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Editorial / Conto Novembro.dezembro.2015

Jornal de Espiritismo nº 73 · Agosto 2015Página 24 min

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EDITORIAL / CONTO NOVEMBRO.DEZEMBRO.2015 As ondas enrolavam na areia, mas ainda assim o mar estava calmo naquele dia de sol. Estranho mesmo era o que se via antes do horizonte, fartaram-se de comentar no dialeto comum os nativos, quando as caravelas ancoraram ali a primeira vez. Seriam os deuses? Era bom? Era mau? Na oferta de quinquilharias nunca antes vistas eram bons quanto baste, mas quando a espada veio a impor o deus antropomórfico, a porca torceu o rabo.

Além disso, poderia lá um deus bom deixar o filho ser espetado em troncos! Eram maus, concluíram muitos outros. Chegava, além da escravidão, a peste. A colonização. O ouro, aquele a que deitaram logo mãoeo que obtiveram pela exploração de abundantes recursos naturais, cruzou mares. Transportado, amontoou - -se em vagas sucessivas. Mascarado na penumbra do deus da cruz age Mamon, o infeliz deus do vil metal referido no evangelho.

Espanhóis, portugueses, holandeses, ingleses, franceses, belgas… Vem a erraticidade, passam vidas sobre vidas. Na viragem do terceiro milénio, com cerne aparentemente centrado no Ocidente, o Médio Oriente desestabiliza ditaduras. O equilíbrio precário entre tribos e etnias esboroou. Século XXI, ano da graça de 2015. A crueldade ocupa o espaço livre e fala mais alto. O povo, heterogéneo, foge em massa para noroeste, em busca de um outro Eldorado, este, porém, incerto e frio, embrulhado embora em fino papel de seda, com laçarote.

Afluem os chamados migrantes… O tempo é uma máquina de fluxo e refluxo ao sopro das leis naturais. Comportar-se - -á por vezes como uma mesma massa de água? Dizem os Espíritos sábios, um pouco por todo o lado, em todos os tempos: semeiaA lição do fogo Um membro de um determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso, deixou de participar de suas atividades. Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo.

Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. Adivinhando a razão da visita, o homem deu boas-vindas ao líder, conduziu - -o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formava, apenas contemplava a dança das chamas em torno dos pedaços de lenha, que ardiam.

Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram. Cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto por uma espessa camada de fuligem acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos. O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele. Quando o líder alcançou a porta para partir, o seu anfitrião disse: - Obrigado, por sua visita e pelo belíssimo sermão.

Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe! Reflexão: aos membros de um grupo vale lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo perdem todo o brilho. Aos líderes destes grupos vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro. Fonte: http://www.omensageiro.com.br/ mensagens/mensagem-363.

htm -se livremente, colhe-se em função disso. Falam de um mundo de expiação e provas, onde a pena de talião domina. Enquanto o homem quiser, quando não quiser tem de dar espaço ao amor maior, unidirecional, sem retorno nem cobrança, para que a caridade, o amor em movimento, surja, discreta, no dia-a-dia, em pensamentos, em ações. Brilham as estrelas. Como brilham! Jesus de Nazaré deixava a ideia pouco compreendida há dois milénios: o amor cobre a multidão dos pecados.

No fluxo das leis naturais – ver por favor “O Livro dos Espíritos”, parte terceira, Das leis morais – só a melhoria interior de cada um, sem exibição, pode alterar o regime de aplicação da lei natural a partir da consciência de cada um do mundo de expiação e provas para um mundo de regeneração, onde o bem dominará sem lança e espada. Cai a pena de talião, o ser humano fica bem mais perto da verdade em que vive. Educação, saúde, habitação não serão mais negócios cegos na lei da oferta e da procura, serão processos de superação evolutiva da humanidade, em luzes novas, por vezes antes vistas, sempre incompreendidas.

Para quando? Mister se faz cada um fazer por isso. O tempo é uma máquina de fluxo e refluxo ao sopro das leis naturais. Comportar-se-á por vezes como uma mesma massa de água? Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele. foto abcnews foto locomotiv FICHA TÉCNICA Jornal de Espiritismo Periódico Bimestral Director: Ulisses Lopes Editor: ADEP Redator : Pedro Pereira Maquetagem: Pedro Oliveira Fotografia: Loucomotiv e Arquivo Tiragem: 2000 Exemplares Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.

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