dos vários investigados por ele e sua equipa
Jornal de Espiritismo nº 7 · 2004Página 136 min
Um consistia num jipe que pesava cerca de 2500 kg ter sido transportado a uma distância de 40 metros. Simplesmente desapareceu e apareceu noutro local. O outro caso, ocorrido em São Paulo, (que omitimos mais dados por razões obvias) onde investigou vários “apport” dos quais salientou uma “chuvada” de pedras que aparentemente trespassavam o telhado, as portas e janelas êcomo se estas não existissem), de uma casa sem fazer qualquer dano e quando cafam destruíam todo o seu interior. Os objectos de médio porte (pedras) surgiam no interior da casa, provenientes aparentemente do nada... e simplesmente caíam.
Desta forma, uma das explicações possíveis para estes fenómenos e dentro da cosmologia moderna seria a utilização da matéria espiritual (“matéria PSI”, segundo Guimarães Andrade ou “matéria
mental”, segundo o espírito de André Luiz) e sua manipulação como apontou o cosmólogo Alcubierre, por parte dos espíritos ou civilizações conhecedoras de tal técnica na “fabricação” de um wormhole. Relembremos novamente o que nos diz o espírito de André Luiz em Mecanismos da Mediunidade: “Compreendemos assim, perfeitamente, que a matéria mental é o instrumento subtil da vontade actuando nas formações da matéria física (...)”
Texto: Luís Almeida. Créditos das Fotos: Concepção artística das fotos: CECA www.ceca.web.pt
F4 - Diagrama de mergulho de um twormhole que une dois universos, numa superfície 2-dimensional, mergulhada num espaço Euclideano 3-dimensional.
F11- A mudança da topologia do espaço-tempo na construção de um wormbhole:
Fig. a) É criada uma deformação na curvatura do espaço-tempo. Fig. b) Efectua-se uma dobra suave no hiperespaço. Fig. c) O tecido do
opinião espaço-tempo é rompido na deformação e na dobra, e em seguida, efectua-se uma colagem. O decurso de rompimento gera uma singularidade que é dirigida pelas leis da gravitação quântica. F22 - Nesta figura ilustrativa, pretendemos deixar mais claro o que explicamos. Figura 1 - Para um observador no exterior, presenciamos dois lugares bem distintos que denominamos À (cor amarelado) e B (cor rosa). Esses locais podem estar a 50 centímetros, 50 metros, 50 quilómetros, 50 anos-luz ou 50 parsec de distância ente si, já que a medida da distância entre eles não tem qualquer relevância.
Verificamos também tuma bicicleta totalmente independente dos locais referidos, em que a sua sombra se destaca no chão. Figura 2 - Um objecto ou corpo seja ele qual for, neste caso particular a bicicleta, encontra-se no local do ponto de partida, que designamos por AÀ que pode ser uma caixa, uma sala, uma rua, uma cidade, um F]ancm, uma estrela, uma galáxia ete... Figura 3 - Vemos o objecto, neste caso a bicicleta, a percorrer instantaneamente um twormhole transitável.
Figura 4 - No outro lado oposto ao local A temos o local B de destino, que pode ser uma caixa, uma sala, uma rua, uma cidade, um planeta, uma estrela, uma galáxia etc..., em que a bicicleta foi transportada do local À, através de um wormhole, e surge no local B instantaneamente, independentemente da distância entre AeB.
O que é concentrar? Concentrar opõe-se a dispersar. Andamos em dispersão quando não temos valores sólidos, capazes de galvanizarem a nossa força de vontade na direcção de objectivos determinados, com persistência.
Imaginemos uma bússola numa montanha-russa, em permanente reorientação. Um exemplo extraordinário que fala por si próprio! Adaptada a lei, percebe-se que concentração é convergência de ideias e de sentimentos rumo a uma meta específica.
No átomo de hidrogénio, por exemplo, o seu único electrão concentra-se em torno do núcleo que contém a atracção do protão.
Temos de saber qual a natureza dessas ideias e desses sentimentos, sob cuja atracção nos movemos, para sabermos por conta de quem andamos. Uma boa concentração não é um esforço, é um prazer. Não se coloca tanto no capítulo da posição física, mas sim no terreno do que nos desperta afecto.
A mente, mesmo quando dormimos, está constantemente a enviar e a receber energias. Porém, funciona segundo afinidades. Se enviamos pensamentos deprimentes a dada altura, esse tipo de energia parte para o espaço e enquanto se propaga enriquece-se de recursos idênticos regressando saturada de recursos desse teor, sendo absorvida pelos nossos próprios centros de força espiritual no perispíritoou corpo espiritual -, acentuando os efeitos da depressão que logo se irradiam no corpo físico, prejudicando-o ou beneficiando-o segundo os casos.
É essa mecânica permanente que vai definir a capacidade perceptiva de cada um, bem como o peso e a luminosidade do perispírito, isto tanto enquanto somos espíritos encarnados ou desencarnados.
Se nos concentramos na tristeza ficamos mais tristes. Se sintonizamos, se convergimos no que nos dá alegria, ficamos mais felizes. A disciplina ajuda sempre a intensificar esses estados de alma. As actividades a que nos dedicamos fazem-se acompanhar de sentimentos e pensamentos desse mesmo teor, acentuando a tristeza ou a alegria que seleccionamos.
Ter uma profissão que seja um prazer é privilégio raro de quem conseguiu escolher bem. Porém, mesmo quando a actividade é rotineira e não corresponde à nossa melhor vocação, é importante valorizá-la com uma atitude mental de optimismo, pensando nos aspectos positivos directos e indirectos que a envolvem.
Por outras palavras, é bom concentrarmo-nos no bem não num só momento, numa certa hora do dia, mas procurar pensar bem durante um grande período do dia, para que a concentração actue numa maior área do psiquismo, semeando bênçãos. É como o rádio lá de casa. Podemos sintonizar a estação emissora que preferirmos, de entre as seleccionáveis.
Importa muito também, por isso, procurar actividades, mesmo nos momentos de ócio, que nos levem aos melhores sentimentos, que nos povoem a mente das melhores ideias. Leituras e filmes que nos tragam bem-estar interior são os mais desejáveis. Se isso exige algum cuidado da própria pessoa? Sim, é claro. Contudo, é missão ao alcance de todos.
Inércia afectiva equivale àqueles estados de alma estagnados, nos quais não estamos propriamente mal por dentro do ser, mas também decididamente não estamos bem, felizes, em paz.
Em geral, torna-se difícil em dado momento sairmos dessa inércia afectiva. Alguém dirá que não há remédio à vista. Mas há, sim.
Uma figura ajuda muito a visualizar a questão. Imaginemos a memória do ser humano como um armário cheio de gavetas. Note-se que a memória de cada pessoa não tem apenas pensamentos, tem também cargas infelizes e outras afectivas. Assim, num caminho de autoconhecimento, cabe a cada um de nós levantar as várias memórias felizes que temos, desde a infância até hoje. Sobre nós próprios ou sobre os entes queridos que tenhamos ou até em relação a desconhecidos. Exagerá-las, nutri-las a favor do psiquismo de cada um.
À medida que mais as desenterrarmos da memória, veremos que umas são mais capazes de nos trazer estados de alma mais felizes do que outras.
O amor que alguém sinta ou tenha sentido nem que seja por um cão é um óptimo trampolim afectivo. Aqui, o cachorro está muito concentrado...
Escolhamos as que mais nos enternecem, as que nos trazem mais afecto ao coração, e coloquemolas uma por uma num ficheiro da primeira gaveta. E assim sucessivamente, ao pegarmos noutras. Caminhando na rua, realizando uma tarefa no lar, etc., temos momentos nos quais podemos ir organizando esses ficheiros mentais, já que se é verdade que as mãos estão ocupadas, a mente está disponível.
À medida que relembramos esses quadros felizes, eles vão-se iluminando de pormenor e de atmosfera psíquica afectiva. Precisam de ser tratados assim com alguma assiduidade ao longo das semanas e dos meses, para brilharem ao longo dos anos. Dessa forma, nalgum momento em que precisemos de reforçar o nosso bem-estar interior, poderemos usar essas memórias felizes, que são um bom remédio para sairmos sempre que quisermos da inércia afectiva.
Alguns aparelhos electrónicos, para funcionarem bem, necessitam de manter uma certa cncrgia residual. Acontece o mesmo com a actividade mental. Há que manter a atmosfera psíquica num certo nível para que não seja difícil voltar a alcançálo.
Sejamos médiuns ostensivos ou não, esta mecânica funciona bem em qualquer dos casos, e muito mais quando, fora do corpo físico, precisamos de luz para ver quem nos venha ajudar.
Como se o querer bem aos outrosinclusive aos que nos desagradam -, o amor ao próximo, fosse uma planta, temos de cuidar dela, estimulá-la, a fim de crescer protegida das sombras que a evolução ainda não alijou de dentro de nós próprios nos caminhos evolutivos que estamos a percorrer.
Texto: Jorge Gomesjorge je&clix.pt. Foto: Ulisses Lopes

