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Era uma vez um agricultor, que tinha muitas terras junto ao mar

Jornal de Espiritismo nº 74 · Janeiro 2016Página 192 min

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Precisava de empregados para o ajudarem a cuidar da terra, mas tinha dificuldade em arranjar homens de trabalho por causa dos ventos fortes daquela zona. Punha anúncios, oferecia recompensas e prémios, pagava muito bem, mas nada adiantava. Todos tinham medo das tempestades e não queriam trabalhar naquela zona. Um dia, lá chegou um homenzinho, baixo e magro, que já não era novo de idade.

- O senhor é um bom lavrador? – perguntou o dono das terras. - Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram – respondeu o homem. - O que quer dizer com isso? – quis saber o patrão. - Quero dizer isso mesmo, que eu posso dormir enquanto os ventos sopram – respondeu o homem e não disse mais nada. O patrão ficou confuso, mas como não tinha 06 mais ninguém, aceitou-o como empregado e ficou de olho nele. O pequeno homem era, realmente, um bom trabalhador.

Mantinha-se ocupado de manhã à noite. O dono das terras estava muito contente com o trabalho dele e já nem se lembrava do que ele lhe tinha dito no primeiro dia, quando chegou, que podia dormir enquanto os ventos sopravam. Certa noite, lá veio o tão assustador vento, numa valente tempestade. O agricultor saltou da cama, agarrou numa lanterna, correu a acordar o pequeno homem e gritou: - Rápido, levante-se! Vem aí uma grande tempestade!

É preciso amarrar as coisas antes que sejam arrastadas! O homem bocejou, abriu um pouco os olhos e disse tranquilo: - Não, senhor! Eu disse-lhe que posso dormir enquanto os ventos sopram. Enfurecido, o patrão pensou em despedi-lo imediatamente, mas a sua preocupação agora era outra. Tinha de correr para ir proteger as suas coisas. Depois veria o que fazer com o empregado. Porém, para seu grande espanto, viu que que todos os montes de feno tinham sido cobertos com uma lona bem presa ao solo.

As vacas e os cavalos estavam bem protegidos nos celeiros, os frangos nos aviários, as portas bem travadas e as janelas bem trancadas e seguras. Tudo fora preparado antes da tempestade. Nada poderia ser arrastado pelo vento. Só então, o agricultor percebeu o que o empregado quis dizer. Regressou à sua cama e também ele dormiu tranquilo enquanto os ventos sopravam. (Adaptado de Enquanto os ventos sopram, in 100 Histórias de todo o mundo, Álvaro Magalhães, edições ASA).

JANEIRO.FEVEREIRO.2016 Sabia que? Quando a criança apresenta sinais de mediunidade é importante levá - -la ao Centro Espírita para que seja encaminhada para a evangelização espírita infantil? Chico Xavier (o homem chamado Amor) fazia pelos animais o que os Espíritos Superiores fazem por nós: amparava-os e protegia-os a todos, desde o mais pequeno deles, como os insetos? As jovens médiuns que colaboraram com Kardec na sua pesquisa espírita oscilavam entre os 12 e os 15 anos de idade?

O passe espírita pode ser dado no domicílio do doente, mas unicamente no caso em que ele não tenha condições físicas para se deslocar ao Centro Espírita? O esquecimento de vidas passadas facilita, entre outras coisas, a convivência com adversários nossos de outras vidas e que renascem agora, connosco, no mesmo lar?