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Era uma vez uma rã e uma tartaruga, amigas, que viviam numa floresta

Jornal de Espiritismo nº 75 · Março 2016Página 193 min

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A rã considerava a tartaruga muito sábia. Um dia, a rã pediu à sua amiga que lhe fizesse um amuleto com o poder mágico de a fazer vencer todas as lutas, em que se metesse, com qualquer animal. A tartaruga, depois de pensar um pouco respondeu-lhe: - Faço-te o amuleto com uma condição: tu nunca lutarás comigo. - Que disparate! Claro que não! – afirmou a rã.

- Nós seremos sempre amigas e nunca lutaremos. A tartaruga lá lhe fez o amuleto. Quando a sua amiga o pendurou ao pescoço, de imediato, disse sentir-se com uma enorme sensação de força e poder. - Eu sou o animal mais forte de todo o mundo! – gritou muito alto. - Posso vencer qualquer um numa luta! Quem 06 quer vir lutar? Os outros animais riram de tanta vaidade e tolice, contudo a rã desafiou-os a todos, um por um. Veio o esquilo earã venceu-o sem problemas.

Seguiu-se a lebre earã voltou a vencer. Vieram o macaco, a raposa, o elefante, a serpente, o crocodilo e muitos outros animais a quem ela venceu sem qualquer dificuldade. O leão, considerado o rei dos animais, foi o último a lutar e, também este foi vencido, para espanto de todos. A rã sentia-se extremamente vaidosa e insaciável pensou para si mesma que aquela vitória só seria verdadeira se também vencesse a tartaruga, pois era o único animal que ela não tinha desafiado.

Cheia de orgulho, e sem pensar duas vezes, esqueceu a promessa e gritou: - Ó tartaruga, não penses que escapas. Também quero lutar contigo. A tartaruga, na sua tranquilidade, aproximou-se e perguntou: - Esqueceste-te da tua promessa? - Falas assim, porque sabes que vais ficar mal. Estás com medo? – e voltou a desafiar. – Vá, vamos lutar! A tartaruga aceitou o combate. Mas, antes da luta, ela retirou o poder mágico ao amuleto que tinha construído.

A luta começou. Num instante a tartaruga foi mais rápida e virou a rã de pernas para o ar. Depois, agarrou-a pelas patas e num rodopio, lançou-a até ao charco. A rã, para esconder a sua vergonha, nunca mais de lá saiu. (Adaptado de Porque é que a rã vive na água?, in 100 Histórias de todo o mundo, Álvaro Magalhães, 2009, edições ASA). Por: Manuela Simões Sabia que? O livro “Todos os animais merecem o céu”, da autoria do médico-veterinário Marcel Benediti e relata a reencarnação dos animais, a eutanásia, o sofrimento desses seres como forma de evolução, entre outros assuntos, foi premiado no Concurso Literário Espírita João Castardelli 2003-2004, promovido pela Fundação Espírita André Luiz, do Brasil?

Atingindo o estado de Espírito puro o Espírito deixa de revestir um corpo material, tendo como único envoltório o perispírito? Em carta dirigida a António Wantuil de Freitas, presidente da FEB, em 30 de Março de 1946, Chico Xavier refere que: “Emmanuel tem comentado os nossos propósitos de receber, para os círculos infantis, trabalhos simples, dedicados aos pequenos e adolescentes, que interessem, de modo mais fundamental o espírito infantil”?

A primeira inscrição para as XII Jornadas de Cultura Espírita do Oeste foi de Marta Pinto do distrito de Leiria? A família Baudin, Émile-Charles, Clementine e as filhas Caroline e Julie, as jovens médiuns que haviam de colaborar com Kardec na construção de “O Livro dos Espíritos”, costumavam fazer sessões de intercâmbio com o Mundo Espiritual, quando ainda residiam na Ilha de Reunião, uma colónia francesa, tendo, mais tarde, ido residir em Paris?