da Terra e achou que o nosso urbe era o centro do Universo, que o Sol
Jornal de Espiritismo nº 8 · 2005Página 104 min
foi feito para iluminar o planeta, somente, e que os inúmeros planetas espalhados pelo Cosmos, eram simples estrelas criadas também em função da Terra.
Fez dessa concepção equivocada uma regra e impôs ao homem crer dessa maneira, chegando ao absurdo de mandar para a fogueira ou apelidar de loucos quem se atrevesse a discordar, como aconteceu com o sábio Galileu e muitos outros. Por incrível que pareça, ainda existe muita gente que acredita nisso, quando já entramos no terceiro milénio, o da mudança do planeta para um mundo de regeneração. A Ciência, que é merecedora de todo o respeito, conseguiu comprovar, até o momento, a existência de mais de quarenta milhões de galáxias, e todos podemos observar o resultado demonstrado pelo telescópio Hubble, comprovando também que a galáxia em que vivemos, a Via Láctea, é uma das menores que existem, e que dentro dela existem aproximadamente duzentos bilhões de estrelas...
Somos realmente pequenos! Raciocinemos: Se dentro desta "noz" em que moramos existem mais de duzentos bilhões de sóis, quantos bilhões, trilhões ou não sei uantos lhões de planetas não existem dentro e todas as outras mais de quarenta milhões de galáxias maiores que a nossa, sem contar com as que ainda não foram descobertas pelos cientistas terrenos? E como podemos admitir qualquer afirmativa absurda de que só existe Viãa no Planeta Terra?
Seria uma ridícula pretensão do homem, porque Deus não poderia ser inconsequente a ponto de criar tantas Galáxias para usar apenas um "grãozinho de areia", que é o que representa o planeta Terra diante de toda essa imensidão. A matéria, apresenta-se em amontoados geológicos e siderais espalhados pelo Cosmo. O nosso universo físico é constituído pela Via Láctea, um sistema completo e limitado, a cujo diâmetro podemos dar o valor aproximado de cerca de meio milhão de anos-luz, segundo estudos recentes.
O sol, sob o qual orbitam os planetas, rege este sistema. À via Láctea é, exactamente, um vórtice sideral em evolução. A espectroscopia CFermite informar a respeito da composição e idade das várias estrelas. Com a análise das radiações estelares, podemos estabelecer sua temperatura, porque à proporção que esta aumenta, vemos aparecer no espectro as várias cores, do vermelho ao violeta, que é o último a aparecer. O ultravioleta revela as temperaturas mais altas.
Quanto mais o espectro se estende nessa área, mais quente é a estrela observada. Então o espectro revela, sempre, a constituição química e a temperatura. Os cientistas baseando-se nestes critérios, tornam possível uma classificação das estrelas, quanto ao tipo, e uma graduação em relação ao seu grau de condensação, chegando-se daí à sua idade no processo evolutivo. Entretanto, outros acontecimentos há para observar e que se desenvolvem paralelamente aos quatro já observados: constituição química, temperatura, condensação e idade.
As estrelas afastam-se da Via Láctea à proporção que envelhecem. Bastaria este facto, para demonstrar que na Via Láctea está o centro genético do nosso sistema, pois é exactamente nela que encontramos as estrelas na primeira fase de evolução. As vermelhas, mais velhas, encontram-se afastadas das regiões mais jovens da Via Láctea.
químicas, o resfriamento das crostas, a condensaçãoeo envelhecimento significam evolução, e corresponde a um processo de abertura do sistema, que vai do centro à periferia.
No processo de construção de um novo sistema por Deus e assistido pelos engenheiros siderais, participam novos seres, princípio inteligente no estado simples e ignorante, contribuindo para a sua sustentação. Parece uma frase retirada de nobre conto mas é a pura realidade: o ser tem de se prender na matéria para aprender a desmaterializar-se.
“Tn principio erat verbum”. Pelo princípio de tudo. O Verbo, isto é, o estado inicial, é um sistema espiritual pronto a transformar-se em acção, dando origem a um segundo momento, pura energia, e depois na forma concreta, na consolidação da obra, a matéria.
Há, portanto, dois universos, ou duas realidades, como melhor se ajustar ao nosso entendimento: o verdadeiro, de natureza espiritual, perfeito nas regras e concepções, e uma contrafacção, imperfeita, o material, em evolução para essa perfeição. O primeiro é o absoluto, imóvel; o segundo é o relativo, indo ao encontro do primeiro. Este evoluirá tanto que, chegados os tempos, se sobreporá ao primeiro e com ele coincidirá, harmonizandose em sintonia perfeita.
Os dois universos existem para se fundirem, porque são um só que se desfragmentou pela condensação do primeiro para cc]lue pudesse haver evolução e que agora está de volta à união. Este processo é possível porque os fragmentos permanecem intimamente ligados por um fio que é a imanência de Deus Pai, a tal divindade latente na humanidade que Jesus falou no sermão, e pronta a explodir no ser complexo que se tornou humanóide.
O segundo universo, o material, não ficou só, não foi abandonado por Deus transcendente, que continua a considerálo o Seu universo, e a trabalhar, no seu íntimo para restabelecê-lo. Deixa os filhos amados trabalhar neste campo que é Escola de Ascensão. O quadro é completo, o sistema perfeito.
E verificada a perfeição no quadro da Criação, vamos passear pela mecânica de formação do sistema que conhecemos.
Deus é o centro de toda a existência. Todos os Universos, todos os mundos, rodam em torno da Sua Lei Imutável e entendemos perfeitamente a evolução mais rápida num ser que em outro. Isto irá criar sistemas onde os seres evoluídos moral e intelectualmente convivem com práticas de cariz vibratório inferior havendo uma estagnação natural. Os seres involuídos não se afinizarão com aquele local e, através da reencarnação, são levados a planetas menos evoluídos em todos os sentidos para aí continuarem a caminhada de evolução. A
