los ouvintes, são capazes de analisar as suas experiências pessoais nu
Jornal de Espiritismo nº 8 · 2005Página 134 min
los ouvintes, são capazes de analisar as suas experiências pessoais numa análise sincera, sendo estas projectadas em telas mentais. Dessa forma, autoavaliam-se e autoeducam-se. Ainda no livro Na Seara do Bem, nos diz: “A mensagem esclarecedora veiculada nas reuniões espíritas é verdadeiro processo terapêutico em auxílio às criaturas.”. No entanto, nem todos ouvem verdadeiramente o que é transmitido, mantendo o seu pensamento em questões do quotidiano e não aproveitando as bênçãos da palavra.
Durante a reunião, o grupo de desencarnados autorizados a entrar no Centro Espírita assiste, simultaneamente à palestra, a uma projecção de imagens numa grande tela luminosa, uma tradução observável das palavras proferidas pelo orador. Assim, também eles serão capazes de autoanálise enriquecedora.
Durante a prece, verdadeira chuva de pétalas coloridas invade o espaço, pousando suavemente sobre todos os presentes e elevando os sentimentos e pensamentos daqueles que acompanham as palavras lançadas no ar.
O trabalho de passe apresenta imensa beleza invisível para nós. Enquanto os trabalhadores encarnados se colocam na sua posição, também os companheiros do Sector de Enfermagem assumem as suas tarefas. As energias irradiando das mãos dos médiuns juntam-se às dos amigos do Plano Superior, derramandose em seguida sobre os “pacientes”. Realizase assim um trabalho em conjunto, com o
objectivo de ajudar a todos os níveis aqueles que recebem o passe.
Um outro factor correspondente ao trabalho de passe é a magnetização da água. Esta prática tem a sua origem no tempo dos primeiros cristãos, que se reuniam nas catacumbas, e que após as lições de Jesus, abençoavam a água e a utilizavam. Sendo um excelente meio condutor de energias, a água pode ser impregnada de energias positivas e até medicamentosas. Os trabalhadores espirituais responsáveis pela função, pela prece sincera, fazem com que pétalas radiantes caiam sobre a água.
Após o encerramento dos trabalhos, e depois de já todos os encarnados terem saído do Centro Espírita, o mundo espiritual lá permanece, em profunda análise dos trabalhos da noite. Simultaneamente, os Espíritos desencarnados necessitados são encaminhados de regresso à respectiva colónia espiritual. “A cooperação dos servidores espirituais fazse constante em todas as agremiações voltadas ao Bem e à Verdade, espíritas ou não. Igrejas, templos os mais diversos recebem do Mais Alto o auxílio em favor de quantos os busquem com a sinceridade da fé e os propósitos do bem e da renovação. (...) Com relação às instituições espíritas, (...) a actuação do mundo invisível
se faz a benefício de todas elas. Essa acção espiritual, no entanto, não é a mesma para todas as agremiações, obedecendo às características e aos recursos de cada uma. Também são sempre consideradas as necessidades de seus frequentadores. (...) Devemos, igualmente, considerar as necessidades e características de cada instituição, bem como a disponibilidade de servidores espirituais (...)”.
“Templo, Hospital, Escola, Oficina, Sublime Educandário das almas, o Centro Espírita é a bondade e a misericórdia de Deus materializadas na Terra em benefício das criaturas.”
Louvemos então com carinho o imenso trabalho praticado pelo mundo espiritual para nosso bem, agradecendo pelo tempo e conhecimentos despendidos, sob a promessa de procurarmos ser merecedores de sua atenção. Façamos os possíveis por nos tornarmos receptivos ao que decorre dentro do Centro Espírita, esquecendo as questões que nada importam dentro da porta, e vibrando junto com as luzes que nos envolvem no momento.
Texto: Cátia Martins (catiamartins&g3war.org) Bibliografia: Na Seara do Bem, Luís António Ferraz, pelo espírito António Carlos Tonini, Didier
Há quem seja contumaz em deixar as tarefas do dia para um dos próximos. Despreocupação de trabalho e de responsabilidades, de tarefas e de aprendizado são dominantes da história que João contou numa reunião mediúnica, faz já cinco anos.
A partir de um sofá, que para ele foi o leito de preguicite aguda que não deseja a ninguém, apela a que não se despreze o dever, já que o mesmo, quando bem cumprido, é libertador. Contou-nos João que se esticava no sofá predilecto assim que se abatia nele. Nada lhe dava tanto gozo como preguiçar naquele pouso a partir do qual rumava para a névoa da sonolência. Mesmo de olhos abertos, diante do televisor, quantas vezes olhava horas e horas para ele, e nada via. O resto do seu quotidiano era uma autêntica espera, até que de novo ali aportasse.
Numa dessas vezes, algo estranho ocorreu: de inopino, viu sentar-se no sofá diante dele uma bela senhora desconhecida, que lhe inundou a sala de luz, inebriando-lhe todos os sentidos. Diante isso, João estremeceu quando o espírito lhe falou:
- Hoje?! Hoje não! Não estou preparado. Só se for amanhã.
O espírito olhou-o e, tolerante, adiantou: - Está bem, João. Terás ainda essa oportunidade. Amanhã a esta hora virei buscarte. Faz os teus preparativos, fala com os teus familiares, fala-lhes da viagem que vais fazer, ultima as coisas que sempre adiaste e que é bom que fiquem em ordem.
O espírito nada mais lhe disse e simplesmente desapareceu. João esfregou os olhos, ajeitou-
se no sofá e concluiu: "Adormeci! Mas que senhora tão bonita!". O recheio da conversa, porém, se naquele momento caía no esquecimento, logo a seguir despenhava-se os abismos da inconsciência, quando João já se esticava no sofá levado nas brisas do sono. Nesse período, voltou a ter conversas semelhantes com outras pessoas que o visitavam: "João, não durmas! Tens muitas coisas para ultimar...".
Acabou por despertar. Levantou-se e saiu da sala. Bebeu um copo de água para espevitar. No escritório procurou papéis que ali andavam à sua sorte, sarrabiscou, alinhavou outras tantas coisas. Na sua ideia, tivera um pesadelo, nada mais do que a consciência a apontar-lhe os seus deveres.
De manhã, João saiu do sono acordado pela mesma senh
