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Em Portugal

Jornal de Espiritismo nº 7 · 2004Página 85 min

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Irvênia Prada, médica veterinária, conferencista e escritora, bem como Flávia Prada, médica cirurgiã ortopedista, ambas espíritas, da Universidade de São Paulo, estiveram durante o mês de Setembro na cidade do Porto.

Irvênia Prada é prof.º catedrática, uma autoridade mundial na comunidade científica sobre neuroanatomia animal, é também uma respeitada investigadora em particular da interacção cérebro-mente dos animais, com vários livros e estudos científicos e espíritas publicados. Flávia Prada, respeitada mundialmente no meio académico de ortopedia é também conferencista e monitora espírita. Faz parte de um grupo de cientistas interdisciplinares da USP que visa um estudo rigoroso sobre a doutrina espírita, além de vários projectos de divulgação em que está envolvida.

A presença de tão distintas figuras académicas só foi possível graças ao convite do simpático casal João e Benvinda Serrano da cidade do Porto. Irvênia e Flávia por onde passaram deixaram os meios académicos, auditórios, ouvintes e telespectadores encantados pela sua natural simplicidade e seriedade em relação aos assuntos abordados. Irvênia Prada proferiu uma palestra no Centro Espírita Joanna de Angelis, S. Mamede Infesta; esteve na RTP no programa “Bom dia Portugal”; proferiu uma conferência sobre “Ética e bem-estar animal” no conceituado auditório da Biblioteca Almeida Garrett no qual um número elevado de médicos veterinários e estudantes universitários estiveram presentes; deu uma entrevista na Rádio Festival para o programa "Vozes do Norte", além de proferir uma conferência no Hotel Tuela, a convite da Sociedade Portuguesa de Veterinária e da Faculdade de Medicina Veterinária do Porto.

«A actual proposta cultural é a de adopção de um novo paradigma, chamado de biocêntrico ou ecocêntrico, que visa o bem-estar do homem e, também, o dos animais, somando-se a isso a busca de harmónica interacção com a natureza», referiu a docente e concluiu: «Como os animais, pertencemos a este planeta. Não somos “donos” dele. Não vale dominar, explorar. Vale conviver!

Irvênia Prada e Flávia Prada tiveram ainda um encontro com a AME PORTOAssociação Médico-Espírita da Área Metropolitana do Porto www.ameporto.org e “reencontro” com sua presidente, colega e amiga de longos anos da Universidade de São Paulo e de lides espíritas, a médica cardiogeriatra Lígia Almeida.

O médium e orador Divaldo Pereira Franco, da Bahia, Brasil, passou novamente por Portugal, este ano, vindo do congresso espírita mundial que decorreu recentemente em Paris, na França.

Entre as numerosas cidades onde palestrou ou ministrou seminários, parámos em S. João de Ver, entre as cidades litorais do Porto e Aveiro. O amplo auditório da Escola de Beneficência e Caridade Espírita lotou. O tema, sugerido pela presidente da Direcção, Ana Maria Duarte, foi educação. E Divaldo Francoapós as boas-vindas da casa, a apresentação feita pelo presidente da Federação Espírita Portuguesa que o trouxe a Portugal e após homenagem que lhe foi feita pelo Núcleo Espírita Rosa dos Ventosem voz tranquila deixou uma explanação notável a todos os presentes naquela tarde de sábado, 23 de Outubro.

Começou por contar a história da negrinha Mary Jane, uma educadora norte-americana, que tocava particularmente também na questão do racismo. Depois relatou outras com o talento que só os grandes comunicadores da oralidade o sabem fazer, no caso respaldadas por conteúdos elevados, como tanto merece a doutrina espírita. Aqui e ali um toque, em jeito se conclusão sucessiva: «De que me serve acreditar na imortalidade da alma ou na reencarnação, se isso não fizer de mim uma pessoa melhor?!».

Após a história verídica de uma das crianças que criou e que mostrava forte tendência inata para a violência, sublinhou a importância de as casas espíritas cultivarem, acarinharem, estruturarem a reunião de infância espírita, onde desde pequenas, as crianças comecem a reter o bem num mundo onde há fronteiras que de outro modo seriam de todo confusas. Ao fim de cerca de uma hora, o ambiente espelhava a espiritualidade própria da elevação das ideias e da palavra. Não foi decerto difícil para ninguém reter uma comunicação tão luminosa..

No final, os presentes que desejaram ainda procuraram Divaldo Franco com os seus livros na mão, para a sessão de autógrafos habitual.

João Xavier de Almeida recebe uma

Em S. João de Ver, o público assiste à

Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração. Eles não morreram. Estão vivos. Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo.

Inquietam-se com a tua rendição aos desafios da angústia, quando te afastas da confiança em Deus.

Eles sabem igualmente quanto dói a separação.

Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus,

conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiam responder as interpelações que articulaste no auge da amargura.

Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.

Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cireneus de ternura incessante ou enxugando-te as lágrimas quando tacteias a lousa ou lhes enfeitas a memória perguntando porquê. Pensa neles com a saudade convertida em oração.

conferência de Divaldo Pereira Franco

As tuas preces de amor representam acordes de esperança e devotamento, despertando-os para visões mais altas da vida.

Quando puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir e tê-lo-ás contigo por infatigáveis zeladores de teus dias.

Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas actividades a que te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária. Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas na Terra que lhes

resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direcção da noite, mas sim ao encontro de Novo Despertar.

Mensagem recebida pelo médium Francisco Cándião Xavier, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã, na noite de 20/09/1974, em UberabaMinas Gerais Brasil

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