, sentindo-se incomodado.
Um a um começaram a dizer: 1.ºEu sou uma tormenta: um dia poderei levar tudo que possuis. 2.ºEu sou a fome: um dia poderei atingir-te e conhecerás uma das maiores dores que assolam o mundo.
3.ºEu sou o desemprego: um dia poderei visitar-te e não saberás como sobreviver.
4.ºEu sou um incêndio: um dia poderei deixar-te sem tecto e sem abrigo.
Ficha técnica «Jornal de Espiritismo» Periódico bimestral Director
O tempo sopra, devagarinho, segundo a segundo, e o calendário rola, quer acreditemos nisso ou não! E experiência comum sem contestação...
E é também o que primeiro surge quando nestas linhas lhe queremos agradecer, a si, que nos lê, sem dúvida a razão de ser desta publicação que comemora o seu 1.º ano agora. Se calhar nem deu conta disso, mas ao folhear estas páginas esteve a justificar os tempos pós-profissionais da equipa que o faz e leva até si, dentro dos quais é possível tirar algum tempo livre geralmente ocupado com a família ou descanso normal. E um prazer, de facto, poder olhar para trás e ver a recolha de dados, o seu tratamento, algumas noitadas de trabalho de redacção, tudo pelo prazer único de satisfazer os compromissos que temos consigo e com os planos feitos antes de se voltar a nascer para a caminhada evolutiva presente.
Fica esta lembrança singela, o marcador de livros que distribuímos anexado a cada exemplar desta edição. Esperamos que seja útil!
Mas seria falta grave, injusta, não agradecer também às empresas que anunciaram neste jornal, viabilizando as suas edições regulares.
Com certeza que, embora nem sempre isso esteja à vista, Deus lhes retribuirá face ao bem que ajudaram a partilhar.
Numa terceira vaga de gratidão, surgem os colaboradores de «Jornal de Espiritismo». Os que se aprontam a escrever nestas páginas, os que têm a paciência de aguardar a publicação dos textos que nos enviam, e por vezes involuntariamente com uma ou outra gralha, essa falha editorial, tão comum que será difícil encontrar imprensa que se veja realmente livre disso. Aliás, palavra feliz, essa, gralha, porque o corvídeo do mesmo nome é uma das aves mais inteligentes, uma generalista amplamente distribuída pela Terra, sem qualquer carga pejorativa.
E, sobre tudo, há que agradecer a Deus e ao seus mensageiros, os espíritos esclarecidos, que anonimamente nos dão a cobertura fraterna para que esta publicação, sem tremuras quaisquer, edifique, retenha o bem, deixando os equívocos de comportamento nos ciclos naturais da vida, onde se refazem, amadurecem e surgem, brilhantes, depois de sublimados.
Jorge Gomesjorge.jeQ&clix.pt
5.ºEu sou a melancolia: um dia poderei visitar-te e perderás a vontade de viver.
6.ºEu sou a solidão: um dia poderei bater à tua porta e não terás companheiros para te ouvirem ou para conversares. 7.ºEu sou a velhice: quando eu chegar, estarás vazio, doente e sem metas.
De repente, como num turbilhão, os sete vultos falavam ao mesmo tempo, atropelando-se uns aos outros.
Respirando fundo, aos poucos refez-se e, num volta-face mágico, ele pôde ver os rostos dos sete vultos. O homem, antes relaxado e tranquilo, começou a tremer: eram exactamente iguais ao dele! Determinado, disse:
- Parem! Vós sois ladrões de paz! Sois assaltantes de mentes distraídas! Vós sois EU mesmo! Sois os meus próprios pensamentos! Vós não morais no futuro! Morais na minha cabeça, mas nela sou EU quem manda! E prosseguiu:
- Aqui aprendi com as árvores que a renovação é possível depois de terem as suas folhas levadas pelo vento. Aqui aprendi com as pombas que sempre haverá mais
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alimento do que pombas famintas. Aqui aprendi com os quiosques que o empregador nem sempre é indispensável e que sempre haverá meios para sobreviver. Aqui aprendi com os pássaros que, a cada ninho derrubado, novos ninhos podem construir. Aqui aprendi com as crianças que não é necessário um grande esforço para ser feliz e querer viver. Aqui aprendi com os sinos que, por mais sós que estejamos, sempre haverá alguém para nos ouvir. E aqui aprendi com os velhinhos que qualquer meta sempre é viável de ser atingida, ainda que seja vencer numa aposta de dados ou num jogo de dominó.
Pouco a pouco aqueles 7 vultos foram mudando as suas pesadas expressões e, abrindo suaves sorrisos, foram dizendo:
1.ºEu sou a Prosperidade. 2.ºEu sou a Fartura.
6.ºEu sou o Companheirismo. 5.ºEu sou a Alegria.
7.ºEu sou a certeza de que a vida é imortal.
Sentindo que havia dominado os próprios "fantasmas", o homem saiu a caminho em passeio suave
Jornal de Espiritismo Apartado 161
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e tranquilo na direcção do amankhã...
Texto: Autor desconhecido. Foto: Ulisses Lopes
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2500-911 Caldas da Rainha E-mail: adep(Qadeportugal.org http://www.adeportugal.org Impressão
Oficinas de S. JoséBraga leitor
Um curso básico está disponível no site da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal (ADEP).
É grátis a inscriçãoea frequência do mesmo, claro. Há uma mão-cheia de tutores que acompanham quem se inscreve. De vez em quando há e-mails que sensibilizam. Foi isso que aconteceu a meio de Agosto deste ano, e a tutora que nos deu conhecimento disso foi Amélia, hoje reformada após décadas como professora. Um dos formandos ao seu cuidado é médico. Com o tempo, oportunizou-se uma visita dele à associação onde Amélia costuma palestrar, daí o contexto da mensagem. Trocamos os detalhes identificativos para não invadirmos a privacidade dos envolvidos. «Olá, Amélia.
Gostei particularmente desta sua apresentação em Power-Point. Uma delícia de simplicidade que faz pensar. Confesso que a estudei com alguma atenção. Então há espíritas que não sabem o que é o Centro Espírita?
Achei curiosas as motivações mais frequentes que citou. Lembrei-me como em miúdo, a minha mãe aceita a oferta de ajuda de uma vizinha nossa, que é espírita, na sequência de uma série de desastres que em apenas duas semanas afectaram toda a minha família. Reflecti também por que fui eu levado, numa noite de insónia, a procurar e encontrar o site da ADEP. De facto, quando liguei o computador, procurava inspiração para a minha procura espiritual que vinha de trás. Pensadores interessantes, livros, .
No entanto, quando passei pelo site da ADEP tive um pressentimento súbito, como uma lembrança entretanto esquecida, de uma enorme atracção pelo espiritismo, que já havia sentido na adolescência, através de conversas com um amigo e de leituras de Allan Kardec nessa época e que acordaram de novo. Sabe que quase disse alto "Eureka" como o sábio grego Arquimedes na sua banheira. Saiba que embora a minha vida tenha sido sempre recheada de peripécias e de procura, de insatisfação mas de acção interessante, nos
anos anteriores ao diagnóstico da minha doença, passei por um período "negro" em que parecia estar a afastar-me de mim próprio, da família e das pessoas que de mim gostavam e a envolver-me apenas em intervenções de resultado negativo, infelizes mas que não conseguia interromper. Creio hoje ter sido um período de verdadeira "obsessão". Para esquecer.
De certo modo, ao adoecer (já lá vão 5 anos...) acordei. E pode crer que voltei a ser eu de uma forma mais profunda, menos inquieta e ainda mais verdadeira que antes.
Assim me questiono o que me levou a ficar tão contente, quando há ano e meio, entrei naquele site da ADEP. Acho que este contentamento que em mim provoca a ideia espírita, tão estimulante e até entusiasmante no meu diaa-dia, a minha principal motivação. Fui tocado pela vontade de a aprofundar e estudar. Parabéns pela palestra e obrigado.
Paradoxal o ser humano Na viagem carnal
Luta pela felicidade Mas investe no mal.
Que não deve praticar Insiste no mesmo Feliz querendo ficar.
Sem Jesus no coração Tal é impossível Alimentas um vulcão Dificilmente convertível.
Autoscopia consciente E tarefa urgente Marcar novos roteiros Para a alma doente.
Que todos almejamos E preciso amar a todos Desfazer os enganos.
Com o transitório Tudo passa, tudo fica Nesta Terra purgatório.
Teu destino é maior No concerto da vida Cresceres como pessoa Sarar toda a ferida.
Feridas que carregamos De vidas pregressas Onde nos tolos enganos Vivemos às avessas.
Ama quanto puderes Silencia a revolta Ajuda com calma O silêncio nos exorta.
Nos momentos difíceis O silêncio é de ouro Estimulas a paciência Que é precioso tesouro.
Sabe que pode divulgar sem cust
espíritas nacionais. Para cons a Agenda basta acede www.adeportugal.org
os acontecimentos da sua Associação
Basta enviar a notícia para adep(Qadeportugal.org e, para além de ser enviada por e-mail,
movimento espírita português, no respectivo dia e mês, facilitando assim a consulta de eventos
Assinatura anual (Portugal continental)
Assinatura anual (Outros países)
Para a desbaratares em vão As bagatelas da vida
Todo o problema é solúvel Espera a ocasião Entretanto semeia Sementes de perdão.
A paz que almejas Buscando novos rumos Para êxitos que desejas.
O Fórum da ADEP tem novo design e novas funcionalidades. Foi melhorado para ter melhor performance, já que cada vez tem mais participações diárias.
É um local virtual, na Internet, onde todos os membros podem trocar ideias sobre diversos temas afectos à doutrina espírita. E também possível fazer download de vídeos, áudios, imagens, power points e muito material multimédia.
registados, diariamente existem dezenas de novas participações, contando no total 5852. E obra!
Trata-se do sítio ideal para trocar opiniões, aprender, estudar e fazer novas amizades.
Basta digitar este endereço no explorador de internet: http://forum.adeportugal.org Numa ida à internet e visite o site da ADEP com muitas novidades www.adeportugal.org
Texto: Vasco Marques - [Webmaster do site da ADEP]
Desejo receber na morada que indico o «Jornal de Espiritismo» durante um ano, pelo que junto cheque ou vale postal a favor da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, JE, Apartado 161 - 4711- 910 BRAGA (portes incluídos).
Nome do Morada ultar ra Telefone E-mail ()
predomina o materialismo. O projecto genoma ainda não pode estabelecer correlações seguras entre um determinado gene e um comportamento criminoso, e mesmo se pudesse estabelecê-las, não seria um "golpe de morte" para as pretensões do Espiritualismo...
Prezada leitora, respondendo à sua primeira pergunta, diremos: sim, é possível... A genética pode ser um aspecto, parcial, importante na criminalidade, pois o nosso corpo traz disposições herdadas; não obstante, o livre-arbítrio é todo nosso, não há determinismo, nem fatalismo biológico no comportamento humano, todos temos autodeterminação. O espírito é o senhor do nosso próprio destino.
Não, não, cara Leitora, a genética não é mais forte que a nossa vontade e isto fica bem claro na exortação feita pelo espírito protector GEORGES (Paris), em 1863: "(...) Amai, pois, a vossa alma, mas cuidai também do corpo, instrumento da alma; desconhecer as necessidades que lhe são peculiares por força da própria natureza, é desconhecer as leis de Deus. Não o castigueis pelas faltas que o vosso livre-arbítrio o faz cometer, e pelas quais ele é tão responsável como o cavalo mal dirigido o é, pelos acidentes que causa" (cf. item 11 - cap. XVII, de O Evangelho segundo o Espiritismo, de ALLAN KARDEC).
Assim, caríssima psicóloga, por mais fogoso que seja um cavalo é sempre possível ao bom cavaleiro dirigi-lo de maneira correcta, de modo que nem o cavalo nem o cavaleiro sejam molestados; ambos trilharão, então, o seu caminho de progresso. Sem dúvida, o espírito comanda o corpo, o que não impede que nos nossos corpos venha gravada a predisposição hereditária, pois o corpo procede do corpo, mas o espírito não procede do espírito; e isto está explicitado na segunda frase da resposta à questão 207 de O Livro dos Espíritos, de ALLAN KARDEC...
Enquanto formos imperfeitos estaremos sujeitos a reencarnações probatórias; enquanto não ultrapassarmos as provas, ficaremos estacionados espiritualmente. Se conseguirmos ultrapassá-las, subiremos degraus na nossa ascensão espiritual, rumo à regeneraçãopróximo estágio do nosso planeta Terra. Assim é a Lei Divina para nós, e nos assassinos e bandidos há, antes de tudo, infracção desta Lei...
Muita PAZ a todos os leitores.
Texto: Iso Jorge TeixeiraCREMERJ: 52-14472-7 Livre-docente de Psicopatologia e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de JaneiroBrasil. breves
nhotícias... notícias... notícias...
PINTURA MEDIÚNICA NAS CALDAS DA RAINHA
A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas. Ela significa a mais profunda exteriorização do ideal, a divina manifestação desse "mais além" que polariza as esperanças das almas. O artista verdadeiro é sempre o "médium" das belezas eternas e o seu trabalho, em todos os tempos, foi tanger as cordas vibráteis do sentimento humano, alçando-o da Terra para o infinito e abrindo, em todos os caminhos, a ânsia dos corações para Deus, nas suas manifestações supremas de beleza, sabedoria, paz e amor.
É esta notável definição de Arte, da autoria do Espírito Emmanuel, que abre o site wWwWW.pinturamediunica.com, uma belíssima mostra do trabalho desenvolvido pelos brasileiros Florêncio Anton e Sidnei Rocha. Florêncio é médium de efeitos físicos, mais concretamente de psicopictografia, o que significa que pinta, em transe mediúnico, sob a influência dos Espíritos. A convite do Grupo Espírita Allan Kardec, de Coimbra, mais uma vez os dois jovens companheiros de actividades espíritas vieram a Portugal divulgar o Espiritismo, de forma elevada e fraterna, e angariar fundos a favor da obra que ambos gerem, sem fins lucrativos, como é apanágio de toda a actividade espírita.
Fundaram em 1999 o Grupo Espírita Sheilla, que além da divulgação, cumpre funções de apoio às pessoas carenciadas de Mussurunga, bairro da cidade de Salvador. Para tal, têm em construção o Complexo Dr. Ivon Costa e o Lar Vera Lúcia. Em Caldas da Rainha estiveram no dia 3 de Setembro. O Caldas Internacional Hotel cedeu simpaticamente o seu Espaço Millenium, que voltou a ficar lotado pelo segundo ano consecutivo. Florêncio, calmamente sentado na última fila, e Sidnei, dando uma última arrumação nos materiais de pintura dispostos sobre a ampla mesa, em nada se distinguiam da assistência que ia enchendo a sala.
Amélia Reis, do Centro de Cultura Espírita desta cidade, entidade organizadora do evento (de acesso livre e gratuito, como é regra do Espiritismo), tomou a palavra para prestar alguns esclarecimentos sobre o que se iria presenciar, enquadrando o fenómeno na doutrina espírita e chamando a atenção para os objectivos de carácter cultural e filantrópico da actividade.
Florêncio, já perante a audiência, também fez uma breve apresentação do trabalho. Avisados que foram os presentes de que qualquer ruído na sala era percepcionado por ele de forma muito ampliada e susceptível de o fazer sair do estado propício ao desempenho da tarefa, todos acompanharam em silêncio a sua concentração. Para se resguardar de qualquer ruído imprevisto, tinha música na mesa de trabalho.
E começou a pintar, a uma velocidade inacreditável, virando e revirando a tela sem que isso o fizesse abrandar! Com as mãos, com um pedaço de pano, com os tubos de tinta, e... por vezes até com pincéis! No grande ecrã por detrás da mesa via-se o desenvolvimento da obra. Sob o olhar atento de Sidnei, que ia colocando telas, tintas e artefactos ao seu alcance, Florêncio, de olhos cerrados, concluiu a primeira tela em menos de sete minutos!
À obra percorreu a assistência nas mãos de colaboradores do Centro, e muita gente ainda abriu mais a boca de espanto!
ciências afirmam que "é humanamente impossível desenvolver de olhos abertos o que este senhor faz de olhos fechados". Na verdade, ele entreabre os olhos de vez em quando. Nesses breves momentos tem uma visão distante e "embaciada" do que está a acontecer. Não tem consciência das obras que estão a sair das suas mãos. Ao contrário da crença generalizada, os médiuns não "incorporam" espíritos. Os espíritos combinam o seu fluido com o fluido próprio do médium e comandam os seus órgãos para a obtenção dos efeitos que pretendem produzir.
E assim, tela atrás de tela, algumas pintadas em menos de três minutos, as obras iam saindo das mãos de Florêncio. Espantosamente, as camadas de tintas de diferentes cores, Justapostas vertiginosamente, não se misturam, como as leis da Física fariam prever. À velocidade de execução, comparada com o apuro do trabalho final, faziam muita gente murmurar que se não visse não acreditaria. As obras faziam bem justiça aos seus autores espirituais.
Renoir, o mais amado dos pintores Impressionistas, abria os trabalhos, e viria a encerrá-los, patenteando o seu tratamento típico da cor e da luz, sempre brilhante. Uma paisagem encantadora, deixando adivinhar os movimentos suaves do arvoredo, e em primeiro plano uma cerca (três certeiros traços com o cabo do pincel, raspando a tinta) foi a contribuição de Monet, o líder incontestado do Impressionismo, que na vida terrena pintava de manhã à noite, ao ar livre, repetições do mesmo tema, e aqui produzia uma obra com todo o seu carisma em escassos minutos.
Um mar agitado e céu tempestuoso, turbilhão de azuis em movimento, foi assinado por Manet, autor de grande sentido de independência e originalidade, que soube como nenhum outro abrir novos caminhos à Arte. Berthe Morisot, também pintora Impressionista, contribuiu com duas obras, fidelíssimas ao seu estilo pleno de doçura, serenidade e clara luminosidade. Van Gogh, o homem que foi pintor durante dez anos da sua vida e produziu mais de 800 pinturas e igual número de desenhos, assinou dois trabalhos, paisagem e plantas, respectivamente, plenos da energia que o celebrizou e emprestou novo impulso à Arte, dando origem ao Expressionismo.
não vendeu um só trabalho. Actualmente é o autor mais disputado no mundo. Nesta noite os seus quadros foram, tal como os outros, vendidos por um preço simbólico. ToulouseLautrec impressionou pela alegria que imprimiu à sua participação. Sob a sua influência, o médium curvou-se e bateu repetidamente com as mãos na tela de forma apaixonada. Sorria abertamente enquanto pintava um retrato feminino. Foi fiel ao seu estilo livre, misto de pintura e desenho, uso muito expressivo da cor, e aos seus temas encantadoramente mundanos.
Corot encerrava este grupo de autores, que em vida foram amigos e em alguns casos parentes. Viveram no século XIX, contemporâneos de Kardec. O mais falsificado pintor de sempre (o que diz bem do seu êxito) produziu uma maravilhosa paisagem, transbordante da frescura e vigor com que soube reinterpretar o classissismo. Tão generoso e afável como consensual na sua estadia na Terra, deixou no trabalho que produziu a mesma impressão.
Henri Matisse, para muitos o grande pintor do século XX, o mestre da cor por excelência, retomou uma das suas temáticas preferidas, a figura feminina, e ofereceu-nos uma obra com a força e harmonia incomparáveis que o caracterizam: uma mulher de esperanças, cambiantes de violeta, largos traços sinuosos a enquadrar o motivo principal. Picasso, sempre tão controverso quanto marcante, apresentou um exemplo da temática não figurativa que o celebrizou.
Tal como a portuguesa Vieira da Silva, que ofereceu uma amostra do seu estilo, que sintetiza tantas influências de forma tão consistente. Modigliani contribuiu com um retrato feminino, pleno da suave elegância que caracterizou a sua obra e influenciou tantos autores consagrados. Salvador Dali, o mestre do Surrealismo, produziu um trabalho que impressionou pela qualidade, absoluta fidelidade de estilo e perfeição técnica conseguidos em tão pouco tempo.
Miró também foi fiel às suas características e apresentou um trabalho não figurativo, patenteando a habitual liberdade e alegria no uso de cores e formas.
Findo o seu trabalho, Florêncio respondeu às perguntas do público. Contou como ocorreu o despertar da sua mediunidade, em tenra
idade. Fenómenos físicos inexplicáveis sucediam-se, e o jovem só entendeu o que se passava consigo aos 12 anos, quando leu «O Evangelho Segundo o Espiritismo». Passou por dois grupos espíritas da cidade de Salvador, onde se instruiu e veio a revelar aptidões mediúnicas em psicografia e psicofonia (escrever e falar sob a influência dos espíritos). Aos 17 anos foi convidado pelos espíritos pintores a tentar a psicopictografia.
Com os resultados que se conhecem. Mais de 16500 obras produzidas por seu intermédio, cerca de setenta Espíritos que já colaboraram neste trabalho. Florêncio é psicólogo clínico e docente nessa área. Foi pois com conhecimento de causa que esclareceu que o que ali se viu não foi um "vómito do subconsciente", como alguns sustentam, pois, além de tudo o que ali fala à razão e evidencia a origem do fenómeno, acresce que ele não tem qualquer formação artística, e é, por si, incapaz de produzir qualquer trabalho nessa área.
Confirmou que após uma actuação destas não sente cansaço, apenas noção de dever cumprido, lembrando que a mediunidade bem exercida não acarreta qualquer prejuízo para a saúde. A seguir foi ver os quadros que lhe saíram das mãos. De todos os presentes, só ele ainda não os tinha apreciado. Os quadros não foram leiloados. Foram sorteados pelos (muitos!) interessados, pelo preço de cem euros cada, o valor de uma contribuição para uma boa causa, já que estas obras, em boa verdade, não têm preço.
Modestamente, o médium lembrou que o êxito se deve a Jesus e aos benfeitores espirituais. Florêncio e Sidnei mereceram bem os aplausos, pela sua contagiante simpatia e humildade, e pela entrega que dedicam às suas causas. A todos os presentes, como o fazem por esse mundo fora, proporcionaram um convívio precioso entre dois mundos e mais uma evidência vibrante da imortalidade da alma.
Surge mais um caso, um caso inédito no movimento espírita português: o facto de em 17 de Setembro a “TV Galicia”, canal de TV espanhol, vir directamente de Espanha para fazer uma reportagem para o seu “ Telejornal da Tarde” de domingo, em horário nobre, visto por milhões de telespectadores espalhados por todo o mundo, sobre o que é o espiritismo. Luís de Almeida deu uma entrevista explicando o que é e o que não é espiritismo, falou de todas as actividades do CECACentro Espírita Caridade por Amor, respondeu aos jornalistas como um cientista chegou a espírita, e finalizou com a história do movimento espírita espanhol, antes, durante e depois da ditadura do general Franco.
O investigador da Agencia Espacial Europeia (ESA) referiu de forma clara que o movimento espírita espanhol e a Federação Espírita Espanhola, fiel aos postulados de Allan Kardec, são dos mais respeitados e dinâmicos de toda a Europa. Luís de Almeida sublinha ainda, que em Espanha existe um movimento espírita muito activo, consciente das suas responsabilidades e muito sério, tendo por bússola O Codificador da Doutrina Espírita, sendo o exemplo vivo a própria Federaçao Espirita Espanhola (FEE).
Alertou os telespectadores para a realização do XII Congresso Espírita Nacional Espanhol, a celebrarse nos dias 5, 6 e 7 de Dezembro de 2004, em Cuidad Real, tendo como tema: “ Visão Espírita da Saúde Física, Emocional e Espiritual'", organizado pela FEE. Os jornalistas espanhóis, desconheciam totalmente a existência de centros espíritas idóneos em Espanha e ficaram de entrar em contacto com a Federação Espírita Espanhola, onde Luís de Almeida, em directo para a TV de Espanha, forneceu o site na Internet da FEE em WWW .
Luís de Almeida, foi ainda convidado, para participar de um programa de "Ciência e Espiritualidade", em directo, para a “TV Galicia”.
A RTPRádio Televisão Portuguesa, em 11 de Setembro deu uma reportagem de 3 minutos sobre as actividades do CECA* - Centro Espírita Caridade por Amor, destacando o Curso Básico de Espiritismo, no seu “Jornal da Tarde” em horário nobre, visto por milhões de telespectadores, dignificando de forma inequívoca o movimento espírita português e mundial. Durante cerca de 15 dias: o movimento espírita português antes, durante e depois da ditadura de Salazar; a história e as actividades do CECA, que aposta na formação e na educação do ser humano, foram também notícia nos vários jornais e rádios nacionais e locais por todo o país.
A SIC e TVI também estiveram no CECA, onde assaram em seu “Jornal da Tarde” o evento evado a cabo pelo médium brasileiro psico%)ictográfíco Florêncio Anton, quando da sua última visita a Portugal. * wwW.ceca.web.
ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA E BENEFICENTE BEZERRA DE MENEZES
A AEB Bezerra de Menezes — sita na Rua do Almada, 30 - 2º. F na cidade do Porto — recebeu Sílvio Romero, psicólogo clínico, residente no Recife, trabalhador da Federação Espírita Pernambucana, Brasil, que acedeu a convite desta associação orientar um seminário que se realizou no passado dia 18 de Setembro, na sua sede. A presidente da direcção da associação, Fátima Pinto, apresentou o expositor e deu-lhe as boasvindas, colocando a casa à sua inteira disposição.
Perante uma assistência que esgotou por completo a lotação da casa, foi dado início aos trabalhos do dia com uma prece efectuada por Isabel Saraiva, passando-se de imediato ao tema "Transformando Emoções Destrutivas". Sílvio Romero com a palavra fácil apoiada pela projecção de acetatos, conseguiu prender a atenção de todos desde o início dos trabalhos, às 9h30, criando simbiose com o público, que participou activamente.
Ficou o profundo desejo da continuidade.
Julieta Marques, presidente da Associação Espírita de Lagos (AEL), radialista, articulista, escritora e expositora espírita realizou um périplo de conferências pelo país durante o mês de
Julieta Marques no Núcleo Espírita Cristão, no Porto
Setembro. Visitou o Centro Espírita Cristão de Fiães, Centro Espírita Joanna de Angelis de S. Mamede de Infesta, Núcleo Espírita Cristão do Porto, Associação Espírita Cristã Isabel de Portugal de V. N. de Poiares, Associação Migalha de Amor do Porto e Centro de Estudos Espirituais de Chaves. Tendo por enfoque a Vida Além da Vida. Julieta, alicerçada em factos reais, cita o exemplo vivo do seu jovem sobrinho, João Paulo ou Kefas, como era carinhosamente tratado, que se comunicou do Além depois de seu prematuro falecimento.
À história, verídica, contagiou os auditórios que a escutaram. Observámos diversas pessoas emocionadas. Várias foram as mensagens mediúnicas recebidas através dos médiuns espíritas portugueses Lasalete dos Santos Associação Migalha de Amor) e Suzete Duarte AEL) e dos brasileiros Carlos Baccelli e Marilusa Vanconcellos.
lado da vida, ditadas pelo próprio Kefas, foram compiladas e deram origem ao livro «João Paulo Ele Mesmo» da Editora Didier, SP, Brasil. O produto da venda da referida obra reverte na íntegra para a construção da nova sede da Associação Espírita de Lagos, cuja conclusão está prevista para próximo ano. Os interessados que pretendam adquirir o exemplar deverão contactar
a Associação Espírita de Lagos. Texto e fotos: Luís de Almeida
NÚCLEO ESPÍRITA ROSA DOS VENTOS COMEMORA BICENTENÁRIO DE KARDEC
O ciclo de palestras de Outubro do Núcleo Espírita Rosa dos Ventos representou a sua comemoração
do Bicentenário do Nascimento de Allan Kardec. Eis o programa: dia 1 de Outubro às 21H00, O que é o Espiritismo? Orador: José António Luz. Dia 2 de Outubro às 15h00: 2.ºEncontro de Literatura Espírita Rosa dos Ventos. Tema: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Oradores: La Sallete Santos e José António Luz. Dia 8 de Outubro, 21h00: O Livro dos Espíritos. Orador: José António Luz. Dia 15 de Outubro às 21h00: O Livro dos Médiuns.
Oradora: Maria Aurea. Dia 16 de Outubro, 15h00: 2.º Recital de Poesia Espírita Rosa dos Ventos (declamação de várias poesias de temática espírita com a participação de Maria Aurora e de vários colaboradores do Dia 22 de Outubro às 21h00: O Céueo Inferno. Oradora: Teresa Zenha. Dia 29 de Outubro às 21h00: A GENESE. Oradora: Laura Rosino Núcleo Espírita Rosa dos Ventos.
O N.E.R.V. fica na Travessa Fonte da Muda, n.º 26 (próximo à Exponor), 4450-672 Leça da Palmeira, com os seguintes contactos: telef 22 99 521 08 e 965384 111, com e-mail nerv&aeiou.pt e com página na Internet http://Www.nerv.pt.vu e http:// www.leca-palmeira.com
XI FÓRUM ESPÍRITA NACIONALLEIRIA
Decorreu de 11 a 12 de Setembro de 2004, na Associação Espírita de Leiria, o Xl Fórum Espírita Nacional.
O estudo e a prática da mediunidade são cada vez mais uma responsabilidade de todas as instituições espíritas, no entanto a correlação do seu exercício com as ciências médicas é ainda pouco conhecida, motivos mais que suficientes para que a Associação Espírita de Leiria levasse a bom termo a organização deste importante evento com o tema "FENOMENOLOGIA ORGANICA E PSÍQUICA DA MEDIUNIDADE!". O evento esteve a cargo do conceituado psiquiatra brasileiro Sérgio Felipe de Oliveira, professor na Universidade de São Paulo, dirigente da Associação Médico-espírita do Brasil e fundador da Universidade do Espírito. E conhecido no
Associação Espírita de Leiria: (da direita para esquerda) José Medrado, Sérgio F. Oliveira, Isabel Saraiva, Sílvio Romero e Juselma Coelho
Brasil, América e Europa, onde é convidado para inúmeras conferências. Este Fórum coincidiu com a inauguração da nova sede da Associação Espírita de Leiria, na Rua das Cervas, localidade de Barosa, junto a Leiria. A inauguração foi deixando na plateia um "rast
referenciar e louvar o extraordinário empenho dos trabalhadores da Associação Espírita de Leiria no apoio para que um evento desta envergadura decorresse na melhor forma, que deixou todos os presentes satisfeitos e ansiosos para mais eventos desta natureza. Finalmente não poderia deixar de destacar no encerramento do Fórum, as palavras
emocionadas de Isabel Saraiva, dirigente da
/ anos de lutas contra as adversidades até que viu finalmente concretizar-se um sonho, que vai contribuir e em muito para o desenvolvimento do movimento espírita português.
Texto: João Eduardo e Nuno Fortuna EM PORTUGAL
Irvênia Prada, médica veterinária, conferencista e escritora, bem como Flávia Prada, médica cirurgiã ortopedista, ambas espíritas, da Universidade de São Paulo, estiveram durante o mês de Setembro na cidade do Porto.
Irvênia Prada é prof.º catedrática, uma autoridade mundial na comunidade científica sobre neuroanatomia animal, é também uma respeitada investigadora em particular da interacção cérebro-mente dos animais, com vários livros e estudos científicos e espíritas publicados. Flávia Prada, respeitada mundialmente no meio académico de ortopedia é também conferencista e monitora espírita. Faz parte de um grupo de cientistas interdisciplinares da USP que visa um estudo rigoroso sobre a doutrina espírita, além de vários projectos de divulgação em que está envolvida.
A presença de tão distintas figuras académicas só foi possível graças ao convite do simpático casal João e Benvinda Serrano da cidade do Porto. Irvênia e Flávia por onde passaram deixaram os meios académicos, auditórios, ouvintes e telespectadores encantados pela sua natural simplicidade e seriedade em relação aos assuntos abordados. Irvênia Prada proferiu uma palestra no Centro Espírita Joanna de Angaelis, S. Mamede Infesta; esteve na RTP no programa “Bom dia Portugal”; proferiu uma conferência sobre “Etica e bem-estar animal” no conceituado auditório da Biblioteca Almeida Garrett no qual um número elevado de médicos veterinários e estudantes universitários estiveram presentes; deu uma entrevista na Rádio Festival para o programa "Vozes do Norte", além de proferir uma conferência no Hotel Tuela, a convite da Sociedade Portuguesa de Veterinária e da Faculdade de Medicina Veterinária do Porto.
«A actual proposta cultural é a de adopção de um novo paradigma, chamado de biocêntrico ou ecocêntrico, que visa o bem-estar do homem e, também, o dos animais, somando-se a isso a busca de harmónica interacção com a natureza», referiu a docente e concluiu: «Como os animais, pertencemos a este planeta. Não somos “donos” dele. Não vale dominar, explorar. Vale conviver!
Irvênia Prada e Flávia Prada tiveram ainda um encontro com a AME PORTOAssociação Médico-Espírita da Area Metropolitana do Porto WWW.ameporto.org e “reencontro” com sua presidente, colega e amiga de longos anos da Universidade de São Paulo e de lides espíritas, a médica cardiogeriatra Lígia Almeida.
O médium e orador Divaldo Pereira Franco, da Bahia, Brasil, passou novamente por Portugal, este ano, vindo do congresso espírita mundial que decorreu recentemente em Paris, na França.
Entre as numerosas cidades onde palestrou ou ministrou seminários, parámos em S. João de Ver, entre as cidades litorais do Porto e Aveiro. O amplo auditório da Escola de Beneficência e Caridade Espírita lotou. O tema, sugerido pela presidente da Direcção, Ana Maria Duarte, foi educação. E Divaldo Francoapós as boas-vindas da casa, a apresentação feita pelo presidente da Federação Espírita Portuguesa que o trouxe a Portugal e após homenagem que lhe foi feita pelo Núcleo Espírita Rosa dos Ventosem voz tranquila deixou uma explanação notável a todos os presentes naquela tarde de sábado, 23 de Outubro.
Começou por contar a história da negrinha Mary Jane, uma educadora norte-americana, que tocava particularmente também na questão do racismo. Depois relatou outras com o talento que só os grandes comunicadores da oralidade o sabem fazer, no caso respaldadas por conteúdos elevados, como tanto merece a doutrina espírita. Aqui e ali um toque, em jeito se conclusão sucessiva: «De que me serve acreditar na imortalidade da alma ou na reencarnação, se isso não fizer de mim uma pessoa melhor?!».
Após a história verídica de uma das crianças que criou e que mostrava forte tendência inata para a violência, sublinhou a importância de as casas espíritas cultivarem, acarinharem, estruturarem a reunião de infância espírita, onde desde pequenas, as crianças comecem a reter o bem num mundo onde há fronteiras que de outro modo seriam de todo confusas. Ao fim de cerca de uma hora, o ambiente espelhava a espiritualidade própria da elevação das ideias e da palavra. Não foi decerto difícil para ninguém reter uma comunicação tão luminosa..
No final, os presentes que desejaram ainda procuraram Divaldo Franco com os seus livros na mão, para a sessão de autógrafos habitual.
João Xavier de Almeida recebe uma
Em S. João de Ver, o público assiste à
Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração. Eles não morreram. Estão vivos. Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo.
Inquietam-se com a tua rendição aos desafios da angústia, quando te afastas da confiança em Deus.
Eles sabem igualmente quanto dói a separação.
Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus,
conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiam responder as interpelações que articulaste no auge da amargura.
Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.
Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cireneus de ternura incessante ou enxugando-te as lágrimas quando tacteias a lousa ou lhes enfeitas a memória perguntando porquê. Pensa neles com a saudade convertida em oração.
As tuas preces de amor representam acordes de esperança e devotamento, despertando-os para visões mais altas da vida.
Quando puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir e tê-lo-ás contigo por infatigáveis zeladores de teus dias.
Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas actividades a que te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária. Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas na Terra que lhes
resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material... Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direcção da noite, mas sim ao encontro de Novo Despertar.
Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã, na noite de 20/09/1974, em UberabaMinas Gerais Brasil
Clóvis Nunes: as aparições e a transcomunicação
É espírita há cerca de 25 anos. Militante e dirigente de casa espírita e de sessões mediúnicas. «Venho de uma história de mocidade espírita, já fundei vários centros espíritas no Brasil. Participei muito no movimento espírita brasileiro, em congressos, conferências e eventos dos
mais variados», diz. Clóvis Nunes é técnico de edificações electrotécnicas, especializou-se em projectos de alta tensão. Está a fazer um curso de bacharelato em Física na Universidade. Habita hoje em Feira de Santana, na Baía. É a maior cidade do interior, depois da capital, e a maior
do interior nordestino deste país irmão.
Clóvis é também consultor da Rede Globo, televisão, na área dos fenómenos paranormais, desde 1994. «Fizemos oito programas da «Globo Repórter» e alguns quadros para o programa «Fantástico». O último que fizemos foi sobre a revelação do Museu das Almas do Purgatório, um museu da igreja católica, reservado ao conhecimento de poucas autoridades do Vaticano, e que guardava, há mais de 100 anos, 18 casos de aparições de espíritos de padres e freiras que voltaram do Além e deixaram rastos e marcas dessas aparições, tais como documentos e resíduos, dentro da própria igreja», afirma.
E continua: «Tudo nasceu no final do século passado, com o padre Vítor Jouet, da Ordem do Sagrado Coração do Sufrágio, uma ordem católica destinada a orar pelos moribundos e pelos mortos, principalmente os que morreram de maneira difícil. Essa ordem foi fundada em França, pelo padre Jules du Chevalier, em 1854, numa época bem contemporânea do nascimento do espiritismo. Surgia, assim, uma ordem católica, do nosso ponto de vista, com a finalidade de comunicação com os mortos, através de preces.
Então, o padre Vítor Jouet foi a Roma para inaugurar a primeira igreja dessa Ordem, situada a dois quarteirões do Vaticano, junto ao Rio Tibre. Quando decorria a cerimónia de inauguração do altar, houve um incêndio misterioso no mármore. Na verdade, tratou-se de uma parapirogenia, palavra que vem do grego piro, de fogo e genia, de geração, ou seja fogo gerado paranormalmente. Foi pedida ajuda aos fiéis que ali se encontravam e quando conseguiram apagar o fogo verificou-se que o mármore estava derretido e que nele, esculpido pelo fogo, apareceu um rosto de um homem atormentado.
Isto passou-se em 15 de Novembro de 1863».
— São então esses factos que está a pesquisar? Clóvis Nunes — Sim. O padre Jouet achou que foi um sinal do Além e que um espírito atormentado precisava de ajuda, pelo que o objectivo da Ordem estava a ser atingido positivamente. Procurou, então, o papa Pio X e pediu-lhe autorização para viajar por outros países, a fim de aferir se fenómenos semelhantes teriam ocorrido noutras igrejas. O papa autorizou e essa viagem durou seis anos!
Esse padre foi, mais tarde, embaixador do Vaticano em Roma e conseguiu manter uma grande amizade com o papa. Entretanto, nos seis anos que durou a sua viagem, escreveu quase duas mil cartas e trouxe 260 casos de aparições de espíritos de padres, freiras e outras personalidades ligadas à igreja católica. Daí nasceu o que ele definiu como o primeiro “museu cristão de além-túmulo”. — Eonde é que fica esse museu?
CN — Fica na Igreja do Sagrado Coração do Sufrágio, na Rua Rio Tevere, n.º%, a dois quarteirões do Vaticano. E um museu secreto da igreja. — EÉ mesmo secreto, não é aberto ao público? CN — Devia ser, mas não é tão aberto como isso. Contudo, com um pouco de curiosidade, pode entrar na igreja embora seja proibido filmar e fotografar.
Estive lá, com um amigo, ele não conseguiu entrar, mas eu entrei com o sr. Capogrosso, um cineasta profissional, de Roma. Conheci-o, ficámos amigos, pois ele é muito interessado no assunto. As fotografias desse museu tinham sido reveladas ao mundo pelo prof. Henrique Rodrigues e pelo dr. Molina, um parapsicólogo espanhol. Ele deu-me essas fotos.
Eu já tinha passado pelo museu em 1996, quando fazia pesquisas de TCI (transcomunicação instrumental) em Itália, e dei-me conta de que nele havia um verdadeiro “tesouro escondido”. Então, na minha viagem a Roma, em 2003, fiz a reportagem de capa do Programa “Fantástico” da Rede Globo, com a duração de 19 minutos, e que foi exibida em 9 países e esteve 15 dias em páginas da Internet. Essa reportagem sobre o museu repercutiu muito
no meio católico brasileiro, porque foi apresentada na véspera do Dia dos Mortos. Como nesse dia as igrejas estão cheias de gente, os comentários foram exactamente sobre esse assunto. O arcebispo da minha cidade procurou-me e, de uma maneira surpreendente, pediu-me informações para poder orientar os padres da sua região, uma vez que estavam a ser muito questionados, sobre o museu, pelos devotos católicos.
Então, o museu continuou com a mesma forma até aos anos 20. Após a morte do padre Jouet, o seu sucessor, o padre Benedito, mudou o nome do museu para Museu das Almas do Purgatório e destruiu grande parte das peças, deixando apenas 18 casos. Como o museu teve a bênção do papa para ser criado, não puderam destruir tudo. Estou a escrever um livro sobre esses acontecimentos, porque consegui contactar com o chefe-geral da ordem e ele traduziu-me muitas informações, inclusive as anotações pessoais do padre Vítor Jouet.
O director do Diário Oficial do Vaticano fez uma reportagem interessante sobre a autorização formal do papa João Paulo II para que a proibição do contacto com os espíritos não fosse tão radical. E incluiu um discurso do papa, feito no Dia dos Mortos, em 1984, em Roma, que referia a dada altura que o diálogo com os «mortos» não deve ser interrompido, porque a vida não se acaba nos limites deste mundo.
— Clóvis, muito sucintamente, em que tipo de pesquisa é que está integrado ultimamente, ou que descobertas é que tem feito?
CN — Estamos a trabalhar, há quase 20 anos, em fenómenos de poltergeist. Lá no Brasil, já investigámos 16 casos documentados, com testemunhos, com registos, com vídeos e contamos com uma equipa que nos auxilia, simpatizantes das pesquisas psíquicas.
Também estamos a investigar um caso belíssimo de escrita directa, sem contacto psicográfico, por uma entidade que se comunica há 13 anos com a família, na minha cidade, e que já escreveu mais de 130 bilhetes, com a própria assinatura. — Desculpe interrompê-lo... isso acontece num Centro Espírita... em casa de alguém? CN — Acontece na casa dessa família e mesmo em viagens que fizemos juntos...
— Eles são espíritas, também?
CN — São espíritas, sim. Conversamos sobre determinado tema e, de repente, aparece um papel
fixado na laje. Quando o papel cai, verificamos que tem uma resposta escrita à nossa conversa. Já aconteceu em viagem, com o carro completamente fechado, o ar condicionado ligado, o bilhete cair no nosso colo, em frente ao volante e sempre com uma resposta ao assunto de que estávamos a falar. Essa entidade também tem feito muitas transcomunicações, por exemplo só em minha casa recebi três telefonema.
— Como é que comprova que esses telefonemas não são brincadeira de alguém do exterior? CN — Porque a maneira como acontece é singular e difícil. Vejamos, por exemplo, um telefonema que recebi em minha casa, às 2h15 da madrugada. Estava a fazer um relatório das pesquisas dos últimos fenómenos que tinham ocorrido na sextafeira e no sábado. Era domingo à noite e eu não tinha avisado ninguém que iria trabalhar nesse relatório.
À hora referida, estava eu no 20.º fenómeno (tinha 42 para registar!) e necessitava de ir trabalhar, no outro dia, às 7h00. Estava cansado, as pálpebras pesavam-me... e tomei a decisão pessoal de resumir os 22 fenómenos que faltavam em 30 minutos. Quando comecei a fazer o resumo, o telefone tocoununca ninguém me tinha ligado a uma hora dessase até pensei que se passava algo de grave com a minha família. Ao atender, comecei a ouvir um ruído semelhante ao do vento e, de repente, uma voz sussurrada, mas muito clara, disse: «Clóvis, meu filho, nem sempre o mais fácil é o melhor.
Continue a descrever os fenómenos em relatório, como estava a fazer. Não se preocupe com o cansaço, nós estamos a assisti-lo. Que Deus abençoe o seu trabalho». De repente, a ligação caiu. Repito que ninguém no mundo sabia que eu estava a fazer aquele relatório e muito menos que tinha tomado a decisão pessoal de fazer tudo mais rápido... somente, mesmo, um fenómeno paranormal. Esse fenómeno está registado no meu último livro de «Transcomunicação».
CN — “TranscomunicaçãoComunicações Tecnológicas com o Mundo dos Mortos” . Está já com seis edições no Brasil, em três anos de revisões, pois quando sai nova edição, pela editora EDICEL, Junto sempre coisas novas. O livro tem tido uma venda de 78% a 80% fora do mundo espírita. E um livro muito vendido no Brasil, bem aceite nos meios académicos, e é considerado o mais completo do género, pois faz uma panorâmica da TCI no mundo todo, em vez de focar experiências de grupo apenas.
Nele resumi a história da TCI e gostaria de referir dois acontecimentos incríveis que nele registei: 1. Descobrimos no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro que o 1.º transcomunicador do mundo foi um brasileiro: Augusto de Oliveira Cambraia. Posso dizer que fui o primeiro pesquisador a conseguir obter todos esses registos. 2. Achei o livro de Oscar D'Argonnel que, de 1917 a 1925, recebeu muitos telefonemas do Além, daíotítulo da obra “ Vozes do Além pelo Telefone”.
Como se vê, o primeiro livro de transcomunicação é do Brasil, o primeiro contacto telefónico de transcomunicação é no Brasil e o primeiro homem a pensar em aparelhos de TCI era brasileiro.
— Diga-me: fazem essas pesquisas de TCI no vosso centro espírita, fora dele, em casa ou num sítio neutro?
CN — Já formámos, no Brasil, uns cinco grupos de pesquisas de TCI. Viajámos muito e, inicialmente, fizemos pesquisas na nossa casa, depois num grupo espírita, mas também em lugares independentes. — O que aconselha a quem quer iniciar-se na TCI?
CN — A meu ver, deverá ter-se um nivelamento cultural sobre o assunto e o primeiro passo é a pesquisa bibliográfica, para não se começar por onde muita gente termina; depois, o nivelamento do próprio grupo, pois é importante a persistência e a constância: hora, dia certo e lugar adequado.
As técnicas também são importantes e o seu domínio é essencial. Depois, há o sentimento e a convicção de amor que se colocam nas evocações e que são indispensáveis para o contacto. A este propósito, depois de 13 anos de trabalhos, fomos premiados, aqui no Brasil, com uma grande comunicação instrumental, que ocorreu em 2/11/02, no Dia dos Mortos, durante a realização do Congresso Espírita da Baía, no Centro de Convenções de Salvador.
Reunimo-nos numa sala ao lado, para fazer sessões de transcomunicação, durante dois dias. Após cinco tentativas sem contacto, invocando espíritos relacionados com o movimento espírita brasileiro e, em especial, directamente ligados à Federação Espírita do Estado da Baía, apareceu uma entidade da qual nem nós, nem ninguém da Federação se lembrava. — Alémdo Clóvis, quem mais estava presente? CN — Muita gente, acho que havia 27 pessoas na sala.
Estava o Dr. André Luiz Peixinho (vicepresidente da FEEB), o Dr. Ildefonso do Espírito Santo, o Frederico Bispo dos Anjos, o presidente do Conselho Espírita Internacional, o Dr. Elzio Ferreira (procurador de Justiça), um doutorado em ciência pela USP, muitos jovens, visitantes e representantes de várias instituições e médicos. Dessa reunião foi feita uma acta, da qual posso dar-lhe uma cópia, com as assinaturas de todas as pessoas que testemunharam o facto, devido à importância que teve para quem lá esteve.
O espírito comunicante foi o Astrogildo Eleutério da Silva, que tinha morrido, cego, bastante idoso, há já seis anos.
CN — Conhecia-o pouco, não tive muito contacto com ele, mas sabia quem era. Naquele momento nem nós lembrávamos dele.
CN — De Salvador... trabalhou muito tempo na Mansão do Caminho, com Divaldo Pereira Franco.
A transcomunicação é hoje a maior evidência jamais pesquisada e sonhada pelos espíritas para legitimar a indestrutibilidade do espírito e a comunicabilidade entre a Terra e o Além
Foi um trabalhador incansável da Federação Espírita do Estado da Baía. No entanto, eu não sabia que ele tinha morrido, a última notícia que tinha dele era que estava muito doente, mas, na lista dos espíritos invocados, o seu nome não foi aventado.
— Quais foram as técnicas que utilizou? CN — A técnica que usei é uma técnica mista, fruto das experiências que aprendi com o Adolfo Gomes, meu grande amigo, com o qual consegui realizar imensos contactos de TCI na sua casa; também nas viagens que fiz pela Europa com o Dr. Ernest Senkowski; e ainda com as técnicas que recolhi do casal Jules e Maggie Harsch-Fischbach. Somos velhos amigos desde o I Congresso de Transcomunicação, na Suíça, em 1989, e desde então nunca perdemos o contacto.
Então, utilizei quatro rádios entre estações. O Adolfo Gomes aconselhou-me a não usar o suporte de línguas estrangeiras, por causa do artefacto gerado no final. Cheguei a fazer algumas experiências com esse suporte, mas acho que o fenómeno fica garantidamente paranormal se não se incluir nenhum conteúdo de vozes. Os quatro rádios foram colocados entre estações, apenas obtendo o ruído branco do FM e o ruído rosa do AM, mais o rádio de ondas curtas, porque debaixo da válvula deste existe um dispositivo que se chama “grade”, que gera tons diferenciados.
Usei duas lâmpadas, uma de ultravioletas e outra de infravermelhos, que é o indicado pelos espíritos transcomunicadores para ionização dos gases atmosféricos, uma vez que essas lâmpadas são usadas na medicina, na área da fisioterapia. — E quanto à luz branca?
CN — A luz branca tambémeo ambiente normal. Essas duas lâmpadas têm a capacidade de ionizar os 71% das partículas de nitrogénio que estão no ambiente. Há que ter um certo cuidado, pois essas lâmpadas afectam os olhos. Colocam-se as lâmpadas na direcção dos rádios. Usei ainda um gravador portátil, uma fita virgem e um pedaço de espuma em baixo, para que a propagação dos ruídos que saem dos rádios não fique tão elevada na gravação. E iniciam-se as invocações. Neste caso, a mensagem chegou, com 72 palavras límpidas.
— E apareceram aonde, no gravador? CN — Sim, no gravador. A fita passou durante 5 minutos, depois foi rebobinada e a voz estava lá! — Desculpe... era um gravador normal, como este
CN — Exactamente, parecido com esse. — Então, o Clóvis põe a gravar o ruído branco, depois rebobina a fita, e quando carregam no “play” aparecem as vozes?
CN — Sim, reputo esta como as melhores comunicações de EVP do mundo, pois tenho as colectâneas do Juergenson, do Raudive, do Jules e Maggie, do Marcelo Bacci, do Luciano Capitano, enfim, tenho material de quase todos os grupos do mundo. Esta mensagem do Astrogildo Eleutério da Silva, o espírito comunicante, foi reconhecida pela sua esposa, que esteve presente no congresso e que ficou emocionada, bem como pelos amigos que também reconheceram a sua voz. Ele falava com peculiaridade, era um poeta, e quando a mensagem chegou e foi ouvida verificou-se ser a primeira mensagem de transcomunicação rimada,
ATA DA SESSÃO DE TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL, REALIZADA EM 02 DE NOVEMBRO DE 2002 - SALVADOR — BAHIABRASIL
com quatro estrofes e versos muito ricos, cheios de beleza. Ninguém teve dúvidas que a voz era do Astrogildo. Aliás, ele próprio se identificou, dizendo que estava a falar de outra dimensão. — Eninguém estava a pensar nele?
CN — Ninguém e foi uma grande emoção que se sentiu na sala.
— Ecomo é que a esposa depois confirmou que era o marido?
CN — Chamaram-na quando ele começou a dizer as primeiras palavras. Ela deu um grito de emoção e tiveram de a acalmar. Como ele morreu cego, ela cuidou dele, durante muitos anos. E, num dos versos, ele diz para ela, com a voz embargada pela comoção: «Minha Carminha querida / Dona dos afectos meus / Deste outro lado da vida / Os meus olhos fitam os teus».
— Pode arranjar-me essa gravação?
CN — Claro, posso dar-lha porque a trouxe comigo. E também uma cópia da acta que contém toda essa história, que teve muita repercussão no Brasil. Saiu no “Correio da Baía”, na imprensa comum, não foi apenas divulgada na imprensa espírita. Até hoje esse caso é falado na Rede Globo e há até um projecto da Globo Repórter e do Programa “Fantástico” para se fazer a reconstituição do facto.
— Que mensagem gostaria de deixar? CN — Que a transcomunicação é hoje a maior
evidência, jamais pesquisada e sonhada por todos os espíritas, para legitimar a indestrutibilidade do espírito e a comunicabilidade entre a Terra e o Além. Kardec dizia que o princípio mais importante da doutrina espírita é a prova de que este é imortal, porque se assim não fosse tudo o que sabemos acerca dos espíritos seria completamente errado. Para que tudo isto tenha validade, para que exista mundo espiritual, reencarnação, influência dos espíritos, para que haja tudo aquilo em que acreditamos, é preciso que, antes, exista uma coisa: a imortalidade da alma, a indestrutibilidade do ser humano após a dissolução cadavérica do corpo.
À transcomunicação é a legitimação de tudo isso, é o maior contributo dentro da área da ciência, jamais pensada também pelos cientistas. Estamos a falar da maior descoberta do século XX, mas quase ninguém se dá conta disso. Como se trata de uma descoberta tão extraordinária, ela está um pouco à frente do tempo e as pessoas não fizeram ainda a assimilação real do que ela significa. Neste século novo, o século XXI, dos satélites, da comunicação virtual...
a TCI está ainda na frente, a TCI está além da comunicação virtual, é o 6.º paradigma da comunicação. Portanto, estamos perante a TCI como estiveram, no passado, os primeiros cientistas diante das leis da electricidade, diante das ondas electromagnéticas, que deram as bases para que as condições do relacionamento humano do século presente fosse como o vemos agora. Incentivamos, pois, a todos que têm interesse no espiritismo, a mergulharem nas informações desta ciência, porque é uma ciência de esperança.
Neste século que estamos a iniciar, com tantas mudanças humanas, precisamos cada vez mais de uma religião que saiba, mas também precisamos de uma ciência que sinta, de uma religião com razão e de uma ciência com consciência. Precisamos de uma religião com conhecimento e de uma ciência com sentimento. A Tanscomunicação faz essa ponte. E acredito perfeitamente que ela vai iluminar as religiões e vai ser pela ciência espiritualizada que o trabalho de libertação da humanidade se vai operar.
Não serão as religiões a trazer a libertação do Homem, porque o passado das religiões, conforme determinam as pesquisas históricas, foi todo construído em guerras, em dissenções e conflitos. Das 15 mil guerras que foram perpetradas pelos povos, mais de 80% foram causadas por conflitos religiosos e a verdade é que as religiões ainda se encontram desunidas.
Então, esse trabalho de unificação tem de se dar por um processo de espiritualidade transreligiosa, que está além dos partidos de crenças. À transcomunicação traz essa luz, porque é essa ponte de comunicação, sem a necessidade de uma bandeira religiosa sem nenhum conteúdo de doutrina ou de teologia. Assim, acreditamos estar a falar de uma mensagem de esperança para a humanidade.
Texto: Sílvia Antunes. Fotos: José Lucas. Entrevista recolhida por José Lucas na Conferência Internacional acerca da Sobrevivência à Morte Física, com especial referência à TCI (Transcomunicação Instrumental) - Vigo, Espanha - 23-25 Abril 2004.
Notas: TranscomunicaçãoComunicações tecnológicas com o mundo dos "mortos", de Clóvis Nunes. Quarta edição do livro, ampliada e revisada. Essa edição tem um aumento substancial de informações que a primeira edição citada acima. Agora com 275 páginas e alguns trechos corrigidos e revisados. A estrutura básica do livro permanece, mas em cada capítulo mais informações e mais fotos são somadas, valendo muito a aquisição dessa nova versão. O livro adiciona material da nova ida de Clóvis Nunes para a Europa, trazendo informações inéditas para o Brasil. http://www.mundoparanormal.com/docs/fantasmas/huellas de f uego mensajes.html
La iglesia del Sagrado Corazón del Sufragio, en Roma. En ella se conservan objetos que muestran extrafias marcas de fuego: éstas han sido definidas como «testimonios del más allá». Esta singular colección fue iniciada en 1897. En aquel afo, la capilla de la Virgen del Rosario, situada junto a la iglesia, se incendió. Cuando las llamas quedaron extinguidas el párroco de aquella época, Victor Jouet, observó algo extraho en una pared del altar.
Quizá había sido una jugarreta del fuego, pero el hecho era que el humo había trazado un dibujo que resultaba, por lo menos, alucinante: parecía un rostro, un rostro de expresión afligida y melancólica. Por otro lado, en un opúsculo editado por los misioneros del Sagrado Corazón se puede leer: “La Iglesia condena el espiritismo, considerado una creencia susceptible de evocar con prácticas mediúmnicas el espíritu de los difuntos.
Pero el museo recoge solamente huellas causadas por almas que volvieron espontáneamente, para pedir sufragios de plegarias o buenas obras” http://Wwww.cevfmp.hpg.ig.com.br/reportagem.htmO Museu das Almas do Purgatório http://www.espirito.org.br/portal/artigos/ffarias/espiritos-secomunicam.htmlEspíritos se Comunicam na Igreja Nesta declaração do padre Gino Concetti, prossegue Clóvis, consta uma abordagem muito profunda do Papa João Paulo II, que disse, literalmente, uma frase muito expressiva proferida no Dia de Finados, 2 de Novembro de 1983, num dos seus pronunciamentos públicos em Roma, na Praça de São Pedro: “O diálogo com os mortos não deve ser interrompido porque, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo”.
httpy//www.consciesp.org.br/?pg=tci, congressoGravada mensagem nítli'lda em sessão de transcomunicação no 11.
httpy//www.consciesp.org.br/?pg=tci. congresso, ataActa da sessão de transcomunicação instrumental realizada em 2 de Novembro de 2002 - SalvadorBahiaBrasil inquérito
Para se saber o que é o espiritismo, de que é que trata esta doutrina, para que serve, nada melhor do que estudar os livros de Allan Kardec, o homem responsável pelo tratamento de dados recebidos dos espíritos desencarnados num momento especial da história da humanidade.
A Associação de Divulgadores de Espiritismo, durante um par de semanas, colocou três perguntas no seu site e aguardou que fossem respondidas pelos frequentadores desse espaço
1 - JÁ FEZ O CURSO BÁSICO DE ESPIRITISMO?
2 - QUE TEMA GOSTARIA MAIS DE VER ABORDADO NO CENTRO ESPÍRITA? 3 - QUAL DOS LIVROS, DA CODIFICAÇÃO ESPÍRITA, GOSTARIA MAIS DE (REJESTUDAR NO CENTRO ESPÍRITA? Sobre a primeira questão, face às respostas, a maior parte fez curso básico de espiritismo num centro espírita, o que é óptimo, já que a relação presencial é francamente preferível pela mais ampla interactividade entre formador e formando. No caso do ensino a distância via
importância o conhecimento de si próprios. Em segundo lugar aparece o tema sexualidade e, quase com as mesmas respostas, o tema o que é o espiritismo. O assunto preterido é o aborto.
Por fim, no que toca às preferências pelo estudo no centro espírita dos livros da autoria de Allan Kardecou codificação espíritaa maioria opta por «O Livro dos Espíritos», seguido de valores empatados para «O Evangelho Segundo o Espiritismo» e de «O Livro dos Médiuns». O livro menos preferido nesta amostragem é «O Céueo Inferno».
virtual: Internet (ver www.adeportugal.org), a —Ainda hoje é discutível mais para uns do que interactividade cinge-seauma . para outros eleger hierarquias de importância Jáfez o Curso Básico de Espiritismo? troca e-mails; contudo, se o — entre as obras da codificação espírita. formando é de uma região — Se uns justificadamente dizem ser o mais 22 - z . - . 2. 25 o onde não há associações — fundamental «O Livro dos Espíritos», outros 20 espíritas, esta é uma boa opção.
— elegem «O Evangelho Segundo o Espiritismo». 15 Quanto aos temas que os . Contudo, não é descabido considerar todo o 10 9 inquiridos prefeririam ver — conjunto de desses livros uma unidade que se 5 5 abordados na associação complementa e integra, gerando na história da 5 . espírita, a maioria volta-se para — humanidade a fonte doutrinária segura, única o : : : o assunto vasto do lidada doutrina espírita. Não concorda?
O — m . E5S 5 gweE autoconhecimento, ou seja, E=E - 3 2 Texto: JG. Dados recolhidos e tratados por Vasco Marques e :Es ES 2S reputam como de grande ; - 8 7) 6E NA Sílvia Antunes — Que tema gostaria mais de ver abordado no Centro Espírita? Qual dos Livros, da Codificação, go's_tarla mais de (re)estudar no Centro Espinta? 18 - 7 16 n 14 10 ” 9 9 12 10 8 8 6 6 6 E 4 3 3 4 3 3 | 4 I 2 2 : l 2 (] T T TT TTT [ 2 o o 2 oooSoo o E = s s & S ” = õ 9 o = & E = â [) = 3 O .
Maria reformou-se em 2003. Estava contente porque enfim poderia ter tempo para fazer muitas coisas que andava com vontade de fazer mas nunca havia tempo... O emprego, as coisas de casa, os filhos que, embora já adultos, ainda lhe davam preocupações....
No entanto, tinha aquela tossezita irritante que a estava a preocupar.
A conselho de um médico amigo, arranjou enfim tempo para fazer o estudo clínico e teve uma notícia terrívelcancro nos pulmões!
Já não havia hipótese de operar, disseram os clínicos consultados. Protelaram-se os avanços da doença com tratamento de quimioterapia que a deixava de rastos, mas logo a seguir vinha um espaço de bonança que lhe dava esperança de ultrapassar a crise. Passou cerca
de um ano e a crise avolumou-se.
Maria já não vai para casa, ficou internada no Instituto Português de Oncologia e, aos poucos, foi-se degradando a sua saúde e até a sua consciência.
Os familiares organizavam-se para lhe fazer companhia durante a noite. Já tinha dificuldade em reconhecer os próprios familiares, passava a maior parte do tempo numa sonolência, ajudada pelos medicamentos que tomava.
Uma das noites, enquanto ela parecia dormir, uma cunhada que lhe fazia companhia no quarto, sentada num sofá, lia um livro para passar o tempo, aliviada por a doente parecer estar em sossego. Cerca das 2 horas da manhã, reparou que afinal a doente estava voltada para o lado e sorria em silêncio. Admirada
— Sabe, disse ela, estava a sorrir para a minha sogra que era muito minha amiga e que estava aí a sorrir para mim...
A sogra da Maria era mãe daquela familiar que a acompanhava e já falecera em Setembro de 1989.
Felizmente essa cunhada era espírita e compreendeu... compreendeu que o sofrimento da Maria estava prestes a passar para uma outra fase de tratamento, superior, quando transferida para o Plano Espiritual.
E não se enganou, Maria desencarnou na noite seguinte, em Fevereiro deste ano, e já tinha pelo menos uma amiga à espera...
Texto: Álvaro MirandaamirandaGnetcabo.pt opinião
Wormbhole e os fenómenos espirituais
Algumas das soluções das equações de Einstein permitem velocidades superluminais, válidas para possíveis viagens intergalácticas hiperrápidas: os wormbholes transitáveis que são atalhos hipotéticos, unindo duas regiões longínquas do mesmo espaço-tempo (do mesmo universo) ou unindo dois universos diferentes.
Estas propostas violam as Condições de Energia, fundamentais para os teoremas das singularidades. Entre elas, salientamos os wormholes e a proposta de Alcubierre (mais conhecido por warp drive), sendo por isso a geometria do espaço-tempo respectivo produzida por matéria exótica.
Matéria exótica e matéria psi
Em concordância com a Relatividade Geral, o espaço-tempo pode ser curvo, de forma a ligar duas regiões longínquas através de um atalho. Este atalho hipotético é denominado por wormhole (tradução à letra: buraco de verme). Um wormhole contém duas entradas que assinalaremos por bocas, ligadas por um túneql; à circunferência menor chamaremos garganta. E exequível visualizar um wormhole através de um diagrama de mergulho, (C:]lue projecta um espaço-tempo com apenas duas imensões espaciais.
Nesse diagrama a garganta do wormhole seria caracterizada por uma circunferência, mas no espaço-tempo 4-dimensional seria uma esfera. Os wormholes foram revelados matematicamente como soluções das equações de campo, por Flamm, em 1916, alguns meses após estas terem sido enunciadas por Albert EFinstein). Ver ilustração. As soluções recentemente descobertas no âmbito da cosmologia moderna anunciavam algumas particularidades especiais; a matéria que constitui o wormbhole tem uma densidade de energia negativa, quando observada por um cosmonauta que trespassa o wormhole a uma velocidade muito grande.
Desta forma, evidencia que esse universo espaço-tempo negativo é o universo da chamada matéria Psi por Guimarães Andrade, com regiões negativas na sua densidade inicial, de massa negativa e entropia negativa, onde o grau de desorganização tenderá para zero. O Livro dos Espíritos esclarece: «86. O mundo corporal poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem que isso alterasse a essência do mundo espírita? — Decerto.
Eles são independentes; contudo, é incessante a correlação entre ambos, porquanto um sobre o outro incessantemente reagem.» Diz-se que esta matéria é "exótica", porque viola algumas condições de energia que são fundamentais para os teoremas clássicos sobre singularidades do espaço-tempo, todavia, a teoria de campo Frevê a sua existência. Poderíamos construir tal dispositivo? Requeria, como apontou o cosmólogo Miguel Alcubierre, a manipulação da matéria com uma densidade de energia negativa.
Mas será isso possível? Allan Kardec atesta in O Livro dos Espíritos «27. Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito? — “(...) ao elemento material se tem de juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer acção sobre ela. (...) Está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria, e susceptível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a acção do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima.
Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza (...)». Continuamos com Kardec in «A Génese», Cap. XIV, Os Fluidos, Item 3: “(...) Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objectos tangíveis para os encarnados e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre.
Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus materiais, ainda que por processos diferentes.» Como vimos a proposta brilhante de Alcubierre corrobora na íntegra o que Allan Kardec nos legou há cerca de 150 anos.
aparente carência de evidência experimental, todavia, a Teoria Quântica de Campo admite a presença de densidades de energia negativas em determinados estados de vácuo, também chamado "efeito de Casimir". Este efeito pode ser produzido em laboratório. Vejamos novamente O Livro dos Espíritos na pergunta 22: «Define-se geralmente a matéria como sendoo que tem extensão, o que é capaz de nos impressionar os sentidos, o que é impenetrável. São exactas estas definições? — Do vosso ponto de vista, elas o são, porque não falais senão do que conheceis. Mas a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e subtil que nenhuma impressão vos cause aos sentidos.»
A descoberta de que todos os wormholes necessitam de matéria exótica para os manter abertos cada vez mais é aceite pela comunidade de astrofísicos e cosmólogos. André Luiz in Mecanismos da Mediunidade inicia o capítulo IV “Matéria Mental” reconhecendo o “Pensamento do Criador” com um “Fluido Elementar” que opera como “base mantenedora de todas as associações a forma nos domínios inumeráveis do Cosmo”. Resumindo, o Universo é um “todo de forças dinâmicas, expressando o Pensamento do Criador” e acrescenta “E sobrepondo-se-lhe à grandeza indevassável encontraremos a matéria mental que nos é própria, em agitação constante, plasmando as criações temporárias, adstritas a nossa necessidade de progresso.
(...) Nos fundamentos da Criação vibra o pensamento imensurável do Criador e sobre esse plasma vibra o pensamento mensurável da criatura, a constituir-se no vasto oceano de força mental em que os poderes do espírito se manifestam.
Empurrar F2 a) ' Dobrar b) C) Rasgar e Unir FIGURA 1 F3
formação das cargas magnéticas ou dos sistemas atómicos prevalecem sob novo sentido, compondo o maravilhoso mar de energia subtil em que todos nos achamos submersos e no qual surpreendemos elementos que transcendem o sistema periódico
dos elementos conhecidos no mundo.” André Luiz enuncia taxativamente que esse tipo de matéria mental é idêntica à nossa matéria física bem conhecida (o que não é o caso da matéria exótica). A matéria exótica que compõe o wormhole (embora as suas tensões e densidade de energia sejam elevadas) poderá conectar tenuemente com a matéria dita normal, tal como acontece com os neutrinos e as ondas gravitacionais. Na falta de um conhecimento mais exacto das propriedades da matéria exótica, é impraticável estabelecer uma investigação objectiva sobre a estabilidade do wormhole, mas Emmanuel in “Roteiro” elucida: “Em seus múltiplos estados, a matéria é força coagulada, dentro de extensas faixas dinâmicas, guardando a entidade mental de tipos diversos, em seu longo roteiro evolutivo”.
Wormbhole e O Livro dos Médiuns
No Livro dos Médiuns II ParteDas manifestações espíritas e restantes capítulos, são narrados vários fenómenos da acção dos espíritos sobre a matéria, incluindo o de transporte em que os espíritos mudam espontaneamente objectos de vários locais do planeta, para o local que pretendem, que pode estar totalmente fechado, onde nada existia até então. Como funciona? “Uma força provinda do Espírito os lança no espaço e eles vão cair no ponto ãue o mesmo Espírito indica'", esclarece o espírito e S.
Luís; complementa o espírito de Erasto: “E que, para que estes fenómenos se produzam, necessário se faz que as propriedades essenciais do Espírito motor se aumentem com algumas das do médium (...) Só então pode, mediante certas propriedades, que desconãeceis, do vosso meio ambiente, isolar, tornar invisíveis (...) Não me é permitido, por enquanto, desvendar-vos as leis particulares que governam os gases e os fluidos ue vos cercam; mas, antes que alguns anos tenham ecorrido, antes que uma existência de homem se tenha esgotado, a explicação destas leis e destes fenómenos vos será revelada (...)
”. Questiona Kardec: “Numa palavra: pode o Espírito espiritualizar um objecto material, de maneira que se torne capaz de penetrar a matéria?” Responde de novo Erasto: "E complexa esta questão. O Espírito pode tornar invisíveis, porém, não penetráveis, os objectos que transporte; não pode uebrar a agregação da matéria, porque seria a ãestruição o objecto. Tornando este invisível, o Espírito o pode transportar quando queira e não o libertar senão no momento oportuno, para fazêlo aparecer.
” Se estudarmos a matéria referida, verificamos como Erasto esclareceu que nos falta ainda entender muitos dados do nosso universo, todavia, em nossa opinião, os espíritos passam os objectos que se encontram na 3-dimensão para a sua dimensão (4-dimensão) e utilizam um wormbhole em sua viagem e fazem surgi-los, ou seja torná-los visíveis, ao passarem da 4-dimensão para a nossa dimensão (3-dimensão).
Wormbhole e H. Guimarães Andrade
Hernâni Guimarães Andrade na sua tese propõe o conceito de Campo Biomagnético (CBM), sendo a característica fundamental circular em uma direcção perpendicular ao nosso espaço físico (3dimensional), ou seja passar do hiperespaço para O nosso espaço e vice-versa. O CBM não é mais que o elo de ligação entre a matéria física e a matéria psi, possibilitando desta forma a permuta de comunicação entre os corpos dos dois espaços, ou seja, entre o universo espiritual e o universo físico.
Segundo Andrade, sendo o CBM um campo de natureza magnética, tem a particularidade de evoluir em uma quarta dimensão espacial no hiperespaço bem como entrar ou sair de nosso espaço 3-dimensional. A proposta sugerida por Guimarães Andrade relativamente ao CBM, aparentemente resolve e corrobora as propostas das ec%uações de Einstein relativamente às viagens superluminais, apport, fenómenos de transporte e comunicabilidade entre os dois universos: físico (3-dimensional) e espiritual (4-dimensional).
Hernâni Guimarães Andrade, director do IBPP Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas narrou pessoalmente (meses antes de falecer), à Dra. Lígia Almeida, presidente da AME Porto Associação Médico-Espírita da AÁrea Metropolitana do Porto dois fenómenos de transporte ocorridos, dos vários investigados por ele e sua equipa. Um consistia num jipe que pesava cerca de 2500 kg ter sido transportado a uma distância de 40 metros.
Simplesmente desapareceu e apareceu noutro local. O outro caso, ocorrido em São Paulo, (que omitimos mais dados por razões obvias) onde investigou vários “apport” dos quais salientou uma “chuvada” de pedras que aparentemente trespassavam o telhado, as portas e janelas (como se estas não existissem), de uma casa sem fazer qualquer dano e quando caíam destruíam todo o seu interior. Os objectos de médio porte (pedras) surgiam no interior da casa, provenientes aparentemente do nada...
Desta forma, uma das explicações possíveis para estes fenómenos e dentro da cosmologia moderna seria a utilização da matéria eãpiritual (“matéria PSI”, segundo Guimarães Andrade ou “matéria
mental”, segundo o espírito de André Luiz) e sua manipulação como apontou o cosmólogo Alcubierre, por parte dos espíritos ou civilizações conhecedoras de tal técnica na “fabricação” de um wormhole. Relembremos novamente o que nos diz o espírito de André Luiz em Mecanismos da Mediunidade: “Compreendemos assim, perfeitamente, que a matéria mental é o instrumento subtil da vontade actuando nas formações da matéria física (...)”
Texto: Luís Almeida. Créditos das Fotos: Concepção artística das fotos: CECA www.ceca.web.pt
F4 - Diagrama de mergulho de um wormbhole que une dois universos, numa superfície 2-dimensional, mergulhada num espaço Euclideano 3-dimensional.
F11- A mudança da topologia do espaço-tempo na construção de um wormhole:
Fig. a) É criada uma deformação na curvatura do espaço-tempo. Fig. b) Efectua-se uma dobra suave no hiperespaço. Fig. c) O tecido do
opinião espaço-tempo é rompido na deformação e na dobra, e em seguida, efectua-se uma colagem. O decurso de rompimento gera uma singularidade que é dirigida pelas leis da gravitação quântica. F22 - Nesta figura ilustrativa, pretendemos deixar mais claro o que explicamos. Figura 1 - Para um observador no exterior, presenciamos dois lugares bem distintos que denominamos A (cor amarelado) e B (cor rosa). Esses locais podem estar a 50 centímetros, 50 metros, 50 quilómetros, 50 anos-luz ou 50 parsec de distância ente si, já que a medida da distância entre eles não tem qualquer relevância.
Verificamos também uma bicicleta totalmente independente dos locais referidos, em que a sua sombra se destaca no chão. Figura 2 - Um objecto ou corpo seja ele qual for, neste caso particular a bicicleta, encontra-se no local do ponto de partida, que designamos por A que pode ser uma caixa, uma sala, uma rua, uma cidade, um planeta, uma estrela, uma galáxia etc... Figura 3 - Vemos o objecto, neste caso a bicicleta, a percorrer instantaneamente um wormhole transitável.
Figura 4 - No outro lado oposto ao local A temos o local B de destino, que pode ser uma caixa, uma sala, uma rua, uma cidade, um planeta, uma estrela, uma galáxia etc..., em que a bicicleta foi transportada do local A, através de um wormhole, e surge no local B instantaneamente, independentemente da distância entre AeB.
O que é concentrar? Concentrar opõe-se a dispersar. Andamos em dispersão quando não temos valores sólidos, capazes de galvanizarem a nossa força de vontade na direcção de objectivos determinados, com persistência.
Imaginemos uma bússola numa montanha-russa, em permanente reorientação. Um exemplo extraordinário que fala por si próprio! Adaptada a lei, percebe-se que concentração é convergência de ideias e de sentimentos rumo a uma meta específica.
No átomo de hidrogénio, por exemplo, o seu único electrão concentra-se em torno do núcleo que contém a atracção do protão.
Temos de saber qual a natureza dessas ideias e desses sentimentos, sob cuja atracção nos movemos, para sabermos por conta de quem andamos. Uma boa concentração não é um esforço, é um prazer. Não se coloca tanto no capítulo da posição física, mas sim no terreno do que nos desperta afecto.
A mente, mesmo quando dormimos, está constantemente a enviar e a receber energias. Porém, funciona segundo afinidades. Se enviamos pensamentos deprimentes a dada altura, esse tipo de energia parte para o espaço e enquanto se propaga enriquece-se de recursos idênticos regressando saturada de recursos desse teor, sendo absorvida pelos nossos próprios centros de força espiritual no perispíritoou corpo espiritual -, acentuando os efeitos da depressão que logo se irradiam no corpo físico, prejudicando-o ou beneficiando-o segundo os casos.
E essa mecânica permanente que vai definir a capacidade perceptiva de cada um, bem como o peso e a luminosidade do perispírito, isto tanto enquanto somos espíritos encarnados ou desencarnados.
Se nos concentramos na tristeza ficamos mais tristes. Se sintonizamos, se convergimos no que nos dá alegria, ficamos mais felizes. A disciplina ajuda sempre a intensificar esses estados de alma. As actividades a que nos dedicamos fazem-se acompanhar de sentimentos e pensamentos desse mesmo teor, acentuando a tristeza ou a alegria que seleccionamos.
Ter uma profissão que seja um prazer é privilégio raro de quem conseguiu escolher bem. Porém, mesmo quando a actividade é rotineira e não corresponde à nossa melhor vocação, é importante valorizá-la com uma atitude mental de optimismo, pensando nos aspectos positivos directos e indirectos que a envolvem.
Por outras palavras, é bom concentrarmo-nos no bem não num só momento, numa certa hora do dia, mas procurar pensar bem durante um grande período do dia, para que a concentração actue numa maior área do psiquismo, semeando bênçãos. E como o rádio lá de casa. Podemos sintonizar a estação emissora que preferirmos, de entre as seleccionáveis.
Importa muito também, por isso, procurar actividades, mesmo nos momentos de ócio, que nos levem aos melhores sentimentos, que nos povoem a mente das melhores ideias. Leituras e filmes que nos tragam bem-estar interior são os mais desejáveis. Se isso exige algum cuidado da própria pessoa? Sim, é claro. Contudo, é missão ao alcance de todos.
Inércia afectiva equivale àqueles estados de alma estagnados, nos quais não estamos propriamente mal por dentro do ser, mas também decididamente não estamos bem, felizes, em paz.
Em geral, torna-se difícil em dado momento sairmos dessa inércia afectiva. Alguém dirá que não há remédio à vista. Mas há, sim.
Uma figura ajuda muito a visualizar a questão. Imaginemos a memória do ser humano como um armário cheio de gavetas. Note-se que a memória de cada pessoa não tem apenas pensamentos, tem também cargas infelizes e outras afectivas. Assim, num caminho de autoconhecimento, cabe a cada um de nós levantar as várias memórias felizes que temos, desde a infância até hoje. Sobre nós próprios ou sobre os entes queridos que tenhamos ou até em relação a desconhecidos. Exagerá-las, nutri-las a favor do psiquismo de cada um.
À medida que mais as desenterrarmos da memória, veremos que umas são mais capazes de nos trazer estados de alma mais felizes do que outras.
O amor que alguém sinta ou tenha sentido nem que seja por um cão é um óptimo trampolim afectivo. Aqui, o cachorro está muito concentrado...
Escolhamos as que mais nos enternecem, as que nos trazem mais afecto ao coração, e coloquemolas uma por uma num ficheiro da primeira gaveta. E assim sucessivamente, ao pegarmos noutras. Caminhando na rua, realizando uma tarefa no lar, etc., temos momentos nos quais podemos ir organizando esses ficheiros mentais, já que se é verdade que as mãos estão ocupadas, a mente está disponível.
À medida que relembramos esses quadros felizes, eles vão-se iluminando de pormenor e de atmosfera psíquica afectiva. Precisam de ser tratados assim com alguma assiduidade ao longo das semanas e dos meses, para brilharem ao longo dos anos. Dessa forma, nalgum momento em que precisemos de reforçar o nosso bem-estar interior, poderemos usar essas memórias felizes, que são um bom remédio para sairmos sempre que quisermos da inércia afectiva.
Alguns aparelhos electrónicos, para funcionarem bem, necessitam de manter uma certa energia residual. Acontece o mesmo com a actividade mental. Há que manter a atmosfera psíquica num certo nível para que não seja difícil voltar a alcançálo.
Sejamos médiuns ostensivos ou não, esta mecânica funciona bem em qualquer dos casos, e muito mais quando, fora do corpo físico, precisamos de luz para ver quem nos venha ajudar.
Como se o querer bem aos outrosinclusive aos que nos desagradam -, o amor ao próximo, fosse uma planta, temos de cuidar dela, estimulá-la, a fim de crescer protegida das sombras que a evolução ainda não alijou de dentro de nós próprios nos caminhos evolutivos que estamos a percorrer.
Texto: Jorge Gomesjorge.je&clix.pt. Foto: Ulisses Lopes
jornal de espiritisimo 13 opinião
As aflições são experiências necessárias ao nosso progresso. Fazem com que compreendamos e rectifiquemos as nossas imperfeições, libertando-nos dos obstáculos que nos impedem de continuar a nossa caminhada evolutiva.
Diz André Luiz, espírito, em “Acção e Reacção”, que, “com excepção do caminho glorioso de grandes almas, que elegem no sacrifício próprio o apostolado de amor com que ajudam os companheiros da Humanidade, não se ergue o espinheiro do sofrimento sem as raízes da culpa”.
Segundo sabemos, Jesus, pelas consequências que a sua encarnação deixou na Humanidade terrestre, é o melhor exemplo que temos dessas almas. E, pela conhecida máxima todo o efeito tem uma causa, confirmamos que a causa do sofrimento a que o Cristo se sujeitou foi o seu amor por nós.
Ainda pela mesma máxima, concluímos que o “espinheiro do sofrimento” para nós, irmãos mais novos do Cristo, só se explica completamente pela pluralidade das existências.
Assim, nenhuma das nossas aflições é obra do acaso ou da caprichosa vontade de “Deus”, todas elas têm uma razão de ser, e, se essa razão não se encontra na encarnação actual, há-de encontrar-se numa encarnação já passada (pois, para além de todo o efeito ter uma causa, salvo as referidas excepções, “não se ergue o espinheiro do sofrimento sem as raízes da culpa”).
Temos, em “A Génese” de Allan Kardec, que, “os males de toda espécie, físicos ou morais,
que afligzem a Humanidade, formam duas categorias que importa distinguir: a dos males que o homem pode evitar e a dos que lhe independem da vontade”. Só podendo o homem evitar os males que dependam do seu proceder actual, os outros devem, então, ser a consequência do seu proceder anterior. Mas, não vamos agora explicar com o nosso passado “esquecido” tudo aquilo que ainda não temos a humildade de justificar com a nossa conduta presente, tentemos primeiro encontrar a causa na nossa imprudência, negligência, ambição descontrolada, etc....
Se não podemos evitar aquele acidente que nos deixa deformados mas que nenhuma precaução teria impedido, podemos evitar aquele que só acontece pelo excesso de álcool, de confiança, de velocidade, falta de medidas de protecção, etc.... É só um dos muitos exemplos que mostram claramente que não sofremos apenas pelo que fomos, mas também pelo que ainda somos.
Contudo, nem todo o sofrimento é sinal de falta (actual ou passada) cometida, por vezes, “o Espírito pode escolher prova muito rude e, por conseguinte, uma angustiada existência, na esperança de alcançar depressa um estado melhor”, diz-nos Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”.
Por outro lado, há também a quem a vida corre sem grandes sobressaltos, mas, será isso prova de ausência de faltas? Pela classificação e destinação que os Espíritos responsáveis pela Codificação Espírita nos dão deste planeta e dos seus habitantes, a única resposta razoável é a estagnação, como explica Allan Kardec em “O Livro dos Espíritos”: “A vida do Espírito se compõe de uma série de existências corpóreas, cada uma das quais representa para
ele uma ocasião de progredir, do mesmo modo que cada existência corporal se compõe de uma série de dias, em cada um dos quais o homem obtém um acréscimo de experiência e instrução. Mas, assim como, na vida do homem, há dias que nenhum fruto produzem, na do Espírito há existências corporais de que nenhum resultado colhe, porque não soube aproveitar”. É como o académico que prefere estudar e aproveitar a oportunidade que lhe facultam de concluir os exames em Setembro e completar mais um ano lectivo, ou então, prefere ir o Verão todo à praia e aguardar por mais um ano.
Deus criou-nos simples e ignorantes, mas deunos a capacidade de tudo conhecer e aprender para chegar à perfeição intelecto-moral, por isso nos experimenta em tudo; Deu-nos também a liberdade de escolher o caminho para lá chegar. Às vezes, deixamo-nos arrastar pela negligência e manchamos a nossa trilha, então, tal como a criança envergonhada que ainda não sabe comer sem sujar a camisola, mudamos de roupa e tentamos de novo, tantas vezes quantas necessária, até conseguir.
As aflições são experiências necessárias ao nosso progresso pois fazem com que compreendamos e rectifiquemos as nossas imperfeições, libertando-nos assim dos obstáculos que nos impedem de continuar a nossa caminhada evolutiva. Assim, em vez nos afligirmos com as nossas aflições, devemos ter coragem para as ultrapassar, resignação para aceitar o que não podemos evitar e agradecer a Deus a oportunidade que nos dá de reparar aprendendo.
Texto: Cecília Moraiscecilia.morais&portugalmail.com
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A Europa vivia ainda dias tormentosos, após a Revolução Francesa de 1795. Nomes que marcaram a história, ainda sob os escombros dessa luta fratricida, como Voltaire, Montesquieu, Cabanis, Condillac, Honotaro Mirabeau, Diderot, Desmoulin, empolgavam estes revolucionários franceses, as classes dominantes pós-revolução.
Surge no meio deste panorama político e social a figura de Napoleão Bonaparte buscando impor ordem na desorganização reinante. No entanto vemo-lo entorpecido pelo poder. Desajusta-se da incumbência que tinha assumido na Espiritualidade e ei-lo arrojado à volúpia da vaidade e desmedida ambição, culminado por se auto-eleger como imperador da França, o que traz consigo nova era de conflitos e agonias.
Porém o homem nunca está desamparado nem só. Regidos que somos por Leis Imutáveis, era chegada a hora de descerem dos Planos Superiores da Vida seres que se disponibilizavam para renascerem nessa terra tão sofrida e sacrificada por longos anos de lutas.
Fazem eles parte duma plêiade de espíritos nobres que darão novo impulso às Ciências, e às Artes, pois um novo ciclo para a Humanidade estava a despontar no horizonte. Observa-se então que a Química, Matemática, Biologia, Zoologia, Física, Botânica e Astronomia são campos de trabalho onde nomes como: Lavoisier, Pascal, Leibnitz, Nexton, Berthelot e outros marcaram um novo alvorecer.
Vemos então surgir o código dos Direitos do Homem, ainda hoje tão pouco respeitados por algumas nações, senão por quase todas. Código da mais elevada moral, se fosse cumprido, a Humanidade respiraria há muito a era de paz tão apregoada e desejada. Contudo, homens de coração empedernido, cuja consciência não desperta, provocam a miséria e o caos por toda a parte. Olhamos e vemos a Irlanda nos anos de 1840 arrastar-se pelos campos minados pelo míldio, trazendo a fome aos seus
habitantes, fome essa que se estenderá pela restante Europa pelas mesmas razões. Senhores feudais espoliando pobres camponeses com impostos incomportáveis, forçando-os a abandonarem seu país e empurrando-os através do oceano a rumarem ao Novo Mundo, como nova fonte de vida e esperança.
E é nesse clima que surge a figura singular de Allan Kardec. E é desse Novo Mundoa Américaque vêm as noticias insólitas, que vão chamar a atenção dos salões da alta sociedade, ávida de novas emoções e sensações. Desde curiosos aos charlatães, os investigadores sérios e arrojados debruçam-se sobre toda a fenomelogia, que se faz presente nessas reuniões sociais.
Daniel Doulgas Home com uma extraordinária capacidade extra-sensorial mostra-se desde a Inglaterra, à Rússia, França, Itália, Holanda Alemanha. As cabeças coroadas de Nicolau II, Napoleão III, Imperatriz Eugénia, Guilherme I, rainha Sofia, príncipes e nobres, todos se sentem atraídos pelos inusitados fenómenos, não estudados e decifrados ainda. Ei-lo, primeiro incrédulo mas curioso, observa com seu sentido crítico e racional, que ali está a chave do grande enigma. Sente que tem a capacidade de se adentrar por essa porta, onde o desconhecido o aguarda.
Sentindo a chama do fogo sagrado de seu compromisso em sua alma, e que é chegada a hora de dar à Humanidade a prova que lhe falta, para se redimir e rumar à felicidade que está em si e não fora de si, Allan Kardec inicia então sua obra de gigantea Codificação da Doutrina Espírita.
Experimenta Kardec as dores morais dos detractores, dos desertores, dos falsos companheiros, dos que sempre aparecem no caminho daqueles que são demasiado grandes na sua estatura moral em relação à maioria, por isso se tornam incompreendidos, intolerados e indesejados.
Allan Kardec escreve para a posteridade: Não são espíritas aqueles que usufruem quaisquer benefícios da comunicação dos espíritos. Aqueles cuja vida não seja um reflexo da crença que esposam. Os gozadores, mentirosos e
enganadores. Os que exploram, utilizando-se de ardis e superstições. Os que se mancomunam com a desonestidade e o desrespeito. Os que acatam o vício e se acobertam na indignidade. Tais não são espíritas!
Podem estar e estarão por certo dentro das fileiras do Espiritismo, mas são os espinhos que dilaceram os trabalhadores honestos e dedicados. Afirma ainda o Codificador: o espírita será conhecido por muito amar e como verdadeiro cristão!
No dia 18 de Abril do ano de 1857 o mundo tem a grande oportunidade de fazer uma viragem de 180º, reduzindo as estruturas da sociedade corrompida a zero e criando condições para um clima de paz, fraternidade, liberdade e igualdade, conforme preconizavam os novos valores saídos da grande evolução francesa.
Decorridos dois séculos sobre a promessa cumprida do Cristo do novo Paracleto, vê-se a doutrina espírita ser falada um pouco por toda a parte.
Núcleos de trabalho reúnem novos pregoeiros da Boa Nova. Contudo há que se fazer um “check-up”, porque se alguma coisa se fez em termos de casas que abriram falando do Cristianismo Redivivo, o entusiasmo no estudo das obras da Codificação, os corações estão frios e distantes uns dos outros. Salvo raras excepções, torna-se necessária uma chamada aos valores da fraternidade, que urge ressaltem dos dirigentes e trabalhadores para o mundo em aflição.
A casa espírita é o último reduto onde o sofredor vai buscar acolhimento e lenitivo. À casa espírita deverá ser como a fonte de Jacob, não mais para dessedentar a Jesus, mas ao viajante da vida que se perdeu no deserto dos seus dias.
Allan Kardec merece de todos os espíritas convictos mais dinâmica, mais consenso nas suas actividades, mais generosidade de uns para com os outros, e esta sim será a melhor homenagem que todos podemos prestar-lhe, não só pelo seu bicentenário, mas todos os dias
de nossas vidas. Texto: Julieta Marques
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Do Euro 2004 à Europa e ao mundo
Gerou-se, a meio deste ano, uma inusitada euforia em torno do campeonato da Europa de futebol realizado em Portugal: o Euro 2004.
O país, espicaçado pela insistente promoção, habilmente levada a efeito através da comunicação social, venceu o cepticismo e a desconfiança iniciais, face à exorbitância megalómana dos números envolvidos na construção de tantos estádios em época de crise económica e desemprego, e mobilizou-se, na “sede de vitórias”, em torno de algo mais profundo do que um simples evento desportivo.
Não foram a representação, o atributo ou a insígnia que geraram tão grande entusiasmo; não foi o patriótico apoio a uma selecção de talentosos jogadores que gerou tanta alegria, esperança e optimismo; não foi a utilização generalizada dos símbolos da identidade nacional, em janelas, montras, carros, etc., que alimentou esse clima de exuberante e colorida festa colectiva. A selecção nacional, a bandeira e o hino não foram mais do exteriorizações simbólicas de um insuspeito sentir colectivo, profundamente adormecido, mas extraordinariamente vivo, enraizado e pujante, com o qual os portugueses se identificaram '.
O que representam os símbolos? “ Representam ou substituem outra coisa com a qual estabelecem correspondência”; são um “ser, objecto ou facto que representa uma realidade abstracta; signo comncreto de valor abstracto”. São portanto, também;, “seres, objectos ou imagens a que se convencionou atribuir determinado significado” ?. Raramente, nos tempos mais próximos, existiu uma identificação tão grande dos portugueses com esse espaço simbólico, mítico, abstracto que extravasa as dimensões físicas do país, e que foi igualmente sentido, também de forma entusiástica e vibrante, por outras comunidades, de Timor ao Brasil, contagiando, inclusive, a comunidade de Goa, na Índia, ligada a Portugal por laços de afecto.
Mesmo outras nacionalidades se sentiram contagiadas pela “onda portuguesa”.
O que terá acontecido? Terá o futebol essa força? Terá ele essa mística? Possuirá ele essas energias? Terão, os jogadores, esse magnetismo contagiante? Não! Eles não são mais do que representações de uma outra realidade abstracta mais profunda, imaterial, que se expressa e revela por símbolos.
Não foi apenas a comunicação social quem preparou o povo para a participação entusiástica na “festa”, através de uma campanha bem estruturada, dirigida ao sentimento de pertença e à identificação com os objectivos colectivos a atingir. Não foi apenas a capacidade de entender a psicologia do “ ser português”, revelada pelo treinador brasileiro ao serviço da Federação Portuguesa de Futebol, que fez com que Scolari motivasse o povo a identificar-se com os símbolos nacionais de modo a apoiar os “seus heróis” .
Foi também, e sobretudo, a demonstração evidente de que “os povos são individualidades colectivas” 3 conforme se lê na resposta à pergunta 215 de “O Livro dos Espíritos”: - “Os Espíritos também formam famílias pela similitude das suas tendências, mais ou menos purificadas, segundo a sua elevação. Pois bem: um povo é uma grande família em que se reúnem Espíritos simpáticos.
distintivo de cada povo. Acreditas que Espíritos bons e humanos procurarão um povo duro e grosseiro? Não. Os Espíritos simpatizam com as colectividades, como simfatizam com os indivíduos. Procuram o seu meio.”
Vista a questão do ponto de vista das afinidades espirituais, a resposta dos espíritos é bastante elucidativa quanto às razões da simpatia “espontânea” que o povo sentiu pela sua selecção: “é a tendência dos Espíritos a se unirem (e identificarem) com a família (povo/ colectividade) com a qual simpatizam”. Se o saldo do Euro 2004 é positivo em termos de organização, eficácia e participação, porque razão não somos capazes de realizar, como povo, outros feitos mais grandiosos e perduráveis?
(Não falamos de feitos materiais mas de feitos espirituais). Provavelmente porque escolhendo a via do materialismo que nos cega não vislumbramos a grandeza de um caminho mais espiritualizado que nos liberta.
extensão territorial, nascem, crescem e morrem, porque a força de um povo se exaure, como a de um homem. Aqueles, cujas leis egoísticas obstam ao progresso das luzes e da caridade, morrem, porque a luz mata as trevas e a caridade mata o egoísmo. Mas, para os povos, como para os indivíduos, há a vida da alma. Aqueles, cujas leis se harmonizam com as leis eternas do Criador, viverão e servirão de farol a outros povos.” (LE 788)
Imaginemos os passos gigantescos que a humanidade daria se todos os povos se unissem com o objectivo da paz, da justiça, da verdade e do amor, se todos se identificassem com esses ideais! Seria o mais extraordinário acontecimento alguma vez realizado na Terra. Mas nem todos os espíritos estão ao mesmo nível de consciência e é por isso que a Terra continua a ser um “mundo de provas e expiações”.
Se, no momento actual, situarmos Portugal no seio da Comunidade Europeia, a que nos achamos vinculados por uma série de tratados, sujeitos a uma prolixa legislação comum, que não atenta às especificidades de cada povo, no momento em que já se fala da aprovação, para breve, de uma Constituição Europeia que maioritariamente desconhecemos, apontando para uma visão federalista da Europa, vemos que a pergunta 789 que Allan Kardec faz em “O Livro dos Espíritos” foi premonitória e é bastante actual e pertinente.
Pergunta o Codificador: “O progresso fará que todos os povos da Terra se achem um dia reunidos, formando uma só nação? ” Respondem os espíritos: “Uma nação única, não; seria impossível, visto que da diversidade dos climas se originam costumes e necessidades diferentes, que constituem as nacionalidades, tornando indispensáveis sempre leis apropriadas a esses costumes e necessidades.
homens. Quando, por toda a parte, a lei de Deus servir de base à lei humana, os povos praticarão entre si a caridade, como os indivíduos. Então, viverão felizes e em paz, porque nenhum cuidará de causar dano ao seu vizinho, nem de viver a expensas dele”.
No nível evolutivo em que nos encontramos, há que aceitar que as nacionalidades continuarão a existir, ainda por muitos séculos, pois, tendo cada povo a sua missão específica, são necessárias as diferenças para que se dê o progresso comum;, pela contribuição de todos. A Comunidade Europeia que se fundou em interesses económicos terá o seu tempo de existência e evoluirá, como tudo, para outras formas de organização mais perfeitas.
Deverá, se deseja sinceramente perdurar, colocar a lei de Deus como base para a elaboração das suas leis, levando a que os seus povos pratiquem entre si a caridade, como os indivíduos. À cooperação, a fraternidade e a solidariedade devem substituir a competitividade que explora uns em favor de outros. Só então, como dizem os espíritos, estes povos viverão felizes e em paz, porque nenhum cuidará de causar dano ao seu vizinho, nem de viver a expensas dele.
Se este objectivo é ambicioso, não nos podemos esquecer que a Europa não é um território isolado no espaço. Ela pertence a um mundo onde imperam a injustiça, a mentira e o jogo dos interesses particulares. A Europa, para se realizar, tem de corrigir os seus vícios e cooperar com o resto do mundo, usando nas suas relações internacionais de caridade, pois todos os povos se encontram dependentes uns dos outros. Não é possível construir um território de felicidade no meio do sofrimento colectivo.
Será sempre uma felicidade relativa e temporária. Todas as barreiras, muros e fronteiras serão impotentes para impedir o assalto dos famintos e deserdados da humanidade que chegam em busca de trabalho, esperança e condições de vida mais dignas, justas e humanas. Se a Europa quer ser útil ao mundo, tem que ser um farol de valores humanos, paz, justiça e caridade. Se os seus povos se identificarem com esses símbolos do progresso, ela seguramente avançará.
Caso contrário será efémera como todas as construções humanas.
O caminho só pode ser percorrido em conjunto, de mãos dadas, solidariamente.
Como espíritos vinculados a Portugal, sentimonos reconhecidamente portugueses. Mas como Espíritos criados por Deus sentimo-nos irmanados a toda a humanidade. Mais do que acentuar as diferenças, o importante é encontrarmos os pontos de união que permitam à grande família humana trabalhar pelo seu progresso comum. Aí estará a nossa grande realização colectiva. Estamos certos de que uma grande parte da humanidade já se identifica com esse sublime ideal e que a multidão dos seres fraternais e solidários cresce a cada dia para se tornar o alicerce da humanidade futura.
1. Isto parece corroborar a opinião de alguns analistas sociais, segundo os quais: os portugueses só se mobilizam para as grandes causas; não se identificam nem se revêem nas suas classes dirigentes, das quais desconfiam. Sustentam, por isso, que em Portugal existe um défice de cidadania e de cultura de participação cívica nos problemas comuns. 2. Segundo a definição que encontramos no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, Verbo, Vol. II, pág. 3415. 3. Conforme escreveu Allan Kardec na questão 788 de “O Livro dos Espíritos”. 4. “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec, editora LAKE, 60.º edição, 1999, internet
Fraternidade Espírita Cristã: sítio na Internet
Design elegante, recorrendo essencialmente à tecnologia Flash o , e com uma estrutura bem organizada permite que o cibernauta () se sinta confortável e encontre facilmente a informação pretendida.
Do lado esquerdo, encontramos uma caixa informativa das últimas notícias, e no topo encontramos um prático menu de navegação. Este menu está estruturado da seguinte forma: Apresentaçãouma breve apresentação sobre a natureza e fins desta instituição espírita; como chegar quer de carro quer de transportes públicos; procedimentos para a pessoa que vai pela primeira vez ao centro espírita, de modo a integrá-la e um esclarecimento do que é o espiritismo. Agendade segunda a sábado, podemos encontrar todas as actividades desenvolvidas, e são muitas. Divulgação podemos encontrar várias publicações da FEC em formato PDF (3), departamento de estudos
Fraternidade Espírita Cristã
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Nas sessões de mesas girantes não eram obtidas somente frases e pequenos textos, mas também partituras musicais, inéditas?
Que, Divaldo Franco foi, ainda jovem, curado de um cancro na garganta pelo espírito Scheilla, numa sessão de materialização,
através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier?
Que a ADEP (Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal) já tem disponíveis em Power Point as apresentações dos dez fascículos do Curso Básico de Espiritismo?
Que a Psicopictografia é um tipo de mediunidade que dá ao médium a capacidade de pintar quadros e outras peças, sob a influência de artistas desencarnados?
Que o imperador Napoleão III, contemporâneo de Kardec, cujo
interesse pelos fenómenos espíritas não era nenhum segredo, várias vezes chamou Kardec às Tulherias e com ele manteve longas palestras acerca das ideias expostas em «O Livro dos Espíritos»?
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