es ou ausentes” - é, por exemplo, a lembrança de um lugar que se tenha ido visitar, de uma conversa que se tenha tido, ou as anteriormente referidas criações mentais, que é o caso de uma visão actual das coisas ausentes; 2) “visão retrospectiva do passado e, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro” - durante o sono, menos limitados pelo invólucro carnal, podemos lembrar-nos de coisas que nos tenham acontecido noutras encarnações ou no estado de erraticidade e, muito excepcionalmente, pressentir (e não adivinhar) algo futuro; 3) “quadros alegóricos que os espíritos nos põem sob as vistas” Espíritos mal intencionados podem aproveitarse de alguma fraqueza da nossa parte para projectar nas nossas mentes imagens que nos atormentem, induzam em erro, etc.
, benfeitores amigos, ao tentar, por exemplo, explicar-nos alguma dificuldade que teremos que passar, poderão comparar a situação a uma escadaria que temos que subir para atingir o nosso fim, e o nosso sonho, isto é a lembrança dessa conversa, poderá limitar-se a esse quadro alegórico.
São apenas alguns exemplos dos três tipos de sonhos que Allan kardec refere podermos ter, para que saibamos interpretar melhor as famosas “interpretações dos sonhos”. No entanto, nem sempre nos lembramos do que nos aconteceu durante o sono, isto é, nem sempre sonhamos. Por um lado, isso deve-se às necessidades ou conveniências dessas lembranças, mas tratando-se de úteis ideias ou conselhos adquiridos, decerto nos virão como inspiração no momento oportuno, como nos é explicado em “O Livro dos Espíritos”; por outro lado, “como é pesada e grosseira a matéria que o compõe, o corpo dificilmente conserva as impressões que o Espírito recebeu, porque a este não chegam por intermédio dos órgãos corporais” (em resposta à questão 403 - O Livro dos Espíritos).