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Editorial / Conto Março.abril.2016

Jornal de Espiritismo nº 75 · Março 2016Página 24 min

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EDITORIAL / CONTO MARÇO.ABRIL.2016 Estamos no século XXI? Bem, o calendário diz que sim. Sem grande atenção, os ouvidos não se enganaram ao ouvir as notícias. E nem passado já um par de meses deu para esquecer. Lá longe, mas nem tanto como isso, no estado norte-americano do Texas há grupos de pressão com força para ganhar a reposição da prerrogativa de usar armas por parte de qualquer cidadão sem necessidade de licença.

Que grande “coboiada”! Do livre-arbítrio individualizado e pluripartilhado, na mesma época, há decisões de natureza nacional de reinados asiáticos que sonham com impérios medievais entretidos com armas nucleares. O ser humano será sempre essa caixa de surpresas, tão capaz de atos atrozes dignos das piores guerras como de ter comportamentos de uma beleza espiritual indefinível. A heterogeneidade das culturas e da evolução técnica e espiritual dos habitantes encarnados da Terra continua a ser extrema.

O ser humano será sempre essa caixa de surpresas, tão capaz de atos atrozes dignos das piores guerras como de ter comportamentos de uma beleza espiritual indefinível. No “voltímetro” das emoções o homem oscila de modo inconstante entre a agressividade e a bondade, em valores que diferem entre cada um num grupo mais ou menos alargado e que oscilam com frequência relevante dentro do comportamento do mesmo indivíduo. Por vezes, se tem ao seu alcance meios de destruição – leia-se armas – causa danos multiplicados na proporção do que tem nas mãos.

Será pura lógica substituir meios de destruição por meios geradores de colaboração em torno do que serve o bem comum, em pleno respeito pela individualidade de cada ser. Dizem os Espíritos sábios que todos evoluem ao longo de muitos milénios das noites da inconsciência e da ignorância para os alvores Quatro rins No Curso de Medicina, o professor dirige - -se a um aluno e pergunta: - Quantos rins temos? - Quatro!, responde o aluno.

- Quatro?, replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos. Ordena o professor ao seu auxiliar: - Tragam um feixe de palha, pois temos um asno na sala. - E para mim um cafezinho!, replicou o aluno ao auxiliar do mestre. O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), conhecido como “barão de Itararé”. Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre: - O senhor perguntou-me quantos rins temos.

Nós temos quatro: dois meus e dois seus. “Nós” é uma expressão usada para o plural. Tenha um bom apetite e delicie - -se com a palha. Moral da história: a vida exige muito mais compreensão do que conhecimento. “- Tragam um feixe de palha, pois temos um asno na sala.“ Às vezes as pessoas, por terem um pouco a mais de conhecimento ou acreditarem que o têm, acham-se no direito de subestimar os outros. Haja palha! (Texto em circulação na internet) do amor e da sabedoria.

Esse caminho configura uma espiral, horizontalizada ou verticalizada conforme a vontade e a lucidez de cada qual, cheia de ciclos progressivos em que se recapitula e completa. Nenhuma aquisição interior é definitiva se não for mantida e alimentada na medida necessária para se auto-sustentar. À maneira de um ginasta, os sentimentos espirituais superiores alcançam-se através de exercícios frequentes quanto baste. Muitos desconhecem o potencial dos bons sentimentos exercitados no dia-a-dia cuja experimentação viabiliza o afastamento dos véus espessos das emoções inferiores e, passo a passo, adentra o ser espiritual em horizontes novos que, entrevistos uma vez, não se esquecem nunca mais.

Entre todo o burburinho próprio da história remota ou atual da humanidade configura - -se o facto de que acabamos por criar a nossa própria realidade na leitura pessoal que fazemos do que se nos depara aos sentidos materiais. Temos aprendido que, além de toda a panóplia de armas criadas pelo homem, a mais eficaz e com maiores vantagens, a exemplo do que Jesus de Nazaré demonstrou, conta quatro letras apenas. Esse estado de alma, à medida de cada um é conhecido por amor.

Tem uma limitação – não funciona a fingir: tem de ser vivido. Nesse ângulo, deixamos estas páginas consigo. Boa leitura! foto arquivo foto ulisses.com.pt FICHA TÉCNICA Jornal de Espiritismo Periódico Bimestral Director: Ulisses Lopes Editor: ADEP Redator: Pedro Pereira Maquetagem: Pedro Oliveira Fotografia: ulisses.com.pt e Arquivo Tiragem: 2000 Exemplares Registado no Instituto da Comunicação Social com o n.º 124325 Depósito Legal: 201396/03 Administração e Redacção ADEPRua do Espírito Santo, N.

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