Ansiedade e depressão As perturbações do foro mental são dos problemas mais relevantes que têm levado as pessoas a recorrerem os centros espíritas em busca de um lenitivo, quando não conseguem resolver os questões que as consomem no quotidiano. Na realidade, na vida comum de todos nós, temos problemas e dificuldades a ultrapassar, não fôssemos habitantes de um ainda planeta ainda de “provas e expiação”. Porém, em determinados momentos, em face das circunstâncias vividas, estas parecem, ultrapassar as nossas capacidades de resiliência (capacidade de voltar ao seu normal após grande adversidade) e é também nestes momentos que tudo à nossa volta parece desmoronar, aparecendo por vezes o sintoma ou a doença mental que dantes jazia latente, em forma de perturbação ansiosa (fobia, pânico), depressão, dependências de substâncias, dentre outras.
Vamos por vezes buscar no centro espírita um consolo, uma solução, mas, para alguns, funciona como a ilusão de que alguém – ou uma força externa a nós próprios – viesse a resolver os nossos problemas, como se não devesse partir de si próprio o esforço de transformação interior. Foi realizado um Estudo Epidemiológico Nacional da Saúde Mental, desenvolvido por um projeto de iniciativa internacional pela World Mental Health Survey Initiative (WMHSI) coordenado pela Universidade de Harvard e pela OMS (Organização Mundial de Saúde), para avaliar a epidemiologia das perturbações psiquiátricas dos portugueses, tendo sido evidenciado que Portugal, em conjunto com a Irlanda do Norte, mostram a mais elevada prevalência (número de casos novos e antigos) de doença psiquiátrica em toda a Europa.
Isto mostra que apesar de sermos um país de gente com muita fé e muitos católicos (81% da população portuguesa) por si só não basta para prevenir a doença mental em Portugal. As prevalências encontradas na população portuguesa estão entre as mais altas da Europa, em todos os grupos de perturbações mentais, destacando-se mais em relação aos outros países em relação as perturbações do foro ansioso (Wang et al. 2011), sendo de uma forma geral, as patologias psiquiátricas mais comuns na população portuguesa as patologias da ansiedade e as perturbações do humor.