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Jornal de Espiritismo nº 8 · 2005Página 14 min

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Iso Teixeira, professor universitário, reflecte sobre mortes cardíacas, cerebrais e encefálicas, e pondera sobre a situação do espírito avaliando o seu aprendizado, afinal a razão pela qual passamos aqui na Terra!

O centro espiírita é um local onde as pessoas se dirigem em busca de ajuda para os seus problemas ou por curiosidade e desejo de saber mais acerca de si. Cátia Martins disserta sobre o assunto. Veja como.

Quando se adormece, os laços que nos mantêm ligados ao corpo orgânico enfraquecem e, então, parcialmente libertos do invólucro carnal, continuamos activos. Cecília Morais aborda o tema e deixa dicas completamente oportunas!

Janeiro/Fevereiro de 2005 | Ano 1l | N.º 8 | Jornal bimestral da Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal | Director: UÚlisses Lopes | Preço: € 0,50 fª;k;

É. PEA sidabilidade m >. susas l D Tel.: 227419271

ENTREVISTA COM DIVALDO PEREIRA FRANCO

«Não é O sexo o grave problema que aturde expressiva massa humana, mas os vícios que predominam na estrutura da nossa sociedade, defluentes dos instintos primários, ainda não superados ou transformados em sentimentos relevantes,», afirma o famoso conferencista espiírita na entrevista exclusiva que deu recentemente ao Jornal de Espiritismo!

É um dos fundadores do “Il Laboratório”, uma instituição italiana que surge para analisar os fenómenos paranormais. Engenheiro aeronáutico, Paolo Presi está envolvido em Sistemas de Qualidade para aplicação na indústria. Vive em Itália, a cerca de 100 quilómetros de Veneza.

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Para todos nós não é uma grande novidade. E apenas a passagem do tempo. E sempre que este senhor nos toca a alma, damos-lhe avaliações subjectivas: tempo bem ocupado proporciona uma rodagem rápida aos ponteiros do relógio; tempo a olhar para o tecto, e parece que um simples minuto tem o peso de uma espera de algumas horas. Mas o tempo é objectivo, até porque, ao contrário de muitos outros pormenores da vida, pode ser medido.

Encrava-se aqui uma pergunta: como se dá o espiritismo com o tempo?

Dá-se tão bem que só visto! Numa primeira fase, a pessoa em causa tem de se informar de forma competente sobre esta doutrina, caso contrário não fará ideia do que conseguirá encontrar nela. Por outras palavras, tem de estudá-la! Este é um processo contínuo, nunca acaba, nem sequer depois de largarmos este sobretudo que é o corpo físico.

Quando a pessoa já está minimamente informada, não vai precisar de quem lhe prescreva condutas, pois saberá que o tempo em si é um recurso neutro. Vale ou não vale, de acordo com a utilização que lhe seja dada! Concorda?

Assim sendo, se quem dá os primeiros passos nesta área de conhecimento ainda não sabe, vai acabar por entender quais as actividades para as quais estará mais talhado. Qual a sua vocação? Sabe a resposta? Optimo! Junte isso à lei do trabalho, e verá que servindo defendido com as luzes da fraternidade sincera, vai de feição no seu barco ajudado pelo sopro do tempo.

Preocupa-se com o primeiro emprego, se é jovem? A sua profissão não lhe enche as medidas, se vai mais adiante na viagem terrena? Receia a reforma, se a idade vai mais avançada? Com a doutrina espírita não há espaço de tempo que sustente desocupação. Se cada um fizer a sua parte, Deus fará tudo o resto.

Sugerem os que partiram deste plano que mais vale deixar cair o corpo em serviço do que no repouso improdutivo.

Não lhe dão serviço? Então crie o próprio as suas oportunidades de trabalho.

Quanto mais encontrarmos causas melhoráveis dentro de nós próprios mais fácil será deparar com os melhores efeitos no imenso mundo interior que transportamos inalienavelmente.

Também o tempo é assim! Façamo-lo correr por nossa conta (evolutiva). Este ano de 2005, com todas as tribulações e alegrias que potencialmente traga encomendadas, será uma estrada de bênçãos, sempre maiores quanto mais as compartilharmos com outrem. Bom 2005 para todos! Boa leitura para si!

Texto: Jorge Gomesjorge.jeQclix.pt.

Numa reunião de espíritos, pediram ao velho Simão Abileno que falasse sobre a resposta de Deus às preces que lhe são dirigidas. Então, ele, que era mestre na arte de contar histórias, repetiu uma antiga lenda, que faz parte dos contos populares de muitos países. Diz assim...

Num grande bosque da Ásia Menor, três árvores ainda jovens pediram a Deus que lhes desse destinos importantes e diferentes. A primeira queria que a sua madeira fosse empregada no trono do mais alto soberano da terra.

Depois de ouvi-la, a segunda pediu para ser usada na construção do carro que transportaria os tesouros desse poderoso rei.

E a terceira desejou ser transformada numa torre, nos domínios do mesmo rei, para mostrar o caminho do céu.

Quando terminaram de dizer as suas preces, Deus enviou à mata um mensageiro seu, para que elas soubessem que os seus pedidos seriam atendidos.

Passado muito tempo, quando elas já estavam crescidas, vieram alguns lenhadores e derrubaram as três árvores, deixando muito tristes as árvores vizinhas.

Elas foram arrastadas para fora do bosque.

Perderam os seus galhos, folhas e raízes, mas não perderam a fé nas promessas do Criador. E deixaram-se conduzir, com paciência e humildade.

Mas elas jamais podiam ter imaginado o que veio a acontecer, depois de muitas viagens! A primeira árvore caiu nas mãos de um criador de animais, que mandou transformá-la num grande cocho, para seus carneiros. A segunda foi comprada por um construtor de barcos.

A terceira foi recolhida à cela de uma prisão, para ser aproveitada futuramente. As três árvores, mesmo separadas e em grande sofrimento