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Capa da edição nº 76 do Jornal de Espiritismo

76Jornal de Espiritismo nº 76

Abril 2016 · 20 secções · ≈ 79 min de leitura

A edição 76 do Jornal de Espiritismo explora a natureza do erro como aprendizado e a importância da educação para a paz. Um editorial discute a "desencarnação" do erro através de uma perspectiva evolutiva, enquanto um conto e um consultório abordam a liberdade, responsabilidade e a busca pela paz em conflitos globais e pessoais. A publicação enfatiza que o avanço espiritual reside na compreensão e aplicação desses princípios.

Espiritismo
Liberdade
Responsabilidade
Desenvolvimento pessoal
Paz
Educação

Capa

Página 11 min

76 ANOXIII JDE MAIO . JUNHO . 2 0 1 6 JORNAL BIMESTRAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIVULGADORES DE ESPIRITISMO DE PORTUGAL DIRETOR . ULISSESLOPES | PRE Ç O € 0 . 5 0 4 FEDERAÇÃO Congresso Mundial Já se deu conta que estamos quase em vésperas do Congresso Espírita Mundial? 5 CONSULTÓRIO Vida familiar e adolescência Porque é tão importante para as famílias a fase dos filhos adolescentes? 9 OPINIÃO “A mente existe sem o cérebro” Décio Iandoli Jr., médico, aborda temas de medicina e espiritualidade. mais. 16 OPINIÃO Cientistas e mediunidade Allan Kardec “matou a morte” ao apresentar “O Livro dos Es- píritos” a 18 de abril de 1857… ulisses.com.pt Quando o erro desencarna

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Editorial / Conto Maio.junho.2016

Página 25 min

EDITORIAL / CONTO MAIO.JUNHO.2016 A turma do curso básico de espiritismo na- quele dia contava mais de 20 pessoas pre- sentes, apesar do frio. Gente valente, inte- ressada! O coordenador da reunião naquela hora ex- punha o conceito das leis naturais, «insculpi- das na consciência», a partir do livro terceiro de «O Livro dos Espíritos». Num momento da exposição comparava o erro e o ser humano, e gizava um caminho evolutivo sem mani- queísmo, quando o suposto mal e o suposto bem matam zonas cinzentas.

Naquele dia não se vestira nem de lapso nem de equívoco o dito erro. De pecado? Nem pensar! Mas nem por isso a sua estru- tura se transmutava. Para dar algum ritmo à exposição, indagou: “Quantos corpos tem o ser humano?”. Resposta prevista, sem coro: “Temos corpo físico e perispírito” ou corpo espiritual. Como se sublinhasse uma frase do texto de apoio, o expositor alertou: “Os nossos erros, mais leves ou mais graves, são como um espírito que tem um corpo.

Se o corpo é o cenário da experiência colhida, o espírito do erro é o ensinamento, a parte boa, que po- demos extrair, a fim de não necessitarmos de o repetir.” Vivemos numa sociedade que exacerba a culpa e parece que o nosso inconsciente faz questão, como se prevenisse males maio- res, de carregar tudo isso e mais qualquer coisa em cima dos ombros. Já bastava o peso do corpo físico no final de um dia de trabalho. Quem ensina dá o que sabe.

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Correio Maio.junho.2016

Página 35 min

CORREIO MAIO.JUNHO.2016 “Padeço de insónias” Achamos por bem partilhar com os leitores algumas questões que vão chegando por e-mail: quem sabe não tem uma dúvida parecida? Viver em paz Gabriela é estudante na cidade do Porto e envia-nos uma mensagem peculiar. Vêm estas palavras à luz da imprensa por- que a questão com que nos interpela é in- vulgar – o conflito israelo-palestiniano. Com frequência, os e-mails recebidos colo- cam questões pessoais centradas em pro- blemas emocionais ou supostamente de natureza mediúnica com que as pessoas se debatem.

Contra a corrente, na noite de 8 de janei- ro, Gabriela explica: «Conheçoobásico da doutrina espírita. Visitei pela primeira vez um centro espírita em 2003 (o Núcleo Es- pírita Cristão, no Porto). Costumo frequen- tar o Centro Espírita Caridade por Amor e sou voluntária no Coração da Cidade, na cidade do Porto». Continua: «Feliz por conhecer esta doutri- na, porque me ajuda a ver as dificuldades da vida de outra forma e porque me anima e me dá forças a tornar-me numa pessoa moral e eticamente melhor», «para mim, a doutrina espírita tem toda a lógica.

Mas a razão pela qual decidi enviar este e-mail é uma simples questão: Que posição tem o espiritismo sobre a questão Israelo-pales- tiniana? Se pudesse falar com um muçul- mano palestiniano e com um hebreu isra- elita, que conselhos lhes daria para que ambos conseguissem viver em paz? O motivo destas duas questões é que elas fazem parte de um trabalho académico (sobre a problemática israelo-palestinia- na) que eu estou a realizar para obter o grau de licenciatura.

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Fep Maio.junho.2016

Página 42 min

FEP MAIO.JUNHO.2016 Congresso Espírita Mundial O auditório Tejo, do MEO Arena, em Lisboa, vai acolher entre 7 e 9 de outubro o próximo Congresso Espírita Mundial. Com inscrições limitadas a 2000 lugares, o auditório vai esgotar antes do término do prazo das inscrições, dada a procura das mesmas por interessados do nosso país e também de outras na- cionalidades, nomeadamente do Brasil e de Espanha, da França e da Bélgica, do Reino Unido e da Alemanha, da Argentina e da Colômbia, entre tantos outros países.

A organização deste evento de cariz internacional está a cargo da Federação Espírita Portuguesa (FEP) que colabora com a Confe- deração Espírita Internacional (CEI), sediada na Suíça. O tema central deste Congresso Mundial é “EM DEFESA DA VIDA”; vida, nas suas diversas formas e etapas. Os oradores desdobram-no em conferências e mesas-redondas de espetro diverso, concretamente em subtemas como a preven- ção do suicídio, do aborto, a vivência do amor ao próximo, apre- sentação de experiências decorridas em associações espíritas, experiências fora do corpo físico, aspetos da comunicação entre os planos de vida material e espiritual, vidas sucessivas, preser- vação do ambiente, etc.

, intercalados com momentos culturais de elevado nível de qualidade e oportunidades de convívio ao longo dos três dias: 7, 8 e 9 de outubro de 2016, entre as 9h00 e as 17h00. Estar presente traz vantagens: a participação num evento mun- dial, em defesa da vida; permite adquirir conhecimentos nas con- ferências dadas por oradores nacionais e internacionais; partilhar valores e pontos de vista com pessoas das mais diversas partes do mundo; equacionar sistemas de valores existenciais; desfru- tar de momentos culturais de qualidade.

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Consultório

Página 57 min

Ciclo de vida familiar e adolescência O ciclo de vida de cada um acontece dentro do ciclo de vida familiar, que é o contexto primário do desenvolvimento humano e social. Como célula social, a família é um sistema, no qual somos acolhidos na nossa individualida- de espiritual, para o desenvolvimento pessoal e interpessoal. “É possível reconhecer diferentes padrões na organização das famílias ao longo do tempo, assim como diversas formas de relacionamen- to entre seus membros.

Apesar destas diver- sidades, podemos também observar muitas características semelhantes ao longo do ciclo de vida das famílias. Estas características se- melhantes costumam ser chamadas de Fases do Ciclo de Vida das Famílias”. Cesar, C. Estas fases do ciclo vital não são consensuais, porém, de uma forma geral, os autores que se dedicam a terapia familiar definem etapas co- muns à maior parte das famílias, e característi- cas que definem estas etapas.

Estas fases do ciclo vital também geram cri- ses, chamadas zonas de transição, que são esperadas na passagem de uma para outra fase. A saber, poderíamos referir: A 1.ª fase do casalquando iniciam uma vi- vência a dois e trazem consigo, cada um, para além da sua individualidade, características pessoais, gostos que os definem, maneira de estar no mundo, a sua herança familiar, psi- cologicamente falando, através das tradições, marcas conscientes ou não, da educação de cada um.

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Breves

Página 63 min

Aveiro: Grupo Espírita Centelha de Luz Joana Pato, colaboradora da Associação Espírita Luz e Paz, de Aveiro, vai dar uma pa- lestra dia 27 de abril, às 21h30, com entrada livre, no Grupo Espírita Centelha de Luz, da mesma cidade, subordinada ao tema «Caridade e amor: caminho para a paz». Esta associação fica na Rua Nova de Vilarfracção B, 3810-196 Aveiro, tel. 910673787 e email ge.centelhadeluz@gmail.com. Açores: Associação Espírita Terceirense Esta associação teve no seu calendário de palestras de março passado os seguintes temas: dia 1, «É fácil perdoar?

». Dia 8, «A importância do Espiritismo para a Humanida- de». Dia 15, «O que é a humildade?». Dia 22, «Pensar bem, agir bem». Dia 29, «Progres- so moral e intelectual». Para saber mais pode visitar o site http://aeterceirensegeral. wix.com/aespiritaterceirense. Vale de Cambra: Encontro Nacional de Passistas Realizou-se no dia 19 de março, sábado, o 7.º Encontro Nacional de Passistas, que decorreu no Centro Cultural de Macieira de Cambra, em Vale de Cambra.

Este evento teve início às 10h00 e encerrou pelas 18h00, tendo como tema central “O Passe: possibilidades e limitações”. A organização foi da Associação Cultural Espírita Mudança Interior, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Vale de Cambra. Lisboa: Mude a sua mente e a sua vida mudará Dia 10 de abril, domingo, das 10h00 às 15h30, decorreu um seminário subordinado ao tema “Mude a sua mente e a sua vida mudará”, com Rui Marta, psicólogo clínico, espírita, e presidente do Centro Espírita Casa do Caminho – Lisboa.

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Reportagem Maio.junho.2016

Página 71 min

REPORTAGEM MAIO.JUNHO.2016 Braga: aniversário da ASEB A Associação Sociocultural Espírita de Braga (ASEB) comemorou no passado dia 9 de abril, sábado, entre as 15h00 e as 19h00, mais um aniversário no teatro da Escola Sá de Miranda, dessa cidade. Foi o 31.º aniversário! O programa, em volta do tema “Odisseia de uma Vida”, fez-se num fio de equilíbrio entre palestras, música, vídeos e entrevis- tas, e contou com a participação de uma coletividade não espirita, em boa harmo- nia, concretamente a Associação Anti- Bullying: «Preparámos um evento cultural que pretendeu presentear todos os que quiseram partilhar este momento connos- co», diz fonte da organização, e não foram poucos, pois o auditório encheu.

Continua: «Convidámos Regina Figueiredo, do Porto, que falou da fase adulta e da ex- periência da maternidade/paternidade. O Grupo Jovem da ASEB teve várias interven- ções, quer em vídeo quer presencialmente em entrevistas sobre a fase da juventude e adolescência, enquanto, por sua vez, João Xavier de Almeida conversou com Dalila, entrevistadora, sobre a fase mais adianta- da da vida. Paulo Costa, presidente da jovem Associa- ção Anti-Bullying com Crianças e Jovens, palestrou sobre o assunto e explicou quais as melhores formas de ajudar os jovens e adultos a apresentarem-se na socieda- de sem temor do que são.

Ficou no ar até uma ideia de colaboração interassociativa. Como não podia deixar de ser, houve ainda momentos de confraternização. Já confe- riu no canal do youtube da ASEB se os res- petivos vídeos estão disponíveis? Bem, se ainda não estão, estarão em breve.

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Imprensa

Página 83 min

Eutanásia: sim ou não? A ideia será alertar para o acréscimo rele- vante que o ponto de vista da doutrina es- pírita junta às demais análises deste tema. Na síntese, pois a AME Norte remete os in- teressados para um texto mais detalhado e, por consequência, mais extenso, lê-se como transcrevemos nas linhas que se se- guem: «Estando atualmente a eutanásia a ser discutida em Portugal, a Associação Mé- dico-Espírita do Norte (AME Norte) reuniu e debateu o tema, tendo concluído que é seu dever comunicar o seu próprio ponto de vista.

Esclarecemos que a AME Norte agrega um grupo de médicos e de outros técnicos li- gados à saúde que, fora da sua atividade profissional, se interessa por espiritualida- de, considerando interessantes os dados proporcionados pela doutrina espírita. É compreensível que quem defende a eu- tanásia sob o ângulo materialista da inter- pretação da vida – tema realmente difícil, mesmo para quem é profissional de saúde – o faça à sua maneira com intenção de poupar sofrimento a alguém em situações extremas e irreversíveis.

Centrados na ideia de uma autonomia ab- soluta que a lei não contempla, acreditam que a vida do ser humano termina com a morte do corpo físico e, ao afastarem o problema da sua percepção, ele parece desaparecer. Há, contudo, uma série de evidências que apontam no sentido da vida prosseguir numa dimensão espiritual, numa linha de continuidade, com o eventu- al prolongamento de sensações por tempo indeterminado, variável caso a caso.

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Entrevista

Página 96 min

Décio Iandoli Jr.: “A mente existe sem o cérebro” Solicitado por uma pergunta, Décio Iandoli Jr. explica com o sotaque típico do país de origem que «a AME Internacional foi fundada em São Paulo em 1999, na época já com a participação de alguns países da Améri- ca Latina, como a Argentina e a Colômbia». Hoje está representada em nove países como instituição e «já temos alguns núcleos de desenvolvimento, por exemplo, na Ingla- terra e na França, que são grupos que ainda não estão organizados, mas já existe alguma atividade nessa direção».

A dada altura da conversa que tem com o entrevistador, inquirido sobre a dificuldade de aceitação da espiritualidade numa área em que os técnicos de saúde colidem com ela quase todos os dias, Décio Iandoli Jr. diz com sentido de humor que «todas as vezes que se muda um paradigma existe uma re- sistência muito grande. Ian Stevenson, que foi um psiquiatra americano que estudou a reencarnação, disse certa vez que a ciência evolui na medida dos funerais.

Só assim al- guns preconceitos são derrubados e o novo paradigma se instala de maneira definitiva». Encontra-se na internet uma entrevista dada em Portugal, no Norte, em novembro do ano passado. Pode vê-la em versão de vídeo no canal do Youtube da AME Norte. Pelo inte- resse das respostas, extraímos algumas re- lativas a perguntas que bem poderiam ter sido colocadas pelos leitores... De onde veio essa vontade de ser médico?

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Atualidade

Página 101 min

Ambiente, ecologia e sustentabilidade têm afinidades intrínsecas ao ser humano que são vistas sobretudo na sua dimensão material – agora pode juntar mais uma: a espiritual. foto adep Espiritismo e ambiente: afinidades MAIO.JUNHO.2016

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Atualidade (pág. 11)

Página 117 min

O curso básico de espiritismo dinamizado pela Associação de Divulgadores de Es- piritismo de Portugal conta com mais um caderno que analisa as afinidades entre a doutrina espírita e a ecologia. Para muitos poderá parecer estranho. Mas a verdade é que o espiritismo é uma doutri- na transversal a inúmeras áreas de conhe- cimento. Por que deveria ser diferente em relação à ecologia e ao ambiente? Será de alegar a transitoriedade da vida humana para focar apenas os temas clás- sicos do movimento espírita, normalmente intemporais, e fazer por ignorar o contex- to sistémico, interdependente, em que vi- vemos enquanto Espíritos encarnados no planeta Terra?

É de defender que o que importa é a vida espiritual e que o enquadramento da vida material é menos relevante como se os re- cursos naturais fossem inesgotáveis e não tivéssemos obrigações face ao seu uso sustentável que, quem sabe nós próprios em gerações vindouras, esperam que faça- mos no presente? Na verdade, sem consciência ambiental significativa a Terra dificilmente deixará de ser um planeta de provas e expiações tão cedo, demorando a passar paulatinamente ao degrau seguinte, o de planeta de rege- neração.

A vida humana – e todas as experiências vivenciais riquíssimas que a ela se ligam – depende dos recursos naturais que, se se pensava até há um par de séculos que se- riam praticamente inesgotáveis, hoje, face à aldeia global em que se tornou o planeta, percebe-se não ser assim. Um autor da bibliografia espírita, André Tri- gueiro, jornalista, professor e escritor, expli- ca em relação ao espiritismo e à ecologia que «são muitas as afinidades existentes entre essas duas áreas do conhecimento que surgiram na mesma região do plane- ta há aproximadamente 150 anos, e que hoje despertam interesse e curiosidade crescentes.

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Atualidade Maio.junho.2016

Página 125 min

ATUALIDADE MAIO.JUNHO.2016 não traz bons resultados. Veja o ciclo da água: a água que existe no planeta é a mesma desde sempre, ora no estado gasoso, líquido ou sólido. A água doce é realmente escassa: restringe-se a cerca de 2,7% de toda a água existente na Terra. Basicamente a água da chuva vem do mar no estado gasoso. Ao chegar a ter- ra pode arrefecer. Se isso acontece vai cho- ver. A água potável é um bem extremamen- te escasso na maior parte do planeta Terra.

Se há bosques nativos bem conservados, estes funcionam como esponjas vivas de elevada capacidade que retêm e purificam a água potável e vão-na soltando paulati- namente pelas fontes mais abaixo, nas al- deias, à medida que a força da gravidade a faz descer rumo ao mar novamente. Há também o ciclo do carbono e dos nutrien- tes… Atitude: aprender pela dor ou pelo amor? David Brower, ecologista norte-americano, compara a idade da Terra ao período de uma semana: «Tomemos os seis dias da semana para representar o que de facto se passou em 5 biliões de anos.

O nosso planeta nasceu numa segunda-feira, às 00h00. A Terra formou-se na segunda, terça e quarta-feira até ao meio-dia. A vida começa quarta-feira ao meio-dia e desen- volve-se em toda a sua beleza orgânica du- rante os 4 dias seguintes. Somente às 16h00 de domingo é que os grandes répteis aparecem. Cinco horas mais tarde, às 21h00, quando as sequóias brotam da terra, os grandes répteis desa- parecem. O homem surge só 3 minutos antes da meia-noite de domingo.

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Opinião

Página 135 min

Nos grupos humanos a sua importância não é menor. Vários estudos aplicados ao âmbito empresarial mostraram que grupos compos- tos por indivíduos mais heterogéneosida- de, sexo, raça, culturatomam melhores decisões e promovem mais a inovação do que grupos de maior homogeneidade. Indi- víduos semelhantes partilham as mesmas perspectivas e crenças, tenderão a concor- dar mais facilmente uns com os outros e a resvalar para a mesmice.

A diversidade é um desafio, potencia a criatividade e a inovação, é um factor que promove o progresso e o de- senvolvimento. Evoluímos na relação com a diversidade. Mas conviver com a diferença não é fácil, ela é causa de insegurança, ansiedade, ten- são e desconfiança. Em algumas situações até mesmo irritação pois, será que existe alguém que goste de ser contrariado? A ver- dade é que nos sentimos mais confortáveis junto dos que se parecem e pensam como nós.

Porquê isso? Muitos dos comporta- mentos que exibimos são fruto de impulsos biológicos que escapam à interferência cons- ciente. Julgamentos, preferências, a própria noção de normalidade ou bizarria são mui- tas vezes resultado de processos intuitivos automáticos que nos permitem ultrapassar pela faixa de emergência a lenta e esforçada racionalidade. O efeito da mera exposição, identificado pelo professor Robert B. Zajonc em 1968, é um dos efeitos mais replicados em psicologia e é abusado pela publicidade e pelas máquinas de propaganda.

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Opinião (pág. 14)

Página 144 min

Licenciaturas em Espiritismo? Allan Kardec, enquanto pesquisador e codi- ficador da doutrina espírita, foi um educador na verdadeira acepção do termo. Por isso, ele mais que ninguém defendia que as so- ciedades espíritas (atuais centros espíritas, entenda-se) fossem locais de encontro e de- bate de ideias espíritas. As portas devem estar abertas a todos aqueles que desejam apren- der mais. E aqueles que já adquiriram alguns conhecimentos devem, por isso, partilhá-los com os restantes, sempre numa perspectiva de autoaprendizagem e não de “quem já sabe tudo”.

Parece-nos que esta atitude faz toda a diferen- ça quando comparamos o ideal espírita com outros ideais cristãos. O espiritismo não pre- tende impor nada a ninguém, isto é certo! Mas também não se deixa contagiar com ideias novas, muitas vezes absurdas de quem, sem o devido estudo, “mistura tudo no mesmo saco”. Assim, concordamos que os centros espíritas devem educar com base nos ensinos de Je- sus e dos Espíritos, que ditaram a Kardec as respostas que precisávamos, para alcançar mais rapidamente a perfeição moral.

O que não significa que não se discutam opiniões de outros espíritos e de outros homens que tam- bém eles desejam o bem. Por tudo isto, os centros espíritas, e bem, têm estudos do espiritismo a que deram o nome de cursos. Estes cursos, propostos pelas fe- derações espíritas, estão sujeitos a rigorosa avaliaçãoetêm como objetivo o estudo apro- fundado da codificação espírita. Se assim não fosse, e tendo em conta os diferentes “pontos de vista” de cada diretor de um centro espíri- ta, ao fim de uns anos teríamos várias visões diferentes de espiritismo, correndo-se o risco de no futuro se instalar a confusão de conhe- cimentos e a completa deturpação de concei- tos.

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Opinião (pág. 15)

Página 157 min

Já reparou que não há pardais em locais abandonados? A relação desta pequena ave com os humanos é tão estreita que, quando estes abandonam um lugar, os pardais fa- zem o mesmo. Estes membros da família Passeridae acom- panham-nos há séculos. Porém, os alarmes já foram lançados: em 30 anos, a população de pardais comuns caiu 63%. Em grandes cidades, como Londres, os pardais já desa- pareceram quase por completo.

Este declínio nesta espécie que tanto se liga a nós tem causas conhecidas: a contamina- ção, a falta de espaços verdes e a invasão de espécies exóticas. No meio rural, ainda que o desaparecimento dos pardais seja menor, também está a acontecer devido à intensificação da agricultura, ao uso abusivo de pesticidas e ao despovoamento generali- zado. Sendo uma ave sedentária, o seu de- clínio está sempre ligado ao ambiente que o rodeia.

Ora, o pardal comum não existia antes do aparecimento das cidades e, afinal, a mesma actividade que os criou está ago- ra a destruí-los: edifícios novos e modernos onde não se consegue fazer ninhos, cidades que já não se fundem com espaços natu- rais... Até os cientistas se perguntam: o que estamos a fazer de tão errado para que uma ave que evoluiu, se adaptou e conviveu con- nosco esteja a extinguir-se? Conclui-se, pois, facilmente que o que não é bom para os par- dais, também não é bom para nós e vice-ver- sa.

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Opinião (pág. 16)

Página 164 min

Cientistas e mediunidade “As experiências espirituais são muito diver- sificadas e incluem processos cognitivos, emocionais, de percepção e de comporta- mento. Dependendo do tipo de experiência, nós vemos diferentes maneiras no modo como o cérebro responde”, explica Andrew Newberg, diretor do Centro de Medicina In- tegrativa, sediado na Universidade Thomas Jefferson, da Filadélfia, EUA. Ele tem liderado um grupo de pesquisado- res que estuda o efeito sobre o cérebro hu- mano das chamadas “questões espirituais”.

Numa das suas pesquisas, que buscava analisar o efeito da meditação e da oração no cérebro, ele injetou nos pacientes um corante radioativo inofensivo para o corpo, mas que pode ser detetado por aparelhos de tomografia. Enquanto as pessoas estão envolvidas com a oração, o corante migra para as partes do cérebro onde o fluxo san- guíneo é mais forte. Ou seja, pode ser perce- bido na parte mais ativa do cérebro. Numa parceria ainda recente com cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Thomas Jefferson, decidiram investigar como ocorrem os fluxos de san- gue em diferentes regiões do cérebro duran- te os transes de médiuns no momento em que eles estariam “recebendo Espíritos”.

A diferença maior é que na oração a consci- ência não é alterada, enquanto no transe mediúnico, há inegável perda de controlo. Um artigo divulgado há alguns anos na re- vista “Public Library of Sciences” mostra como os cérebros dos médiuns brasileiros analisados mostraram transtornos de fun- cionamento enquanto escreviam mensa- gens ditadas pelos Espíritos, chamadas de psicografia. Foram investigados dez médiuns que ti- nham entre 15 e 47 anos de psicografia, realizando-a até 18 vezes por mês.

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Literatura / Vídeo

Página 177 min

LITERATURA / VÍDEO O Livro dos Médiuns O Principezinho MAIO.JUNHO.2016 Quando a França foi invadida pelos Alemães em 1940, o piloto e escritor Antoine de Saint- -Exupéry exilou-se em Nova Iorque. Enquanto recuperava dos ferimentos de guerra escreveu e ilustrou a enigmática história que apaixonou gerações em todo o mundo, tornando-se uma das obras mais admiradas de todos os tempos: O Principezinho, a história de um aviador que se despenha no deserto e encontra um jovem príncipe vindo de um minúsculo asteróide e que, após uma odisseia por vários mundos po- voados por criaturas esquisitas, ainda procura a melhor forma de lidar com a sua rosa.

O livro foi publicado nos EUA em Abril de 1943, cerca de um ano antes do avião pilotado por Saint- -Exupéry ter desaparecido sobre o Mar Medi- terrâneo durante um voo de reconhecimento. O seu corpo nunca foi recuperado e ele já não viu a publicação do livro no seu país natal. O Prin- cipezinho é o livro de língua francesa mais lido em todo mundo com mais de 200 milhões de cópias vendidas, tendo sido traduzido para 260 línguas e dialectos, incluindo Braile.

O jornal “Le Monde” colocou-o em 4º lugar na lista dos me- lhores livros do século XX, apenas ultrapassado por obras de Camus, Proust e Kafka. Apesar de ter a encantadora aparência de um ambiente mágico da literatura infantil, “O Princi- O seu berço foi a cidade de Paris e nasceu pe- las mãos do venerando Allan Kardec, sempre amparado pelo Espírito da Verdade e seus discípulos, dos quais não podemos deixar de registar dois espíritos: São Luís e Erasto.

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direitos reservados foto direitos reservados Entrevista a frequentador

Página 183 min

foto direitos reservados foto direitos reservados Entrevista a frequentadores Entrevista a dirigentes Maria Fernanda Costuras está aposentada. Reside em Caldas da Rainha. Como conheceu o Espiritismo? Maria FernandaHá cerca de 20 anos, com outras pessoas amigas comecei a frequentar o centro espírita de Leiria. Frequenta algum centro espírita? Maria FernandaQuando tive conhe- cimento da existência de um centro es- pírita em Caldas da Rainha comecei a frequentá-lo, fazendo o estudo básico de espiritismo e, mais tarde, o estudo da me- diunidade.

Tornei-me então trabalhadora do Centro de Cultura Espírita, de Caldas da Rainha. Qual a sua opinião acerca do «Jornal de Espiritismo»? Maria FernandaPenso que o «Jornal de Espiritismo» é muito importante para a di- vulgação da doutrina. Do que já conhece do espiritismo, isso Engenheiro eletrotécnico, Duarte Palma conta 49 anos. É também um dos dirigentes da Associação Espírita de São Brás de Alportel. Como conheceu o espiritismo?

Duarte PalmaHá cerca de 25 anos en- trei numa livraria no Cascais Shopping. Ao olhar para a estante vi um livro cujo título me despertou a atenção. Chamava-se “O Livro dos Espíritos”. Peguei nele, comecei a folheá-lo e a ler algumas questões. No dia seguinte estava novamente na livraria para comprar “O Livro dos Mé- diuns”. Passado pouco tempo fiz-me só- cio da Federação Espírita Portuguesa, onde passei a adquirir obras espíritas.

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Na floresta, uma macaquinha tinha um filho com o qual vivia e que nunc

Página 192 min

Na floresta, uma macaquinha tinha um filho com o qual vivia e que nunca largava. Um dia, ela pensou que tinha chegado a altura de tornar o seu filho útil e resol- veu dar-lhe uma tarefa. - Pega nesta cesta de frutos e vai levá- -la à tua tia Mica – disse-lhe a mãe ca- rinhosamente. -Eu posso perder-me. Nunca fui a casa dela – disse o macaquinho preocupa- do. - Nada disso. Não te vais perder. Vais em direção ao rio e depois só tens de o atravessar.

A tia vive do outro lado. O jovem macaco pôs a cesta à cabeça e seguiu caminho até ao rio. Quando chegou à margem do rio, olhou para a água que corria. Será que o rio era profundo? Não sabia nadar e só po- dia atravessá-lo se tivesse pé. Olhou em volta e viu uma girafa que comia tranquilamente folhas de uma árvore e perguntou-lhe se o rio era profundo. - Não – respondeu ela. – A água nem sequer chega aos joelhos. O macaco agradeceu e resolveu atra- vessar o rio.

Apareceu de imediato um lagarto que lhe gritou: - Não te arrisques a atravessar o rio, amigo! - Porquê? A girafa disse-me que não era profundo. - Fia-te nisso! – respondeu o lagarto. – Ainda há pouco a minha mulher ten- tou fazê-lo e nunca mais a vi. As águas levaram-na. O pequenito macaco ficou confuso. De- veria acreditar na girafa ou no lagarto? Voltou para casa sem ir a casa da tia. - Como está a tia Mica? – perguntou a mãe quando o viu chegar.

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Última

Página 203 min

Jornadas Espíri- tas de Lisboa «Vimos informar de que se irão realizar, como habitualmente todos os anos, no últi- mo domingo do mês de maio, pelas 10h00, as XXVI Jornadas Espíritas de Lisboa, este ano subordinadas ao tema “As Leis Morais” segundo o Espiritismo», escreve Elisa Viegas. Continua: «Iremos contar com os oradoresFilomena Queirós (CEPC) e Rui Marta (Casa do Caminho)». A entrada é livre e gratuita. O CEPC-Centro Espírita Perdão e Caridade fica em Lisboa, na Rua Presidente Arriaga, 124 às Janelas Verdes, telefone 213975219 - www.

ceper- daoecaridade.pt. Porto: Doenças mentais e espiritualidade A Associação Médico Espírita do Norte (AME Norte) informa que está a organizar um se- minário com Wander Lemos, especialista em Psiquiatria, que exerce a sua atividade nos Hospitais André Luiz, em Belo Horizonte, no Brasil. Para além da sua atividade profissional, Wander Lemos é um estudioso da doutrina espírita. O certame decorre no auditório do Porto Hotel Antas, na Rua Padre Manuel da Nóbrega, 111, no dia 5 de maio, quinta-feira, pelas 21h00.

Dissertará sobre o tema “Do- enças Mentais e Espiritualidade” durante hora e meia, ficando 30 minutos para per- guntas e respostas. A entrada é gratuita, mas para efeitos organizativos, por favor inscreva-se enviando um e-mail para norte. ameportugal@gmail.com. Encontro Espíri- ta no Alentejo No próximo dia 22 de maio, domingo, o auditório do hotel D. Fernando, em Évora, vai acolher o Encontro Espírita no Alentejo deste ano.

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