Editorial / Conto Janeiro.fevereiro.2016
Jornal de Espiritismo nº 74 · Janeiro 2016Página 26 min
EDITORIAL / CONTO JANEIRO.FEVEREIRO.2016 É habitual pensar no novo ano que emerge como mais uma etapa da viagem desta vida material e, depois de meio século, convém deixar tudo organizado. Então… e não é que a internet veio viabilizar essa partilha de forma brilhante? Bem, aqueles recortes da década de 1980 sobre o V Encontro Nacional de Jovens Espíritas reportado pelos grandes jornais diários da época – nomeadamente o «Jornal de Notícias» e «O Primeiro de Janeiro», «O Comércio do Porto» e «A Capital», note que o diário «Público» ainda não existia – qualquer dia desfazem - -se em pó.
Bem, imperioso é repescá-los, digitalizá-los e deixá-los num site, no caso o Facebook e o Scribd. E talvez no Issuu, se der tempo. E lá estão eles on-line. Ora essa! Afinal havia igualmente umas revistas de que já não me lembrava. Uma de 1900, grande, quatro páginas apenas, a mexer com cuidado, senão desfaz-se. Outras de 1910 – lembro-me que foi Albuquerque Rocha, dirigente do Núcleo Espírita Cristão, do Porto, que mas ofereceu há um par de décadas.
E esta? Uma revista publicada em Braga, «Luz e Caridade», da década de 1930, visada pela censura e de distribuição gratuita. Ainda há um lá em casa de minha mãe. Agora vazio, como todos os sucedâneos, traz consigo este baú muito mais do que madeira trabalhada com talento… Ainda há mais? Sim. Olha uma revista «Além», da década seguinte, publicada à época pela Sociedade Portuense de Investigações Psíquicas, arrasada por um dos ministros do ditador Salazar.
A fachada do prédio em que funcionava essa associação hoje ainda é a mesma, só que funciona ali uma tipografia, curiosamente a mesma gráfica que imprimiu os rótulos dos dois discos (vinil) de canções espíritas da Juventude Espírita Meimei, na déQuem dobrou o seu pára-quedas hoje? Charles Plumb era piloto de caça dos EUA e serviu na guerra do Vietname. Depois de muitas missões de combate, o seu avião foi abatido por um míssil.
Plumb saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita. Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando a sua odisseia e o que aprendera na prisão. Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem: “Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietname e foi aprisionado, não é?”. “Sim, como sabe?”, perguntou Plumb. “Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?
”. Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu: “Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje.” Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se: “Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom dia? Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de muitos pára-quedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual.
Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro.” Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco a enrolar os fios de seda de vários pára-quedas, tendo nas suas mãos a vida de alguém que não conhecia. Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua plateia: Quem dobrou o seu pára-quedas hoje? Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de muitos pára-quedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual.
Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido. Deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável. Hoje, esta semana, este ano, cada dia, procura dar-te conta de quem prepara o teu pára-quedas, e cada de 1980. Se também tiver por aí materiais antigos, não os deixe desaparecer – têm interesse histórico e não os perderá nem danificará se os digitalizar num “scanner” e os deixar na internet como imagem ou em formato pdf.
Os investigadores agradecem - -lhe. «Num ano novo que aí vem tanta velharia», pensarão os leitores. Pois é. São ciclos. Imagine uma espiral evolutiva. Verbos como recapitular, recomeçar cabem ali na perfeição. O passado é o retrovisor do automóvel. Devemos consultá-lo para prevenir erros desnecessários, sem se ficar por lá. O presente que nos leva ao futuro é a porta que se abre em caminhos novinhos em folha, a fim de conseguirmos erigir luzes especiais, mais sabedoria e mais amor, a exteriorizarem-se nos trabalhos que abraçamos a favor do bem comum.
Por isso, bom ano e boa leitura! Ainda há um lá em casa de minha mãe. Agora vazio, como todos os sucedâneos, traz consigo este baú muito mais do que madeira trabalhada com talento – a ideia imaterial de objetos que se vão deixando guardados, num ritmo mais lento do que o ponteiro das horas, se tiver de estar a olhar para ele. foto ulisses.com.pt foto direitos reservados agradece-lhe. Ainda que não tenhas nada de importante a dizer, envia esta mensagem a quem fez isto alguma vez.
E manda-a também aos que não o fizeram. As pessoas ao teu redor notarão esse gesto, e te retribuirão preparando o teu pára - -quedas com esse mesmo afeto. Todos precisamos uns dos outros, por isso, mostra-lhes a tua gratidão. Às vezes as coisas mais importantes da vida dependem apenas de ações simples. Só um telefonema, um sorriso, um agradecimento, um “Gosto de Você”, um «Parabéns»… Fonte: Em circulação na internet mente ligados.
Não vai ser sempre assim. Oxalá se encontre mais confiante agora. Mesmo quando tudo parece esboroar-se em redor, é importante perceber que somos nós próprios em grande medida os criadores da nossa realidade. Isso quer dizer que até certo ponto somos capazes de parar a falta de serenidade e racionalizar as situações. Mesmo quando tudo parece esboroar-se em redor, é importante perceber que somos nós próprios em grande medida os criadores da nossa realidade Isto é, por um lado, sem perturbação se possível, fazer por operar as mudanças que sejam capazes de melhorar a situação da esposa; por outro, estando a ser feito o que está ao nosso alcance, confiar na vida cujos processos de tratamento do ser espiritual, que cada um de nós é, são tão sábios que raramente lhes percebemos o alcance.
Ainda assim, encontrará decerto conforto e orientação se procurar uma associação espirita idónea junto de si. Descubra qual o dia semanal da reunião de atendimento e procure uma entrevista com a pessoa destacada para esse efeito. Poderá falar do seu caso e ver que tipo de amparo para si e para sua família consegue ali encontrar. Encontra neste link do site da ADEP muitos contactos de associações espíritas, porém, não as conhecemos todas: deve procurar uma em que se sinta bem – http://adeportugal.
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