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Na floresta, uma macaquinha tinha um filho com o qual vivia e que nunc

Jornal de Espiritismo nº 76 · Abril 2016Página 192 min

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Na floresta, uma macaquinha tinha um filho com o qual vivia e que nunca largava. Um dia, ela pensou que tinha chegado a altura de tornar o seu filho útil e resol- veu dar-lhe uma tarefa. - Pega nesta cesta de frutos e vai levá- -la à tua tia Mica – disse-lhe a mãe ca- rinhosamente. -Eu posso perder-me. Nunca fui a casa dela – disse o macaquinho preocupa- do. - Nada disso. Não te vais perder. Vais em direção ao rio e depois só tens de o atravessar.

A tia vive do outro lado. O jovem macaco pôs a cesta à cabeça e seguiu caminho até ao rio. Quando chegou à margem do rio, olhou para a água que corria. Será que o rio era profundo? Não sabia nadar e só po- dia atravessá-lo se tivesse pé. Olhou em volta e viu uma girafa que comia tranquilamente folhas de uma árvore e perguntou-lhe se o rio era profundo. - Não – respondeu ela. – A água nem sequer chega aos joelhos. O macaco agradeceu e resolveu atra- vessar o rio.

Apareceu de imediato um lagarto que lhe gritou: - Não te arrisques a atravessar o rio, amigo! - Porquê? A girafa disse-me que não era profundo. - Fia-te nisso! – respondeu o lagarto. – Ainda há pouco a minha mulher ten- tou fazê-lo e nunca mais a vi. As águas levaram-na. O pequenito macaco ficou confuso. De- veria acreditar na girafa ou no lagarto? Voltou para casa sem ir a casa da tia. - Como está a tia Mica? – perguntou a mãe quando o viu chegar.

- Não a cheguei a ver, mãe. A girafa disse-me que o rio não era profundo e o lagarto disse-me o contrário. Não sei qual dos dois tem razão. A mãe macaca largou o que estava a fazer e acariciando-lhe a cabeça expli- cou-lhe: - A girafa é grande. Para ela o rio não é muito profundo. Mas o lagarto é pe- queno e rasteiro e que pode até afogar- -se numa bacia de água. Por isso, o rio parece-lhe muito profundo. Cada um julga a profundidade conforme o tama- nho.

O macaquito, pensou no que a mãe lhe disse e pôs novamente pés ao ca- minho com a cesta à cabeça. Quando chegou ao rio, encontrou-se com o la- garto que o voltou a avisar: - Não atravesses o rio. Podes morrer! - Está bem amigo lagarto. Mesmo as- sim, vou experimentar com todo o cui- dado. Realmente o rio não era tão pouco profundo como dizia a girafa, nem tão profundo como alegava o lagarto. O macaco, com todo o cuidado, foi veri- ficando que tinha pé e atravessou-o, segurando nas mãos a cesta de frutas que levava à cabeça para a tia Mica.